{"id":1496,"date":"2011-08-11T17:44:50","date_gmt":"2011-08-11T17:44:50","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1496"},"modified":"2011-08-11T17:44:50","modified_gmt":"2011-08-11T17:44:50","slug":"e-o-momento-para-uma-nova-ordem-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1496","title":{"rendered":"\u00c9 o momento para uma nova ordem mundial?"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Standard_poors_ratings_mar302009.jpg\" title=\"Os \u00edndices da Standard &#038; Poor\u2019s s\u00e3o tidos como base de an\u00e1lise de risco pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras e os grandes jogadores do cassino global. Esta empresa, assim como a Fitch e a Moody\u2019s, tem mais poder do que a maior parte dos Estados emergentes. At\u00e9 quando?  - Foto:finfacts.ie\" alt=\"Os \u00edndices da Standard &#038; Poor\u2019s s\u00e3o tidos como base de an\u00e1lise de risco pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras e os grandes jogadores do cassino global. Esta empresa, assim como a Fitch e a Moody\u2019s, tem mais poder do que a maior parte dos Estados emergentes. At\u00e9 quando?  - Foto:finfacts.ie\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Os \u00edndices da Standard &#038; Poor\u2019s s\u00e3o tidos como base de an\u00e1lise de risco pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras e os grandes jogadores do cassino global. Esta empresa, assim como a Fitch e a Moody\u2019s, tem mais poder do que a maior parte dos Estados emergentes. At\u00e9 quando? <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:finfacts.ie<\/small><\/figure>\n<p>A amea&ccedil;a de calote da d&iacute;vida p&uacute;blica dos Estados Unidos vem suscitando uma s&eacute;rie de debates a respeito do poss&iacute;vel fim de uma era ou ciclo de domina&ccedil;&atilde;o dentro do capitalismo. Para quem viveu o per&iacute;odo da Guerra Fria, o cen&aacute;rio hoje vislumbrado n&atilde;o era sequer imagin&aacute;vel. Hoje, pela primeira vez na hist&oacute;ria contempor&acirc;nea, os efeitos da pol&iacute;tica interna e externa dos EUA p&oacute;s-11 de setembro de 2001 se v&ecirc;em como uma poss&iacute;vel crise de legitimidade e perda da hegemonia mundial &ndash; no m&eacute;dio prazo &ndash; do &uacute;nico Estado do planeta que &eacute; uma superpot&ecirc;ncia militar.<\/p>\n<p>Isto se d&aacute; por uma s&eacute;rie de fatores, mas uma rela&ccedil;&atilde;o de causal de f&aacute;cil compreens&atilde;o &eacute; que a conta simplesmente n&atilde;o fecha. A equa&ccedil;&atilde;o &eacute; simples. Os EUA sozinhos gastam mais com o complexo industrial-militar do que todos os demais Estados existentes no planeta. Isto ajuda a gerar a maior d&iacute;vida interna do mundo acompanhada de um progressivo corte de gastos p&uacute;blicos e aumento de isen&ccedil;&otilde;es e repasses de verbas para grandes transnacionais. O efeito &eacute; o abismo social, fortalecendo os 1% mais ricos e seus poderosos lobbies. Um Imp&eacute;rio decadente com supremacia militar e sistemas produtivos dependentes da China n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es prolongadas de exercer sua vontade soberana acima de organismos multilaterais, desde que os Estados emergentes assim o desejem. <\/p>\n<p>A gangorra poderia come&ccedil;ar a pender para outros lados se blocos regionais ou de pa&iacute;ses, como a Unasur e o G-20, estabelecessem medidas de prote&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua, tais como fundos de emerg&ecirc;ncia e &iacute;ndices de risco, por fora das estruturas estabelecidas pela atual hegemonia em franca decad&ecirc;ncia. Por mais surreal que pare&ccedil;a, o balizador das d&iacute;vidas dos pa&iacute;ses s&atilde;o &iacute;ndices de empresas privadas de an&aacute;lise de risco (da poss&iacute;vel aus&ecirc;ncia de pagamento), a saber, Standard &amp; Poors, Moody&rsquo;s e Fitch. Para os organismos financiadores do capitalismo, a informa&ccedil;&atilde;o produzida atrav&eacute;s destas empresas &eacute; considerada superior a co-produzida pelas autoridades de pa&iacute;ses como Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, China e Cor&eacute;ia do Sul. <\/p>\n<p>Retirar a absurda legitimidade das empresas de &ldquo;an&aacute;lise&rdquo; de risco e, ao mesmo tempo, iniciar acordos multilaterais em busca de novos lastros para al&eacute;m do fator d&oacute;lar-d&oacute;lar, tal como uma poss&iacute;vel moeda cambial dos emergentes, seria um belo primeiro passo. Se a economia do Imp&eacute;rio decadente &eacute; o motor engasgado da locomotiva mundial, romper com esta interdepend&ecirc;ncia em escala planet&aacute;ria &eacute; tarefa de todo e qualquer governo minimamente balizado no respeito da soberania de seu pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os \u00edndices da Standard &#038; Poor\u2019s s\u00e3o tidos como base de an\u00e1lise de risco pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras e os grandes jogadores do cassino global. Esta empresa, assim como a Fitch e a Moody\u2019s, tem mais poder do que a maior parte dos Estados emergentes. At\u00e9 quando? 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