{"id":1515,"date":"2011-09-15T16:18:15","date_gmt":"2011-09-15T16:18:15","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1515"},"modified":"2011-09-15T16:18:15","modified_gmt":"2011-09-15T16:18:15","slug":"o-11-de-setembro-e-a-fabricacao-do-consentimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1515","title":{"rendered":"O 11 de setembro e a fabrica\u00e7\u00e3o do consentimento"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/american-tv-media.jpg\" title=\"As maiores empresas de comunica\u00e7\u00e3o dos EUA se alinharam automaticamente com o governo Bush Jr., entusiasticamente apoiando o conjunto de medidas tomado para deflagrar a \u201cGuerra contra o Terror\u201d. N\u00e3o poderia dar em resultado distinto dos desastres no Afeganist\u00e3o e Iraque. - Foto:thisisthestoryof.wordpress \" alt=\"As maiores empresas de comunica\u00e7\u00e3o dos EUA se alinharam automaticamente com o governo Bush Jr., entusiasticamente apoiando o conjunto de medidas tomado para deflagrar a \u201cGuerra contra o Terror\u201d. N\u00e3o poderia dar em resultado distinto dos desastres no Afeganist\u00e3o e Iraque. - Foto:thisisthestoryof.wordpress \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">As maiores empresas de comunica\u00e7\u00e3o dos EUA se alinharam automaticamente com o governo Bush Jr., entusiasticamente apoiando o conjunto de medidas tomado para deflagrar a \u201cGuerra contra o Terror\u201d. N\u00e3o poderia dar em resultado distinto dos desastres no Afeganist\u00e3o e Iraque.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:thisisthestoryof.wordpress <\/small><\/figure>\n<p>15 de setembro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>Os ataques da rede Al-Qaeda, organizados por um ex-agente de enlace da CIA, o sheik saudita Osama Bin-Laden, acarretaram uma s&eacute;rie de trag&eacute;dias. A maior de todas foi o assassinar de quase tr&ecirc;s mil inocentes, sem nenhuma rela&ccedil;&atilde;o direta com a presen&ccedil;a dos EUA no mundo &aacute;rabe e isl&acirc;mico. Outra veio na forma da vigil&acirc;ncia contra a dissid&ecirc;ncia interna, materializada com o Ato Patri&oacute;tico (Patriot Act, aprovado em outubro de 2001) e a cria&ccedil;&atilde;o do equivalente ao Minist&eacute;rio do Interior (Department of Homeland Security, DHS, criado em novembro de 2002). Mas, o pior dos efeitos para o Ocidente, foi tentar podar as ra&iacute;zes da democracia americana, n&atilde;o a do duop&oacute;lio de partido quase &uacute;nico, mas sim &agrave;quela que bebe na democracia direta e no protagonismo cidad&atilde;o. Para quem est&aacute; &agrave; esquerda dos keynesianos democratas, a &uacute;ltima d&eacute;cada foi dura.<\/p>\n<p>A f&aacute;brica de consentimento funcionou a pleno vapor. Ao mesmo tempo em que a trag&eacute;dia do WTC refor&ccedil;ara uma alian&ccedil;a entre a ind&uacute;stria da m&iacute;dia e Casa Branca, poucas vozes dissidentes assumem o papel hist&oacute;rico do jornalismo e da cultura na defesa de valores vinculados a uma democracia radical. Projetos ousados como Democracy Now!, Counterpunch, Z-magazine, dentre dezenas de outros, praticaram uma luta de tipo David e Golias contra os gigantes das redes de comunica&ccedil;&otilde;es e telecomunica&ccedil;&otilde;es operando na &uacute;nica superpot&ecirc;ncia mundial. Os dias ap&oacute;s os atentados marcaram um perfil de uma &ldquo;m&iacute;dia de mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional&rdquo;, aonde o que menos se viu foi investiga&ccedil;&atilde;o e cr&iacute;tica. Da&iacute; para um apoio t&aacute;cito a guerra do Afeganist&atilde;o e o encobrir das falsas justificativas para a invas&atilde;o do Iraque n&atilde;o foi dif&iacute;cil.      <\/p>\n<p>Tamanho adesismo, cuja empresa l&iacute;der era (e &eacute;) a Fox News de Rupert Murdoch n&atilde;o poderia dar em boa coisa. E n&atilde;o deu. Do lado corporativo, o acionista majorit&aacute;rio da News Corp se v&ecirc; num mar de esc&acirc;ndalos de espionagem interno dos dois lados do Atl&acirc;ntico. Das bases sociais sob esta influ&ecirc;ncia nefasta, surge uma direita hist&eacute;rica como o Tea Party, bloco pol&iacute;tico ainda pior do que os neoconservadores da d&eacute;cada de &rsquo;90. N&atilde;o admira que Obama governe pouco ou nada, tanto por falha dele ao escolher uma equipe leal &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es como pela for&ccedil;a da press&atilde;o dos atingidos pelo pior das f&aacute;bricas de consentimento. Se a inten&ccedil;&atilde;o de Bin Laden e seus aliados era reduzir a participa&ccedil;&atilde;o social, vinculando os estadunidenses ao seu governo seq&uuml;estrado pelas transnacionais e operadores financeiros, ent&atilde;o o l&iacute;der integrista, mesmo morto, saiu-se vitorioso.<\/p>\n<p>Este texto foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As maiores empresas de comunica\u00e7\u00e3o dos EUA se alinharam automaticamente com o governo Bush Jr., entusiasticamente apoiando o conjunto de medidas tomado para deflagrar a \u201cGuerra contra o Terror\u201d. N\u00e3o poderia dar em resultado distinto dos desastres no Afeganist\u00e3o e Iraque. 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