{"id":1534,"date":"2011-10-13T00:41:48","date_gmt":"2011-10-13T00:41:48","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1534"},"modified":"2011-10-13T00:41:48","modified_gmt":"2011-10-13T00:41:48","slug":"coluna-alem-das-quatro-linhas-semana-de-10-de-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1534","title":{"rendered":"Coluna Al\u00e9m das Quatro Linhas \u2013 Semana de 10 de outubro"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/leifert_neto.jpg\" title=\"A legenda desta foto poderia apenas citar a letra de Televis\u00e3o, hit dos Tit\u00e3s na primeira metade da d\u00e9cada de \u201980 do s\u00e9culo passado. Na primeira estrofe...\u201dA televis\u00e3o me deixou burro muito burro demais. Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais.\u201d  - Foto:giropelopiaui.com.br \" alt=\"A legenda desta foto poderia apenas citar a letra de Televis\u00e3o, hit dos Tit\u00e3s na primeira metade da d\u00e9cada de \u201980 do s\u00e9culo passado. Na primeira estrofe...\u201dA televis\u00e3o me deixou burro muito burro demais. Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais.\u201d  - Foto:giropelopiaui.com.br \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A legenda desta foto poderia apenas citar a letra de Televis\u00e3o, hit dos Tit\u00e3s na primeira metade da d\u00e9cada de \u201980 do s\u00e9culo passado. Na primeira estrofe&#8230;\u201dA televis\u00e3o me deixou burro muito burro demais. Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais.\u201d <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:giropelopiaui.com.br <\/small><\/figure>\n<p><em>Anderson Santos (editor), Dijair Brilhantes &amp; Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p><strong>Jornalismo esportivo ou entretenimento esportivo?<\/strong><\/p>\n<p>A acentuada amplia&ccedil;&atilde;o da oferta de produtos midi&aacute;ticos que misturam estrat&eacute;gias do jornalismo e do entretenimento est&aacute; cada vez mais evidente nos &uacute;ltimos anos. Entre os que amam ou odeiam, o &ldquo;modelo Tiago Leifert&rdquo; de se apresentar programa esportivo tomou conta dos &ldquo;notici&aacute;rios&rdquo; esportivos. Num padr&atilde;o em que o mais importante &eacute; ser descontra&iacute;do.<\/p>\n<p>Depois de passar anos sob a &quot;objetividade&quot; do jornalismo, agora o questionamento &eacute; saber onde foi parar a not&iacute;cia quando se fala de esporte? Bem&#8230;<\/p>\n<p>Em 2008, o rep&oacute;rter Tino Marcos, h&aacute; 20 anos acompanhando os jogos da Sele&ccedil;&atilde;o, deixava o cargo para assumir a edi&ccedil;&atilde;o executiva e a apresenta&ccedil;&atilde;o do Globo Esporte nacional. O intuito era que seguisse um modelo de telejornal, com dois apresentadores, uma bancada, tel&atilde;o do lado,&#8230; N&atilde;o durou muito tempo.<\/p>\n<p>J&aacute; no ano seguinte, Tino voltou aos jogos do Brasil. 2009 foi ano da divis&atilde;o em mais centrais da Central Globo de Jornalismo, que passou a ter uma Diretoria Geral de Jornalismo e Esporte e uma Central Globo de Esportes. A ordem era mudar o notici&aacute;rio esportivo da emissora, muito s&eacute;rio (ah se fosse mesmo s&eacute;rio, o Imperador Teixeira n&atilde;o duraria tanto&#8230;.).<\/p>\n<p>S&atilde;o Paulo ganhou ent&atilde;o o seu Globo Esporte, para atender ao p&uacute;blico local. O apresentador da nova empreitada, e editor, seria Tiago Leifert, que seguiu no programa uma dire&ccedil;&atilde;o oposta &agrave; iniciada no ano anterior. Informalidade virou palavra-chave para que o esporte fosse tratado de forma descontra&iacute;da.<\/p>\n<p>Desde ent&atilde;o, o modelo cresceu muito dentro da emissora e ganha alguns reflexos nas demais &ldquo;concorrentes&rdquo;. O Esporte Espetacular &eacute; prova disso, com o ex-jogador de v&ocirc;lei Tande dividindo a apresenta&ccedil;&atilde;o do programa com Glenda Koslovski. Al&eacute;m da &ldquo;pol&ecirc;mica&rdquo; promo&ccedil;&atilde;o com o jo&atilde;o-bobo Jo&atilde;o Sorris&atilde;o. <\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Modelo vem do semanal Fant&aacute;stico<\/span><\/p>\n<p>Em 2007, Tadeu Schmidt recebeu a tarefa de fazer os gols do Fant&aacute;stico virarem um atrativo para toda a fam&iacute;lia. Algumas novidades foram implantadas, como o jogador que fizer tr&ecirc;s gols poder escolher uma m&uacute;sica; mostrar alguns erros e algumas curiosidades dos jogos; al&eacute;m da &ldquo;interatividade&rdquo; do programa com o p&uacute;bico nos quadros Bola Cheia e Bola Murcha, onde o apresentador recebe v&iacute;deos enviados pelos pr&oacute;prios telespectadores. Interatividade controlada na web e alguns minutos a menos de produ&ccedil;&atilde;o de externas e p&oacute;s-edi&ccedil;&atilde;o&#8230;.  <\/p>\n<p>Neste caso, o Fant&aacute;stico se prop&otilde;e a ser uma revista eletr&ocirc;nica, mesmo que nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas venha tentando se achar entre jornalismo e entretenimento. O n&atilde;o mais s&oacute; irm&atilde;o do &ldquo;m&atilde;o santa&rdquo; Oscar Schmidt (agora funcion&aacute;rio da Record e com passagens consagradas pelo malufismo) conseguiu encontrar um meio-termo que parece faltar ao programa de forma geral.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Um novo p&uacute;blico e o sucesso nacional<\/span><\/p>\n<p>Voltando ao Globo Esporte, o teste final da ades&atilde;o ao modelo foi o programa &ldquo;Central da Copa&rdquo;, que ocorria ap&oacute;s os jogos do Brasil na Copa do Mundo FIFA 2010 ou durante o Jornal da Globo, quase todos os dias. Se mais de um ano ap&oacute;s o evento, o programa continuou com o mesmo nome e indo ao ar, n&atilde;o precisava dizer que o formato deu certo.<\/p>\n<p>Durante a Central da Copa, Leifert, e seu fiel escudeiro o atual comentarista e ex-centroavante Caio Ribeiro, criaram um programa de audit&oacute;rio para comentar as partidas, com a presen&ccedil;a de alguns dos nomes da cobertura esportiva da emissora como convidados. Uma das suas campanhas favoritas foi contra a Argentina, quando apostou com uma brasileira torcedora dos hermanos quem cairia primeiro no torneio. <\/p>\n<p>Muitos passaram a assistir os programas esportivos da Globo devido ao novo formato, isto &eacute; ineg&aacute;vel. Basta Tiago Leifert aparecer na telinha que coment&aacute;rios como &ldquo;n&atilde;o gostava de ver esportes na TV, mas com ele&#8230;&rdquo; aparecerem nas redes sociais.<\/p>\n<p>Mesmo quando ele n&atilde;o est&aacute; apresentando o Globo Esporte SP, h&aacute; substitutos nas brincadeiras do programa. Sempre algu&eacute;m jovem, pronto para fazer piadas sobre as not&iacute;cias do cotidiano futebol&iacute;stico, com reportagens que tentam ser engra&ccedil;adas ao tratar o futebol, em particular, de um jeito menos formal.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">As pol&ecirc;micas<\/span><\/p>\n<p>Antes de qualquer coisa, Leifert tem e ter&aacute; que conviver com o fato de ser filho de um importante diretor da Globo, Gilberto Leifert &ndash; diretor de rela&ccedil;&otilde;es com o mercado, mas tamb&eacute;m, presidente do Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria (Conar). Na d&uacute;vida para ataques, volta-se para o lado familiar como &ldquo;facilitador&rdquo; de sua entrada. Informa&ccedil;&atilde;o passada, independente de como ele entrou, o seu jeito de fazer jornalismo esportivo, se &eacute; que ainda podemos cham&aacute;-lo disso, ganhou for&ccedil;a por m&eacute;ritos pr&oacute;prios. E, sejamos francos, se n&atilde;o desse audi&ecirc;ncia ele n&atilde;o estaria &agrave; frente de um monitor da famiglia Marinho. J&aacute; o custo para o bem imaterial mais apreciado do povo brasileiro&#8230;.<\/p>\n<p>Ao menos o febeap&aacute; entra em &ldquo;divertidas confus&otilde;es&rdquo;, como numa vers&atilde;o mais mondo cane da Sess&atilde;o da Tarde. Na ainda curta carreira como apresentador do Globo Esporte SP envolveu-se em algumas pol&ecirc;micas. Primeiro foi com o ex- jogador Neto, atual comentarista e apresentador da Band. <\/p>\n<p>Em uma palestra na Uninove, o apresentador do Globo Esporte desmentiu o ex-craque corintiano sobre a poss&iacute;vel vinda do holand&ecirc;s Seedorf para o Corinthians, em abril deste ano, e a troca de farpas continuou via Twitter. No microblog, questionado sobre o porqu&ecirc; de n&atilde;o falar contra Ricardo Teixeira, Tiago Leifert amea&ccedil;ou deixar o Twitter e mandou o telespectador aproveitar o s&aacute;bado e procurar uma mulher. Que beleza, diante do contradit&oacute;rio o &ldquo;jornalista&rdquo; abandona a arena&#8230;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Em mais um caso de sinceridade &agrave; l&aacute; Andr&eacute;s Sanchez:<\/span><\/p>\n<p>Em maio, foi a vez de se desentender com o portal UOL (Grupo Folha). O setor esportivo do site comentou entrevista do apresentador &agrave; revista GQ, em que disse achar estranho quando lhe perguntaram porqu&ecirc; n&atilde;o falava sobre outros assuntos.<\/p>\n<p>Leifert ao menos &eacute; sincero, como se nota nas palavras abaixo:<br \/>\n&ldquo;Meu amigo, muda de canal pra ver a sua not&iacute;cia! N&atilde;o tem F&oacute;rmula Indy na Globo, n&atilde;o vai ter Pan-americano na Globo, n&atilde;o vai ter Olimp&iacute;ada na Globo! Essa cobran&ccedil;a &eacute; puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo &eacute; uma for&ccedil;a do mal. N&atilde;o &eacute; isso, &eacute; neg&oacute;cio. Quem paga mais leva e quem leva exibe&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois, tamb&eacute;m via Twitter, disse que ao contr&aacute;rio do que diz a mat&eacute;ria do UOL, n&atilde;o iriam &ldquo;esconder&rdquo; as Olimp&iacute;adas. Viram porque o contradit&oacute;rio &eacute; importante? <\/p>\n<p>Outro desafeto p&uacute;blico &eacute; o jornalista Jorge Kajuru, que ap&oacute;s v&aacute;rios coment&aacute;rios contra o jovem apresentador, chegou a &ldquo;amea&ccedil;ar&rdquo; Leifert; vindo ap&oacute;s a considerar que talvez tenha exagerado em muitas cr&iacute;ticas. Kajuru n&atilde;o esconde de ningu&eacute;m que esse modelo de descontra&ccedil;&atilde;o &eacute; usado por ele desde sua passagem pela Band e que a Rede Globo teria tentado o contratar na &eacute;poca para faz&ecirc;-lo&#8230;.viram, n&atilde;o adianta negar, a ind&uacute;stria cultural existe, &eacute; horrenda e tem fome, muita fome.<\/p>\n<p><strong>Edi&ccedil;&atilde;o ga&uacute;cha tamb&eacute;m aderiu ao novo formato<\/strong><\/p>\n<p>Com a regionaliza&ccedil;&atilde;o nas outras pra&ccedil;as do Globo Esporte, que n&atilde;o necessariamente t&ecirc;m agora que seguir a rede, o formato foi repassado. No Rio Grande do Sul n&atilde;o foi diferente, o Globo Esporte RS &ndash; que at&eacute; poderia se chamar por &ldquo;S&oacute; Gre-Nal&rdquo; &ndash; ganhou uma edi&ccedil;&atilde;o completa, n&atilde;o mais apenas o primeiro bloco. <\/p>\n<p>Os telespectadores acreditavam que o esporte local ganharia mais espa&ccedil;o para passar informa&ccedil;&otilde;es sobre o futebol do interior e outras modalidades esportivas, num Estado com importantes clubes, como &eacute; o caso do Gr&ecirc;mio N&aacute;utico Uni&atilde;o e da Sogipa. Mas isso n&atilde;o ocorreu, apenas a dupla Gre-Nal teve seu espa&ccedil;o ampliado&#8230;.o racioc&iacute;nio da famiglia Sirotsky deve ser guiado pelo g&ecirc;nio de Tiago Leifert. Para que falar de pot&ecirc;ncias ol&iacute;mpicas do Rio Grande do Sul se quem vai transmitir s&atilde;o os compradores da massa quase falida deixada por Renato Ribeiro?!<\/p>\n<p>Ainda assim, parece que meia hora &eacute; muito tempo para falar s&oacute; dos dois clubes da capital. Ent&atilde;o, o programa ganhou quadros totalmente humor&iacute;sticos, n&atilde;o contendo nada de informa&ccedil;&otilde;es relevantes, detalhando, por exemplo, os cuidados com o cabelo de um rec&eacute;m-contratado do Gr&ecirc;mio&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Bandeirantes ainda usa o &ldquo;meio termo&rdquo;<\/span><\/p>\n<p>Na Rede Bandeirantes, ainda podemos dizer que usam o chamado &ldquo;meio termo&rdquo; entre o humor e o jornalismo esportivo, com a pol&ecirc;mica continuando a ser a pauta &ndash; imitando o programa de Jos&eacute; Luiz Datena. <\/p>\n<p>A edi&ccedil;&atilde;o paulista do Jogo Aberto, cuja primeira parte &eacute; nacional, optou por colocar ex-jogadores (Neto, Den&iacute;lson, Edmundo) ao lado da jornalista Renata Fan (ex-Miss Brasil) e de algum outro convidado, casos do narrador Oscar Ulysses e de Osmar de Oliveira. A ordem parece ser a de demonstrar atrito entre eles.<\/p>\n<p>A &acirc;ncora do programa j&aacute; teve seu dia de humorista, quando, ap&oacute;s uma campanha reverberada entre jogadores, dan&ccedil;ou em meio ao programa uma m&uacute;sica da cantora pop Shakira.<\/p>\n<p>Um modelo parecido, com mulher mediando o debate entre homens, ocorre tamb&eacute;m na Rede TV!, que ainda conta com o &ldquo;Mulheres na Rede&rdquo; no domingo, incluindo &ldquo;personalidades&rdquo; como a ex-jogadora Milene Rodrigues, para discutir com comentaristas, a exemplo do ex-goleiro do Corinthians Ronaldo (Soares Giovanelli, n&atilde;o confundir com o ex-de Milene).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">&ldquo;Jornalismo esportivo&rdquo;<\/span><br style=\"font-weight: bold;\" \/><br \/>\n<br \/>\nDe um lado o jornalismo, com seus formatos definidos, que enquadram os fatos &ndash; apesar de a ordem de agora seja apostar na informalidade, ao menos na exclus&atilde;o do Teleprompter nos telejornais de pra&ccedil;as. Do outro, o esporte, que traz um entretenimento, com suas paix&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es de todo o torcedor. <\/p>\n<p>Ser&aacute; que arranjar uma uni&atilde;o entre estes dois elementos &eacute; esquecer dos fundamentos de um dos dois?<\/p>\n<p>Tratar o esporte apenas com dados das partidas, quem fez tal jogada em qual tempo, como se faz nos textos de jornal impresso e de sites de internet &ldquo;profissionais&rdquo; passa ao largo de demonstrar o melhor que um jogo tem para passar, o que mais atrai o torcedor: a emo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a proposta de encarar s&oacute; como entretenimento, acaba por esquecer que h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o a ser transmitida. O esporte &eacute; um fato sociocultural e como tal deve ser transmitido. Para al&eacute;m das piadas excessivas e da falta de emo&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica&#8230;.e convenhamos, as piadas realizadas passam longe de tocar no dedo m&iacute;nimo das estruturas de poder do futebol profissional e do pr&oacute;prio Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Brasileiro e as confedera&ccedil;&otilde;es filiadas. <\/p>\n<p>A Rede Globo de Televis&atilde;o que n&atilde;o possui em sua grande de programa&ccedil;&atilde;o nenhum programa jornal&iacute;stico com humor, resolveu optar por fazer isso nos programas esportivos. Nota-se que no atual momento, no estilo &ldquo;CQC&rdquo;, o jornalista est&aacute; tentando aparecer mais e mais, sobressaindo-se ataques a not&iacute;cia, omitindo o contradit&oacute;rio, ignorando a investiga&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica e pasteurizando o que j&aacute; foi papo de esquina&#8230;..<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">Hosana dos gramados&#8230;.<\/span><\/p>\n<p>Jo&atilde;o Sem Medo Saldanha, em sua figura, n&oacute;s homenageamos a todos os que constru&iacute;ram o g&ecirc;nero da cr&ocirc;nica esportiva (futeboleira na verdade) neste pa&iacute;s ent&atilde;o deitado em ber&ccedil;o espl&ecirc;ndido. Como ironia nada sutil (deveras macabra, reconhecemos), nenhum dos bonequinhos de ventr&iacute;loquos das dire&ccedil;&otilde;es de emissoras l&iacute;deres no oligop&oacute;lio tupiniquim mereceriam ser tema de um conto de Edilberto Coutinho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A legenda desta foto poderia apenas citar a letra de Televis\u00e3o, hit dos Tit\u00e3s na primeira metade da d\u00e9cada de \u201980 do s\u00e9culo passado. Na primeira estrofe&#8230;\u201dA televis\u00e3o me deixou burro muito burro demais. 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