{"id":1538,"date":"2011-10-20T01:41:13","date_gmt":"2011-10-20T01:41:13","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1538"},"modified":"2011-10-20T01:41:13","modified_gmt":"2011-10-20T01:41:13","slug":"no-esporte-brasileiro-o-problema-e-de-modelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1538","title":{"rendered":"No esporte brasileiro, o problema \u00e9 de modelo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/escola2.jpg\" title=\"O p\u00e9ssimo estado dos equipamentos esportivos em escolas p\u00fablicas de ensino fundamental e m\u00e9dio deveria ser a primeira preocupa\u00e7\u00e3o, junto com a m\u00e3o de obra especializada, na massifica\u00e7\u00e3o do desporto escolar no Brasil. Ap\u00f3s mais de oito anos com os ex-comunistas \u00e0 frente da pasta, os resultados neste sentido foram \u00ednfimos.  - Foto:apasantamaria \" alt=\"O p\u00e9ssimo estado dos equipamentos esportivos em escolas p\u00fablicas de ensino fundamental e m\u00e9dio deveria ser a primeira preocupa\u00e7\u00e3o, junto com a m\u00e3o de obra especializada, na massifica\u00e7\u00e3o do desporto escolar no Brasil. Ap\u00f3s mais de oito anos com os ex-comunistas \u00e0 frente da pasta, os resultados neste sentido foram \u00ednfimos.  - Foto:apasantamaria \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O p\u00e9ssimo estado dos equipamentos esportivos em escolas p\u00fablicas de ensino fundamental e m\u00e9dio deveria ser a primeira preocupa\u00e7\u00e3o, junto com a m\u00e3o de obra especializada, na massifica\u00e7\u00e3o do desporto escolar no Brasil. Ap\u00f3s mais de oito anos com os ex-comunistas \u00e0 frente da pasta, os resultados neste sentido foram \u00ednfimos. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:apasantamaria <\/small><\/figure>\n<p>20 de outubro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>Nunca antes na hist&oacute;ria deste pa&iacute;s se prestou tanta aten&ccedil;&atilde;o ao desporto como um todo. O Minist&eacute;rio do Esporte, por onde j&aacute; passara Edson Arantes do Nascimento (em gest&atilde;o irrelevante durante o primeiro governo FHC), muda de status. De pasta com pouca express&atilde;o torna-se vitrine mundial e base de di&aacute;logo com jovens, aficionados e desportistas de todo o pa&iacute;s. Al&eacute;m da proje&ccedil;&atilde;o, com a realiza&ccedil;&atilde;o de grandes eventos internacionais (Copa de 2014 e Olimp&iacute;adas de 2016), o Minist&eacute;rio tem uma s&eacute;rie de programas com razo&aacute;vel volume de verbas (&iacute;nfimas se comparadas com o montante gasto na rolagem da d&iacute;vida interna) e capilaridade social. Mas, h&aacute; problemas.<\/p>\n<p>Estou bem &agrave; vontade para retomar a cr&iacute;tica a gest&atilde;o cont&iacute;nua do PC do B (primeiro com Agnelo Queiroz e agora com Orlando Silva) &agrave; frente da pasta, pois venho fazendo-a aqui desde 2006. S&atilde;o dois problemas permanentes. O primeiro, passa pelas estruturas de poder (at&eacute; a pouco intacta) dominantes no desporto em geral e no futebol profissional em particular. Se agora as rela&ccedil;&otilde;es com o comando da cartolagem est&atilde;o tensas com o Planalto, tal fato n&atilde;o ocorrera nos oito anos anteriores. O segundo est&aacute; na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo de populariza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica desportiva no Brasil, cujos reflexos o atual ministro sofre como alvo de den&uacute;ncias de um correligion&aacute;rio desafeto. <\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;o, nem tudo anda mal. A honestidade intelectual me obriga a admitir os m&eacute;ritos das duas &uacute;ltimas gest&otilde;es. A cada competi&ccedil;&atilde;o ampliamos o n&uacute;mero de modalidades representadas e, em igual propor&ccedil;&atilde;o, as chances de medalhas. Quanto ao alto rendimento ol&iacute;mpico, h&aacute; pouco para ser contestado se comparado com governos anteriores. J&aacute; a massifica&ccedil;&atilde;o, esta deixa muito a desejar. Na entrevista coletiva de 2&ordf; (17\/10), Orlando Silva afirmara a suspens&atilde;o dos conv&ecirc;nios como ONGs para repasse de verbas p&uacute;blicas, dando total prioridade &agrave;s a&ccedil;&otilde;es conjuntas com poderes municipais e estaduais, al&eacute;m de universidades estatais. Acontece que os repasses para entidades privadas nunca deveriam ter existido. <\/p>\n<p>Se houvesse um m&iacute;nimo de coer&ecirc;ncia entre o imagin&aacute;rio deste partido e o estilo de gerir a pasta, os ex-comunistas deveriam buscar inspira&ccedil;&atilde;o no modelo cubano de desenvolvimento esportivo &ndash; onde a base &eacute; o desporto na escola e como pol&iacute;tica p&uacute;blica universal &#8211; e n&atilde;o na reprodu&ccedil;&atilde;o p&iacute;fia de terceiriza&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es de Estado. Para tristeza geral, esta cr&iacute;tica reproduz apenas o consenso entre os especialistas. Ser&aacute; que &eacute; necess&aacute;rio passarem oito anos e meio para se descobrir o &oacute;bvio? <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O p\u00e9ssimo estado dos equipamentos esportivos em escolas p\u00fablicas de ensino fundamental e m\u00e9dio deveria ser a primeira preocupa\u00e7\u00e3o, junto com a m\u00e3o de obra especializada, na massifica\u00e7\u00e3o do desporto escolar no Brasil. Ap\u00f3s mais de oito anos com os ex-comunistas \u00e0 frente da pasta, os resultados neste sentido foram \u00ednfimos. 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