{"id":1544,"date":"2011-11-03T08:55:46","date_gmt":"2011-11-03T08:55:46","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1544"},"modified":"2011-11-03T08:55:46","modified_gmt":"2011-11-03T08:55:46","slug":"para-militarismo-brasileiro-a-tragedia-se-repete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1544","title":{"rendered":"Para-militarismo brasileiro, a trag\u00e9dia se repete"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/milicia.jpg_indiciados.jpg\" title=\"A CPI das Mil\u00edcias da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, vers\u00e3o brasileira de republicanismo \u00e0 la Giovanni Falcone, ajudara no indiciamento de chefes de quadrilha que operavam na \u00faltima linha do aparelho de seguran\u00e7a estadual e passaram a controlar territ\u00f3rios, recursos, servi\u00e7os informais e ofertar massas de eleitores.  - Foto:movimentocontraasmiliciasnobrasil.blogspot.com\" alt=\"A CPI das Mil\u00edcias da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, vers\u00e3o brasileira de republicanismo \u00e0 la Giovanni Falcone, ajudara no indiciamento de chefes de quadrilha que operavam na \u00faltima linha do aparelho de seguran\u00e7a estadual e passaram a controlar territ\u00f3rios, recursos, servi\u00e7os informais e ofertar massas de eleitores.  - Foto:movimentocontraasmiliciasnobrasil.blogspot.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A CPI das Mil\u00edcias da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, vers\u00e3o brasileira de republicanismo \u00e0 la Giovanni Falcone, ajudara no indiciamento de chefes de quadrilha que operavam na \u00faltima linha do aparelho de seguran\u00e7a estadual e passaram a controlar territ\u00f3rios, recursos, servi\u00e7os informais e ofertar massas de eleitores. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:movimentocontraasmiliciasnobrasil.blogspot.com<\/small><\/figure>\n<p>03 de novembro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>O convite para o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) sair do pa&iacute;s temporariamente, feito pela respeita Anistia Internacional, &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o de um problema que s&oacute; aumenta de intensidade. Nesta trag&eacute;dia &agrave; brasileira, h&aacute; onze anos, quando o reformador do aparelho policial fluminense Luiz Eduardo Soares, oficiava de subsecret&aacute;rio de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, entrou em embate direto com a chamada &ldquo;banda podre das pol&iacute;cias&rdquo;. Como resultado, perdera o cargo, e por um per&iacute;odo teve de deixar o Brasil em fun&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as de morte.<\/p>\n<p>Passada uma d&eacute;cada, muda o foco do problema. O varejo da rede de quadrilhas do narcotr&aacute;fico perde espa&ccedil;o no controle territorial do Rio e a Banda Podre se solidifica, sofisticando a corrup&ccedil;&atilde;o na forma de uma economia informal institucionalizada e operada por &ldquo;mil&iacute;cias&rdquo;.<\/p>\n<p>Mais uma vez a arte reproduz a vida. A Opera&ccedil;&atilde;o Guilhotina (fevereiro deste ano), realizada pela PF, cortara parte da cabe&ccedil;a dos chefes de mil&iacute;cias dentro da Pol&iacute;cia Civil do RJ. No olho do furac&atilde;o contra os suspeitos de chefiar milicianos estava o delegado Cl&aacute;udio Ferraz, um dos redatores do livro Elite da Tropa II. Agora, a mesma obra que inspirou filmes de Jos&eacute; Padilha, atinge mais dois personagens. Como bem explora o PSOL, o Fraga de Tropa de Elite II &eacute; diretamente inspirado em Marcelo Freixo, e assim como no thriller, pode sofrer um atentado a qualquer momento. Luiz Eduardo Soares, autor principal dos dois livros, tamb&eacute;m foi protagonista, mas de outra obra. No livro &ldquo;Meu casaco de general&rdquo; (Cia. das Letras, 2000), o cientista pol&iacute;tico explica por que teve de exilar-se em plena democracia. <\/p>\n<p>O problema ultrapassa divisas estaduais, expandindo o formato de para-militarismo pelo Brasil. Esta tecnologia criminosa em gest&atilde;o de pessoas expande-se por dentro das bandas podres de carcomidos aparelhos policiais at&eacute; agora intocados por governos dos estados. Novamente o Rio de Janeiro &ldquo;inova&rdquo;. Na d&eacute;cada de &rsquo;80 do s&eacute;culo passado, a Scuderie Le Cocq, o Esquadr&atilde;o da Morte abrangia al&eacute;m do Rio, tamb&eacute;m Minas Gerais e Esp&iacute;rito Santo. Em terras capixabas o modelo obteve sucesso, acarretando uma quase interven&ccedil;&atilde;o federal no ano de 2002. O caso seria de fal&ecirc;ncia m&uacute;ltipla dos &oacute;rg&atilde;os de Estado, e a &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi paliativa. <\/p>\n<p>O fen&ocirc;meno das mil&iacute;cias &eacute; mais grave do que parece. A tend&ecirc;ncia &eacute; termos uma mescla de modelos semelhantes, como as Autodefesas Unidas de Col&ocirc;mbia entreverada com a m&aacute;fia policial-partid&aacute;ria da Pol&iacute;cia da Prov&iacute;ncia de Buenos Aires. &Eacute; hora de enfrentar essa chaga.<\/p>\n<p>artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat <\/p>\n<p><strong>Obs: <\/strong>cabe recordar aos leitores que embora radicado e aculturado como gaucho (sem acento, &eacute; distinto) e rio-grandense, sou natural do Rio de Janeiro, nascido em dia de Sebastianistas mas contemporaneamente devoto de S&atilde;o Jorge (feriado na cidade!). E, o in&iacute;cio de minhas atividades de pesquisa, ao menos no t&eacute;rmino da gradua&ccedil;&atilde;o e todo o mestrado, foi voltado para estudos de seguran&ccedil;a, Estado e aparelhos de intelig&ecirc;ncia e repress&atilde;o. Infelizmente, n&atilde;o sou leigo no tema. Se assim o fosse, dormira mais tranq&uuml;ilo na paz dos desavisados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CPI das Mil\u00edcias da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, vers\u00e3o brasileira de republicanismo \u00e0 la Giovanni Falcone, ajudara no indiciamento de chefes de quadrilha que operavam na \u00faltima linha do aparelho de seguran\u00e7a estadual e passaram a controlar territ\u00f3rios, recursos, servi\u00e7os informais e ofertar massas de eleitores. 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