{"id":1547,"date":"2011-11-10T01:00:04","date_gmt":"2011-11-10T01:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1547"},"modified":"2011-11-10T01:00:04","modified_gmt":"2011-11-10T01:00:04","slug":"ministerio-do-trabalho-e-concepcao-sindical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1547","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio do Trabalho e concep\u00e7\u00e3o sindical"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Joaquinzao.jpg\" title=\"Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinz\u00e3o Metal\u00fargico, \u00e0 frente do Sindicato da categoria em S\u00e3o Paulo, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do peleguismo do sistema federativo corporativo. Inimigo dos ent\u00e3o aut\u00eanticos, hoje v\u00ea seus herdeiros pol\u00edticos ocuparem postos e cargos no governo de \u201cesquerda\u201d, cujo \u00edcone foi seu maior rival, Luiz In\u00e1cio, de S\u00e3o Bernardo.  - Foto:memorialdafama\" alt=\"Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinz\u00e3o Metal\u00fargico, \u00e0 frente do Sindicato da categoria em S\u00e3o Paulo, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do peleguismo do sistema federativo corporativo. Inimigo dos ent\u00e3o aut\u00eanticos, hoje v\u00ea seus herdeiros pol\u00edticos ocuparem postos e cargos no governo de \u201cesquerda\u201d, cujo \u00edcone foi seu maior rival, Luiz In\u00e1cio, de S\u00e3o Bernardo.  - Foto:memorialdafama\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinz\u00e3o Metal\u00fargico, \u00e0 frente do Sindicato da categoria em S\u00e3o Paulo, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do peleguismo do sistema federativo corporativo. Inimigo dos ent\u00e3o aut\u00eanticos, hoje v\u00ea seus herdeiros pol\u00edticos ocuparem postos e cargos no governo de \u201cesquerda\u201d, cujo \u00edcone foi seu maior rival, Luiz In\u00e1cio, de S\u00e3o Bernardo. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:memorialdafama<\/small><\/figure>\n<p>10 de novembro de 2011, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>Li por obriga&ccedil;&atilde;o profissional a mat&eacute;ria da revista Veja (edi&ccedil;&atilde;o de 05\/11\/11) tendo o ministro do Trabalho, o pedetista Carlos Lupi, como protagonista. Para al&eacute;m da j&aacute; propalada liturgia da queda, senti falta do debate de fundo. O problema pontual passa pelas supostas rela&ccedil;&otilde;es prom&iacute;scuas entre ordenadores de despesas autorizando projetos de reciclagem de m&atilde;o de obra e forma&ccedil;&atilde;o profissional. J&aacute; a quest&atilde;o que estrutura o ato, a cess&atilde;o de fundos oriundos da classe trabalhadora sendo devolvidos para entidades vinculadas &agrave;s estruturas formais de representa&ccedil;&atilde;o, pouco ou nada se nota. Ou seja, nem de longe se aborda o problema da concep&ccedil;&atilde;o de sindicalismo e as rela&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a no interior deste movimento.<\/p>\n<p>Se por um lado &eacute; fato que o Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego deixou acumular presta&ccedil;&otilde;es de contas e recomenda&ccedil;&otilde;es para aumentar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre entidades conveniadas (o problema se repete, s&oacute; muda de pasta), por outro a natureza da atividade deveria ser questionada. O sindicalismo, em tese, para al&eacute;m do ato de representar uma parcela dos trabalhadores formais, n&atilde;o seria o espa&ccedil;o para a reconvers&atilde;o de m&atilde;o de obra. O Estado brasileiro, atravessado por uma linha de terceiriza&ccedil;&otilde;es, a maioria p&iacute;fia e com intuito de desmonte, retoma a tradi&ccedil;&atilde;o do antigo bloco pelego-trabalhista, apoiando formalmente a burocracia sindical e assim, arrefecendo a luta de classes. No m&eacute;dio prazo, o resultado &eacute; uma incapacidade dos aparelhos sindicais darem uma resposta &agrave; altura das amea&ccedil;as de retirada de direitos. <\/p>\n<p>Tal foi o caso na Espanha, hoje assolada pelo rombo financeiro das institui&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias e governos auton&ocirc;micos. As duas maiores centrais, UGT e CCOO, t&ecirc;m como fonte de renda principal o repasse de verba estatal. A contribui&ccedil;&atilde;o sindical cotizada pelos filiados equivale a uma m&eacute;dia de 17% dos ingressos, sendo que o restante se d&aacute; na forma de conv&ecirc;nios, repasses e projetos espec&iacute;ficos. Quando foi o momento da rea&ccedil;&atilde;o sindical diante da perda de direitos dos aposentados (janeiro e fevereiro &uacute;ltimo), estas m&aacute;quinas burocr&aacute;ticas acordam o Pacto Social e assinam o chamado Pensiona&ccedil;o! <\/p>\n<p>Na pol&iacute;tica nacional &eacute; o mesmo efeito nefasto. O atual governo e o anterior, por terem boas rela&ccedil;&otilde;es com as centrais (regularizando-as por sinal), conseguem a proeza de domesticar o que restara de sindicalismo aut&ecirc;ntico, aliando-se com os inimigos hist&oacute;ricos, oriundos dos pelegos do sistema federativo. Esta &eacute; a face sindical do pacto pela tal da governabilidade, incluindo suas &oacute;bvias conseq&uuml;&ecirc;ncias. <\/p>\n<p>\nEste artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinz\u00e3o Metal\u00fargico, \u00e0 frente do Sindicato da categoria em S\u00e3o Paulo, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do peleguismo do sistema federativo corporativo. Inimigo dos ent\u00e3o aut\u00eanticos, hoje v\u00ea seus herdeiros pol\u00edticos ocuparem postos e cargos no governo de \u201cesquerda\u201d, cujo \u00edcone foi seu maior rival, Luiz In\u00e1cio, de S\u00e3o Bernardo. 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