{"id":1574,"date":"2012-01-10T12:36:54","date_gmt":"2012-01-10T12:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1574"},"modified":"2012-01-10T12:36:54","modified_gmt":"2012-01-10T12:36:54","slug":"o-brasil-e-o-desenvolvimentismo-capenga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1574","title":{"rendered":"O Brasil e o desenvolvimentismo capenga"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/importacao.jpg\" title=\"O pa\u00eds vem regulando os pre\u00e7os internos atrav\u00e9s de sua moeda forte e na aquisi\u00e7\u00e3o sem precedente de bens de consumo importados. Embora satisfa\u00e7a e melhore o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, endivida a massa assalariada e tira o foco no desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro.  - Foto:brazilplanet \" alt=\"O pa\u00eds vem regulando os pre\u00e7os internos atrav\u00e9s de sua moeda forte e na aquisi\u00e7\u00e3o sem precedente de bens de consumo importados. Embora satisfa\u00e7a e melhore o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, endivida a massa assalariada e tira o foco no desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro.  - Foto:brazilplanet \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O pa\u00eds vem regulando os pre\u00e7os internos atrav\u00e9s de sua moeda forte e na aquisi\u00e7\u00e3o sem precedente de bens de consumo importados. Embora satisfa\u00e7a e melhore o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, endivida a massa assalariada e tira o foco no desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:brazilplanet <\/small><\/figure>\n<p>10 de janeiro de 2011, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>No &uacute;ltimo artigo do ano, dei in&iacute;cio a uma an&aacute;lise transversal do momento econ&ocirc;mico vivido pelo Brasil, desenvolvendo o argumento atrav&eacute;s das bases da economia pol&iacute;tica cr&iacute;tica. Seguindo no mesmo tema, antes de nada &eacute; preciso constatar. N&atilde;o d&aacute; para negar que hoje vivemos bem se comparando dez anos atr&aacute;s e tamb&eacute;m que a primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI foi muito melhor para os latino-americanos e os brasileiros do que a seq&uuml;&ecirc;ncia de duas d&eacute;cadas perdidas.<\/p>\n<p>A de &rsquo;80, teve como marca a crise da d&iacute;vida acompanhada de estagfla&ccedil;&atilde;o galopante, chegando o Brasil &agrave; beira da hiperinfla&ccedil;&atilde;o. Naquele per&iacute;odo construiu-se um consenso em torno do Estado Burocr&aacute;tico Autorit&aacute;rio, associando tudo o que era estatal a atraso e abismo cultural dos latino-americanos para com os pa&iacute;ses de capitalismo central. A conseq&uuml;&ecirc;ncia veio nos anos &rsquo;90, quando se dilapidam os patrim&ocirc;nios nacionais, liquidando tudo (ou quase tudo). Ainda assim nos mantivemos estagnados economicamente, embora j&aacute; sem o fantasma inflacion&aacute;rio. <\/p>\n<p>N&atilde;o negar o &oacute;bvio est&aacute; longe de implicar em ades&atilde;o incondicional para a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do governo e menos ainda em produzir discurso chapa branca e ufanista. Se na compara&ccedil;&atilde;o com a hist&oacute;ria recente melhoramos, ainda estamos longe de termos uma estrutura produtiva a permitir v&ocirc;os mais altos. Estamos s&eacute;culos de ter um desenvolvimento regionalizado. Os n&iacute;veis de investimento diretos ainda s&atilde;o baixos e o volume de impostos n&atilde;o corresponde &agrave; qualidade dos servi&ccedil;os prestados. Frear a sanha privatista foi importante, mas agora caberia um debate profundo a respeito do(s) modelo(s) de desenvolvimento e distribui&ccedil;&atilde;o de renda no longo prazo. <\/p>\n<p>Hoje o pa&iacute;s vive o fruto da expans&atilde;o do emprego direto (positiva), mas tamb&eacute;m do acesso ao cr&eacute;dito atrav&eacute;s da presen&ccedil;a cada vez maior do sistema financeiro em nossas vidas cotidianas (duvidosa). O consumo suntuoso &eacute; incentivado por governo e m&iacute;dia (a exemplo da cobertura das compras natalinas), pregando um keynesianismo capenga onde o mercado interno (antes patinho feio) &eacute; a galinha dos ovos de ouro. Dois problemas decorrem da expans&atilde;o consumista desenfreada. O primeiro &eacute; o endividamento crescente dos brasileiros; j&aacute; o segundo &eacute; a enxurrada de produtos importados, aumentando o abismo cient&iacute;fico nacional.<\/p>\n<p>Antes do flagelo da &ldquo;fraude com nome de crise&rdquo; promovida pela jogatina dos banqueiros, o Velho Continente era a utopia do capitalismo na Terra. Ainda cabe um longo caminho para vivermos em uma sociedade com n&iacute;vel de vida comparado com o europeu.<\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pa\u00eds vem regulando os pre\u00e7os internos atrav\u00e9s de sua moeda forte e na aquisi\u00e7\u00e3o sem precedente de bens de consumo importados. Embora satisfa\u00e7a e melhore o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, endivida a massa assalariada e tira o foco no desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro. 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