{"id":1578,"date":"2012-01-26T09:56:18","date_gmt":"2012-01-26T09:56:18","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1578"},"modified":"2012-01-26T09:56:18","modified_gmt":"2012-01-26T09:56:18","slug":"mercado-de-saude-e-poupanca-interna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1578","title":{"rendered":"Mercado de sa\u00fade e poupan\u00e7a interna"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/plano_saude.jpg\" title=\"Os cart\u00f5es de assist\u00eancia dos planos de sa\u00fade suplementar atravessam a id\u00e9ia e a realidade dos brasileiros quando pensam em qualidade de vida e seguran\u00e7a diante de imprevistos. Ao mesmo tempo, encurtam a poupan\u00e7a interna e sobretaxam a popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 paga pelo SUS.  - Foto:saudecomdilma \" alt=\"Os cart\u00f5es de assist\u00eancia dos planos de sa\u00fade suplementar atravessam a id\u00e9ia e a realidade dos brasileiros quando pensam em qualidade de vida e seguran\u00e7a diante de imprevistos. Ao mesmo tempo, encurtam a poupan\u00e7a interna e sobretaxam a popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 paga pelo SUS.  - Foto:saudecomdilma \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Os cart\u00f5es de assist\u00eancia dos planos de sa\u00fade suplementar atravessam a id\u00e9ia e a realidade dos brasileiros quando pensam em qualidade de vida e seguran\u00e7a diante de imprevistos. Ao mesmo tempo, encurtam a poupan\u00e7a interna e sobretaxam a popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 paga pelo SUS. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:saudecomdilma <\/small><\/figure>\n<p>26 de janeiro de 2012, de S&atilde;o Sebasti&atilde;o do Rio de Janeiro, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE referente ao c&aacute;lculo com despesas de sa&uacute;de por pessoa no Brasil (no ano de 2009) comprova o conceito de marketiza&ccedil;&atilde;o num setor que em tese, deveria ser provido pelo ente estatal. Marketiza&ccedil;&atilde;o implica na amplia&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os e espa&ccedil;os de p&uacute;blicos para privados. Assim, transforma-se um direito &ndash; algo da esfera da justi&ccedil;a e do contrato social &ndash; em uma mercadoria. No caso, o direito &agrave; sa&uacute;de no Brasil &eacute; inversamente proporcional a duas capacidades fundamentais numa democracia: a press&atilde;o da cidadania organizada e o crescimento sustentado na poupan&ccedil;a interna.<\/p>\n<p>Supostamente temos um sistema de sa&uacute;de universal e com um projeto societ&aacute;rio a motiv&aacute;-lo. Na pr&aacute;tica, a desvincula&ccedil;&atilde;o de receitas e a melhora da qualidade de vida (mobilidade dentro da pir&acirc;mide social) v&ecirc;m acarretando uma maior capacidade de gastos do cidad&atilde;o comum com sa&uacute;de privada. Estamos gastando em m&eacute;dia, por indiv&iacute;duo, R$ 835,65 ano, sendo esta conta bancada pelas fam&iacute;lias. De sua parte, o Estado &ndash; concentrando recursos na Uni&atilde;o &ndash; gasta R$ 645,27 por cidad&atilde;o. A parcela do bolo &eacute; de 55,4% para a cidadania e 43,6% para o gestor dos recursos coletivos. Quando cruzamos as vari&aacute;veis do desenvolvimento econ&ocirc;mico e distribui&ccedil;&atilde;o de renda, o volume de gastos com sa&uacute;de &eacute; determinante. Na Europa que hoje vive &agrave; beira de um ataque de nervos, o Estado de Bem Estar Social que os especuladores e financistas insistem em exterminar ainda investe 72% do total do bolo da sa&uacute;de.  <\/p>\n<p>Para os brasileiros, a conta &eacute; simples. Muda-se de faixa de consumo e incorpora-se como gasto o que antes era o supl&iacute;cio das filas do SUS. Com a moeda est&aacute;vel e o aumento do emprego formal, o consumo se d&aacute; na forma do endividamento e n&atilde;o da poupan&ccedil;a interna. Reproduz-se em escala familiar o que faz o governo central. Rolamos as d&iacute;vidas, temos baixa taxa de investimento e poupamos pouco. Na ponta do l&aacute;pis, a massa da glorificada classe C (e o grosso da B tamb&eacute;m) gasta o que ganha com despesas fixas associadas com a melhora da qualidade de vida. O problema n&atilde;o est&aacute; no gasto em si, mas sim na constata&ccedil;&atilde;o de que o direito social fica em segundo plano diante da forma mercadoria para o mesmo servi&ccedil;o. <\/p>\n<p>Concluo repetindo o j&aacute; dito em artigos anteriores. &Eacute; ineg&aacute;vel que melhoramos de vida nos &uacute;ltimos dez anos, n&atilde;o havendo compara&ccedil;&atilde;o com o ciclo tucano. O problema &eacute; reorientar o debate do crescimento, associando com o exerc&iacute;cio dos direitos fundamentais e a reorganiza&ccedil;&atilde;o do tecido social para reivindic&aacute;-los e exerc&ecirc;-los.  <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cart\u00f5es de assist\u00eancia dos planos de sa\u00fade suplementar atravessam a id\u00e9ia e a realidade dos brasileiros quando pensam em qualidade de vida e seguran\u00e7a diante de imprevistos. 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