{"id":1585,"date":"2012-02-09T19:15:57","date_gmt":"2012-02-09T19:15:57","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1585"},"modified":"2012-02-09T19:15:57","modified_gmt":"2012-02-09T19:15:57","slug":"dilemas-da-sindicalizacao-das-policias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1585","title":{"rendered":"Dilemas da sindicaliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/PMBahia_greve.jpg\" title=\"A greve dos PMs da Bahia oscila entre a a\u00e7\u00e3o sindical cl\u00e1ssica e um motim, considerando a Lei Militar que rege as for\u00e7as de repress\u00e3o ostensivas no Brasil. A matriz salarial das pol\u00edcias e o regimento militar \u2013 com oficiais e pra\u00e7as - \u00e9 um barril de p\u00f3lvora. - Foto:fabiocampana.com.br \" alt=\"A greve dos PMs da Bahia oscila entre a a\u00e7\u00e3o sindical cl\u00e1ssica e um motim, considerando a Lei Militar que rege as for\u00e7as de repress\u00e3o ostensivas no Brasil. A matriz salarial das pol\u00edcias e o regimento militar \u2013 com oficiais e pra\u00e7as - \u00e9 um barril de p\u00f3lvora. - Foto:fabiocampana.com.br \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A greve dos PMs da Bahia oscila entre a a\u00e7\u00e3o sindical cl\u00e1ssica e um motim, considerando a Lei Militar que rege as for\u00e7as de repress\u00e3o ostensivas no Brasil. A matriz salarial das pol\u00edcias e o regimento militar \u2013 com oficiais e pra\u00e7as &#8211; \u00e9 um barril de p\u00f3lvora.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:fabiocampana.com.br <\/small><\/figure>\n<p>09 de fevereiro de 2012, da Vila Setembrina, <em>Bruno Lima Rocha <\/em><\/p>\n<p>A greve dos policiais militares da Bahia n&atilde;o foge a regra dos movimentos associativos que reivindicam melhores sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. &Eacute; bom recordar o ano de 1997, ainda na Era FHC e quando tivemos rebeli&otilde;es de PMs em 19 estados, emblematicamente representados pelos policiais mineiros. Recordo de ler materiais da caserna dizendo haver sido destru&iacute;da disciplina militar, abrindo &ldquo;perigosos precedentes&rdquo; de amea&ccedil;a &agrave; ordem.<\/p>\n<p>Existe um problema de fundo, pois quando o associativismo das baixas patentes militares (sejam de for&ccedil;as auxiliares ou das tr&ecirc;s armas) se manifesta com sentido de classe, isto ganha ar de insubordina&ccedil;&atilde;o. Foi este o temor de parte da oficialidade constitucionalista quando em 1963 e 1964. O alarmismo da direita ati&ccedil;ou a id&eacute;ia do risco de &ldquo;sovietiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; das for&ccedil;as armadas. Diante do final da institui&ccedil;&atilde;o, preferiu-se romper com a ordem democr&aacute;tica. Agora, estamos distantes dessa realidade, e o problema &eacute; mais de tipo controle do corpo policial, ou mudan&ccedil;a da estrutura em si. <\/p>\n<p>&Eacute; dif&iacute;cil conceituar o movimento de servidores armados e com c&oacute;digo disciplinar de mando e obedi&ecirc;ncia como um ato da classe trabalhadora. Em geral o esp&iacute;rito de corpo prevalece por sobre o sentido de classe, sendo este um conceito de pertencimento e cultura, que para al&eacute;m da condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica, implica em antagonismo societ&aacute;rio. Vem da&iacute; uma parte do problema ao lidar com tais a&ccedil;&otilde;es. A massa de policiais se v&ecirc; como v&iacute;tima de uma estrutura de poder que a condena a operar como &ldquo;faxineira&rdquo; da sociedade, c&atilde;o de guarda da seguran&ccedil;a patrimonial e quase sempre convivendo na t&ecirc;nue fronteira entre as for&ccedil;as da ordem e a baixa criminalidade. Ajudam a caracterizar esta situa&ccedil;&atilde;o o sub-emprego oficializado e sua pouca aprecia&ccedil;&atilde;o na base da pir&acirc;mide social.  <\/p>\n<p>O perfil acima tra&ccedil;ado e a mir&iacute;ade da PEC 300 operam como combust&iacute;vel para o associativismo das pol&iacute;cias militares. Todo e qualquer PM sabe que uma tropa federal composta de conscritos e destreinada para a conten&ccedil;&atilde;o urbana n&atilde;o faz frente com o crime em capitais e regi&otilde;es metropolitanas. Como os or&ccedil;amentos estaduais s&atilde;o atados em fun&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o e as leis de responsabilidade e repasses, se imp&otilde;em duas situa&ccedil;&otilde;es para os pr&oacute;ximos anos. Ou o governo federal formaliza uma for&ccedil;a de interven&ccedil;&atilde;o interna diante das greves que vir&atilde;o, ou ent&atilde;o o Congresso e a equipe econ&ocirc;mica passam a discutir com celeridade o piso nacional das pol&iacute;cias. Do contr&aacute;rio, basta esperar o calend&aacute;rio festivo para mais epis&oacute;dios como o da Bahia.   <\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve dos PMs da Bahia oscila entre a a\u00e7\u00e3o sindical cl\u00e1ssica e um motim, considerando a Lei Militar que rege as for\u00e7as de repress\u00e3o ostensivas no Brasil. A matriz salarial das pol\u00edcias e o regimento militar \u2013 com oficiais e pra\u00e7as &#8211; \u00e9 um barril de p\u00f3lvora. 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