{"id":1617,"date":"2012-04-28T20:24:25","date_gmt":"2012-04-28T20:24:25","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1617"},"modified":"2012-04-28T20:24:25","modified_gmt":"2012-04-28T20:24:25","slug":"profissionalizar-a-classe-dirigente-do-futebol-e-uma-boa-solucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1617","title":{"rendered":"Profissionalizar a classe dirigente do futebol \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/jornalvivabrasil.com.br.jpg\" title=\"Mesmo movimentando muito dinheiro, ainda h\u00e1 cargos amadores no futebol - Foto:jornalvivabrasil.com.br\" alt=\"Mesmo movimentando muito dinheiro, ainda h\u00e1 cargos amadores no futebol - Foto:jornalvivabrasil.com.br\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Mesmo movimentando muito dinheiro, ainda h\u00e1 cargos amadores no futebol<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:jornalvivabrasil.com.br<\/small><\/figure>\n<p><em>28 de abril &ndash; Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>Na semana passada em uma das palestras do Ciclo de Debates &ldquo;Futebol &eacute; Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, realizado em Porto Alegre, o diretor executivo de marketing do Sport Club Internacional, Jorge Avancini, levantou uma quest&atilde;o que merece ser debatida.<\/p>\n<p>O dirigente colorado entende ser prejudicado pela falta de profissionaliza&ccedil;&atilde;o na ger&ecirc;ncia esportiva. Avancini teve que pedir sua exclus&atilde;o do Conselho Deliberativo para exercer a fun&ccedil;&atilde;o que ocupa nos &uacute;ltimos anos, pois o estatuto do clube n&atilde;o permite conselheiros que ocupem cargo remunerado no Internacional.<\/p>\n<p>Os argumentos referidos pelo dirigente s&atilde;o que &eacute; imposs&iacute;vel se dedicar ao clube 24 horas por dia sem ser remunerado, por&eacute;m, sob estas condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o se deveria excluir determinados profissionais da vida pol&iacute;tica dos times que acompanham.<\/p>\n<p><strong>A falta de profissionalismo<\/strong><\/p>\n<p>O futebol movimenta muito dinheiro no mundo inteiro. Para termos uma vaga ideia, a FIFA alcan&ccedil;a lucro na ordem de bilh&otilde;es de d&oacute;lares, enquanto que sua representa&ccedil;&atilde;o em terras brasileiras, a CBF, chega num faturamento que se aproximou dos R$ 300 milh&otilde;es em 2011.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a realidade do futebol nacional &eacute; bem diferente. De jogadores como Neymar e Ronaldinho Ga&uacute;cho, que ganham milh&otilde;es de reais por m&ecirc;s, a outros e outras que sofrem para conseguir um sal&aacute;rio m&iacute;nimo, tod@s deveriam ter registros trabalhistas. O que n&atilde;o ocorre, com toda certeza, com outros membros do jogo.<\/p>\n<p>Os mais vis&iacute;veis s&atilde;o os &aacute;rbitros de futebol, que entram em campo, podem ser muito decisivos para o resultado de cada partida, mas s&atilde;o obrigados a ter profiss&otilde;es paralelas, assim como os adeptos deste esporte nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado.<\/p>\n<p>Mas o assunto da coluna de hoje s&atilde;o os dirigentes do futebol, os respons&aacute;veis por administrar os clubes por determinado per&iacute;odo de tempo. De times grandes a times de menor express&atilde;o, de vez em quando surge a ideia de formatar <em>managers<\/em> para c&aacute; ou pagar um gerente de futebol.<\/p>\n<p>Afinal, a falta de profissionalismo dos dirigentes &eacute; um problema hist&oacute;rico e aparece frequentemente. A forma&ccedil;&atilde;o de toda a diretoria em per&iacute;odo eleitoral &eacute; com pessoas que trazem consigo como refer&ecirc;ncia o fato de serem torcedores desde crian&ccedil;as, de fam&iacute;lias com longa trajet&oacute;ria de paix&atilde;o &ndash; e, no geral, controle do poder decis&oacute;rio nas institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&Eacute; comum vermos cartolas andando ao lado de jogadores de futebol famosos, preocupando-se muitas vezes em aparecer bem em detrimento da qualidade do clube, brigando com profissionais que eles mesmos foram os respons&aacute;veis pela escolha,&#8230;<\/p>\n<p>Muitos optam pela vaidade do cargo, mesmo que tenham que &ldquo;tirar dinheiro do pr&oacute;prio bolso&rdquo;, relacionando-se com atletas de fama, o que os fazem ter status e vencer obst&aacute;culos at&eacute; mesmo para seguir uma carreira pol&iacute;tico-partid&aacute;ria.<\/p>\n<p><strong>Profissionais da ger&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente, cargos como presidente, vice-presidentes (de futebol, amador,&#8230;), diretores dos mais variados assuntos (marketing, financeiro, jur&iacute;dico,&#8230;) s&atilde;o determinados nas elei&ccedil;&otilde;es. A forma&ccedil;&atilde;o de chapas exige toda a descri&ccedil;&atilde;o dos cargos, n&atilde;o impedindo que isso mude ap&oacute;s a posse. &Eacute; claro, variando da estrutura burocr&aacute;tica de cada time.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, o que mais aparece como uma forma de tratar como profissional o respons&aacute;vel pelo futebol &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o de gerente. Este &eacute; respons&aacute;vel pelas contrata&ccedil;&otilde;es, demiss&otilde;es, puni&ccedil;&otilde;es, afastamentos e apagar inc&ecirc;ndios. Pagos para isso, acabam por dar um f&ocirc;lego para os ocupantes de cargos eleitos &ndash; desde que queiram largar a liga&ccedil;&atilde;o direta com o futebol.<\/p>\n<p>Por conta da experi&ecirc;ncia, geralmente s&atilde;o ex-jogadores do esporte, casos de Fernand&atilde;o (Internacional), C&eacute;sar Sampaio (Palmeiras) e Rodrigo Caetano, atualmente no Fluminense, e um dos profissionais mais disputados no mercado ap&oacute;s ser um dos principais respons&aacute;veis por &ldquo;subir&rdquo; com Gr&ecirc;mio e Vasco no Brasileir&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Por profissionais na comunica&ccedil;&atilde;o e no Marketing<\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; tratamos aqui dos valores que giram em torno do futebol e, para este caso, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para expandir as marcas e criar novos produtos que possam atrair ainda mais os bolsos dos milh&otilde;es de torcedores. Ainda h&aacute; muito a se caminhar nessa &aacute;rea, como muito bem provou a evolu&ccedil;&atilde;o do Corinthians nos &uacute;ltimos anos e a queda do S&atilde;o Paulo, o clube de vanguarda no assunto.<\/p>\n<p>O que o diretor executivo de marketing do Inter colocou &eacute; que um trabalho que nem esse exige uma programa&ccedil;&atilde;o a m&eacute;dio e longo prazos. N&atilde;o se pode imaginar, num ambiente gerencial, que se tenha um projeto que possa durar, no m&aacute;ximo, apenas 4 anos &ndash; no caso do Inter.<\/p>\n<p>Como &eacute; cargo comissionado, um bom projeto pode ser abandonado simplesmente porque o diretor anterior n&atilde;o fazia parte do grupo pol&iacute;tico do que assumir&aacute;. A proposta de profissionaliza&ccedil;&atilde;o poderia afastar essas possibilidades.<\/p>\n<p><strong>Os riscos<\/strong><\/p>\n<p>Os articulistas desta coluna entendem que existe um grande risco numa profissionaliza&ccedil;&atilde;o generalizada. Remunerar dirigentes significa que estes entrar&atilde;o na folha de pagamento mensal dos clubes. E como se dar&aacute; a troca destes profissionais em caso de insucesso? Acaba que a decis&atilde;o retorna a quem foi eleito, mas sob um modelo pol&iacute;tico &ldquo;oligarca&rdquo;, geralmente a cargo de quem &eacute; mais apaixonado pelo clube.<\/p>\n<p>Os mesmos que remuneram a comiss&atilde;o t&eacute;cnica e jogadores, e por vezes os demite, correr&atilde;o os mesmos riscos em caso de insucesso do projeto. A resposta ao tempo n&atilde;o estar&aacute; nos contratos ou determinado ali em termos de porcentagem e expectativa de resultados, mas na press&atilde;o de dirigentes e conselheiros.<\/p>\n<p>O que parece ser mais complexo &eacute; a remunera&ccedil;&atilde;o do presidente do clube. Este &eacute; eleito de alguma forma. Ou pelo voto do associado ou pelo conselho deliberativo, em alguns casos por ambos. Retirar isso seria acabar com o pr&oacute;prio modelo de clubes no Brasil, o que pode interferir no tratar de forma profissional, e n&atilde;o emocional, os times de futebol.<\/p>\n<p><strong>Profissionalizar ou n&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>O futebol, na sua normalidade, n&atilde;o &eacute; um mundo maravilhoso, como sonham a maior parte dos meninos que lutam para entrar nas categorias de base dos grandes clubes. S&atilde;o raros os que se tornam milion&aacute;rios jogando o esporte. Reflexo da maioria dos clubes brasileiros, que mal conseguem manter em dia a folha de pagamento do clube.<\/p>\n<p>Assim, como os times do interior dos estados, fariam para pagar o sal&aacute;rio de um dirigente remunerado? Seria esta a forma de melhorar a cartolagem do futebol tupiniquim?<\/p>\n<p>Punir dirigentes irrespons&aacute;veis, fazer com que cumpram com o que foi acordado nos contratos, ainda nos parece o mais sensato. Fazer com que os homens da cartola assumam cargos somente se possu&iacute;rem capacidade e tempo dispon&iacute;vel para os mesmos.<\/p>\n<p>Alguns cargos poderiam ser remunerados desde que haja verba dispon&iacute;vel para isso. &Eacute; claro que um profissional do marketing, por exemplo sendo empregado do clube, ter&aacute; bem mais tempo do que aquele que &ldquo;faz um favor&rdquo; no time do cora&ccedil;&atilde;o, mas que tem que cuidar de sua empresa ou profiss&atilde;o em paralelo.<\/p>\n<p>Mas ser&aacute; que remunerar todos os dirigentes faria com que isso mudasse?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo movimentando muito dinheiro, ainda h\u00e1 cargos amadores no futebol Foto:jornalvivabrasil.com.br 28 de abril &ndash; Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes Na semana passada em uma das palestras do Ciclo de Debates &ldquo;Futebol &eacute; Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, realizado em Porto Alegre, o diretor executivo de marketing do Sport Club Internacional, Jorge Avancini, levantou uma quest&atilde;o que merece [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1617","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1617","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1617"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1617\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}