{"id":1637,"date":"2012-06-14T15:23:46","date_gmt":"2012-06-14T15:23:46","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1637"},"modified":"2012-06-14T15:23:46","modified_gmt":"2012-06-14T15:23:46","slug":"moral-privada-em-negocios-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1637","title":{"rendered":"Moral privada em neg\u00f3cios p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/foto-8.jpg\" title=\"Com o descr\u00e9dito da pol\u00edtica institucional, representantes que fazem o m\u00ednimo da sua obriga\u00e7\u00e3o executiva ou legislativa se tornam her\u00f3is da moral nacional. \u00c9 a l\u00f3gica do \"rouba, mas faz\", que imortalizou o ex-governador de S\u00e3o Paulo e fumante Adhemar de Barros. - Foto:Cananet\" alt=\"Com o descr\u00e9dito da pol\u00edtica institucional, representantes que fazem o m\u00ednimo da sua obriga\u00e7\u00e3o executiva ou legislativa se tornam her\u00f3is da moral nacional. \u00c9 a l\u00f3gica do \"rouba, mas faz\", que imortalizou o ex-governador de S\u00e3o Paulo e fumante Adhemar de Barros. - Foto:Cananet\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Com o descr\u00e9dito da pol\u00edtica institucional, representantes que fazem o m\u00ednimo da sua obriga\u00e7\u00e3o executiva ou legislativa se tornam her\u00f3is da moral nacional. \u00c9 a l\u00f3gica do &#8220;rouba, mas faz&#8221;, que imortalizou o ex-governador de S\u00e3o Paulo e fumante Adhemar de Barros.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Cananet<\/small><\/figure>\n<p><em>14 de junho, Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>&ldquo;A mulher de C&eacute;sar n&atilde;o basta ser honesta, mas tamb&eacute;m parecer honesta&rdquo;. Pois bem, hoje no Brasil, est&aacute; ocorrendo justamente o inverso dentre aqueles e aquelas que optaram por cursar uma carreira na pol&iacute;tica tradicional. O depoimento dos governadores de Goi&aacute;s e do Distrito Federal levanta suspei&ccedil;&otilde;es de alto calibre, onde no m&iacute;nimo, a fronteira entre a vida p&uacute;blica e privada &eacute; t&ecirc;nue e fr&aacute;gil.<\/p>\n<p>Nota-se tamb&eacute;m que as rela&ccedil;&otilde;es &ldquo;heterodoxas&rdquo; entre contratantes e fornecedores n&atilde;o foram suficientes para garantir a convoca&ccedil;&atilde;o do governador fluminense. Este fora blindado assim como os contratos da nobre construtora com o Pal&aacute;cio dos Bandeirantes tampouco entraram nos autos da CPMI.<\/p>\n<p>Mais uma vez nos colocamos diante de um paradoxo, com perigos e armadilhas. Ou admitimos que o papel de governante e representante do povo &eacute; atravessado por vias de corrup&ccedil;&atilde;o e locupletamento particular, ou ent&atilde;o podemos nos deparar com uma cruzada de tipo conservadora, abrindo margens para uma esp&eacute;cie de macarthismo tupiniquim. Ambas as escolhas s&atilde;o furadas.<\/p>\n<p>Por outro lado, &eacute; preciso ser comedido com esta hist&oacute;ria de quebra de sigilo telef&ocirc;nico. Ao mesclar as conversas privadas com temas de tipo coletivo, a conduta de um indiv&iacute;duo pode ser julgada por temas absolutamente irrelevantes.<\/p>\n<p>Assuntos como op&ccedil;&atilde;o sexual, forma de lazer, h&aacute;bitos de consumo, usos e costumes, n&atilde;o deveriam ser usados como arma pol&iacute;tica. Neste sentido somos at&eacute; mais sadios (ou menos enfermos) do que o Imp&eacute;rio em decad&ecirc;ncia. <br \/>\nPodemos ser o tr&oacute;pico dos pecados, mas n&atilde;o um pa&iacute;s de hip&oacute;critas, regidos por falsos moralistas como os arautos da pol&iacute;tica estadunidense.<\/p>\n<p>Voltando ao drama dos neg&oacute;cios p&uacute;blicos, o mais relevante seria um mecanismo de vigil&acirc;ncia perene, onde os fornecedores do Estado teriam de abrir contas banc&aacute;rias, expor movimenta&ccedil;&atilde;o financeira e receber periodicamente uma visita de equipe de peritos cont&aacute;beis.<\/p>\n<p>Estes, preferencialmente motivados por uma ideologia republicana de tipo &ldquo;jovens turcos&rdquo;, munidos de planilhas e softwares para rastreio do dinheiro. Do contr&aacute;rio, epis&oacute;dios como os de Cachoeira e Delta permanecer&atilde;o rotineiros.<\/p>\n<p>Do jeito que a coisa vai, teremos o lema de Adhemar de Barros (&ldquo;rouba, mas faz&rdquo;) como o padr&atilde;o do &ldquo;menos pior&rdquo;, sendo a nova vers&atilde;o do voto &uacute;til no s&eacute;culo XXI.<\/p>\n<p>Vivemos um momento transit&oacute;rio, onde a obriga&ccedil;&atilde;o torna-se virtude, e como quase ningu&eacute;m cumpre aquilo que &eacute; dito, apenas ser consequente entre palavras e atos j&aacute; transformam um hipot&eacute;tico tribuno em paladino da justi&ccedil;a.<\/p>\n<p><em>Texto publicado originalmente no Blog do Noblat.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o descr\u00e9dito da pol\u00edtica institucional, representantes que fazem o m\u00ednimo da sua obriga\u00e7\u00e3o executiva ou legislativa se tornam her\u00f3is da moral nacional. \u00c9 a l\u00f3gica do &#8220;rouba, mas faz&#8221;, que imortalizou o ex-governador de S\u00e3o Paulo e fumante Adhemar de Barros. 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