{"id":1641,"date":"2012-06-30T13:52:51","date_gmt":"2012-06-30T13:52:51","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1641"},"modified":"2012-06-30T13:52:51","modified_gmt":"2012-06-30T13:52:51","slug":"aconteceu-de-novo-mas-ate-quando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1641","title":{"rendered":"Aconteceu de novo, mas at\u00e9 quando?"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/elalientocom.JPG\" title=\"Enquanto torcedores do Boca estavam proibidos, os corintianos usaram sinalizadores na Bombonera... - Foto:elaliento.com\" alt=\"Enquanto torcedores do Boca estavam proibidos, os corintianos usaram sinalizadores na Bombonera... - Foto:elaliento.com\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Enquanto torcedores do Boca estavam proibidos, os corintianos usaram sinalizadores na Bombonera&#8230;<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:elaliento.com<\/small><\/figure>\n<p><em>30 de junho, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; a primeira vez que esta coluna trata deste assunto, e o amigo leitor pode ter certeza que n&atilde;o estamos falando isso com orgulho. Pelo contr&aacute;rio, qualquer cidad&atilde;o apaixonado pelo esporte bret&atilde;o deve sentir a mesma indigna&ccedil;&atilde;o destes articulistas: as &ldquo;autoridades&rdquo; querem &ldquo;castrar&rdquo; o futebol, desejam acabar com a alegria do povo.<\/p>\n<p>Quando algu&eacute;m imaginou que um dia teria que ir ao campo torcer pelo time de cora&ccedil;&atilde;o e ser impedido de &ldquo;zoar&rdquo; com o arquirrival? Quem diria que isso ocorreria na maior competi&ccedil;&atilde;o de futebol da Am&eacute;rica do Sul? (embora invadida pelos vizinhos mexicanos, de outro continente, a convite de Nicol&aacute;s Le&oacute;z).<\/p>\n<p>No primeiro jogo da semifinal da Copa Santander Libertadores, entre Santos e Corinthians, na Vila Belmiro, a pol&iacute;cia proibiu qualquer tipo de provoca&ccedil;&atilde;o. De fato, as &uacute;ltimas mudan&ccedil;as no Estatuto do Torcedor acabaram por se preocupar muito mais sobre a a&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios torcedores, especialmente os organizados, proibindo-os de incitar &oacute;dio aos advers&aacute;rios.<\/p>\n<p>Entretanto, todos pensavam que se referia a ofensas morais que, diga-se de passagem, &eacute; muito comum no futebol, mesmo que n&atilde;o concordemos com isso. As autoridades foram al&eacute;m e vetaram as entrada dos mosaicos com os dizeres Santos tricampe&atilde;o, relativo aos tr&ecirc;s t&iacute;tulos conquistados pelo time da Vila Belmiro &ndash; e que nada tem de &ldquo;ofensa&rdquo; direta &ndash; e quaisquer s&iacute;mbolos que relembrassem o &ldquo;Corinthians 7&#215;1&rdquo;, na partida pelo Brasileir&atilde;o de 2005.<\/p>\n<p>A alega&ccedil;&atilde;o &eacute; que isso seria uma provoca&ccedil;&atilde;o. Mas qual o problema? Algu&eacute;m um dia imaginou um futebol sem provoca&ccedil;&atilde;o? Os clubes s&oacute; se tornam grandes vendo os rivais vencerem. A obsess&atilde;o corintiana por conquistar a Libertadores &eacute; pela &ldquo;corneta&rdquo; dos rivais. O time com a segunda maior torcida do Brasil h&aacute; anos escuta que &ldquo;n&atilde;o tem passaporte&rdquo;, que o Mundial de Clubes (2000) foi um &ldquo;torneio de ver&atilde;o&rdquo; e que n&atilde;o consegue conquistar nada internacional.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que o mosaico da torcida alvinegra praiana, onde cita o tricampeonato do peixe no mesmo campeonato, n&atilde;o seria um incentivo para os corintianos, para al&eacute;m de uma modesta &ldquo;zoa&ccedil;&atilde;o&rdquo;?<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o foram os torcedores&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Ainda assim, a partida foi marcada por confrontos, mas n&atilde;o entre torcedores de Santos e Corinthians. A pol&iacute;cia, mais uma vez, resolveu chamar a aten&ccedil;&atilde;o para si.<\/p>\n<p>Quem acompanhou a partida, ou chegou a ver tal imagem nos dias seguintes, deve ter percebido que o goleiro C&aacute;ssio, do Corinthians, entregou algo para o &aacute;rbitro da partida. Era um capacete policial, que caiu das arquibancadas porque havia confronto entre torcedores e parte da torcida atr&aacute;s do gol defendido pelo arqueiro corintiano.<\/p>\n<p>A informa&ccedil;&atilde;o que temos &eacute; que um torcedor se recusou a entregar um sinalizador que havia levado &ldquo;escondido&rdquo; ao est&aacute;dio e causou toda uma confus&atilde;o, em que os policiais optaram por partir para a agress&atilde;o com quem tivesse por perto.<\/p>\n<p>(Ser&aacute; que depois de proibirem de se entrar com garrafas de &aacute;gua, bandeiras, instrumentos musicais, etc., haver&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o por algum procurador do Minist&eacute;rio P&uacute;blico em proibir que os policiais entrem com capacete, para evitar que sejam atirados no gramado?)<\/p>\n<p><strong>Um pedido de calma em La Bombonera?<\/strong><\/p>\n<p>Curiosamente, principalmente para o &ldquo;n&iacute;vel&rdquo; da Confedera&ccedil;&atilde;o Sul-americana de Futebol (Conmebol), a dire&ccedil;&atilde;o do Boca Juniors solicitou que os torcedores n&atilde;o recepcionassem o time com foguet&oacute;rio, no primeiro jogo da final da Libertadores, contra o Corinthians.<br \/>\nA amea&ccedil;a da Conmebol veio por conta da utiliza&ccedil;&atilde;o de sinalizadores na semifinal, contra a Universidade (Chile). As san&ccedil;&otilde;es v&atilde;o de uma interdi&ccedil;&atilde;o do est&aacute;dio a at&eacute; perda de pontos da partida.<\/p>\n<p>O curioso do in&iacute;cio deste t&oacute;pico fica por conta da conhecida &ldquo;letargia&rdquo; da entidade sul-americana para proibir atitudes assim. S&atilde;o v&aacute;rios os exemplos ao longo da hist&oacute;ria de jogadores brasileiros tendo que sair de est&aacute;dios no subcontinente sob a prote&ccedil;&atilde;o policial. Sem falar da quantidade de coisas que caem no campo.<\/p>\n<p>A mesma Conmebol que quer punir os torcedores do Boca Juniors por criar a press&atilde;o enorme t&iacute;pica de La Bombonera &eacute; a que prefere aumentar os seus ganhos a punir jogadores com seguidos cart&otilde;es amarelos no torneio.<\/p>\n<p>Durante a partida, que terminou empatada em 1 a 1, ficou muito estranho perceber que se os xeneizes n&atilde;o puderam entrar com sinalizadores e demais fogos de artif&iacute;cio, os visitantes puderam usar e abusar dos mesmos &#8211; por mais que a fuma&ccedil;a sa&iacute;sse do est&aacute;dio. Enfim, mais uma da s&eacute;rie &quot;Coisas da Conmebol&quot;.<\/p>\n<p><strong>Que poder &eacute; esse?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das quest&otilde;es que sempre vem &agrave;s nossas cabe&ccedil;as quando fatos como esses ocorrem &eacute; saber de onde saem essas ordens. N&atilde;o estamos falando quem &ldquo;assina&rdquo;, mas quem tem a ideia.<\/p>\n<p>No ano passado, na rodada de cl&aacute;ssicos do Campeonato Brasileiro que fecharam o primeiro turno, foram proibidos muitos cartazes e faixas com protestos contra o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. No mesmo campeonato, a torcida do Gr&ecirc;mio foi impedida de levar cartazes contra Ronaldinho Ga&uacute;cho. A justificativa, em ambos os casos, foi que o material era inflam&aacute;vel&#8230;<\/p>\n<p>Seria esse mais um passo para a elitiza&ccedil;&atilde;o do futebol, fazendo com que os torcedores n&atilde;o pudessem, de forma alguma, expressar qualquer tipo de pensamento?<\/p>\n<p><strong>O extremo?      <\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que a evolu&ccedil;&atilde;o do futebol est&aacute; ocorrendo. Isso se pode creditar &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e ao rumo cada vez maior &agrave; mercantiliza&ccedil;&atilde;o e &agrave; espetaculariza&ccedil;&atilde;o deste esporte &ndash; embora n&atilde;o cheguemos nem perto de uma sociedade igualit&aacute;ria. Mas proibir protestos e provoca&ccedil;&otilde;es entre torcedores &eacute; negar que as pessoas possam expressar suas opini&otilde;es, ainda mais em um pa&iacute;s que diz ser democr&aacute;tico &ndash; mas pelo conceito de &ldquo;democracia&rdquo; que se tem em pa&iacute;ses como Estados Unidos e Paraguai, com franca defesa da &ldquo;imprensa&rdquo; tupiniquim, duvida-se ainda mais disso&#8230;<\/p>\n<p>N&atilde;o somos a favor do &quot;anti-esporte&quot;, muitas vezes praticado nos pa&iacute;ses vizinhos, onde ao longo de mais de meio s&eacute;culo de Copa Santander Libertadores, tentaram vencer de qualquer forma, com muita provoca&ccedil;&atilde;o e manobras claras para prejudicar o advers&aacute;rio &ndash; como colocar o vesti&aacute;rio do visitante embaixo da torcida que mais faz barulho no est&aacute;dio, como na Bombonera.<\/p>\n<p>Neste espa&ccedil;o defendemos que os protestos devem seguir, assim como as provoca&ccedil;&otilde;es e a press&atilde;o extra-campo, desde que os mesmos n&atilde;o atinjam a integridade f&iacute;sica e moral de ningu&eacute;m. Afinal, &eacute; mais que poss&iacute;vel que torcedores, na efetividade da palavra, sejam advers&aacute;rios quando seus times se enfrentam dentro de campo, mas amigos fora dele.<br \/>\nSe nem isso for permitido, onde poderemos gritar, reclamar, protestar e cantar?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto torcedores do Boca estavam proibidos, os corintianos usaram sinalizadores na Bombonera&#8230; Foto:elaliento.com 30 de junho, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes N&atilde;o &eacute; a primeira vez que esta coluna trata deste assunto, e o amigo leitor pode ter certeza que n&atilde;o estamos falando isso com orgulho. 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