{"id":1669,"date":"2012-09-15T18:44:34","date_gmt":"2012-09-15T18:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1669"},"modified":"2012-09-15T18:44:34","modified_gmt":"2012-09-15T18:44:34","slug":"um-campeao-em-ruinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1669","title":{"rendered":"Um campe\u00e3o em ru\u00ednas"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/esporteuolcombr.jpg\" title=\"Dois meses separam o jogar para cima do jogar o Felip\u00e3o para fora - Foto:esporte.uol.com.br\" alt=\"Dois meses separam o jogar para cima do jogar o Felip\u00e3o para fora - Foto:esporte.uol.com.br\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Dois meses separam o jogar para cima do jogar o Felip\u00e3o para fora<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:esporte.uol.com.br<\/small><\/figure>\n<p><em>15 de setembro, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>Dois meses e dois dias, mais sete pontos de dist&acirc;ncia da sa&iacute;da da zona do rebaixamento, foi o tempo que durou a nova lua-de-mel de Luiz Felipe Scolari com a Sociedade Esportiva Palmeiras. O Felip&atilde;o vencedor havia voltado com o t&iacute;tulo da Copa do Brasil deste ano, mas a p&eacute;ssima campanha no Brasileir&atilde;o n&atilde;o o segurou.<\/p>\n<p>O tema desta coluna era outro t&eacute;cnico, o da sele&ccedil;&atilde;o brasileira de futebol, mas a demiss&atilde;o de algu&eacute;m com o hist&oacute;rico de Felip&atilde;o, &uacute;ltimo campe&atilde;o mundial com esta mesma sele&ccedil;&atilde;o, &eacute; marcante. N&atilde;o &eacute; o primeiro caso e nem ser&aacute; o &uacute;ltimo de um &iacute;dolo sendo &quot;expulso&quot; de um clube brasileiro, mas at&eacute; que ponto os n&uacute;meros s&atilde;o mais importantes? Respeito ou resultado?<\/p>\n<p><strong>A segunda passagem  <\/strong><\/p>\n<p>Luiz Felipe &eacute; o segundo t&eacute;cnico com mais jogos no comando do Palmeiras (407), atr&aacute;s apenas de Oswaldo Brand&atilde;o. Sua segunda passagem pelo Palestra It&aacute;lia, come&ccedil;ou em junho de 2010.<\/p>\n<p>Bateu o saudosismo na &eacute;poca. Por mais que o t&eacute;cnico n&atilde;o tenha vencido nenhum t&iacute;tulo importante (apenas uma liga uzbeque) desde 2002, ainda que com grande passagem pela sele&ccedil;&atilde;o de Portugal, a torcida e a diretoria esperavam resgatar o Palmeiras vencedor da parceria Palmeiras-Parmalat. S&oacute; esqueceram que para isso era necess&aacute;rio ter um bom elenco.<\/p>\n<p>Mesmo com os refor&ccedil;os de Kleber (com quem Felip&atilde;o teve problemas no final do ano passado quando o atacante deixou o clube) e Valdivia, o time n&atilde;o conseguiu boa campanha no Brasileir&atilde;o daquele ano. Na Copa Sul-Americana, foi eliminado dentro de casa pelo Goi&aacute;s ap&oacute;s vencer o primeiro jogo das semifinais em Goi&acirc;nia, gerando as primeiras d&uacute;vidas sobre o trabalho do treinador, visto como &quot;antiquado&quot;.<\/p>\n<p>Em meio a novas elei&ccedil;&otilde;es do clube, o t&eacute;cnico ga&uacute;cho era visto como muito caro pela oposi&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, apesar de ter seu nome eleito, Arnaldo Tirone optou por n&atilde;o enfrentar a torcida e manteve o treinador.<\/p>\n<p>Em 2011, os comandados de Scolari foram duramente eliminados do Campeonato Paulista, nos p&ecirc;naltis para o rival Corinthians, ap&oacute;s uma semifinal que jogou melhor ainda que com um atleta a menos.<\/p>\n<p>O pior mesmo veio da Copa do Brasil, com nova elimina&ccedil;&atilde;o nas quartas-de-final, mas com um vexat&oacute;rio 6&#215;0 para o Coritiba no Couto Pereira. Foi a partir desta elimina&ccedil;&atilde;o que as cr&iacute;ticas, inclusive de torcedores, passaram a ser cada vez mais frequentes. A briga com importantes diretores do clube, como Roberto Frizzo (vice de futebol) eram p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>No Brasileiro, ap&oacute;s uma campanha razo&aacute;vel no primeiro turno, o time se distanciou da zona de classifica&ccedil;&atilde;o &agrave; Libertadores e, rodeado de problemas internos, quase se aproximou da zona de rebaixamento, com uma grande sequ&ecirc;ncia de empates.<\/p>\n<p>Neste ano uma rea&ccedil;&atilde;o era necess&aacute;ria, o clube investia alto na comiss&atilde;o t&eacute;cnica, mas pouco no time. Luiz Felipe Scolari pedia publicamente refor&ccedil;os &agrave; diretoria palmeirense, mas quase nunca era bem atendido.<\/p>\n<p>O t&eacute;cnico dizia que o time precisava de experi&ecirc;ncia, contentando-se com atletas que o dinheiro do clube podia pagar naquele momento, o que tamb&eacute;m gerou cr&iacute;ticas do pr&oacute;prio elenco, que era desprestigiado pelo seu comandante.<\/p>\n<p>A chegada do argentino H&eacute;rnan Barcos este ano amenizou a situa&ccedil;&atilde;o, ainda que os outros jogadores pedidos n&atilde;o tenham chegado por falta de recursos &#8211; para piorar, o caro volante Wesley se machucou na sua quarta partida pelo clube. Com as bolas paradas de Assun&ccedil;&atilde;o seguindo como arma, o atacante virou outra, sendo um dos principais nomes na campanha da conquista da Copa do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>T&iacute;tulo n&atilde;o acabou com a crise<\/strong><\/p>\n<p>Eliminado pelo Guarani nas quartas-de-final do Paulist&atilde;o, com uma clara queda de rendimento, a Copa do Brasil parecia ser o &uacute;nico torneio que poderia segurar a paci&ecirc;ncia dos conselheiros e torcedores palmeirenses.<\/p>\n<p>A classifica&ccedil;&atilde;o para as semifinais contra o Gr&ecirc;mio colocavam em campo um confronto entre t&eacute;cnicos que brilharam nos outros clubes, com forte favoritismo de Luxemburgo. Mudando o esquema de jogo, com o zagueiro Henrique como volante, e contando com a entrada de Mazinho no final do jogo para marcar o primeiro gol da vit&oacute;ria por 2 a 0, Felip&atilde;o voltou &agrave;s gra&ccedil;as do torcedor.<\/p>\n<p>Nas finais contra o Coritiba, o estilo &quot;copeiro&quot; do t&eacute;cnico suportou at&eacute; mesmo os in&uacute;meros desfalques, como o do atacante Hern&aacute;n Barcos, no dia do primeiro confronto, por conta de uma apendicite (!).<\/p>\n<p>Depois um logo jejum de t&iacute;tulos, o Palmeiras comandado por Felip&atilde;o,  foi campe&atilde;o da Copa do Brasil a pouco mais de dois meses. Mesmo com um  time limitado &#8211; com gol de Betinho e com Luan mancando por meia hora at&eacute; o final do jogo -, o trunfo foi conquistado de forma invicta.<\/p>\n<p>Mesmo na zona de rebaixamento do Brasileiro, o t&iacute;tulo nacional voltava ap&oacute;s 12 anos, e ningu&eacute;m acreditava que o time ficaria se arrastando no Z4 por muito tempo. Uma breve sa&iacute;da pr&oacute;ximo ao final do primeiro turno (duas rodadas) at&eacute; que chegou a dar alguma tranquilidade, mas derrotas atr&aacute;s de derrotas acenderam o sinal vermelho.<\/p>\n<p><strong>Mudan&ccedil;a de discurso <\/strong><\/p>\n<p>O bom momento vivido com a conquista da Copa do Brasil durou pouco. As m&aacute;s atua&ccedil;&otilde;es no Campeonato Brasileiro voltaram, com um time que jogava bem, mas perdia por erros bobos. Mesmo com a classifica&ccedil;&atilde;o para a fase internacional da Copa Sul-Americana, que poderia servir de laborat&oacute;rio para a Libertadores do ano que vem, o agora ex-t&eacute;cnico  palmeirense lutava para manter-se no comando.<\/p>\n<p>&Eacute; importante lembrar que, apesar das promessas, a diretoria alviverde come&ccedil;ou a desmontar o time. O lateral-direito Cicinho foi vendido, deixando s&oacute; Arthur para a posi&ccedil;&atilde;o. Sem conseguir fechar com algu&eacute;m por falta de dinheiro, a diretoria resolveu ir ao passado, trazendo Obina, Correa e Leandro (lateral-esquerdo com passagem pelo clube em 2008).<\/p>\n<p>Para piorar, a s&eacute;rie de les&otilde;es no elenco seguiam, como a de Marcos Assun&ccedil;&atilde;o, que o deixou mais de um m&ecirc;s fora, e a de Fernandinho, grata surpresa dentre os &quot;baratos&quot; contratados. O lateral-esquerdo vinha se firmando como alternativa a Vald&iacute;via e Daniel Carvalho no meio-campo, mas s&oacute; voltar&aacute; aos campos no ano que vem.<\/p>\n<p>Apesar da derrota para o Atl&eacute;tico-MG, na segunda-feira, 10 de setembro, o discurso era de apoio ao t&eacute;cnico pentacampe&atilde;o mundial. Em entrevista coletiva, o gerente de futebol remunerado Cesar Sampaio garantiu a perman&ecirc;ncia do treinador, dizendo que o clube n&atilde;o tinha inten&ccedil;&atilde;o de mudar o comando t&eacute;cnico e nem Felip&atilde;o queria sair. Tr&ecirc;s dias depois da entrevista, Luiz Felipe Scolari foi demitido.<\/p>\n<p>As constantes derrotas acabaram com o apoio que Felip&atilde;o recebia de parte do Conselho Deliberativo do Palmeiras. Como o alviverde vive um ano de elei&ccedil;&atilde;o, e o Palmeiras corre um grande risco de ser rebaixado para a S&eacute;rie B do Brasileir&atilde;o, o Conselho tenta dar sua &uacute;ltima cartada para salvar a terr&iacute;vel gest&atilde;o de Arnaldo Tirone de mais um fracasso.<\/p>\n<p>Indicado e apoiado por Mustaf&aacute; Contursi, Tirone sempre foi visto como marionete, dada a sua falta de atiitudes nestes dois anos como presidente do clube.<\/p>\n<p><strong>Erro de gest&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O Palmeiras vive uma crise pol&iacute;tica sem precedentes, e h&aacute; muito tempo. Situa&ccedil;&atilde;o e oposi&ccedil;&atilde;o travam batalhas ferrenhas nos bastidores, respingando no trabalho dos jogadores dentro de campo &#8211; com direito a vazamento de informa&ccedil;&otilde;es sobre falhas de jogadores.<\/p>\n<p>Pouco dinheiro &eacute; investido no futebol, principalmente dentro de campo. Na casamata, nos &uacute;ltimos anos o clube contratou tr&ecirc;s dos maiores t&eacute;cnicos do Brasil,(Wanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari), demitindo todos eles.<\/p>\n<p>Enquanto a pol&iacute;tica do clube n&atilde;o se acerta, o Palmeiras corre s&eacute;rios riscos de jogar pela segunda vez na sua gloriosa hist&oacute;ria a segunda divis&atilde;o do Brasil, isso num no per&iacute;odo de dez anos.<\/p>\n<p>A sete pontos do primeiro que n&atilde;o &eacute; rebaixado, algo teria que mudar, principalmente com jogadores sendo afastados e com v&aacute;rias crises internas voltando. A hist&oacute;ria constru&iacute;da por Felip&atilde;o, com o respeito dos milh&otilde;es de torcedores do Palmeiras, continua e ficar&aacute; gravada nas mem&oacute;rias dos palmeirenses.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o imediata tem de ser a de livrar um time com tamanha hist&oacute;ria de disputar a S&eacute;rie B novamente. Para depois, a&iacute; sim, expor os conflitos internos no processo eleitoral de janeiro de 2013, tentando achar algu&eacute;m que possa jogar para o mar os ratos que seguem no barco alviverde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois meses separam o jogar para cima do jogar o Felip\u00e3o para fora Foto:esporte.uol.com.br 15 de setembro, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes Dois meses e dois dias, mais sete pontos de dist&acirc;ncia da sa&iacute;da da zona do rebaixamento, foi o tempo que durou a nova lua-de-mel de Luiz Felipe Scolari com a Sociedade Esportiva [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1669","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1669"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1669\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}