{"id":1677,"date":"2012-10-07T18:23:48","date_gmt":"2012-10-07T18:23:48","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1677"},"modified":"2012-10-07T18:23:48","modified_gmt":"2012-10-07T18:23:48","slug":"que-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1677","title":{"rendered":"Que semana!"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/latuff.jpg\" title=\"\"Pela defesa do tatu-bola\" numa semana recheada - Foto:Latuff\" alt=\"\"Pela defesa do tatu-bola\" numa semana recheada - Foto:Latuff\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">&#8220;Pela defesa do tatu-bola&#8221; numa semana recheada<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Latuff<\/small><\/figure>\n<p><em>Por Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>&Aacute;rbitro que atrasa mais de 15 minutos uma partida em Recife para obrigar torcida a retirar faixa que de ofensa n&atilde;o tinha nada; atitudes ofensivas de torcidas de Coritiba e Corinthians contra &ldquo;inocentes&rdquo; torcedores; reelei&ccedil;&atilde;o de Carlos Artur Nuzman no Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Brasileiro para fechar em 2016 21 anos no alto comando do esporte no pa&iacute;s; a defesa da Brigada Militar ga&uacute;cha, com apoio da Guarda Civil Metropolitana, do boneco da patrocinadora da Copa do Mundo FIFA; o McDonald&rsquo;s expulsando as baianas de acaraj&eacute; do entorno da (nova) Fonte Nova; e, por fim, o apag&atilde;o do Supercl&aacute;ssico das Am&eacute;ricas. Ufa!<\/p>\n<p>Comecemos pelo fim, mas sem prometer tratar de todos os assuntos com maior profundidade, j&aacute; que isso seria imposs&iacute;vel para uma coluna semana. Ap&oacute;s quatro d&eacute;cadas, a CBF e a AFA, ambas agora presididas por senhores de idade a quem esta coluna opta por nem falar mais os nomes, resolveram resgatar a Ta&ccedil;a Roca, torneio anual que servia para apimentar a rivalidade entre Brasil e Argentina com dois confrontos anuais.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, diferentemente dos tempos de Friedenreich at&eacute; Pel&eacute;, os confrontos pelo Trof&eacute;u J&uacute;lio Grondona &ndash; s&eacute;rio, que algu&eacute;m se esfor&ccedil;a por um trof&eacute;u com este nome, por mais bonito que seja (parecido com o quiquito do Festival de Cinema de Gramado) &ndash; s&oacute; podem contar com atletas que atuam no Brasil e na Argentina, por serem realizados fora de datas-FIFA.<\/p>\n<p>Os &ldquo;g&ecirc;nios&rdquo; que comandam o futebol, falando agora mais especificamente de Am&eacute;rica do Sul, conseguiram banalizar um dos maiores cl&aacute;ssicos do futebol mundial. Pergunte a qualquer amante do bom futebol se era esse Brasil x Argentina que eles gostariam de ver? <br \/>\nSele&ccedil;&otilde;es descaracterizadas, com alguns nomes que dificilmente disputar&atilde;o a pr&oacute;xima Copa do Mundo FIFA. Sem falar que as camisas que j&aacute; foram vestidas por verdadeiros craques dos dois pa&iacute;ses, est&atilde;o no corpo de jogadores tecnicamente limitad&iacute;ssimos. Nem brasileiros nem argentinos precisavam disso. A rivalidade est&aacute; sendo apagada mais uma vez por outros interesses.<\/p>\n<p><strong>O apag&atilde;o de Resist&ecirc;ncia <\/strong><\/p>\n<p>O primeiro jogo foi realizado em Goi&acirc;nia, com vit&oacute;ria da sele&ccedil;&atilde;o brasileira com um gol de p&ecirc;nalti de Neymar nos &uacute;ltimos minutos de jogo. 2 a 1 sobre uma Argentina cujos principais jogadores atuam no Brasil (Gui&ntilde;azu, Barcos e Mart&iacute;nez).<\/p>\n<p>Tudo bem que a Argentina n&atilde;o tem tantas op&ccedil;&otilde;es de locais para realiza&ccedil;&atilde;o de jogos como o Brasil &ndash; a ponto de o pa&iacute;s excluir Goi&acirc;nia e Bel&eacute;m de uma Copa para dar lugar a Cuiab&aacute; e Manaus &ndash;, mas qualquer um@ deve ter estranho a escolha da cidade de Resist&ecirc;ncia para a realiza&ccedil;&atilde;o do jogo de volta.<\/p>\n<p>Tudo parecia pronto. Uma bela execu&ccedil;&atilde;o dos hinos nacionais, com direito a cantor argentino interpretando o hino brasileiro, times em campo com um pouco daquela rivalidade entre as duas sele&ccedil;&otilde;es. Torcedores nas arquibancadas? N&atilde;o tantos quanto um jogo desse naipe merece.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a bola n&atilde;o rolou. Logo ap&oacute;s os hinos, parte dos refletores apagaram. Primeiro, sugeriram que o &ocirc;nibus da sele&ccedil;&atilde;o brasileira havia derrubado um filme &ndash; com efeitos horas depois n&eacute;? Depois, acharam uma imagem de bombeiros tentando apagar o fogo no gerador do est&aacute;dio. Com quedas constantes durante a noite, a energia n&atilde;o suportou.<\/p>\n<p>Os times aqueceram por mais de quarenta minutos em campo e o &aacute;rbitro consultou ambos os goleiros, que n&atilde;o concordavam em come&ccedil;ar a partida com baixa luminosidade. Os jogadores voltaram ao vesti&aacute;rio para aguardar o retorno da energia. Os respons&aacute;veis pelas grades de TVs estavam em p&acirc;nico, telenovela sendo antecipada e nada do jogo come&ccedil;ar.<\/p>\n<p>Por volta das 23:10, no hor&aacute;rio de Bras&iacute;lia, veio o comunicado oficial do &aacute;rbitro que o jogo seria cancelado. E tome cr&iacute;tica da emissora de TV brasileira. A cr&iacute;tica era sim procedente, afinal n&atilde;o nos recordamos na hist&oacute;ria recente do futebol um jogo entre sele&ccedil;&otilde;es desse porte cancelado por falta de energia el&eacute;trica, nem mesmo nos torneios da boa e velha v&aacute;rzea isso ocorre. Mas ouvimos criticas contra o &aacute;rbitro. Comentaristas queriam que o jogo ocorresse de qualquer maneira. Os mesmos comentaristas que costumam cobrar bom senso das pessoas que vivem no meio do futebol.<\/p>\n<p><strong>Soltando o verbo de novo  <\/strong><\/p>\n<p>O diretor de sele&ccedil;&otilde;es Andr&eacute;s Sanchez resolveu falar suas verdades de novo (viva!). Ap&oacute;s o cancelamento da partida entre Argentina x Brasil, Sanchez disse que quando se mistura pol&iacute;tica com futebol d&aacute; nisso, e que era um desrespeito com o torcedor.<\/p>\n<p>Sanchez se referia ao que muitos chamam de &ldquo;kirchnerismo&rdquo;, devido o jogo ser marcado em um modesto Est&aacute;dio Centen&aacute;rio na cidade de Resist&ecirc;ncia, cerca de mil quil&ocirc;metros de Buenos Aires. A escolha do lugar, contudo, teria sido mais pol&iacute;tica do que esportiva. O mandat&aacute;rio m&aacute;ximo do Sarmiento, Jorge Capitanich, &eacute; tamb&eacute;m governador da prov&iacute;ncia de Chaco e adepto do &quot;kirchnerismo&quot;, e seria amigo &iacute;ntimo da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. A partir da&iacute;, o acanhado Est&aacute;dio Centen&aacute;rio mostraria na noite de quarta-feira que n&atilde;o tinha as m&iacute;nimas condi&ccedil;&otilde;es de receber um evento desse porte.<\/p>\n<p>Incrivelmente o defensor e amigo do Ricardo Teixeira est&aacute; coberto de raz&atilde;o, misturar pol&iacute;tica com futebol n&atilde;o d&aacute; certo, embora seu amigo fez muito isso, mas quando Sanchez resolve falar&#8230;<\/p>\n<p>O trof&eacute;u acabou ficando sem dono, e a sele&ccedil;&atilde;o brasileira segue sem empolgar o torcedor, indo parar no ranking FIFA atr&aacute;s das &ldquo;super pot&ecirc;ncias&rdquo; Col&ocirc;mbia e Gr&eacute;cia.<\/p>\n<p><strong>Enquanto isso, no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>No final de semana passado, torcedores do Coritiba praticamente bateram numa jovem de 13 anos e no seu pai porque ela, f&atilde; de Lucas (at&eacute; dezembro no S&atilde;o Paulo), ganhou a camisa do jovem jogador no Couto Pereira. A pol&iacute;cia pouco fez para proteg&ecirc;-los, ela conseguiu a camisa de volta depois, a convite do S&atilde;o Paulo, mas recebeu amea&ccedil;as por m&iacute;dias sociais. A promessa? Nunca mais ir ao Couto Pereira.<\/p>\n<p>Em S&atilde;o Paulo, um escoc&ecirc;s resolveu ver o jogo do Corinthians contra o Sport com a camisa do Celtic. Olha, ele n&atilde;o estava na geral, no tobog&atilde; ou no meio de alguma organizada. Em meio &agrave;s arquibancadas mais caras, foi obrigado a vestir algo que cobrisse a camisa verde e branco na vertical (!!!), com sugest&atilde;o da pol&iacute;cia.<\/p>\n<p>Com Copa do Mundo FIFA 2014 por aqui, veio a not&iacute;cia que, por conta da Lei da Copa, aprovada ap&oacute;s muitas discuss&otilde;es sobre a perda de soberania do Brasil, as baianas que vendem acaraj&eacute; (patrim&ocirc;nio cultual) pr&oacute;ximo ao Est&aacute;dio Fonte Nova, em Salvador, n&atilde;o poder&atilde;o vender seu produto. Ser&aacute; que os estrangeiros prefeririam McDonald&rsquo;s &agrave;s cocadas e acaraj&eacute;s? Contra a concorr&ecirc;ncia, devem ficar os sandu&iacute;ches industrializados. Quem ganha com a Copa mesmo?<\/p>\n<p>Quem ganha s&atilde;o poucos e j&aacute; vemos quem est&aacute; perdendo com desocupa&ccedil;&otilde;es e at&eacute; mesmo com a prote&ccedil;&atilde;o ao patrim&ocirc;nio privado. No Rio Grande do Sul, a Brigada Militar (como chama a PM por aqui) optou desde cedo a proteger o tatu-bola, ainda sem nome (rid&iacute;culo), com a marca da patrocinadora de refrigerantes que tod@s conhecem.<\/p>\n<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o em &ldquo;Defesa da Alegria&rdquo;, organizada sem partidos pol&iacute;ticos e que combate a privatiza&ccedil;&atilde;o de pra&ccedil;as, parques e espa&ccedil;os culturais de Porto Alegre ia bem at&eacute; que os manifestantes resolveram dan&ccedil;ar em torno do boneco. Os brigadianos defenderam o bichinho de pl&aacute;stico de todas as  formas poss&iacute;veis e imagin&aacute;veis. No final das contas, a culpa na m&iacute;dia ficou aos manifestantes, que esvaziaram um tatu-bola de uma marca ap&oacute;s receberem agress&atilde;o dos militares &ndash; 60, entre brigadianos e da guarda civil, metropolitana, s&oacute; para isso!!!<\/p>\n<p>Ainda vimos o espa&ccedil;o de coment&aacute;rios em sites nacionais sendo transformados em batalhas de ga&uacute;chos contra paulistas e cariocas, quando o assunto principal &eacute; a constante afronta &agrave; soberania brasileira e aos direitos de seus cidad&atilde;os. Estes, lembrados s&oacute; nos discursos a cada dois anos quando @s pol&iacute;tic@s precisam de votos&#8230;<\/p>\n<p>Para finalizar, a Apesar de den&uacute;ncias do deputado federal Rom&aacute;rio, do presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Brasileira de Desportos de Gelos e a pol&ecirc;mica do roubo de dados de trabalhadores do COB nas Olimp&iacute;adas de Londres, Carlos Artur Nuzman assumiu mais um mandato &agrave; frente da maior entidade esportiva nacional &ndash; acumulando o cargo com o de organizador dos pr&oacute;ximos Jogos de ver&atilde;o, como Teixeira era da CBF e do Comit&ecirc; Organizador Local da Copa.<\/p>\n<p>Mais uma vez Nuzman n&atilde;o teve chapa de oposi&ccedil;&atilde;o. Em per&iacute;odo de elei&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o permitir oposi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma alternativa bem mais vi&aacute;vel que a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina de administra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ufa! Ser&aacute; que vivemos em Brasis mesmo? Quando confrontos o per&iacute;odo eleitoral com o esporte brasileiro, vemos que h&aacute; muito mais semelhan&ccedil;as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pela defesa do tatu-bola&#8221; numa semana recheada Foto:Latuff Por Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes &Aacute;rbitro que atrasa mais de 15 minutos uma partida em Recife para obrigar torcida a retirar faixa que de ofensa n&atilde;o tinha nada; atitudes ofensivas de torcidas de Coritiba e Corinthians contra &ldquo;inocentes&rdquo; torcedores; reelei&ccedil;&atilde;o de Carlos Artur Nuzman no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1677\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}