{"id":1697,"date":"2012-12-10T17:40:55","date_gmt":"2012-12-10T17:40:55","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1697"},"modified":"2012-12-10T17:40:55","modified_gmt":"2012-12-10T17:40:55","slug":"mataram-um-pugilista-poderia-ser-seu-filho-quase-um-conto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1697","title":{"rendered":"Mataram um pugilista, poderia ser seu filho (quase um conto)"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/symbol-40747_640.png\" title=\"O m\u00e1rtir poderia ter sido o campe\u00e3o do mundo - Foto:pixabay \" alt=\"O m\u00e1rtir poderia ter sido o campe\u00e3o do mundo - Foto:pixabay \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O m\u00e1rtir poderia ter sido o campe\u00e3o do mundo<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:pixabay <\/small><\/figure>\n<p>dezembro de 2012, Bruno Lima Rocha (Bruno Rocha) <\/p>\n<p>Tarde de domingo, primavera no litoral sul do Brasil. Dezenas de atletas se aglomeram ao redor de seus t&eacute;cnicos e segundos. Ao centro do gin&aacute;sio, um ringue, quatro cantos, vermelho, branco, azul e branco. Luz solar brilhando l&aacute; fora e luto nas camisetas. Anos antes, mataram um pugilista, negro, esguio e &aacute;gil como tantos outros; brilhante, com garra e t&eacute;cnica como poucos. Mataram um pugilista, e poderia ser seu filho.<\/p>\n<p><strong>Sombra e luva na dor da m&atilde;e<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNa entrada do gin&aacute;sio, claro e iluminado, havia uma penumbra, pairava algo de gris na tarde desportiva. Nada escapava desse clima, ao menos, nada que este aqui percebesse. Todos os momentos refletiam essa ang&uacute;stia; na hora deu vontade de escrever, mas era imposs&iacute;vel. Tinha guris para cuidar, lutas a cumprir e como a gente sabe, em dia de evento do boxe ol&iacute;mpico, as horas nunca passam.  <\/p>\n<p>&ldquo;Se troquem e comecem a aquecer! O fulano &eacute; a segunda luta e o beltrano entra na sexta!&rdquo; Todos de azul e come&ccedil;a o baile, d&aacute;-lhe movimenta&ccedil;&atilde;o; tem de acelerar o batimento. Logo no come&ccedil;o, fomos meia-boca, n&atilde;o levamos. Era a hora da virada. Aumenta a tens&atilde;o. <\/p>\n<p>Ao fundo da quadra, atr&aacute;s da tabela do placar, dois atletas se aqueciam.  Sombrinha batendo luva no reflexo. A equipe vinha de derrota na primeira luta; no quadril&aacute;tero, o juvenil que joga no meio m&eacute;dio ligeiro ficou sem g&aacute;s e mal se ag&uuml;entou at&eacute; o final do terceiro assalto. Os demais boxeadores ficam ainda mais ansiosos, o medo de perder gela os olhos dos galos. Criados na vila, eles logo aprenderam a temer pouco ou nada. O problema &eacute; esse, naquele lugar, o medo se esconde atr&aacute;s de punhos de a&ccedil;o. Bate luva, e reflexo, e por vezes o aquecimento parece luta, a coisa esquenta, at&eacute; que ela &ndash; a m&atilde;e do pugilista que mataram &ndash; passa por ali. <\/p>\n<p>Um par de luvas azuis, da f&aacute;brica &agrave;quela que fica no Vale dos Sinos. Bah, PU com 8 on&ccedil;as, l&aacute; onde bate d&oacute;i, e d&oacute;i mesmo. Fazer o que?  &Eacute; o par de luvas mais barato e equipe pequena, na forma de projeto social, tem de se virar como pode. Luva de PU, 8 on&ccedil;as, &eacute; o bastant&atilde;o dos treinos. <\/p>\n<p>Quem bate e sofre com dor e a rea&ccedil;&atilde;o, sabe o que passa antes de subir. O meu pesado estava meio ansioso; meio n&atilde;o, muito ansioso. Com o psicol&oacute;gico meio complicado (meio n&atilde;o, muito complicado), somado com a adrenalina da &uacute;ltima sombra antes do combate, o &ldquo;guri&rdquo; de 90 kgs e 1,91 de altura soltava os bra&ccedil;os com vontade; veloz demais, por vezes atingia a ma&ccedil;&atilde; do rosto do meio-pesado, seu parceiro de treinos e luvas. <\/p>\n<p>A cena, eu suponho, deve ter mexido com a mem&oacute;ria da m&atilde;e do campe&atilde;o que o Estado em armas matou. Ou foi o porco, ou foi apenas rixa. Importa pouco ou nada agora, porque ele n&atilde;o foi para as Olimp&iacute;adas, n&atilde;o disputou o ouro no m&eacute;dio (e ganharia, ah ganharia) e agora sua presen&ccedil;a &eacute; na mem&oacute;ria de quem a cultiva. Quando a cultiva. Inesquec&iacute;vel dizem todos que com ele treinaram, as testemunhas de tardes de domingo como &agrave;quela, quando o guri se transformava em tr&ecirc;s homens e como um furac&atilde;o rompante, atravessava as guardas como quem cruza ruas sem movimento de tr&aacute;fego.<\/p>\n<p>O pi&aacute; &eacute; inesquec&iacute;vel para os companheiros de esporte, e antes de nada para sua m&atilde;e, certo que sim, m&atilde;e n&atilde;o esquece, nunca. Tanto n&atilde;o se esquece como se lembra, ela pode t&ecirc;-lo visto naquele momento, os olhos quase lacrimejando, p&aacute;lpebras pesadas, sua face negra refletiu o pesar e a dor ao ter os olhos ofuscados pelo sol de primavera do litoral norte e lagunar do Brasil mais ao sul. <\/p>\n<p>Por menos de um minuto, e 40 segundos &eacute; muito tempo em luta, as luvas pararam de bater e fez-se sil&ecirc;ncio. Me calei &ndash; porque como todo t&eacute;cnico, a gente fala o tempo todo e grita na maioria das vezes -, os guris olharam para o ch&atilde;o e a m&atilde;e passou. As escadas pesavam, cada degrau era uma eternidade, com os cantos dos olhos ela mirava aos dois em uniforme azul, m&atilde;e sabe e nunca esquece. Como pesa ser m&atilde;e de m&aacute;rtir! Como pesa ser observado por uma m&atilde;e de m&aacute;rtir, de um ex-futuro campe&atilde;o ol&iacute;mpico!<\/p>\n<p>Vale como m&aacute;xima. Os filhos devem enterrar os pais, e n&atilde;o ao contr&aacute;rio. Na camiseta branca da m&atilde;e negra, o retrato do guri. Sorrindo, em guarda, esperan&ccedil;a na ponta das luvas. Se estivesse vivo, ah se estivesse vivo, Esquiva, Yamaguchi e Adriana teriam companhia naquele p&oacute;dio londrino. Agora, resta a mem&oacute;ria e a dor. Uma m&atilde;e n&atilde;o deve enterrar seu filho, a m&atilde;e de um boxeador deve temer as les&otilde;es nos treinos e no ringue, nunca na rua. <\/p>\n<p>Atleta n&atilde;o arruma encrenca, sai de casa para o treino, estuda, trabalha ou treina de novo, e depois dorme. N&atilde;o faz nada, vive como um espartano. Sua prepara&ccedil;&atilde;o guerreira se faz batendo bolsa, teto-solo, p&ecirc;ra e manopla. No m&aacute;ximo, um pugilista xinga, fala palavr&atilde;o, e baixo, porque os velhos est&atilde;o sempre de olho e a bronca &eacute; universal, pega todo mundo, treinador, segundo, colega de treino, torcida, atleta, menos pai e m&atilde;e. Menos ainda pai e m&atilde;e de m&aacute;rtir da causa dos tortos. Sim, porque como diz um &iacute;cone ga&uacute;cho desta estranha religi&atilde;o do corpo, quem boxeia &eacute; torto, ou porque quer se vingar da sociedade, ou porque quer consert&aacute;-la. Dessa vez n&atilde;o, j&aacute; n&atilde;o tinha muito conserto. <\/p>\n<p>O pai tamb&eacute;m olha triste, mas s&eacute;rio. Homem n&atilde;o chora; menos ainda num torneio de boxe ol&iacute;mpico que leva o nome de seu filho. Passei pelo homem que ajudou a p&ocirc;r o m&aacute;rtir no mundo dos vivos l&aacute; no corredor debaixo da arquibancada e gelei. &ldquo;Nossa, isso parece a letra de Hurricane, de Bob Dylan.&rdquo;<br \/>\n&#8230;he could have been the champion of the world!  E podia mesmo, p&oacute;dio ol&iacute;mpico  ou mais!<\/p>\n<p>Olhava os pais do guri e pensei: &ldquo;Como ser&aacute; que dorme o homem que matou o guri na covardia?&rdquo; Ser&aacute; que dorme, ser&aacute; que consegue dormir? De repente, num instante, breve, muito breve, imaginei a cena como revanche imagin&aacute;ria. Na vingan&ccedil;a da vida, o assassino dorme de barriga para cima, porque deve estar obeso e a mulher j&aacute; n&atilde;o lhe d&aacute; nada, nem aten&ccedil;&atilde;o e menos ainda o corpo. De algum lugar, do al&eacute;m ou da eternidade, a fera da sele&ccedil;&atilde;o brasileira o mira com desprezo. L&aacute; de cima, o pi&aacute; que era craque nas luvas deve alterar um treinamento intercalado cruzado com longas sess&otilde;es de corrida com sombra. No meio do treino, p&aacute;ra e aponta o nariz para o porco. Ri de nojo e volta a treinar. Boxeador ol&iacute;mpico n&atilde;o arruma tumulto, nunca, jamais, nem da paz eterna onde um pugilista nunca descansa.   <\/p>\n<p>Delirando de raiva, deixei de lado o treino dos meus guris e pensei na cena, novamente a imagem da m&atilde;e e do pai enterrando aquele guri que amedrontava meio mundo. Choravam de solu&ccedil;ar, uma m&atilde;e e um pai n&atilde;o deveriam enterrar seus filhos, &eacute; contra a ordem natural das coisas. Pensei no epis&oacute;dio e lembrei-me de um velho amigo, revoltado e ateu contra os destinos inesperados. Este veterano gritava quando uma pessoa jovem morria: &ldquo;queria que Deus existisse, ao menos por uma vez, assim eu poderia xing&aacute;-lo,  mandar esse cara &agrave; merda, gritando a farsa que ele &eacute;!&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Corredor da arquibancada e aus&ecirc;ncias<\/strong><\/p>\n<p>O corredor corria debaixo da arquibancada do lado da pra&ccedil;a; no meio da tarde, daquelas tardes sem fim onde temos um evento com mais de 30 lutas, o lugar &eacute; o vai e vem para os banheiros, a sa&iacute;da para a rua e o caminho para quem j&aacute; lutou, indo se fartar de &ldquo;porcaria&rdquo; no caprichado e nada porcalh&atilde;o carrinho de cachorro quente. Acompanhado de duas crian&ccedil;as, dois guris na verdade, o pai do pugilista assassinado pelos brigadianos (ou pelo brigadiano, porque a institui&ccedil;&atilde;o jamais vai admitir como sua grande obra a execu&ccedil;&atilde;o de um futuro campe&atilde;o ol&iacute;mpico) andava de cabe&ccedil;a erguida. <\/p>\n<p>Cruzamos por ele e pairava sobre suas costas um peso enorme. Negro, alto, grande, meio gordo e cara cansada. A foto do campe&atilde;o estampada no peito, esguio, negro com luvas vermelhas numa estampa sobre a camiseta branca. Camisa barata, dessas de promo&ccedil;&atilde;o de final de ano. Nada mais brasileiro, nada mais parecido com o boxe brasileiro. Nada mais rio-grandense do que uma bela tarde dominical soleada. Fazia sol, mas a luz era de luto. Cruzar por ele, cinco, seis vezes, era carregar nos ombros a dor da morte; mataram um boxeador, e poderia ser um dos meus, podia ter sido qualquer um daquela centena de adolescentes, de jovens, peleando com as luvas e punhos para desentortar a vida. <\/p>\n<p>A verdade &eacute; simples e dura como um sparring. Poderia ser o filho de qualquer um de n&oacute;s a gritar nos cantos, a quase morrer de enfarto nos corners, a delirar quando vencemos e a querer tomar os golpes no meio da face, desesperados que ficamos quando um guri nosso erra o fundamento que treinou a semana inteira, treinou meia hora antes de subir no quadril&aacute;tero, e erra de novo, pelos nervos, pelo medo, pela coragem em excesso. <\/p>\n<p>As horas n&atilde;o passavam e parece que faltava um personagem, faltava algu&eacute;m, faltavam alguns. Pouca gente viu os porqu&ecirc;s. Ningu&eacute;m viu um cartaz grande, um banner de tamanho gigantesco reivindicando o menino que era o orgulho da cidade e sua equipe de boxe ol&iacute;mpico. N&atilde;o vimos porque a faixa era pequena. Tamb&eacute;m n&atilde;o se avistou a um brigadiano sequer no entorno daquele gin&aacute;sio. N&atilde;o havia a menor necessidade mesmo. Boa a estrutura, bom o ringue e como todo evento de pugilismo amador mais parece uma quermesse de igreja &ndash; daquelas &agrave; moda antiga, sem prega&ccedil;&atilde;o da prosperidade, mas com barraquinhas e doces &ndash; n&atilde;o se faz falta seguran&ccedil;a alguma. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m, segurar o que? Primeiro porque nunca mais sai confus&atilde;o, antigamente sa&iacute;a &ndash; na d&eacute;cada de &rsquo;80, por a&iacute;, nos anos &rsquo;90 em todos os eventos de luta &ndash; mas agora, &eacute; bolo zero, tumulto algum. E, quando o tom de voz sobe, um dos velhos j&aacute; grita (e por vezes o velho mais velho e que melhor se imp&otilde;e), e grita com vontade, xingando com gosto, repetindo &ldquo;n&atilde;o adianta, n&atilde;o adianta!&rdquo;. Talvez por isso n&atilde;o tinha nenhum efetivo da Brigada l&aacute;. Talvez em fun&ccedil;&atilde;o da vergonha, ou pela aus&ecirc;ncia de verba para seguran&ccedil;a. Param&eacute;dicos sim, sem ambul&acirc;ncia e socorrista n&atilde;o tem luta e nem sai evento. Mas, Brigada &eacute; desnecess&aacute;rio. <\/p>\n<p>Era bom evitar os &acirc;nimos, afinal, l&aacute; todo mundo luta e a metade &eacute; torta, sendo que a outra parte vai entortar em breve. E se sai uma vaia contra o arig&oacute; de uniforme c&aacute;qui ali aparecendo de Charles Bronson? Na m&eacute;dia, as mentalidades dali s&atilde;o conservadoras, elogiosas da seguran&ccedil;a p&uacute;blica e do &ldquo;inestim&aacute;vel papel&rdquo; que os policiais cumprem para &ldquo;o bem de nossa sociedade&rdquo;. N&atilde;o, l&aacute; n&atilde;o tinha nem porco, nem banner do guri que os porcos mataram e menos ainda o pr&oacute;prio guri, o boxeador que seria campe&atilde;o ol&iacute;mpico, no m&iacute;nimo pegaria p&oacute;dio em Londres, tal como os capixabas e a Adriana. <\/p>\n<p>Viam&atilde;o-Porto Alegre, dezembro de 2012 (texto&nbsp; iniciado em novembro de 2012)<br \/>\n<em>Bruno Rocha<\/em> (<em>Bruno Lima Rocha<\/em>), t&eacute;cnico de boxe ol&iacute;mpico pela FRGP, professor (low-shi) de arte marcial tradicional de origem chinesa (estilo Ma), faixa marrom de Sanda (boxe chin&ecirc;s), roxa de Luta Livre Esportiva e coordenador-t&eacute;cnico do Centro de Lutas Desportivas-Viam&atilde;o (projeto social para forjar lutadores de alto rendimento).<br \/>\nEmail: bruno.maxyq@gmail.com \/bruno.estrategiaeanalise@gmail.com <br \/>\nFacebook: Bruno Rocha (Viam&atilde;o) \/ Bruno Lima Rocha <br \/>\nFacebook: Centro de Lutas Desportivas Viam&atilde;o<br \/>\nCanal do Youtube: maxingyi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00e1rtir poderia ter sido o campe\u00e3o do mundo Foto:pixabay dezembro de 2012, Bruno Lima Rocha (Bruno Rocha) Tarde de domingo, primavera no litoral sul do Brasil. 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