{"id":1709,"date":"2013-01-17T10:28:24","date_gmt":"2013-01-17T10:28:24","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1709"},"modified":"2013-01-17T10:28:24","modified_gmt":"2013-01-17T10:28:24","slug":"china-brasil-e-o-espelho-retorcido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1709","title":{"rendered":"China, Brasil e o espelho retorcido"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/beijing-pollution.jpg\" title=\"A polui\u00e7\u00e3o de Beijing, em n\u00edveis absurdos e humanamente insuport\u00e1veis, \u00e9 o reflexo de uma escolha de crescimento capitalista a todo e qualquer custo.  - Foto:planetasustent\u00e1vel\" alt=\"A polui\u00e7\u00e3o de Beijing, em n\u00edveis absurdos e humanamente insuport\u00e1veis, \u00e9 o reflexo de uma escolha de crescimento capitalista a todo e qualquer custo.  - Foto:planetasustent\u00e1vel\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A polui\u00e7\u00e3o de Beijing, em n\u00edveis absurdos e humanamente insuport\u00e1veis, \u00e9 o reflexo de uma escolha de crescimento capitalista a todo e qualquer custo. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:planetasustent\u00e1vel<\/small><\/figure>\n<p>17 de janeiro de 2013, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>No s&aacute;bado dia 12 de janeiro Beijing, capital da China e cidade imperial, bateu recordes absolutos de polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica. Lembrando os piores dias de Cubat&atilde;o, o ar ficou irrespir&aacute;vel superando em quarenta vezes os &iacute;ndices toler&aacute;veis pela humanidade. Como j&aacute; escrevi aqui em outras ocasi&otilde;es, nada disso &eacute; novidade e faz parte do paradoxo contempor&acirc;neo. Desde que implantaram como raz&atilde;o de Estado o lema de Deng Xiao Ping (Enrique&ccedil;am!), o pa&iacute;s de Mao Zedong n&atilde;o mede esfor&ccedil;os para o crescimento econ&ocirc;mico e o desenvolvimento &ndash; a qualquer custo &#8211; das for&ccedil;as produtivas. O problema reside a&iacute;.<\/p>\n<p>Inicialmente atrav&eacute;s de Zonas de Processamento de Exporta&ccedil;&otilde;es (nos anos 1980), depois com a progressiva liberaliza&ccedil;&atilde;o da economia (embora ainda sem a abertura do mercado de capitais), o capitalismo chin&ecirc;s aproximou dois extremos complementares. Por um lado, aplica de forma exemplar a premissa neoliberal de que as liberdades econ&ocirc;micas est&atilde;o acima das liberdades pol&iacute;ticas. Por outro, as formas de conten&ccedil;&atilde;o das democracias liberais de pouco ou nada valem. Dentre estas, o pacote de leis ambientais, que embora melhorem a qualidade de vida dos cidad&atilde;os, em &uacute;ltimo caso, reduzem a produtividade e os ganhos em escala. Entre o lucro e a vida, os mandarins convertidos em empres&aacute;rios selvagens fizeram sua escolha. <\/p>\n<p>J&aacute; a democracia brasileira arrumou uma &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o&rdquo; para este mesmo problema. Temos outro tipo de paradoxo, menos sincero. Aqui se combinam a mais avan&ccedil;ada legisla&ccedil;&atilde;o ambiental do mundo com um selvagem crescimento do agro-neg&oacute;cio e da extra&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias-primas. Liderada pelas commodities soja e min&eacute;rio, a balan&ccedil;a comercial brasileira ancora o crescimento nacional. Dependemos da venda de produtos prim&aacute;rios sem valor agregado. A conta &eacute; salgada, tanto em termos de depend&ecirc;ncia da aprecia&ccedil;&atilde;o destas mercadorias como para os biomas brasileiros. O desenvolvimentismo nacional n&atilde;o leva em conta o fator cultural e nem as formas de vida. Projetos como Jirau ou Belo Monte materializam o conceito. Para completar a trag&eacute;dia, os colunistas conservadores classificam quem defende o uso racional dos bens n&atilde;o dur&aacute;veis de &ldquo;eco chatos&rdquo;.<\/p>\n<p>Elogia-se o crescimento chin&ecirc;s em seus piores aspectos enquanto aqui se consolida uma irrespons&aacute;vel plataforma de exporta&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. A biodiversidade &eacute; considerada o ativo mais importante nos discursos oficiais, mas nunca &eacute; prioridade nas pol&iacute;ticas de desenvolvimento. &Eacute; esta a convic&ccedil;&atilde;o do Executivo. O cen&aacute;rio internacional dos emergentes &eacute; como um espelho retorcido.<\/p>\n<p>artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A polui\u00e7\u00e3o de Beijing, em n\u00edveis absurdos e humanamente insuport\u00e1veis, \u00e9 o reflexo de uma escolha de crescimento capitalista a todo e qualquer custo. Foto:planetasustent\u00e1vel 17 de janeiro de 2013, Bruno Lima Rocha No s&aacute;bado dia 12 de janeiro Beijing, capital da China e cidade imperial, bateu recordes absolutos de polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica. 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