{"id":1724,"date":"2013-02-27T22:21:18","date_gmt":"2013-02-27T22:21:18","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1724"},"modified":"2013-02-27T22:21:18","modified_gmt":"2013-02-27T22:21:18","slug":"quando-o-futebol-e-sobre-o-que-menos-se-fala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1724","title":{"rendered":"Quando o futebol \u00e9 sobre o que menos se fala"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/danielaugustojragcorinthians.jpg\" title=\"Torcida em Oruro. Sinalizador naval pode deixar vazios os espa\u00e7os para os corintianos - Foto:Daniel Augusto Jr (Ag. Corinthians)\" alt=\"Torcida em Oruro. Sinalizador naval pode deixar vazios os espa\u00e7os para os corintianos - Foto:Daniel Augusto Jr (Ag. Corinthians)\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Torcida em Oruro. Sinalizador naval pode deixar vazios os espa\u00e7os para os corintianos<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Daniel Augusto Jr (Ag. Corinthians)<\/small><\/figure>\n<p><em>27 de fevereiro, Anderson Santos (editor) &amp; Dijair Brilhantes<\/em><\/p>\n<p>Mais de 3.700 metros. 1&ordf; rodada. 1 a 1. Poder&iacute;amos ter passado a semana destacando apenas estes n&uacute;meros. Mas n&atilde;o&#8230; 20 cent&iacute;metros de comprimento. 2,5 cent&iacute;metros de di&acirc;metro. Uma vida. 14 anos.<\/p>\n<p>Na semana da estreia do atual campe&atilde;o da Libertadores no torneio, o que menos se falou foi sobre futebol.<\/p>\n<p>A morte de Kevin Espada, torcedor do San Jos&eacute;, ap&oacute;s ser atingido por um roj&atilde;o lan&ccedil;ado da torcida corintiana, mais uma vez al&ccedil;ou o futebol para outras editorias. Mais uma vez, a exist&ecirc;ncia das torcidas organizadas foi posta em xeque. Diferentemente de outras vezes, a Conmebol agiu, surpreendentemente, r&aacute;pido. Puni&ccedil;&atilde;o justa, sensata?<\/p>\n<p>No n&iacute;vel criminal, 12 corintianos, que alegam inoc&ecirc;ncia, est&atilde;o detidos no pres&iacute;dio de San Pedro, em Oruro, e aguardam que a defesa deles consiga que respondam em liberdade. Os presos ainda n&atilde;o foram ouvidos pela investiga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>De in&iacute;cio, dois &ldquo;torcedores&rdquo; filiados a Gavi&otilde;es da Fiel s&atilde;o acusados de disparar o artefato contra a torcida boliviana por estarem com modelos semelhantes de sinalizador, um deles da mesma s&eacute;rie que atingiu o jovem boliviano.<\/p>\n<p>No inicio desta semana, um menor de idade &#8211; para a lei brasileira &#8211; apresentou-se &agrave; pol&iacute;cia paulista como autor do disparo do fogo de artif&iacute;cio. Poucos acreditaram em sua vers&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Outras obriga&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Tratamos sobre essa quest&atilde;o dos fogos de artif&iacute;cio num texto ap&oacute;s a primeira partida da final da Libertadores de 2012 (ver <a href=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/ler02.php?idsecao=e77f6eaa8e3bbf6294266949770ed2c4&amp;&amp;idtitulo=ac33ea3c62ac63a8cb138d1d5086ed5b\">aqui<\/a>). Enquanto a dire&ccedil;&atilde;o do Boca Juniors pediu para que sua torcida n&atilde;o levasse fogos &agrave; Bombonera, com risco de o clube ser punido pela Conmebol, a torcida corintiana os utilizou sem problema algum.<\/p>\n<p>No estatuto da FIFA h&aacute; a proibi&ccedil;&atilde;o de se usar estes materiais, mas ser&aacute; que algu&eacute;m sabia disso antes do que ocorreu em Oruro?<\/p>\n<p>A Lei n. 12.299, de 2010, que faz modifica&ccedil;&otilde;es no Estatuto do Torcedor, s&oacute; que com mais elementos punitivos ao consumidor da pr&aacute;tica esportiva, tamb&eacute;m pro&iacute;be. De acordo com o segundo inciso do Artigo 13, dentre as condi&ccedil;&otilde;es de acesso e perman&ecirc;ncia do torcedor est&aacute;: &ldquo;n&atilde;o portar ou utilizar fogos de artif&iacute;cio ou quaisquer outros engenhos pirot&eacute;cnicos ou produtores de efeitos an&aacute;logos&rdquo;.<\/p>\n<p>Quantas vezes n&atilde;o vemos, em v&aacute;rios lugares do Brasil, da Am&eacute;rica do Sul, da Europa &#8211; em pleno Camp Nou, est&aacute;dio do Barcelona, no confronto desta semana contra o Real Madrid -, a utiliza&ccedil;&atilde;o desses artefatos? Bem, geralmente eles s&oacute; ganham destaque quando v&atilde;o &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do gramado. Fora isso, tudo &eacute; festa. Tudo &eacute; bonito.<\/p>\n<p>Mesmo a torcida do San Jos&eacute; fez uma cascata de fogos no alambrado antes da partida, com direito a remendos de jeans queimados que formavam o nome de &ldquo;La Terrible&rdquo;.<\/p>\n<p>Antes de adentrarmos &agrave; discuss&atilde;o que dividiu quem at&eacute; mesmo escreve esta coluna, &eacute; importante ressaltar a responsabilidade dos organizadores do evento. Todxs minimamente conhecedores do futebol sabem que a CBF &eacute; o para&iacute;so quando comparada &agrave; sua vers&atilde;o sul-americana.<\/p>\n<p>No final do ano passado, tivemos a not&iacute;cia de que finalmente criariam uma esp&eacute;cie de STJD para julgar atitudes contr&aacute;rias ao desporto, mas que ficaram t&atilde;o comuns que ajudaram a constituir a tradi&ccedil;&atilde;o da Libertadores. Ainda assim, sem promotoria, o &oacute;rg&atilde;o s&oacute; atua se o clube advers&aacute;rio exigir.<\/p>\n<p>Se o Fluminense teve que jogar num gramado horr&iacute;vel em Caracas, na Venezuela &ndash; o da Arena do Gr&ecirc;mio era perfeito quando comparado &ndash;, ou quando se faz necess&aacute;ria a presen&ccedil;a de policiais para proteger uma cobran&ccedil;a de escanteio, muito disso &eacute; (ir)responsabilidade da Confedera&ccedil;&atilde;o presidida h&aacute; tanto tempo (27 anos) por Nicol&aacute;s Leoz.<\/p>\n<p>Se mesmo com a amea&ccedil;a de puni&ccedil;&atilde;o ao Boca numa final de Libertadores, as torcidas seguiram usando fogos de artif&iacute;cio, seja na &uacute;ltima Sul-Americana ou nas partidas iniciais da Libertadores, &eacute; porque a Conmebol sempre fez vistas grossas para qualquer coisa.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, n&atilde;o entra nas nossas cabe&ccedil;as que algu&eacute;m consiga entrar com algo que foi criado para se utilizar em mar aberto e de tal tamanho num est&aacute;dio de futebol. Como esconder uma coisa de, no m&iacute;nimo, 20cm?<\/p>\n<p>Independentemente de quem causou isso, tamb&eacute;m h&aacute; responsabilidades por parte de quem sediou a partida. O &ldquo;deixar passar&rdquo; tirou uma vida e poderia ter criado um confronto ainda maior, como pode ser percebido pela amea&ccedil;a de &ldquo;asesinos&rdquo; da torcida j&aacute; no intervalo do jogo, atirando v&aacute;rias coisas no gramado &ndash; o que aqui tiraria o mando de campo do clube mandante.<\/p>\n<p><strong>As diversas teses da m&iacute;dia nacional<\/strong><\/p>\n<p>Como sempre, uma trag&eacute;dia ocorrida em qualquer campo social vira produto para ser vendido pela m&iacute;dia. Em diversos programas jornal&iacute;sticos, esportivos ou n&atilde;o, as imagens foram mostradas repetitivamente.<\/p>\n<p>Comentaristas v&atilde;o a p&uacute;blico pedir o fim das torcidas organizadas, que seriam financiadas por parte da diretoria dos clubes. A mesma m&iacute;dia que adora usar o termo &ldquo;bando de loucos&rdquo; para definir o fanatismo do corintiano. At&eacute; que ponto o orgulho demonstrado por uma paix&atilde;o desenfreada n&atilde;o incentiva a torcida corintiana passar dos limites e infringir as leis?<\/p>\n<p>At&eacute; mesmo no Jap&atilde;o, Mundial de Clubes FIFA, foi percept&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o de sinalizadores, ainda que com um &ldquo;potencial&rdquo; menor do que os que foram levados &agrave; Bol&iacute;via. Competi&ccedil;&atilde;o FIFA descumprindo Estatuto FIFA, mas o que valia era a mais nova &ldquo;invas&atilde;o corintiana&rdquo;. Usar fogos de artif&iacute;cio no r&iacute;gido territ&oacute;rio japon&ecirc;s era mais uma demonstra&ccedil;&atilde;o do &ldquo;jeitinho brasileiro&rdquo; para fazer festa. Agora, tudo muda.<\/p>\n<p><strong>Puni&ccedil;&atilde;o para agradar a opini&atilde;o p&uacute;blica<\/strong><\/p>\n<p>Parece evidente que a rapidez da Conmebol para punir o clube paulista foi para agradar a opini&atilde;o p&uacute;blica. Em menos de 24 horas, a Confedera&ccedil;&atilde;o Sul-Americana publicou um comunicado informando que o Corinthians jogar&aacute; como mandante com port&otilde;es fechados, al&eacute;m disso, n&atilde;o ser&aacute; permitida a venda de entradas para corintianos em jogos como visitantes. Algo inimagin&aacute;vel.<\/p>\n<p>O prazo &eacute; at&eacute; ocorrer o julgamento, cujo limite &eacute; de 60 dias, o que faria com que o clube deixasse de atuar em casa, pelo menos, por toda a primeira fase. A diretoria corintiana prepara a defesa para recorrer &agrave; decis&atilde;o e chegou at&eacute; a sinalizar com a sa&iacute;da do torneio.<\/p>\n<p>Diga-se que o que a Conmebol paga &eacute; muito pouco quando comparado a outros torneios e, assim, o Corinthians pagaria para jogar a Libertadores. Incluindo nesta conta as multas a quem j&aacute; comprou os ingressos de forma antecipada.<\/p>\n<p>Se j&aacute; &eacute; dif&iacute;cil de imaginar um grande clube atuando sem quaisquer torcedores, mais ainda quando se trata da torcida corintiana e em partida de Libertadores ap&oacute;s o fim do jejum hist&oacute;rico no ano passado.<\/p>\n<p>Ressalta-se que essa puni&ccedil;&atilde;o valeu no Brasil nos primeiros anos do Estatuto do Torcedor, mas foi modificada. O clube punido tem que atuar a determinada dist&acirc;ncia da sua cidade, geralmente cerca de 200 km. Se prejudica o clube, n&atilde;o chega a tanto, possibilitando at&eacute; atuar em locais com torcedores que n&atilde;o podem ver o time de perto.<\/p>\n<p><strong>M&eacute;rito da puni&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Estes colunistas discordam sobre a puni&ccedil;&atilde;o impingida ao clube paulista. Qual seria o limite da responsabilidade do clube perante os seus torcedores?<\/p>\n<p>Fujamos das atitudes, lament&aacute;veis, de clubismo dos &uacute;ltimos dias, em que corintianos diziam que o clube n&atilde;o deveria ser punido, mas se tivesse ocorrido com um deles &ldquo;seria diferente&rdquo;; e que torcedores rivais chegaram a rir da situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por um lado, havia, supostamente, 12 &ldquo;torcedores&rdquo; corintianos envolvidos na confus&atilde;o. As imagens apontaram 2 poss&iacute;veis culpados &ndash; com outros eu ajudaram, num primeiro momento, a afast&aacute;-lo do local. Mais outro menos que fo apresentado pelo adogado da Gavi&otilde;es da Fiel como respons&aacute;vel, mas que segue aqui no Brasil.<\/p>\n<p>&ldquo;Puni-los parece ser o mais sensato. Que tipo de justi&ccedil;a &eacute; essa que priva 30 milh&otilde;es de corintianos de assistir aos jogos do clube por causa de marginais que tiraram covardemente a vida de um jovem de 14 anos? De nada adianta punir o clube se este mesmo grupo de torcedores continuarem soltos&rdquo;.<\/p>\n<p>Pois bem, j&aacute; foi afirmado aqui a necessidade de punir tamb&eacute;m, talvez at&eacute; judicialmente, quem foi, no m&iacute;nimo, conivente com a situa&ccedil;&atilde;o. S&oacute; que, por outro lado, a legisla&ccedil;&atilde;o desportiva brasileira, o que se repete com a nova regulamenta&ccedil;&atilde;o da Conmebol, afirma que a responsabilidade do que o torcedor faz, para puni&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m &eacute; do clube. Quem participa das competi&ccedil;&otilde;es deve estar ciente disso.<\/p>\n<p>&ldquo;Vejamos bem. Imagina que num cl&aacute;ssico, torcedores do clube visitante atire objetos no gramado s&oacute; para prejudicar um rival. Quem deve levar a puni&ccedil;&atilde;o? Mesmo como visitante, h&aacute; responsabilidades. Al&eacute;m disso, est&aacute; a se tratar de um caso grav&iacute;ssimo, da morte de algu&eacute;m; da morte de um inocente; da morte de um jovem de 14 anos. Se a exclus&atilde;o do Corinthians, inclusive por motivos mercadol&oacute;gicos, n&atilde;o seria o ideal, &eacute; necess&aacute;ria uma puni&ccedil;&atilde;o exemplar.<\/p>\n<p>&ldquo;Aqui no Brasil a partir do momento em que os clubes foram sendo punidos quando qualquer objeto era atirado no gramado, a pr&oacute;pria torcida passou a advertir quem o fizesse. N&atilde;o que defendamos a teoria behaviorista, mas, infelizmente, s&oacute; ap&oacute;s graves casos &eacute; que se passa a ter o cuidado da preven&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>REP&Uacute;DIO<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, destacamos as falas do gerente de futebol do Corinthians, Edu Gaspar, e de Tite ap&oacute;s a partida da semana passada. Palavras duras, emocionadas e sinceras. Ah, al&eacute;m disso, a do lateral F&aacute;bio Santos, que disse que se fosse para acabar com mortes futuras nos est&aacute;dios, que o Corinthians fosse punido.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o tem como deixar de repudiar o presidente M&aacute;rio Gobbi. O ex-delegado tentou a todo o tempo da entrevista coletiva de quinta-feira naturalizar o ocorrido. O tempo inteiro mais preocupado em livrar qualquer ideia de que o Corinthians poderia ser exclu&iacute;do da competi&ccedil;&atilde;o, puni&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, que em mostrar que o clube faria o poss&iacute;vel para saber quem foram os (ir)respons&aacute;veis no caso, de repente, ajudar at&eacute; a fam&iacute;lia do jovem assassinado.<\/p>\n<p>Acompanhando pelas m&iacute;dias sociais, at&eacute; mesmo quem n&atilde;o defendia essa puni&ccedil;&atilde;o passou a acreditar que n&atilde;o seria um mal t&atilde;o grande. Afinal, o representante-mor do clube parece n&atilde;o ter entendido que algu&eacute;m morreu dentro de um est&aacute;dio, local que deveria se limitar a momentos de alegrias ou tristezas causados apenas pelas partidas.<\/p>\n<p>(Depois de tudo, apesar de confirmada a partida com port&otilde;es fechados, 10 torcedores conseguiram liminar para entrar no Pacaembu na partida contra o Millonarios, tendo como refer&ecirc;ncias o Estatuto do Torcedor e o direito de ir e vir, presente na Constitui&ccedil;&atilde;o. A diretoria pediu para que eles n&atilde;o fossem ao est&aacute;dio, para evitar ainda mais preju&iacute;zos ao clube, e, ainda assim, 4 solit&aacute;rios corintianos ocuparam as arquibancadas).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Torcida em Oruro. Sinalizador naval pode deixar vazios os espa\u00e7os para os corintianos Foto:Daniel Augusto Jr (Ag. 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