{"id":1730,"date":"2013-03-16T23:11:00","date_gmt":"2013-03-16T23:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1730"},"modified":"2013-03-16T23:11:00","modified_gmt":"2013-03-16T23:11:00","slug":"o-legado-de-chavez-entrevista-especial-com-bruno-lima-rocha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1730","title":{"rendered":"&#8217;&#8217;O legado de Ch\u00e1vez&#8217;&#8217;. Entrevista especial com Bruno Lima Rocha"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Venezuela.jpeg\" title=\"Uma das marcas de Ch\u00e1vez foi incorpora uma nova simbologia na Venezuela. - Foto:\" alt=\"Uma das marcas de Ch\u00e1vez foi incorpora uma nova simbologia na Venezuela. - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Uma das marcas de Ch\u00e1vez foi incorpora uma nova simbologia na Venezuela.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>&ldquo;Uma das caracter&iacute;sticas mais importantes no per&iacute;odo de Ch&aacute;vez foi a incorpora&ccedil;&atilde;o de uma nova simbologia no pa&iacute;s&rdquo;, assinala o jornalista.<\/p>\n<p>Confira a entrevista.<\/p>\n<p>&ldquo;A Venezuela n&atilde;o retornar&aacute; para seu est&aacute;gio anterior, mesmo que a oposi&ccedil;&atilde;o ven&ccedil;a as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais algum dia&rdquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; de<strong> Bruno Lima Rocha<\/strong>, em entrevista concedida &agrave; <strong>IHU On-Line <\/strong>por e-mail, ao comentar as expectativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica venezuelana ap&oacute;s a morte de <strong>Hugo Ch&aacute;vez<\/strong>. Na avalia&ccedil;&atilde;o dele, o legado chavista &eacute; evidenciado &ldquo;na melhor distribui&ccedil;&atilde;o do PIB do pa&iacute;s, sendo que at&eacute; 1998 este era concentrado. 80% da riqueza gerada no pa&iacute;s, majoritariamente atrav&eacute;s do petr&oacute;leo da <strong>PDVSA<\/strong>, (&hellip;) n&atilde;o chegava nem a 20% da popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Apesar de vislumbrar uma continua&ccedil;&atilde;o imediata do projeto pol&iacute;tico chavista, Rocha ressalta que &ldquo;este legado implica em heran&ccedil;a pol&iacute;tica e as lideran&ccedil;as chavistas n&atilde;o t&ecirc;m o grau de coes&atilde;o interna necess&aacute;ria para mant&ecirc;-lo. Quando a oposi&ccedil;&atilde;o for novamente derrotada nas urnas, o problema voltar&aacute; a ser end&oacute;geno&rdquo;.<\/p>\n<p>Internamente, pontua, &eacute; prov&aacute;vel que o governo sucess&oacute;rio mantenha os &ldquo;servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o de renda atrav&eacute;s de v&aacute;rios programas de benef&iacute;cios&rdquo;, al&eacute;m de rela&ccedil;&otilde;es comerciais e pol&iacute;ticas com &ldquo;l&iacute;deres e pa&iacute;ses que estejam afastados da &oacute;rbita dos EUA. Mas, a partir destas defini&ccedil;&otilde;es mais amplas, agora qualquer previs&atilde;o seria mais especulativa do que anal&iacute;tica&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Bruno Lima Rocha<\/strong> possui gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o Social\/Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro &ndash; UFRJ, e mestrado e doutorado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul &ndash; UFRGS.<\/p>\n<p><strong>Confira a entrevista.<\/p>\n<p>IHU On-Line &ndash; Por um lado, o sistema pol&iacute;tico venezuelano recebeu muitas cr&iacute;ticas por causa da atua&ccedil;&atilde;o de Hugo Ch&aacute;vez e, por outro, teve apoio popular e de alguns segmentos de esquerda. Qual foi o projeto pol&iacute;tico dele? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Responder a essa pergunta, como tudo o que se refere &agrave; Venezuela ap&oacute;s 1998, &eacute; tamb&eacute;m estabelecer uma posi&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica. <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>&eacute; um personagem que emerge como her&oacute;i nacional ap&oacute;s um fracassado intento de golpe em fevereiro de 1992. Este momento refletia uma exaust&atilde;o do pacto olig&aacute;rquico e ia ao encontro do desespero da popula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s os massacres decorrentes do Caracazo de 1989. O que podemos interpretar &eacute; que Ch&aacute;vez e seus aliados mais pr&oacute;ximos entendiam a necessidade de romper com o <strong>Pacto de Punto Fijo<\/strong> e trazer para a pol&iacute;tica as massas exclu&iacute;das do pa&iacute;s. Para tanto, tinham de transferir algum tipo de poder para estas e canaliz&aacute;-lo atrav&eacute;s do l&iacute;der carism&aacute;tico. J&aacute; a legitimidade veio com o mecanismo eleitoral, acusado pela direita de ser plebiscit&aacute;rio. Os quase 14 anos &agrave; frente do <strong>Pal&aacute;cio Miraflores<\/strong> tamb&eacute;m serviram para recompor as elites dirigentes do pa&iacute;s, com todo o custo que isso acarreta, incluindo a presen&ccedil;a de arrivistas e tr&acirc;nsfugas vindos do per&iacute;odo olig&aacute;rquico.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Ch&aacute;vez sempre falava em desenvolver o socialismo do s&eacute;culo XXI. Em que consistia tal proposta e como ela foi desenvolvida ao longo do seu governo?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Entendo que o projeto de <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>foi o de moderniza&ccedil;&atilde;o da sociedade, desenvolvendo dentro do poss&iacute;vel os servi&ccedil;os p&uacute;blicos, fazendo com que o Estado atendesse minimamente aos anseios e direitos das maiorias. O socialismo do s&eacute;culo XXI chegou a ser esbo&ccedil;ado em situa&ccedil;&otilde;es como as <strong>Mesas Pol&iacute;tico-T&eacute;cnicas<\/strong> e experimentos de autonomia comunal (nas chamadas comiss&otilde;es de terra), em zonas urbanas, suburbanas e rurais por exemplo. Mas, quando o<strong> Movimento V Rep&uacute;blica<\/strong> d&aacute; vaz&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o do <strong>PSUV<\/strong>, este &ldquo;partido&rdquo; com quase nenhuma unidade program&aacute;tica n&atilde;o pode ser o motor de c&acirc;mbio social algum. Se n&atilde;o fosse pela presen&ccedil;a da oligarquia, ver&iacute;amos um processo socializante muito mais interessante, aflorando contradi&ccedil;&otilde;es e conflitos por dentro do movimento bolivariano e que iria contra a chamada direita end&oacute;gena. Infelizmente, em minha avalia&ccedil;&atilde;o, o socialismo do s&eacute;culo XXI torna-se um recurso discursivo para retomar a propaga&ccedil;&atilde;o de ideias socialistas, sobre as quais o pr&oacute;prio Ch&aacute;vez n&atilde;o manifestava um alto grau de defini&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Quais foram os principais erros e acertos do governo chavista?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Depende do ponto de vista, mas para a perenidade do projeto, seria preciso aumentar o n&iacute;vel da cultura pol&iacute;tica e tentar modificar o Estado por dentro. Entendo que um erro era a excessiva centraliza&ccedil;&atilde;o decis&oacute;ria e o acionar um tanto irregular, muito suscet&iacute;vel. &Eacute; o que em castelhano se chama de <em>ocurrencias<\/em>. Ocorria-lhe uma ideia e era capaz de mover montanhas para interpret&aacute;-la, lia um livro e o citava no discurso seguinte. Um acerto foi combater o controle da m&iacute;dia por capitais e fam&iacute;lias olig&aacute;rquicas, lembrando-as que eram detentoras de concess&atilde;o p&uacute;blica e n&atilde;o heredit&aacute;ria por usucapi&atilde;o do espectro radioel&eacute;trico. Outro acerto, esse sim um gola&ccedil;o, foi criar toda uma estrutura de assist&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o social, totalmente inexistente antes.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Quais as transforma&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e econ&ocirc;micas da Venezuela proporcionadas pelo governo Ch&aacute;vez? Qual &eacute; o legado dele?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> A Venezuela n&atilde;o retornar&aacute; a seu est&aacute;gio anterior, mesmo que a oposi&ccedil;&atilde;o ven&ccedil;a as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais algum dia. O legado de Ch&aacute;vez est&aacute; na melhor distribui&ccedil;&atilde;o do PIB do pa&iacute;s, sendo que at&eacute; 1998 este era concentrado. 80% da riqueza gerada no pa&iacute;s, majoritariamente atrav&eacute;s do petr&oacute;leo da <strong>PDVSA <\/strong>(uma estatal com <strong>Ch&aacute;vez<\/strong>, uma empresa de capital misto, mas sob controle olig&aacute;rquico antes), n&atilde;o chegava nem a 20% da popula&ccedil;&atilde;o. Para os demais era a loteria da vida, incluindo um elevado grau de repress&atilde;o pol&iacute;tica &ndash; considerando desaparecimentos e assassinatos. Se esta no&ccedil;&atilde;o de que as maiorias mobilizadas conseguem assegurar as conquistas e arrancar os direitos for mantida, com certo grau de beliger&acirc;ncia de classes, ent&atilde;o o legado de <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>se mant&eacute;m. O problema &eacute; que este legado implica em heran&ccedil;a pol&iacute;tica e as lideran&ccedil;as chavistas n&atilde;o t&ecirc;m o grau de coes&atilde;o interna necess&aacute;ria para mant&ecirc;-lo. Quando a oposi&ccedil;&atilde;o for novamente derrotada nas urnas, o problema voltar&aacute; a ser end&oacute;geno.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Que leituras podem ser feitas dos dados sociais apresentadas ao longo do governo Ch&aacute;vez. Hoje o povo vive melhor na Venezuela?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash; <\/strong>N&atilde;o vou ficar listando dados aqui, pois os &iacute;ndices de PIB e o coeficiente de GINI &ndash; padr&otilde;es que s&atilde;o contest&aacute;veis, mas aceitos em escala mundial &ndash; s&atilde;o irrefut&aacute;veis. Hoje os venezuelanos vivem melhor, t&ecirc;m identidade pr&oacute;pria, servi&ccedil;os b&aacute;sicos de assist&ecirc;ncia e direitos e, diante da economia venezuelana, uma expectativa de vida consider&aacute;vel. Antes, as maiorias da Venezuela n&atilde;o tinham nada, o que inclui popula&ccedil;&otilde;es rurais, afro, remanescentes de quilombo, pescadores artesanais, agricultores e demais setores que viviam em produ&ccedil;&atilde;o artesanal. As miss&otilde;es sociais e as atividades vinculadas aos minist&eacute;rios do poder Executivo s&atilde;o irrefut&aacute;veis. N&atilde;o vejo um retrocesso poss&iacute;vel, com a piora nas condi&ccedil;&otilde;es de vida sendo aceitas pelas maiorias.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Quais as expectativas pol&iacute;ticas para a Venezuela nos pr&oacute;ximos anos?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Entendo que Nicol&aacute;s Maduro vai ganhar as elei&ccedil;&otilde;es de forma marcante contra a nova unidade da oposi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do governador do estado de Miranda, Henrique Capriles. Nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es estaduais, o <strong>PSUV <\/strong>levou 20 de 23 estados. Ap&oacute;s a vit&oacute;ria prov&aacute;vel, o futuro repousar&aacute; na rela&ccedil;&atilde;o entre Maduro e os demais chefes pol&iacute;ticos e entre o <strong>PSUV <\/strong>e os movimentos populares.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Que paralelo &eacute; poss&iacute;vel tra&ccedil;ar entre Lula e Ch&aacute;vez com demais l&iacute;deres da Am&eacute;rica Latina?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Ch&aacute;vez vem a ser uma vers&atilde;o mais cr&iacute;vel de <strong>Lula<\/strong>, sendo que o ex-presidente do Brasil &eacute; considerado por ide&oacute;logos da direita latino-americana como o l&iacute;der de uma centro-esquerda n&atilde;o classista. A dimens&atilde;o de classe, em sua perspectiva mais comum (vinculada ao mundo do trabalho), est&aacute; pouco presente no discurso de Ch&aacute;vez e totalmente ausente no discurso e na pr&aacute;tica pol&iacute;tica de <strong>Lula<\/strong>. Mas o governo de Ch&aacute;vez rompe com a oligarquia de seu pa&iacute;s enquanto aqui ela saiu fortalecida, assim como os setores da ind&uacute;stria, da constru&ccedil;&atilde;o civil, do latif&uacute;ndio e financeiro. <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>e <strong>Lula <\/strong>disputariam uma hegemonia nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais latino-americanas e, mesmo sob a lideran&ccedil;a brasileira, foi o acionar da Venezuela que levou a frear a instala&ccedil;&atilde;o da <strong>&Aacute;rea de Livre Com&eacute;rcio das Am&eacute;ricas &ndash; Alca<\/strong> e reposicionar parcialmente a pol&iacute;tica externa do Brasil. A pol&iacute;tica externa mais agressiva e disposta a reinvestir em cadeias produtivas quebradas nos pa&iacute;ses vizinhos tamb&eacute;m foi muito positiva.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Barack Obama declarou que est&aacute; disposto a uma reaproxima&ccedil;&atilde;o com a Venezuela. Ap&oacute;s a morte do presidente Hugo Ch&aacute;vez, haver&aacute; alguma mudan&ccedil;a quanto &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es estadunidenses com a Am&eacute;rica Latina?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Isso sim pode acontecer e pode vir a abalar as rela&ccedil;&otilde;es latino-americanas. Se a Venezuela &eacute; o pilar de uma proposta de unidade da Am&eacute;rica Latina, caso o Departamento de Estado consiga modificar a posi&ccedil;&atilde;o da Venezuela, ou, por exemplo, intervenha de alguma forma no com&eacute;rcio bilateral entre os dois pa&iacute;ses, talvez a nova lideran&ccedil;a de Maduro venha a abrandar as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. O que ocorre &eacute; uma parceria comercial dissociada das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. O primeiro governo de <strong>Obama <\/strong>&agrave; frente do Departamento de Estado conseguiu algumas vit&oacute;rias no continente, tais como os golpes brancos em Honduras e no Paraguai. Seria uma vit&oacute;ria para o acionar do Imp&eacute;rio o abrandamento das posi&ccedil;&otilde;es da Venezuela como pilar de uma proposta de unidade pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica &ndash; dentro dos marcos do capitalismo, a exemplo do que ocorria no per&iacute;odo do Estado Nacional-Desenvolvimentista &ndash; no continente.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Que futuro vislumbra para o chavismo? A linha pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica implementada poder&aacute; se manter sem Ch&aacute;vez?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> &Eacute; justamente nesta multiplicidade de linhas e interpreta&ccedil;&otilde;es que reside o perigo. <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>diante dos opositores gera mais coes&atilde;o do que &agrave; frente de seus aliados e seguidores. Internamente, o seguro &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o de renda atrav&eacute;s de v&aacute;rios programas de benef&iacute;cios. Externamente, a manuten&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es comerciais variadas e aproxima&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas com l&iacute;deres e pa&iacute;ses que estejam afastados da &oacute;rbita dos EUA. Mas, a partir destas defini&ccedil;&otilde;es mais amplas, agora qualquer previs&atilde;o seria mais especulativa do que anal&iacute;tica.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &ndash; Deseja acrescentar algo?<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha &ndash;<\/strong> Uma das caracter&iacute;sticas mais importantes no per&iacute;odo de <strong>Ch&aacute;vez <\/strong>foi a incorpora&ccedil;&atilde;o de uma nova simbologia no pa&iacute;s. Os movimentos venezuelanos inspiram-se nas releituras de <strong>Bol&iacute;var<\/strong>, <strong>Sucre<\/strong>, <strong>Miranda<\/strong>, <strong>B&oacute;ves<\/strong>, <strong>Zamora <\/strong>e outros l&iacute;deres populares do per&iacute;odo da independ&ecirc;ncia e dos primeiros anos de rep&uacute;blica. &Eacute; muito relevante haver v&aacute;rias esquerdas que saibam mesclar o uso das novas tecnologias, que operem na chamada guerra de 4&ordf; gera&ccedil;&atilde;o (informa&ccedil;&atilde;o, sentido, identidades, vers&otilde;es) e, ao mesmo, tempo que tentem refletir uma continuidade com a forma&ccedil;&atilde;o da sociedade venezuelana.<\/p>\n<p>Entrevista publicada no site do Instituto Humanitas Unisinos &#8211; IHU em 16 de mar&ccedil;o 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das marcas de Ch\u00e1vez foi incorpora uma nova simbologia na Venezuela. 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