{"id":1735,"date":"2013-04-11T16:24:00","date_gmt":"2013-04-11T16:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1735"},"modified":"2013-04-11T16:24:00","modified_gmt":"2013-04-11T16:24:00","slug":"debatendo-a-politica-de-comunicacao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1735","title":{"rendered":"Debatendo a pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/paulo-bernardo-nao-me-representa-post-cover.jpg\" title=\"Paulo Bernardo Silva, ex-dirigente sindical banc\u00e1rio, materializa o conceito de que a pol\u00edtica profissional \u00e9 uma f\u00e1brica de traidores de classe. O ministro das Comunica\u00e7\u00f5es de Dilma faz justi\u00e7a a \u201cnobre\u201d estirpe de ACM e H\u00e9lio Costa na defesa dos interesses dos capitais \u00e0 frente da pasta.  - Foto:tatianeps.net \" alt=\"Paulo Bernardo Silva, ex-dirigente sindical banc\u00e1rio, materializa o conceito de que a pol\u00edtica profissional \u00e9 uma f\u00e1brica de traidores de classe. O ministro das Comunica\u00e7\u00f5es de Dilma faz justi\u00e7a a \u201cnobre\u201d estirpe de ACM e H\u00e9lio Costa na defesa dos interesses dos capitais \u00e0 frente da pasta.  - Foto:tatianeps.net \" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Paulo Bernardo Silva, ex-dirigente sindical banc\u00e1rio, materializa o conceito de que a pol\u00edtica profissional \u00e9 uma f\u00e1brica de traidores de classe. O ministro das Comunica\u00e7\u00f5es de Dilma faz justi\u00e7a a \u201cnobre\u201d estirpe de ACM e H\u00e9lio Costa na defesa dos interesses dos capitais \u00e0 frente da pasta. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:tatianeps.net <\/small><\/figure>\n<p>11 de abril de 2013, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos dias 05 e 06 de abril, a Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o e Inclus&atilde;o Social (Secom) do governo rio-grandense organizou o semin&aacute;rio &ldquo;Como financiar a comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica?&rdquo; Na manh&atilde; do segundo dia, fui convocado pelo Movimento Nacional de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (MNRC) para o debate, onde fiz uma an&aacute;lise de conjuntura a partir das pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o do governo federal. Tamb&eacute;m debatemos alternativas para a gest&atilde;o das emissoras p&uacute;blicas n&atilde;o-estatais, obviamente tentando escapar do modelo publicit&aacute;rio e suas inevit&aacute;veis complica&ccedil;&otilde;es. Compartilhei a mesa com o jornalista Beto Almeida, respons&aacute;vel pela Telesur Brasil e not&oacute;rio conhecedor da legisla&ccedil;&atilde;o venezuelana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minha an&aacute;lise &ldquo;tranq&uuml;iliza&rdquo; propriet&aacute;rios de meios e dos executivos das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Avaliei que, dependendo de Dilma e seu ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, pouco ou nada ser&aacute; feito para contrariar os interesses hegem&ocirc;nicos. O Brasil &eacute; um pa&iacute;s que vive de uma Constitui&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; incompleta e regularmente amputada. O Cap&iacute;tulo V, justo o que trata da comunica&ccedil;&atilde;o social, quando lido em voz alta, mais parece com fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica se comparado aos conte&uacute;dos emitidos. A diferen&ccedil;a de pa&iacute;ses como Venezuela e Argentina, aqui n&atilde;o h&aacute; nenhuma vontade do Poder Executivo em distribuir as capacidades de produ&ccedil;&atilde;o dos bens simb&oacute;licos para al&eacute;m dos l&iacute;deres de mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Raz&otilde;es sobram para a afirma&ccedil;&atilde;o e a conta &eacute; simples. Para compor o famigerado presidencialismo de coaliz&atilde;o, Dilma, tal como Lula a partir da metade do primeiro mandato, opera com maioria nas duas casas legislativas. Estas s&atilde;o compostas por operadores de redes, coron&eacute;is eletr&ocirc;nicos em sua maioria (a exemplo de Sarney e Collor), s&oacute;cios regionais dos maiores grupos de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Portanto, uma nova Lei Geral de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e Telecomunica&ccedil;&otilde;es, levando em conta a converg&ecirc;ncia digital e formalizando os tr&ecirc;s sistemas complementares (privado, p&uacute;blico e estatal) previstos no artigo 223 da CF, simplesmente n&atilde;o passa no plen&aacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o surpreende que o MNRC demande tr&ecirc;s pautas. Uma, de longo prazo, &eacute; a constitui&ccedil;&atilde;o de um fundo p&uacute;blico de fomento para a comunica&ccedil;&atilde;o social que n&atilde;o visa lucro. No curto, uma base legal destinando uma fatia do bolo publicit&aacute;rio dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo para estas emissoras p&uacute;blicas. E, de imediato, a queda do ministro Paulo Bernardo, por engavetar as resolu&ccedil;&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Conclu&iacute; a fala com o &oacute;bvio. Se depender do Planalto ou do Congresso, nada disso vai acontecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Bernardo Silva, ex-dirigente sindical banc\u00e1rio, materializa o conceito de que a pol\u00edtica profissional \u00e9 uma f\u00e1brica de traidores de classe. O ministro das Comunica\u00e7\u00f5es de Dilma faz justi\u00e7a a \u201cnobre\u201d estirpe de ACM e H\u00e9lio Costa na defesa dos interesses dos capitais \u00e0 frente da pasta. 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