{"id":1740,"date":"2013-05-06T15:02:55","date_gmt":"2013-05-06T15:02:55","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=1740"},"modified":"2013-05-06T15:02:55","modified_gmt":"2013-05-06T15:02:55","slug":"coreias-conflito-permanente-e-beligerancia-incompleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=1740","title":{"rendered":"Cor\u00e9ias, conflito permanente e beliger\u00e2ncia incompleta"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/coreias_peninsula.jpg\" title=\"O conflito entre as duas Cor\u00e9ias \u00e9 uma perman\u00eancia do per\u00edodo da Guerra Fria que se mant\u00eam nos dias atuais; para sair da encruzilhada em duas arenas simult\u00e2neas, a metade Norte precisa continuar pressionando Seul e Washington.    - Foto:noticias.uol\" alt=\"O conflito entre as duas Cor\u00e9ias \u00e9 uma perman\u00eancia do per\u00edodo da Guerra Fria que se mant\u00eam nos dias atuais; para sair da encruzilhada em duas arenas simult\u00e2neas, a metade Norte precisa continuar pressionando Seul e Washington.    - Foto:noticias.uol\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">O conflito entre as duas Cor\u00e9ias \u00e9 uma perman\u00eancia do per\u00edodo da Guerra Fria que se mant\u00eam nos dias atuais; para sair da encruzilhada em duas arenas simult\u00e2neas, a metade Norte precisa continuar pressionando Seul e Washington.   <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:noticias.uol<\/small><\/figure>\n<p>06 de maio de 2013, <em>Bruno Lima Rocha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao completar sessenta anos do fim da Guerra da Cor&eacute;ia, o mais longo conflito do planeta ultrapassou o per&iacute;odo da bipolaridade como um marco permanente da Guerra Fria na &Aacute;sia. A pen&iacute;nsula da Cor&eacute;ia &eacute; a zona de maior concentra&ccedil;&atilde;o de tropas profissionais do mundo e vive em estado de guerra, com n&iacute;vel de alerta alto, desde a divis&atilde;o em dois pa&iacute;ses. Neste contexto, ambas as sociedades foram recriadas dentro de uma l&oacute;gica de moderniza&ccedil;&atilde;o urbana. Para a metade norte, a capacidade b&eacute;lica &eacute; essencial como fator dissuas&oacute;rio de uma guerra de conquista do Sul e a conseq&uuml;ente liquida&ccedil;&atilde;o do regime e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, deste modelo de sociedade. Esta &eacute; a raz&atilde;o fundamental para a escalada das amea&ccedil;as beligerantes. Como herdeiro e neto do patrono do pa&iacute;s, Kim Il-sung, o atual mandat&aacute;rio Kim Jong-un necessita do ambiente de conflito embora n&atilde;o deseje a guerra.<\/p>\n<p>Caso o confronto venha a ocorrer, talvez a Cor&eacute;ia do Norte n&atilde;o resista sequer uma semana aos ataques a&eacute;reos e por tanto necessita de alguma vantagem t&aacute;tica. Esta seria a mobilidade de seus lan&ccedil;adores de m&iacute;sseis nucleares, que com certa const&acirc;ncia aparecem em manobras militares de forma bastante ostensiva. Estes lan&ccedil;adores m&oacute;veis (acoplados em caminh&otilde;es militares de seis a oito eixos), podem lan&ccedil;ar m&iacute;sseis contra alvos distantes at&eacute; 10.000 kms. O Jap&atilde;o e algumas bases dos EUA s&atilde;o alvos prov&aacute;veis. Seul, em caso de ataque, n&atilde;o poderia ser quase totalmente destru&iacute;da. Somente esta possibilidade aponta para algumas alternativas de resposta pelos sul-coreanos, dentre estas uma de tipo fulminante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma possibilidade &eacute; que o aliado dos EUA aceite de um cessar fogo, alcan&ccedil;ando a vontade pol&iacute;tica do novo governante norte-coreano de permanecer para assim provar ser capaz de exercer um Poder Executivo forte diante de generais contempor&acirc;neos de seu av&ocirc;, fundador do pa&iacute;s. Simultaneamente, Pyongyang intenta congelar as proje&ccedil;&otilde;es de poder dos EUA sobre a exist&ecirc;ncia de um Estado que j&aacute; fora sat&eacute;lite da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e da China. Hoje a sociedade norte-coreana sobrevive de ajuda humanit&aacute;ria, emiss&atilde;o de recursos de cidad&atilde;os emigrados econ&ocirc;micos, assim como de algumas empresas estatais, a maioria pertencendo as For&ccedil;as Armadas do pa&iacute;s. Da antiga geopol&iacute;tica do planeta no per&iacute;odo anterior, segue existindo estreita rela&ccedil;&atilde;o entre Beijing e Pyongyang, tanto atrav&eacute;s de aux&iacute;lio, rela&ccedil;&otilde;es comerciais, como de livre fluxo de mercadorias e bens que cruzam pela fronteira seca de 1600 kms entre os dois pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da parte da Cor&eacute;ia do Sul, no caso de um conflito com a metade setentrional da pen&iacute;nsula, haveria a chance de unificar o pa&iacute;s, dobrar a &aacute;rea territorial sob jurisdi&ccedil;&atilde;o de Seul e, por fim, al&ccedil;ar-se &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia regional tamb&eacute;m na arena militar. Com esta poss&iacute;vel unidade coreana, haveria uma eleva&ccedil;&atilde;o de gastos centrais e uma realidade semelhante da Alemanha p&oacute;s-unifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; fato, numa escalada de tens&atilde;o e aumento de manobras militares, a conten&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; total. A probabilidade de guerra, embora pequena, &eacute; sempre real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado no jornal quinzenal Jornalismo B, de Porto Alegre; edi&ccedil;&atilde;o da 2&ordf; quinzena de abril, p&aacute;gina 3<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito entre as duas Cor\u00e9ias \u00e9 uma perman\u00eancia do per\u00edodo da Guerra Fria que se mant\u00eam nos dias atuais; para sair da encruzilhada em duas arenas simult\u00e2neas, a metade Norte precisa continuar pressionando Seul e Washington. 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