{"id":2089,"date":"2019-09-18T16:58:14","date_gmt":"2019-09-18T19:58:14","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=2089"},"modified":"2019-09-18T16:58:14","modified_gmt":"2019-09-18T19:58:14","slug":"o-aumento-das-tensoes-na-relacao-ira-arabia-saudita-artigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=2089","title":{"rendered":"O aumento das tens\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o Ir\u00e3-Ar\u00e1bia Saudita &#8211; artigo"},"content":{"rendered":"<p>18 de setembro de 2019, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/augusto.colorio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Augusto Col\u00f3rio<\/a>. <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/blimarocha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Lima Rocha<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100002472324690\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Guedes<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No dia 14 de setembro, ataques ocorridos contra as instala\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas da Saudi Aramco (Estatal Saudita de Petr\u00f3leo e G\u00e1s), localizadas em Abqaiq (Noroeste da Ar\u00e1bia Saudita), sacudiram o mercado internacional de energia e trouxeram os holofotes para o esquecido conflito que assola o I\u00eamen desde 2015. Nesse ataque, drones (seriam dez segundo relatos de intelig\u00eancia estadunidense devidamente vazados na m\u00eddia) percorreram consider\u00e1vel parte do territ\u00f3rio saudita e atacaram as instala\u00e7\u00f5es da refinaria de Abqaiq, causando consider\u00e1vel dano \u00e0s instala\u00e7\u00f5es e cortando pela metade a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da monarquia \u00e1rabe [1], respons\u00e1vel por cerca de 40% do PIB do pa\u00eds. Ainda que o governo saudita n\u00e3o tenha identificado at\u00e9 o momento quem teria realizado o ataque, o Movimento Houthi (liderado por Abdul-Malik Badreddin al-Houthi) lan\u00e7ou nota assumindo os ataques [2]. O ataque faz parte de uma s\u00e9rie de outros semelhantes causados pelos Houthis a cargueiros, aeroportos e infraestrutura de energia da Ar\u00e1bia Saudita desde o ano passado. Nesse artigo, pretendemos tra\u00e7ar o hist\u00f3rico do conflito e os atores envolvidos para compreender os seus desdobramentos atuais.<\/p>\n<p>Desde 2015, o I\u00eamen est\u00e1 convulsionado por uma guerra civil que op\u00f5e, de um lado, o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi (sunita e com bom tr\u00e2nsito nas bases da Al Qaeda na Pen\u00ednsula \u00c1rabe, AQAP), aliado da Ar\u00e1bia Saudita e apoiado por parte das For\u00e7as Armadas do I\u00eamen. Do outro lado, h\u00e1 o Movimento Houthi que segue uma vertente do islamismo xiita chamada de zaidismo (dentro da estrat\u00e9gia iraniana de se aproximar no apoio do \u2018xiismo ampliado\u2019) e que se nega a aceitar o governo central controlado por Hadi. No come\u00e7o do conflito, os Houthis apoiaram grupos armados e militares que fizeram parte do governo do ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, no entanto, posteriormente, por conta de diferen\u00e7as pol\u00edticas, Saleh acabou morto pelos Houthis. Al\u00e9m disso, os Houthis s\u00e3o apoiados pelo partido pol\u00edtico Congresso Geral do Povo, por mil\u00edcias regionais e por seu principal aliado o Ir\u00e3. Para confundir ainda mais o leitor, a eclos\u00e3o da Guerra Civil, como visto em outros pa\u00edses da regi\u00e3o, facilitou o avan\u00e7o de grupos como a Al-Qaeda na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, que ap\u00f3s anos em letargia, se aproveita da guerra civil para se reestruturar e tomar territ\u00f3rios nos pa\u00eds [5], al\u00e9m de grupos menores como o Conselho de Transi\u00e7\u00e3o do Sul, que busca a independ\u00eancia da parte Sul do pa\u00eds [4].<\/p>\n<p>Logo, o conflito tomou propor\u00e7\u00f5es regionais e internacionais. Por conta de seus desdobramentos e da proximidade geogr\u00e1fica, uma coaliz\u00e3o liderada pelos sauditase seguida pelos Emirados \u00c1rabes Unidos (UAE) foi formada para combater os Houthis e que conta, al\u00e9m desses dois, com a participa\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses mu\u00e7ulmanos da regi\u00e3o da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica e Norte da \u00c1frica [3]. H\u00e1 que se notar que o ouro \u201ccompra as lealdades\u201d e boa parte das alian\u00e7as na monarquia dos Ibn Saud se d\u00e1 por financiamento direto ou indireto. Por outro lado, o Ir\u00e3 tem dado apoio aos houthis com armas, financiamento e homens, embora Teer\u00e3 n\u00e3o assuma apoiar os Houthis diretamente[4]. Para entender o recente ataque a refinaria na Ar\u00e1bia Saudita, devemos entender o papel das pot\u00eancias regionais, Ir\u00e3 e Ar\u00e1bia Saudita, na guerra civil do I\u00eamen, al\u00e9m da din\u00e2mica geopol\u00edtica da regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio (na chamada Guerra Fria do Mundo Isl\u00e2mico, sucessora da Guerra Fria do Mundo \u00c1rabe, vencida pela Ar\u00e1bia Saudita e monarquias aliadas), e como um ataque aos sauditas interfere nesse contexto pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Desde a revolu\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica de 1979, o Ir\u00e3 busca se estabelecer como uma pot\u00eancia regional e faz isso por meio do apoio a outros grupos xiitas no Oriente M\u00e9dio, como Houthis no I\u00eamen, governo alauita na S\u00edria, governo xiita no Iraque e o Hizbol\u00e1 que est\u00e1 no co-governo no L\u00edbano. Cabe ressaltar que essa estrat\u00e9gia iraniana, \u00e9 uma das formas que o pa\u00eds encontrou de fugir do cerco multidimensional imposto a Teer\u00e3 pelos EUA desde a derrubada do Shah Mohammad Reza Pahlavi (cuja dinastia, iniciada por seu pai em 1925, foi uma inven\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica para assegurar os benef\u00edcio da Anglo Persian Oil Company). Essa retomada do governo iraniano por uma pol\u00edtica externa independente de press\u00f5es externas, com tend\u00eancia de projetar poder para al\u00e9m das \u00e1reas que lhe circundam est\u00e3o no centro do programa nuclear do pa\u00eds, o apoio \u00e0 Bashar Al-assad na S\u00edria e ao Hezbollah no L\u00edbano, o que lhe p\u00f4s em rota de colis\u00e3o com os interesses dos EUA, de Israel e da Ar\u00e1bia Saudita ao longo dos anos. Sendo assim, a amplia\u00e7\u00e3o de sua participa\u00e7\u00e3o externa rivaliza com outras pot\u00eancias do m\u00e9dio-oriente como a Turquia, mas sobretudo com os sauditas. Da\u00ed que o Ir\u00e3 desenvolve uma estrat\u00e9gia de tipo \u201ceixo de resist\u00eancia\u201d, e de forma heterodoxa apoia tamb\u00e9m o Hamas (partido islamita palestino que controla Gaza). Como j\u00e1 dissemos antes, ao apoiar um partido sunita, negar-se a reconhecer a exist\u00eancia do Estado de Israel e ter posi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas incondicionais pr\u00f3-Palestina, o Ir\u00e3 joga suas cartas na regi\u00e3o com desenvoltura. Mesmo porque o Hamas hoje conta principalmente com a alian\u00e7a com o Hezbollah (partido islamita xiita liban\u00eas e respons\u00e1vel pela derrota e expuls\u00e3o do ex\u00e9rcito invasor de Israel do territ\u00f3rio do L\u00edbano). Refor\u00e7a-se a ideia de que esse conflito pol\u00edtico e ideol\u00f3gico entre\u00a0 Ar\u00e1bia Saudita e Ir\u00e3 \u00e9 chamada de &#8220;guerra fria do mundo isl\u00e2mico&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 o envolvimento da Ar\u00e1bia Saudita deve ser entendido no contexto de uma transforma\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica externa saudita que vem ocorrendo desde a transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, quando o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud passou o poder para seu filho Mohammad bin Salman (MBS). No come\u00e7o da guerra civil, MBS era ministro da defesa e advogou por uma pol\u00edtica externa mais agressiva para o pa\u00eds vizinho. No poder, MBS centralizou os controles por meio de uma campanha anti-corrup\u00e7\u00e3o e passou a ter mais controle sobre a pol\u00edtica externa do pa\u00eds. Nesse contexto, MBS buscou influenciar a pol\u00edtica interna de outros pa\u00edses da regi\u00e3o como o L\u00edbano (com a ren\u00fancia do primeiro ministro do L\u00edbano, o sunita Saad Hariri, em 2017) e a amplia\u00e7\u00e3o do conflito com o Qatar (iniciado na chamada Primavera do Mundo \u00c1rabe no final de 2010), al\u00e9m do financiamento de for\u00e7as pr\u00f3-sauditas na guerra na S\u00edria.<\/p>\n<p>O conflito no I\u00eamen envolve, portanto, disputas pela lideran\u00e7a regional, mas n\u00e3o s\u00f3. Por conta da import\u00e2ncia internacional de Ar\u00e1bia Saudita e Ir\u00e3, o envolvimento desses pa\u00edses n\u00e3o passa longe do interesse das grandes pot\u00eancias. Por exemplo, a Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 o maior produtor de petr\u00f3leo no mundo, e junto com o Bahrein, hospedam bases navais dos EUA, como a 5a Frota do Bahrein[6]. Logo, se o refino saudita for abalado, a Ar\u00e1bia Saudita pode ter graves problemas para pagarem os EUA na compra de armamentos. J\u00e1 o Ir\u00e3, desde o s\u00e9culo XVIII, a P\u00e9rsia (atual Ir\u00e3) \u00e9 \u00e1rea de disputa entre grandes pot\u00eancias como R\u00fassia e Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico. Hoje, EUA e R\u00fassia disputam a regi\u00e3o, mas o Ir\u00e3 por conta da agenda nacionalista e de influ\u00eancia regional ter sido reimposta no pa\u00eds ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica, em 1979, possui autonomia e independ\u00eancia de sua pol\u00edtica externa.<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico de atrito do Ir\u00e3 com os seus vizinhos do Oriente M\u00e9dio e o Ocidente alimenta a acusa\u00e7\u00e3o de alguns jornais, e de parcela do governo dos EUA, de que o pa\u00eds teria apoiado os Houthis neste ataque, ou at\u00e9 o teriam realizado [7]. O governo do Ir\u00e3 apenas negou o ataque e colocou as for\u00e7as de prontid\u00e3o e disse estar pronto para o conflito. A primeira rea\u00e7\u00e3o da Casa Branca foi afirmar que tem v\u00e1rias cartas na mesa e nenhuma est\u00e1 descartada. Cabe, no entanto, ressaltar que, sobretudo com a elei\u00e7\u00e3o de Trump, a pol\u00edtica externa estadunidense tem amea\u00e7ado, cotidianamente, a soberania do Ir\u00e3. Al\u00e9m de ter sa\u00eddo unilateralmente do acordo nuclear, o JCPOA, assinado pelo Governo Obama e com apoio de outras pot\u00eancias, os EUA realizaram outras atividades que contribu\u00edram para a instabilidade na regi\u00e3o, como o drone que foi derrubado no Estreito de Ormuz pela for\u00e7as iranianas. Logo, n\u00e3o se pode descartar que o ataque Houthi seja utilizado para fortalecer ainda mais uma campanha que justifique uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3, ou ataques de resposta de modo a inviabilizar a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Estado Persa.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia dos alvos atingidos neste ataque reside no fato de que a refinaria atingida responde sozinha por 6% da oferta global de petr\u00f3leo e metade da produ\u00e7\u00e3o saudita [8]. Como resultado, os mercados de compra e venda de petr\u00f3leo (como a bolsa especulativa do Barril Brent) dispararam os pre\u00e7os, e as bolsas de valores encontram-se em tend\u00eancia de queda, diante da instabilidade causada na regi\u00e3o, podendo inclusive, desembocar em um conflito direto entre as for\u00e7as de Riad e Teer\u00e3[9].<\/p>\n<p>Trata-se de uma mudan\u00e7a de n\u00edvel, como dizem os estrategistas dos EUA, um momento \u201c<em>game changer<\/em>\u201d, onde o n\u00edvel e a letalidade do ataque para a infraestrutura representam uma not\u00e1vel capacidade de dano, a princ\u00edpio dos Houthis, como uma resposta aos ataques a\u00e9reos e a matan\u00e7a da minoria zaidista\/xiita no I\u00eamen. Infelizmente no Oriente M\u00e9dio nada \u00e9 t\u00e3o simples. \u00c9 importante que o Ir\u00e3 soberano n\u00e3o se veja atingido por um ataque financiado pelos EUA, al\u00e9m de que a estabilidade no Golfo P\u00e9rsico e na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica n\u00e3o interessa nem \u00e0s duas pot\u00eancias que l\u00e1 incidem (menos os Estados Unidos do que a R\u00fassia) assim como as pot\u00eancias regionais (Israel, Turquia, Ar\u00e1bia Saudita e Ir\u00e3) t\u00eam cada qual, sua pr\u00f3pria agenda e n\u00e3o necessariamente \u201cobedecem\u201d a des\u00edgnios externos. \u00c9 fato: a intelig\u00eancia saudita e seus aliados diretos n\u00e3o abrem m\u00e3o de \u201cliga\u00e7\u00f5es perigosas\u201d com o integrismo sunita e menos ainda da proje\u00e7\u00e3o de poder puro e simples, em especial no reinado de MBS. De sua parte o Ir\u00e3, atrav\u00e9s da estatal petrol\u00edfera NIOC, n\u00e3o tem como recuar se for atacado, menos ainda se suas maiores refinarias \u2013 como Abadan, Isfahan, Bandar Abbas e a de g\u00e1s, Khangiran \u2013 forem atacadas. O jogo seria empatado se a R\u00fassia se comprometesse em retalhar qualquer ataque contra o Estado Xiita, tal como fez na defesa do governo Assad em agosto 2013. Tal compromisso russo-iraniano est\u00e1 longe de acontecer. Ap\u00f3s o ataque contra a maior refinaria saudita, as cartas est\u00e3o na mesa para todos os agentes da regi\u00e3o ou pot\u00eancias que l\u00e1 incidem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Augusto Col\u00f3rio e Pedro Guedes s\u00e3o internacionalistas, Bruno Lima Rocha \u00e9 professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais. Todos s\u00e3o membros do Grupo de Pesquisa Capital e Estado (Economia Pol\u00edtica &amp; RI, ver https:\/\/www.facebook.com\/capetacapitaleestado\/).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1: DAVID CONNETT. Jornalista. Drone attacks on Saudi plant could hit global oil supplies. <strong>The Guardian. <\/strong>Londres, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2019\/sep\/15\/drone-attack-on-saudi-hits-global-supply&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2: ANSAR ALLAH (I\u00eamem). Declara\u00e7\u00e3o Das For\u00e7as Armadas Do I\u00eamen. <strong>Ansar Allah. <\/strong>Sanaa, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.ansarollah.com\/archives\/277670&gt;. Acesso e tradu\u00e7\u00e3o do \u00e1rabe em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3: HUBBARD, Ben; KARASZ, Palko; REED, Stanley. Two Major Saudi Oil Installations Hit by Drone Strike, and U.S. Blames Iran. <strong>The New York Times. <\/strong>Nova Iorque, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/09\/14\/world\/middleeast\/saudi-arabia-refineries-drone-attack.html&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4 e 8: KATIE PRESCOTT. Saudi oil attacks: US blames Iran for drone strikes on two sites. <strong>Bbc. <\/strong>Londres, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-49705197&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5:THE COUNTER EXTREMISM PROJECT (Org.). Al-Qaeda in the Arabian Peninsula (AQAP). <strong>The Counter Extremism Project. <\/strong>Londres, p. 1-61. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.counterextremism.com\/sites\/default\/files\/threat_pdf\/Al-Qaeda%20in%20the%20Arabian%20Peninsula%20%28AQAP%29-09092019.pdf&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6: US. Us Navy. United Sates (Org.). Marhaba! Welcome to Naval Support Activity Bahrain. <strong>U.s. Naval Forces Central Command (centcom). <\/strong>Washington, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.cnic.navy.mil\/regions\/cnreurafcent\/installations\/nsa_bahrain.html&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7:JOHNSON, Keith. How an Aerial Barrage Cut Saudi Oil Production in Half. <strong>Foreign Policy. <\/strong>Nova Iorque, p. 1-1. set. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/foreignpolicy.com\/2019\/09\/15\/how-an-aerial-barrage-cut-saudi-oil-production-in-half-aramco-abqaiq-houthis-yemen\/&gt;. Acesso em: 15 set. 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18 de setembro de 2019, Augusto Col\u00f3rio. 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