{"id":2118,"date":"2019-10-06T14:44:54","date_gmt":"2019-10-06T17:44:54","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=2118"},"modified":"2019-10-06T14:44:54","modified_gmt":"2019-10-06T17:44:54","slug":"coletanea-critica-ao-totalitarismo-stalinista-e-a-tentativa-de-normatizar-o-absurdo-artigo-de-pensamento-libertario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=2118","title":{"rendered":"Colet\u00e2nea cr\u00edtica ao totalitarismo stalinista e a tentativa de normatizar o absurdo &#8211; artigo de pensamento libert\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>07 de Outubro de 2019, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/blimarocha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Lima Rocha<\/a><\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Existe uma nova onda na internet brasileira, especificamente o uso pol\u00edtico da rede, que \u00e9 interessante e ao mesmo tempo merece um alerta. H\u00e1 um esfor\u00e7o consider\u00e1vel e reconhecido para normalizar os crimes de St\u00e1lin, e n\u00e3o s\u00f3, de recuperar toda a experi\u00eancia do Leste Europeu e ligar simbolicamente \u00e0 presen\u00e7a da China hoje, como a Superpot\u00eancia Mandarim.\u00a0 Neste breve artigo, compilo observa\u00e7\u00f5es dos embates recentes os quais participei neste in\u00edcio de outubro de 2019. A divis\u00e3o por t\u00f3picos pode facilitar a leitura embora reconhe\u00e7a que na tradi\u00e7\u00e3o mais \u201cortodoxa\u201d dos textos das esquerdas, quebra o ritmo da narrativa. Entre pr\u00f3s e contras, seguimos,<\/p>\n<p><strong>A NEP antissovi\u00e9tica, a China capitalista e a alucina\u00e7\u00e3o da \u201cesquerda\u201d vi\u00fava do Leste Europeu<\/strong><\/p>\n<p>Os &#8220;amigos&#8221; que defendem e se escoram na NEP (Nova Economia Pol\u00edtica, \u201cnova\u201d no paradigma do marxismo russo) &#8211; a segunda grande trai\u00e7\u00e3o Bolchevique, com Lenin vivo e Trotsky e St\u00e1lin trabalhando lado a lado &#8211; usam um argumento que cola no del\u00edrio p\u00f3s Guerra Fria de mistifica\u00e7\u00e3o dos processos hist\u00f3ricos. Entre a falsifica\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX e as ilus\u00f5es no s\u00e9culo XXI resta uma conclus\u00e3o. Se n\u00e3o passar a limpo a NEP e fizer uma cr\u00edtica sem d\u00f3, alucinados como esses v\u00e3o &#8220;interpretar&#8221; a Gazprom (ou a Huawei, talvez a Cargill) como uma etapa necess\u00e1ria, de repente &#8220;intermedi\u00e1ria&#8221; esperando que um Estado autocrata de base capitalista se &#8220;autodissolva&#8221; um dia por passe de m\u00e1gica com &#8220;raz\u00e3o dial\u00e9tica&#8221; ou qualquer outro jogo de palavras sem sentido. Como n\u00e3o pensar que a tradi\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria floresce nas cloacas da hist\u00f3ria?<\/p>\n<p><strong>St\u00e1lin, a Nomenklatura e o Hobbesianismo por esquerda <\/strong><\/p>\n<p>Sempre pergunto em aulas de Pol\u00edtica se a turma, hipoteticamente, aceitaria viver numa sociedade de pleno bem estar, com todos os direitos assegurados, todos mesmo (trabalho, sa\u00fade, moradia, cultura, lazer, gesta\u00e7\u00e3o, desporto etc.), mas com absoluto controle e cerceamento dos direitos pol\u00edticos. Ou seja, ditadura de partido \u00fanico e a filia\u00e7\u00e3o ao partido como a \u00fanica forma de acesso a postos-chave no aparelho de Estado. As quatro elites formais na antiga URSS, a pol\u00edtica, a acad\u00eamica, militar e econ\u00f4mica (na gest\u00e3o das empresas estatais) tinham como crit\u00e9rio de entrada a filia\u00e7\u00e3o ao PCURSS. Em geral n\u00e3o digo que esta sociedade existiu e o exemplo dado \u00e9 no per\u00edodo sovi\u00e9tico da Nomenklatura, especificamente nos governos Kruschev e Brejnev. Ou seja, refor\u00e7o o mito da \u201ctenta\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria\u201d, o que geralmente no Brasil \u00e9 associado a posi\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias como sendo conservadoras e \u00e0 direita.<\/p>\n<p>Surpreendentemente, a imensa maioria diz que N\u00c3O, JAMAIS ACEITARIA, pois na aus\u00eancia de direitos pol\u00edticos n\u00e3o teriam certeza da garantia ou ao menos da possibilidade de lutar por estes direitos. Quando digo que este mundo existiu e sua era de ouro durou quase quarenta anos h\u00e1 muita surpresa. Hobbes, coitado, \u00e9 muito mal interpretado e ficaria feliz em ver o direito \u00e0 vida plena em termos materiais aplicado na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Mas, e o direito pol\u00edtico? Ent\u00e3o, quando a elite da Nomenklatura virou de lado (a partir de 1988) e dilapidou o patrim\u00f4nio p\u00fablico, o Estado ruiu em menos de quatro anos. Parafraseando nosso poeta maior \u201cE agora Jos\u00e9, a festa acabou e teu \u2018\u00f4nibus da hist\u00f3ria\u2019 despencou barranco abaixo\u201d. Para n\u00e3o parecer terra arrasada de toda a experi\u00eancia, apesar ao menos deixa o exemplo de que uma economia planificada, mesmo que estupidamente centralizada, pode gerar bem estar social.<\/p>\n<p><strong>As caracter\u00edsticas estruturantes dessa forma de pensamento pol\u00edtico por \u201cesquerda\u201d<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o mais que reconhecidos os crimes do stalinismo, seus asseclas e clones mundo afora (como Enver Hoxha na Alb\u00e2nia, Nicolae Ceausescu na Rom\u00eania, Kim IlSung\u00a0 na Coreia do Norte e a lista segue conforme a perspectiva hist\u00f3rica e ideol\u00f3gica). Infelizmente, parece que o mito supera o fato e a compreens\u00e3o perde para a interpreta\u00e7\u00e3o. Vejamos alguns problemas fundamentais, de estrutura mesmo.<\/p>\n<p>Quais fen\u00f4menos da interna pol\u00edtica levam ao culto \u00e0 personalidade? Como for\u00e7as pol\u00edticas enormes dependem necessariamente de um grupo muito reduzido de &#8220;dirigentes&#8221;? O culto da lideran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um elogio ao individualismo, \u00e0s lutas mais mesquinhas pelo poder?<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cabe perguntar. Qual o maior equ\u00edvoco da esquerda, n\u00e3o da ex-esquerda, mas da esquerda restante? Determinismo sociol\u00f3gico (em busca da classe ou fra\u00e7\u00e3o de classe prometida) ou ilus\u00e3o com as pr\u00f3prias an\u00e1lises que levam a algum tipo de autoproclama\u00e7\u00e3o?!<\/p>\n<p>Sobre a degenera\u00e7\u00e3o e a lideran\u00e7a pol\u00edtica esse \u00e9 um tema cl\u00e1ssico e aqui vai s\u00f3 um in\u00edcio de debate. Reconhece-se que existe lideran\u00e7a pol\u00edtica e algumas atribui\u00e7\u00f5es facilmente identific\u00e1veis como: carisma, orat\u00f3ria, exemplo, dedica\u00e7\u00e3o, trajet\u00f3ria, capacidade resolutiva. Mas, quando estas caracter\u00edsticas se cristalizam em uma estrutura de poder permanente?! Piorando. \u00c9 quando isso se torna culto \u00e0 personalidade e j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais volta atr\u00e1s!<\/p>\n<p>Vale o debate e mais ainda a preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>07 de Outubro de 2019, Bruno Lima Rocha Apresenta\u00e7\u00e3o Existe uma nova onda na internet brasileira, especificamente o uso pol\u00edtico da rede, que \u00e9 interessante e ao mesmo tempo merece um alerta. 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