{"id":2146,"date":"2019-10-13T22:22:19","date_gmt":"2019-10-14T01:22:19","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=2146"},"modified":"2019-10-13T22:22:19","modified_gmt":"2019-10-14T01:22:19","slug":"alguns-debates-urgentes-para-as-esquerdas-mais-a-esquerda-uma-reflexao-a-partir-da-luta-no-equador-artigo-de-analise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=2146","title":{"rendered":"Alguns debates urgentes para as esquerdas mais \u00e0 esquerda: uma reflex\u00e3o a partir da luta no Equador &#8211; artigo de an\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p>13 de outubro de 2019 \u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/blimarocha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Lima Rocha<\/a><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao tema<\/strong><\/p>\n<p>Escrevo estas palavras enquanto o povo equatoriano joga sua sorte nas ruas de Quito, Guayaquil, Cuenca e demais munic\u00edpios e regi\u00f5es do pa\u00eds. Este texto n\u00e3o pretende fazer um balan\u00e7o cr\u00edtico da luta ind\u00edgena e social contra o Pacto 883 do traidor Len\u00edn Moreno e tampouco uma an\u00e1lise de conjuntura a partir da interven\u00e7\u00e3o do FMI no pa\u00eds. O tema de fundo \u00e9 outro.<\/p>\n<p>Pode parecer meio pretensioso, mas entendo que \u00e9 necess\u00e1rio desenvolvermos os debates urgentes para a esquerda no s\u00e9culo XXI, ao menos as esquerdas mais \u00e0 esquerda operando na e para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe. Os temas s\u00e3o v\u00e1rios e apontam problemas graves. Por exemplo, uma chaga hist\u00f3rica para come\u00e7ar: as correntes autorit\u00e1rias ainda trabalham com a hip\u00f3tese de partido \u00fanico? Ao que parece no discurso sim, embora no mundo pr\u00e1tico essa hip\u00f3tese esteja cada vez mais distante (ainda bem).<\/p>\n<p>E, por outro lado, ser\u00e1 que existe vida fora e al\u00e9m da social-democracia? Entendo que sim, mas \u00e9 preciso formalizar algum modelo de futura sociedade. O &#8220;realismo socialista&#8221; ou as ditaduras de partido \u00fanico &#8211; com Nomenklatura burocr\u00e1tica, como na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, ou ainda, no poder na heroica Arg\u00e9lia anticolonial &#8211; ou de l\u00edderes tir\u00e2nicos como Enver Hoxha na Alb\u00e2nia ou Nicolae Ceausescu na Rom\u00eania, deixaram p\u00e9ssimos exemplos. Tais modelos execr\u00e1veis de tirania pol\u00edtica geram muito combust\u00edvel para a direita mais asquerosa, a exemplo dos seguidores de Steve Bannon, como o presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de cr\u00edtica \u00e9 outro problema, pois impede uma an\u00e1lise rigorosa de governos de exce\u00e7\u00e3o, como o de Nicol\u00e1s Maduro, embora este mesmo governo seja heroicamente anti-imperialista e como tal o povo venezuelano deve receber solidariedade incondicional. O seguidismo (como no governo Jango, com o lema \u201cmanda brasa, presidente!\u201d) quase sempre \u00e9 a hist\u00f3ria de uma trag\u00e9dia anunciada. Imaginemos a luta equatoriana se a CONAIE n\u00e3o tivesse autonomia organizativa e sua capacidade estrat\u00e9gica intacta ap\u00f3s uma d\u00e9cada de criminaliza\u00e7\u00e3o pelo governo de Rafael Correa?<\/p>\n<p>Se n\u00e3o queremos isso de jeito algum, logo, queremos o qu\u00ea? Uma pista: pluripartidarismo de esquerda com uma Constitui\u00e7\u00e3o Plurinacional? Sim, esse seria o caminho. Dando base para tal, \u00e9 necess\u00e1ria uma multiplicidade de representa\u00e7\u00f5es sociais, \u00e9tnico-culturais e pol\u00edticas? Sim, \u00f3bvio que sim. E a democracia liberal, representativa e burguesa basta?\u00a0 N\u00e3o, n\u00e3o basta e j\u00e1 est\u00e1 dando seu limite, mesmo no jogo institucional. Logo, qual a defesa de projeto? Uma democracia social com economia parcialmente planificada? Seria o m\u00ednimo para compor um ou mais programas comuns, onde as empresas estrat\u00e9gicas estatais deveriam ter controle social e democracia interna como forma de operar como agente do poder de veto da jogatina de partidos fisiol\u00f3gicos e ataques de grupos econ\u00f4micos &#8211; nacionais ou transnacionais. Enfim, nesta retomada da resist\u00eancia massiva contra o neoliberalismo, \u00e9 preciso superar \u2013 e muito \u2013 o triste papel da coaliz\u00e3o de classes e a vis\u00e3o \u201cing\u00eanua\u201d da a\u00e7\u00e3o do imperialismo em nosso Continente. Washington (sob tutela republicana\u00a0 ou democrata) n\u00e3o aceita a \u201ccoexist\u00eancia pac\u00edfica\u201d\u00a0 e isso est\u00e1 desenhando.<\/p>\n<p>Urge debater o m\u00ednimo para ao menos podermos defender ou vir a cometer erros diferentes e acertos mais precisos. E falta teoria, muita teoria.<\/p>\n<p><strong>Teoria do Poder Social como materializa\u00e7\u00e3o do Pensamento Decolonial?<\/strong><\/p>\n<p>Estudantes de gradua\u00e7\u00e3o com quem tenho a alegria e o privil\u00e9gio de conviver me comentaram algo que tento sintetizar e fa\u00e7o acordo. O &#8220;pensamento decolonial&#8221; \u00e9 um absoluto como discurso historiogr\u00e1fico, a revis\u00e3o necess\u00e1ria, a base discursiva que coloca as Am\u00e9ricas de ponta cabe\u00e7a e faz com que, mesmo n\u00e3o sendo de origem ind\u00edgena, nos sintamos invadidos em Pindorama e, ainda que metade do pa\u00eds n\u00e3o tenha ascend\u00eancia africana, nos posicionemos como Palmarinos afro-centrados. At\u00e9 a\u00ed, perfeito, divino maravilhoso como a tropic\u00e1lia.<\/p>\n<p>Mas, e a teoria do poder social que adv\u00eam dos territ\u00f3rios em luta e resist\u00eancia? Falta outro peda\u00e7o, incluindo uma teoria econ\u00f4mica que seja ao mesmo tempo ecologicamente sustent\u00e1vel e habilite um territ\u00f3rio a se defender dos ataques que certamente vir\u00e3o. Neste sentido, \u00e9 correta a cr\u00edtica do antrop\u00f3logo libert\u00e1rio David Graeber. Vale ressaltar que, sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 fant\u00e1stica e vale a pena conhecer ao menos a parcela mais pol\u00edtica obra. Mas, como quase todo \u201creconhecido\u201d intelectual anglo-sax\u00e3o, seu aporte carece de sa\u00eddas vi\u00e1veis, ao menos, de formas de vir a pensar em alternativas pass\u00edveis de execu\u00e7\u00e3o. Ressalto que a presen\u00e7a de Graeber, assim como a de Noam Chomsky, \u00e9 fundamental eu diria. Logo, aqui n\u00e3o se trata de cr\u00edtica direta, mas sim como\u00a0 parte do debate de quem quer se somar e construir no mesmo caminho.<\/p>\n<p><strong>Pistas de categoria-chave para uma Teoria do Poder Social<\/strong><\/p>\n<p><u>Territ\u00f3rio:<\/u> parece evid\u00eancia e obviedade, mas o conceito de territ\u00f3rio \u00e9 categoria-chave, dessas poderosas mesmo, para ajudar tanto na defesa dos direitos amea\u00e7ados como para ser propositivo a partir de um eixo de resist\u00eancia. Para al\u00e9m do direito ancestral e inalien\u00e1vel, a defesa e o desenvolvimento aut\u00f3ctone dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas podem ajudar, e muito, muito, tanto o desenvolvimento sustent\u00e1vel e sem agredir os biomas, como tamb\u00e9m ser embri\u00e3o de sociedades menos injustas. O conceito de territ\u00f3rio da mancha metropolitana ajuda tamb\u00e9m, mas em geral \u00e9 usado no capitalismo ilegal e na repress\u00e3o social. Sem querer exagerar o papel dos bons te\u00f3ricos, ge\u00f3grafos como \u00c9lis\u00e9e \u00a0Reclus, Piotr Kropotkin, Milton Santos e Aziz Ab&#8217;Saber seriam hoje de uma releitura quase obrigat\u00f3ria para a interpreta\u00e7\u00e3o da categoria do territ\u00f3rio, para al\u00e9m do que j\u00e1 existe e \u00e9 auto-organizado nas extens\u00f5es de terra dos povos origin\u00e1rios ou tradicionais.<\/p>\n<p><u>Degenera\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a:<\/u> outra categoria-chave \u00e9 evitar a degenera\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a pol\u00edtica. Esse \u00e9 um tema cl\u00e1ssico e aqui vai s\u00f3 um in\u00edcio de debate. Reconhece-se que existe lideran\u00e7a pol\u00edtica e algumas atribui\u00e7\u00f5es facilmente identific\u00e1veis como: carisma, orat\u00f3ria, exemplo, dedica\u00e7\u00e3o, trajet\u00f3ria, capacidade resolutiva. Mas, quando estas caracter\u00edsticas se cristalizam em uma estrutura de poder permanente?! Piorando. \u00c9 quando isso se torna culto \u00e0 personalidade?!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><u>Mazelas t\u00edpicas:<\/u> as mazelas no pensamento e propaganda de esquerda precisam ser interpretadas, localizadas e severamente combatidas. Quais fen\u00f4menos da interna pol\u00edtica levam ao culto \u00e0 personalidade? Como for\u00e7as pol\u00edticas enormes dependem necessariamente de um grupo muito reduzido de &#8220;dirigentes&#8221;? O culto da lideran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um elogio ao individualismo, \u00e0s lutas mais mesquinhas pelo poder? Creio que a resposta \u00e9 sim para tudo, logo, a necessidade de criar mecanismos institucionais (das institui\u00e7\u00f5es sociais digo) que evitem essas pr\u00e1ticas, mas desde o nascedouro das experi\u00eancias ou de seus saltos organizativos. Na metade do caminho, a corre\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Outra mazela \u00e9 a ilus\u00e3o do discurso. Qual o maior equ\u00edvoco da esquerda, n\u00e3o da ex-esquerda, mas da esquerda restante? Determinismo sociol\u00f3gico (em busca da classe ou fra\u00e7\u00e3o de classe prometida) ou ilus\u00e3o com as pr\u00f3prias an\u00e1lises que levam a algum tipo de auto-proclama\u00e7\u00e3o?! No caso equatoriano, se observa que h\u00e1 tens\u00f5es entre a popula\u00e7\u00e3o auto-organizada, como a representada pela CONAIE e a FUT, e uma esquerda urbana, mais ideologizada, que busca ver o que h\u00e1 \u201cde prolet\u00e1rio\u201d nestas demandas que s\u00e3o anteriores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio proletariado. Superar este tipo de <u>aliena\u00e7\u00e3o livresca<\/u> \u00e9 fundamental para toda a Am\u00e9rica Latina que se organiza de novo e de novo.<\/p>\n<p><strong>Apontando conclus\u00f5es \u00f3bvias <\/strong><\/p>\n<p>Tomo a ousadia de compilar um guia b\u00e1sico para sair do cientificismo ou da auto ilus\u00e3o da ret\u00f3rica filos\u00f3fica mal aplicada na pol\u00edtica. A primeira passa pela convic\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Os valores fundamentais n\u00e3o s\u00e3o negoci\u00e1veis e ultrapassam at\u00e9 mesmo o car\u00e1ter das identidades pol\u00edticas. N\u00e3o h\u00e1 como tergiversar sobre liberdade pol\u00edtica, direito a multiplicidade de representa\u00e7\u00f5es, democracia direta e projetos autossustent\u00e1veis. O que \u00e9 inegoci\u00e1vel \u00e9 objetivo finalista e demarca as possibilidades da grande estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Outra dimens\u00e3o \u00e9 o ajuste da doutrina do emprego nos per\u00edodos hist\u00f3ricos determinados. Por exemplo, se a meta \u00e9 o protagonismo\u00a0 do povo organizado e o empoderamento de diversos sujeitos sociais, as formas de alcan\u00e7ar estas conquistas podem variar ou incorporar elementos novos de mobiliza\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7a social. Mas n\u00e3o h\u00e1 como abrir m\u00e3o destas formas de acumular for\u00e7a, caso contr\u00e1rio, n\u00e3o se tem nada mesmo.<\/p>\n<p>Todas e todos que n\u00e3o confundimos ideologia com ci\u00eancia e entendemos que a teoria est\u00e1 a servi\u00e7o da an\u00e1lise e n\u00e3o apenas como refor\u00e7o discursivo de um sistema de cren\u00e7as, todos n\u00f3s, todas n\u00f3s temos d\u00favidas te\u00f3ricas. Mas a incerteza das possibilidades n\u00e3o se confunde com a cren\u00e7a naquilo que \u00e9 correto diante das possibilidades concretas da vida em sociedade em nosso Continente. Utopia \u00e9 lugar a ser constru\u00eddo e neste sentido est\u00e1 mais distante uma utopia liberal-republicana com \u201cinstitui\u00e7\u00f5es funcionando perfeitamente\u201d do que um territ\u00f3rio libertado atrav\u00e9s do poder do povo organizado. Qual utopia n\u00f3s queremos? Quem somos n\u00f3s no curto, m\u00e9dio e longo prazos? Quais institui\u00e7\u00f5es substituem e antes, coexistem, com a \u201cnormalidade institucional aparente\u201d neste ciclo de \u201cgolpes institucionais\u201d inaugurado h\u00e1 dez anos com a derrubada do presidente hondurenho Manuel Zelaya Rosales em junho de 2009?<\/p>\n<p>Ou temos projetos vi\u00e1veis ou seremos ref\u00e9ns das circunst\u00e2ncias ou de lideran\u00e7as cristalizadas sem uma democracia social e participativa operando.<\/p>\n<p><em>Bruno Lima Rocha<\/em> (estrategiaeanaliseblog.com \/ <a href=\"mailto:blimarocha@gmail.com\">blimarocha@gmail.com<\/a> \/ t.me\/estrategiaeanalise) \u00e9 p\u00f3s-doutorando em economia pol\u00edtica, doutor e mestre em ci\u00eancia pol\u00edtica, graduado em jornalismo e professor nos cursos de rela\u00e7\u00f5es internacionais, direito e comunica\u00e7\u00e3o social. Mais importante, \u00e9 brasileiro e latino-americano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13 de outubro de 2019 \u2013 Bruno Lima Rocha Introdu\u00e7\u00e3o ao tema Escrevo estas palavras enquanto o povo equatoriano joga sua sorte nas ruas de Quito, Guayaquil, Cuenca e demais munic\u00edpios e regi\u00f5es do pa\u00eds. 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