{"id":2470,"date":"2020-06-29T14:12:20","date_gmt":"2020-06-29T17:12:20","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=2470"},"modified":"2020-06-29T14:12:20","modified_gmt":"2020-06-29T17:12:20","slug":"no-bananistao-dos-parapoliciais-1a-parte-a-macabra-fabula-do-esquema-politico-criminal-policial-no-arroio-de-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=2470","title":{"rendered":"No Bananist\u00e3o dos Parapoliciais 1\u00aa parte \u2013 a macabra f\u00e1bula do esquema pol\u00edtico-criminal-policial no Arroio de Fevereiro"},"content":{"rendered":"<p><u>29 de junho de 2020 \u2013\u00a0 \u00a0 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/blimarocha\">Bruno Lima Rocha<\/a><\/u><\/p>\n<p><em>* Esta \u00e9 uma obra de fic\u00e7\u00e3o. Qualquer semelhan\u00e7a com nomes ou pessoas ter\u00e1 sido mera coincid\u00eancia.- charge de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100005706308090\">Rafael Costa<\/a><\/em><\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma trama macabra. F\u00e1bula de horror tropical, t\u00e3o \u201creal\u201d como os livros de Luiz Eduardo Soares \u2013 a Elite da Tropa 1 e 2 \u2013 ou os filmes que o hoje, diretor de com\u00e9dia, Jos\u00e9 Padilha, (Tropa de Elite 1 e 2) tamb\u00e9m rodou. Jos\u00e9 Padilha fez uma telecom\u00e9dia fantasiosa e pat\u00e9tica, a s\u00e9rie O Mecanismo 1 e 2, \u201clivremente inspirado\u201d na Republiqueta de Curitiba e na Liga da N\u00e3o-Justi\u00e7a. As palavras que seguem est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de serem \u201clivremente inspiradas\u201d na triste realidade do estado do Arroio de Fevereiro e da Rep\u00fablica Deformativa do Bananist\u00e3o, do que nas obras acima citadas. Tudo de trata de fic\u00e7\u00e3o, embora eu afirme perigosamente que a Terra continua Redonda e que o Sol n\u00e3o gira em torno dela, tal e qual a soma da matem\u00e1tica, 1 + 1 = 2. Algu\u00e9m, de fato, ouviu o murm\u00fario do f\u00edsico Galileu Galilei, em 22 de junho de 1633, quando para escapar da Inquisi\u00e7\u00e3o, renega o \u00f3bvio e afirma o fantasioso? Escapa da fogueira e reafirma sua convic\u00e7\u00e3o. Esse artigo segue dizendo: Galileu tinha raz\u00e3o.<\/p>\n<p>O eixo central \u00e9 o nexo pol\u00edtico-policial-criminal que ocorre e se desenvolve no Arroio de Fevereiro, pol\u00eamica, ensandecida e, ainda, relevante unidade federativa e governo estadual sub-nacional da Rep\u00fablica do Bananist\u00e3o. Tal eixo se cruza com a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de um cl\u00e3 pol\u00edtico Fascistoide-Arrivista (FA), que tamb\u00e9m atende pela alcunha de Famil\u00edcia. Esta tem como patriarca Coiso Inomin\u00e1vel (CI), o ex-taifeiro da Guarda Nacional Bananeira &#8211; reformado por sinal, da arma da cordoaria, embora tenha feito curso de balonismo e escapado das miss\u00f5es no interior, arrumando um curso de monitor de p\u00e1tio de col\u00e9gio CM na capital do estado \u2013 o pilar da carreira dos machinhos alfa. O tal FA fraquejou v\u00e1rias vezes, botando no mundo a mais de uma d\u00fazia de filhos, mas infelizmente a tr\u00eas machistas imbecis, fora outros descendentes. Politiqueiros conhecidos descendentes do ex-taifeiro adentraram na carreira da \u201crepresenta\u00e7\u00e3o das bandeiras culturais neoconservadoras\u201d, a mesma do papai.<\/p>\n<p>CI tentou ser s\u00edndico, depois deputado subnacional, conseguiu ser deputado nacional de cinco mandatos e, atrav\u00e9s de um tal de aplicativo de mensagens, com mamadeiras indecentes, acabou sendo eleito vice-presidente na maior crise pol\u00edtica do Bananist\u00e3o do s\u00e9culo XXI. Fez um dos filhos, o Chocolate do Tremelique (CT), tamb\u00e9m conhecido como \u201cGelatina\u201d (porque costuma ter s\u00edncopes em discuss\u00f5es pol\u00edticas, mesmo em mesa de bar ou sorveteria), um deputado regional de seguidos mandatos na famigerada ALEAF, a mal afamada Assembleia Legislativa do Estado do Arroio de Fevereiro. Depois, a esteira da desgra\u00e7a familiar continua com o muito mal resolvido \u201cDucha Brilhante\u201d (DB). Mal resolvido porque parece que o eterno rapaz tem uns h\u00e1bitos que n\u00e3o costuma reivindicar, mas Freud explica. Parece que o sujeito \u00e9 craque em redes sociais e vem montando discursos mais ou menos plaus\u00edveis para quem tem baixo padr\u00e3o cognitivo e j\u00e1 est\u00e1 propenso a crer que a Terra seria plana ou que um tal Astr\u00f3logo Enganador (AE) seria \u201cfil\u00f3sofo\u201d. Outro descendente na carreira da polititica \u00e9 o Xisburguer de Mariola (XM), que atende pela alcunha de \u201c<u>Goiabadinha<\/u>\u201d, talvez pela sua pose de goiabada de lata, dessas fabricadas (ele n\u00e3o \u00e9 goiabada casc\u00e3o), saiu deputado nacional por outro estado, eleito e reeleito. Na carona do papai, o CT virou representante majorit\u00e1rio, ainda operando como puxador de votos para um inquisidor com pose de fascistoide, o igualmente nefasto \u201c\u00c1gua Podre\u201d (AP). Ent\u00e3o aliados, hoje desafetos, sendo que o \u201cGelatina\u201d ficou amigo do alcaide Fariseu do Milh\u00e3o (FM), na capital do Arroio.<\/p>\n<p>A trama em particular desenvolve, se enrola e n\u00e3o desenrola, atrav\u00e9s da larga atua\u00e7\u00e3o de alguns deputados regionais, outros s\u00e3o conselheiros municipais, e no meio disso temos a ascens\u00e3o mete\u00f3rica do CT como deputado sub-nacional. Ali, em seu gabinete \u2013 como em outros, parece que doze segundo as apura\u00e7\u00f5es judicializadas &#8211; estavam alocados personagens e parentes de um mundo sinistro.<\/p>\n<p><strong>Da Parcela Apodrecida para as \u201cparapol\u00edcias\u201d: Podrid\u00e3o, Playboy e Interven\u00e7\u00e3o Geral<\/strong><\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o geral de 1998, o estado do Arroio de Fevereiro viveu mais um momento de conflito interno na \u00e1rea da seguran\u00e7a p\u00fablica. No per\u00edodo anterior, de 1995 a 1998, o territ\u00f3rio do estado passou por tudo, incluindo uma interven\u00e7\u00e3o confederal, sucessora da presen\u00e7a de for\u00e7as nacionais em grande evento no ano de 1992, confer\u00eancia do Sistema Internacional Unificado para o meio ambiente. Na ocasi\u00e3o, a cidade do Arroio e arredores foi demarcada em zonas vermelhas \u2013 muito perigosas \u2013 laranja \u2013 de mediano perigo \u2013 e verdes \u2013 onde n\u00e3o havia perigo, mas apenas moradores deveriam circular. Nos bairros mais ricos, segundo a tecnologia da \u00e9poca, residentes eram orientados a portar contas de luz ou \u00e1gua, provando \u201cque ali moravam\u201d. J\u00e1 para os moradores de comunidades de favela, a solu\u00e7\u00e3o da Guarda Nacional do Bananist\u00e3o foi apontar um canh\u00e3o de blindado, um tanque \u00e0 frente da maior das comunidades vizinha de bairros ricos.<\/p>\n<p>No governo seguinte, com debandada geral dos seguidores do antigo caudilho desgarrado do pago Sulista e, j\u00e1 radicado na beira da praia, desde que voltou do ex\u00edlio, o inferno estava posto. Em n\u00edvel federal, da hiperinfla\u00e7\u00e3o se passou para a estabilidade monet\u00e1ria, mas amputando as possibilidades de autofinanciamento dos estados bananisteiros. No plano subnacional, no Arroio de Fevereiro, a Opera\u00e7\u00e3o Riacho II fecha 1994 estabelecendo a segunda interven\u00e7\u00e3o confederal na antiga capital da republica da quartelada e do Imp\u00e9rio Luso-Bananeiro. Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es gerais de 1994, com o Bananist\u00e3o tetra campe\u00e3o do mundo, o governo \u201cfevereirense\u201d est\u00e1 com transi\u00e7\u00e3o de mandato com decad\u00eancia \u201campla, geral e irrestrita\u201d \u2013 incluindo a criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza na praia e na areia, escandalizado os banhistas e as TVs com os \u201carrast\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria tarefa simples controlar a For\u00e7a Militarizada do Estado do Arroio de Fevereiro (FMEAF) do estado e para tal, a Secretaria de Seguran\u00e7a Cidad\u00e3 \u00e9 entregue a um ex-repressor da guerra interna contra a incipiente guerrilha contra a ditadura militar, secundado por um delegado reformador, da gera\u00e7\u00e3o de \u201csangue novo constitucionalista\u201d, por sinal social-democrata assumido, e eleitor mais para canhoto e depois exercendo mandato pela ex-esquerda. Na compara\u00e7\u00e3o do Bananist\u00e3o com o Brasil, especula-se que foi por volta deste per\u00edodo que o diretor de com\u00e9dias televisivas Jos\u00e9 Padilha rodou o Tropa de Elite 1. Para ter uma ideia do tamanho do problema, a famosa Divis\u00e3o Anti Sequestro come\u00e7ou a solucionar todos os casos, justo porque o super-delegado \u201cComiss\u00e1rio do Raio de Luz\u201d foi comandar a Divis\u00e3o e ordenou: \u201cningu\u00e9m sequestra mais\u201d. E os cativeiros come\u00e7aram a ser estourados um depois do outro.<\/p>\n<p>No segundo governo do ex-caudilho e no que o sucedeu, seu ex-prefeito da capital do Arroio de Fevereiro, a FM tinha um not\u00f3rio grupo de exterm\u00ednio, Jumentos Velozes, no 109\u00ba BFM de Arrocha Piranda. Pelas reorganiza\u00e7\u00f5es das unidades, essa tradi\u00e7\u00e3o veio a ser do 144\u00ba BFM, a Unidade do Terror. Ambos os batalh\u00f5es se cruzam com a hist\u00f3ria da FA, o primeiro com o papai valent\u00e3o, pois quando foi assaltado pilotando um carro convers\u00edvel e armado (dizem que de revolver de espoleta, um 38 fajuto como uma tal sigla partid\u00e1ria ainda n\u00e3o legalizada), teria recorrido \u201caos amigos dos mais amigos\u201d do 109\u00ba Batalh\u00e3o e a partir da\u00ed parece que ningu\u00e9m sabe e ningu\u00e9m viu. No ato de reagir, o valente taifeiro reformado congelou &#8211; o que \u00e9 normal -, mas no momento de \u201ccorrer atr\u00e1s\u201d, chamou a for\u00e7a dos Jumentos e \u201cpassaram geral\u201d. Esses Jumentos teriam promovido a chacina de Coroinha do Local, sendo antecedida pela da Igreja da M\u00e3e da Pandel\u00e1ria e de 14 jovens filhos de Av\u00f3s de Aca\u00e7ari, no centro da capital. Dezenas de moradores da cidade e arredores perderam a vida para esse grupo de exterm\u00ednio diretamente influenciado pelo ent\u00e3o ainda deputado sub-nacional e ex-major da FMEAF, Cleomir Tangerina. Dentre estes, o autor desta f\u00e1bula em sua vers\u00e3o real e concreta tamb\u00e9m perdeu um amigo para um desses criminosos em seu turno de folga, \u201ctirando servi\u00e7o\u201d na Regi\u00e3o dos Lagos.<\/p>\n<p>O paralelo ao 109\u00ba BPM na d\u00e9cada de \u201990 \u00e9 a a\u00e7\u00e3o do 144\u00ba BPMERF na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI. Assim como as unidades tenebrosas \u2013 Jumentos Velozes e Unidade do Terror -, o\u00a0 modelo de acumula\u00e7\u00e3o\u00a0 primitiva de cobrar tributos da economia ilegal \u2013 o famoso arrego semanal mais os extras sobre o narcotr\u00e1fico \u2013 e a \u201cboa conviv\u00eancia\u201d com a bicheirada foi mudando. Houve mais uma tentativa de \u201creformar\u201d a pol\u00edcia, dessa vez com um antrop\u00f3logo e literato, um ex-euroestalinista, desses que acredita piamente na democracia burguesa e no \u201caprimoramento das institui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Quando a ex-esquerda chegou ao Planalto Real, a capital do Bananist\u00e3o, o pr\u00f3prio foi levado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Secret\u00e1rio Nacional de Seguran\u00e7a Cidad\u00e3, e prop\u00f4s novamente a reforma policial com carreira \u00fanica e ciclo completo. O queimaram de novo, mas sem amea\u00e7a de vida. No Arroio de Fevereiro, no governo do Molequinho Falador (MF), a \u201cnova for\u00e7a militarizada\u201d come\u00e7ou com f\u00f4lego e terminou sendo caracterizada pelo assertivo intelectual de \u201cparcela apodrecida\u201d. Novamente era para juntar \u00f3leo e \u00e1gua. O professor reformador era o 02 de um ex-repressor, Hipocrisia de Terno (HT), tenente-coronel da FMEAF, mas que havia atuado na repress\u00e3o pol\u00edtica, incluindo acusa\u00e7\u00f5es de tortura a presos pol\u00edticos. Em mar\u00e7o de 2000, o MF demite o ex-euroestalinista pela TV, justo pelo fato da den\u00fancia da parcela apodrecida. Da\u00ed em diante, um breve ex\u00edlio salva a sua vida e de seus familiares.<\/p>\n<p>O reformador civil n\u00e3o foi o primeiro, antes nos idos de 1983, uma gera\u00e7\u00e3o de coron\u00e9is da For\u00e7a Militarizada com interesses em direitos humanos e sociais, estudiosos de psicologia social, tentaram mexer nas entranhas da institui\u00e7\u00e3o. O que mais longe chegou foi Antonino Magnaldo de Oliveira. Terminou assassinado em circunst\u00e2ncia muito mal explicada, quando j\u00e1 estava na reserva, e cujo caso foi encerrado pelo ent\u00e3o secret\u00e1rio HT e com o sil\u00eancio c\u00famplice do \u201creformador\u201d. Enfim, ali \u00e9 dif\u00edcil mesmo, como afirmou o diretor de com\u00e9dias: \u201co sistema \u00e9 F. parceiro\u201d.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XXI trouxe uma \u201cnovidade\u201d, ocorrendo com o Bananist\u00e3o algo semelhante aos eventos de profissionaliza\u00e7\u00e3o e complexidade empresarial no mundo real, como na terra de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, com as Autodefesas Unidas de Col\u00f4mbia (AUC). Passaram a dominar territ\u00f3rios (vendendo o col\u00e9gio eleitoral da comunidade como porteira fechada), redes de neg\u00f3cios com ampla penetra\u00e7\u00e3o social (como gato na TV a cabo, distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, Vans de cooperativas de transporte para \u00e1reas sem transporte p\u00fablico concedido) e tamb\u00e9m na tributa\u00e7\u00e3o para taxa de seguran\u00e7a (sobre todo e qualquer com\u00e9rcio na \u00e1rea). A pr\u00f3xima complexidade para os paramilitares fevereirenses seria o controle de rotas para roubo de cargas, aluguel de espa\u00e7os para \u201cbocas de fumo\u201d incluindo tele-entregas e os \u201cempreendimentos imobili\u00e1rios\u201d. Algo semelhante ocorrera no M\u00e9xico, quando uma unidade de elite binacional &#8211; mexicana com o GAFE e guatemalteca com os Kaibiles \u2013 composta por reservistas formou a \u00faltima companhia, a Z. Los Zetas passaram de escolta a cartel e depois foram dizimados na guerra do norte. No Arroio de Fevereiro, al\u00e9m de n\u00e3o sofrerem derrota alguma, o paramilitarismo policial cometeu um crime na mem\u00f3ria hist\u00f3rica, ao incorporar a designa\u00e7\u00e3o de \u201cml\u00edcias\u201d.<\/p>\n<p>Nos governos da Parcela Apodrecida assumida, com HT \u00e0 frente e MF no Pal\u00e1cio das Mexericas, assim como j\u00e1 na sucess\u00e3o de Espinhosa Margarida (EM, a \u201cconja\u201d de MF segundo o dicion\u00e1rio luso-entreguista do juiz Marreco da Republiqueta), a podrid\u00e3o aumentou. No per\u00edodo, a chefia de Investiga\u00e7\u00f5es Judiciais (IJ) ficou a cargo de um delegado muito esquisito. Rambo Gal\u00e3 (RG), ex-oficial da FMEAF (saiu como tenente superior e teria feito curso de for\u00e7a de a\u00e7\u00e3o inesperada), entrou na Academia da IJ com mandado de seguran\u00e7a e HT o promoveu. Acabou na famigerada ALEAF e preso pelos federais. De biografia \u201cinspiradora\u201d, seu legado serve para roteiros de obras \u201cnoir\u201d, de tipo mist\u00e9rios e mis\u00e9rias policiais.<\/p>\n<p>Como tudo no Arroio de Fevereiro \u00e9 \u201ccomplicado\u201d, um Playboy Parasita (PP) foi eleito governador de estado em 2006, reeleito em 2010 e ainda indica o sucessor, o Dedo Gigante (DG), para o Pal\u00e1cio das Mexericas. A farra acaba com todo mundo em cana, o estado sob interven\u00e7\u00e3o das for\u00e7as confederais do Bananist\u00e3o e depois prende o suposto \u201cDedo Gigante\u201d (DG), que realmente estava \u201cdif\u00edcil\u201d de ser identificado pela For\u00e7a Tarefa da Vazante Espumosa. O in\u00fatil PP at\u00e9 era filho de poeta, e se dizia uma pessoa \u201csimples\u201d, torcedor do Gigante da Colina, mas de estranhos h\u00e1bitos, como festas nababescas com guardanapos na testa em plena capital da G\u00e1lia.<\/p>\n<p>O parasita era poderoso, chegando a indicar dois ju\u00edzes para a Suprema Corte Estamental Bananeira. Dizem que um deles, metido a casca grossa e faixa preta n\u00e3o sei que grau (mas de verdade a faixa dele, n\u00e3o a que o FA ganhou do seu Crobson), teria beijado os p\u00e9s da primeira dama fevereirense depois que ele, fora indicado para Suprema Estamental pelo peso pol\u00edtico do hoje ex-governador defenestrado. Como tem eleitor \u00e0 be\u00e7a no Arroio de Fevereiro, a ex-esquerda se aliou ao in\u00fatil no governo estadual, baixando linha e tudo atrav\u00e9s do Estalinho Caipira, o super capa preta da social-democracia, botando a alian\u00e7a com o playboy goela abaixo do diret\u00f3rio estadual. Na reelei\u00e7\u00e3o o vale tudo pela tal da governabilidade ainda pegou, mas na elei\u00e7\u00e3o do DG j\u00e1 era cada um por si. Isso porque a lamban\u00e7a estava feita, com todas as legendas de centro-esquerda do estado se sujando, caindo de cabe\u00e7a na vala, sem pudor, abrindo m\u00e3o de quase tudo para fazer quase nada. E ainda sair queimada.<\/p>\n<p>Os dois governos do Playboy foram, em sua grande maioria, geridos na pasta da seguran\u00e7a por um delegado federal que vinha da Prov\u00edncia Sulista.\u00a0 Antes, por breves meses, outro federal, que se aventura na carreira pol\u00edtica e que havia sido bra\u00e7o direito do Josefino Carcamano, ex-candidato \u00e1 Presid\u00eancia do Bananist\u00e3o por duas vezes, foi titular da pasta maldita, o Zerelo Ita\u00edba (ZI). Mas, a marca da inseguran\u00e7a p\u00fablica do Playboy e do DG foi com o secret\u00e1rio sulista. Com fama de honesto, de repente entrou e saiu limpo, mas foi no m\u00ednimo conivente com a chocadeira de veneno que estava sendo gerida nas entranhas, no bolo fecal do \u201csangue azulado\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cGelatina\u201d: deputado amigo dos amigos <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 neste per\u00edodo que entra no circuito pol\u00edtico o \u201cGelatina\u201d, como deputado subnacional na amaldi\u00e7oada ALEAF. No governo da Espinhosa ele entra na carreira pol\u00edtica, pegando carona no nome do papai, ainda no s\u00e9culo XX. Chega ao mandato de legislador da unidade confederativa no per\u00edodo anterior e seguinte, como no do Ex-Dirigente, \u00e0 frente do Bananist\u00e3o. O CT, repetindo a ret\u00f3rica do pai, v\u00ea esquerda em tudo, mesmo quando esta sequer est\u00e1 presente. \u201cGelatina\u201d foi reeleito quando do primeiro governo PP no Rio de Fevereiro e seguiu no mesmo embalo vindo a ser representante majorit\u00e1rio no pleito seguinte, quando o FA pega carona na crise pol\u00edtica e se torna o vice-presidente do Bananist\u00e3o, com a ajuda indireta do trio engravatado e mauricinho da Republiqueta: Marreco, Danoninho e Gal\u00e3 do Compliance (afilhados adotivos de um tal de Cajuarino).<\/p>\n<p>Do per\u00edodo auge do Playboy, com direito a discurso elogioso do CT, a Parcela Apodrecida \u201cevolui\u201d, sendo uma empresa arrojada, distribu\u00edda em redes de terceiriza\u00e7\u00f5es, num processo de \u201cinova\u00e7\u00e3o empresarial\u201d \u00e0 altura do novo mil\u00eanio. Toda a lenga-lenga rid\u00edcula neoliberal \u00e9 um pastiche da realidade, mas opera como texto legitimador. J\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel ignorar as den\u00fancias e milagrosamente a ALEAF bancou uma Comiss\u00e3o Legisladora de Investiga\u00e7\u00f5es (CLI) do Paramilitarismo, sob a coordena\u00e7\u00e3o de mais um reformista convicto, como o antrop\u00f3logo que queria reformar a pol\u00edcia. Apesar de discordar de seu sistema de cren\u00e7as e do \u201cestrelismo\u201d vindouro, reconhece-se que investigar a Parcela Apodrecida j\u00e1 como paramilitarismo policial foi um ato de coragem e fundamental para revelar aquilo que a nata da gema fingia n\u00e3o ver.<\/p>\n<p>Entre fevereiro de 2007 e o segundo semestre de 2008, a dita CLI das \u201cParapol\u00edcias\u201d trabalhou fundo na investiga\u00e7\u00e3o do bolo fecal do paramilitarismo policial no estado do Arroio de Fevereiro. O dom\u00ednio territorial se consolida em no in\u00edcio da primeira d\u00e9cada do novo s\u00e9culo e entra em conflito, por retalia\u00e7\u00e3o, com a maior das fac\u00e7\u00f5es de redes de quadrilhas do varejo do narcotr\u00e1fico, a Fac\u00e7\u00e3o Tomate. \u201cCuriosamente\u201d, quase a totalidade das instala\u00e7\u00f5es permanentes de policiamento em comunidades se deu em \u00e1reas desta fac\u00e7\u00e3o, a FT. Outro fen\u00f4meno da auto-organiza\u00e7\u00e3o parapolicial, a partir dos anos 2000, alguns servidores da seguran\u00e7a p\u00fablica come\u00e7aram a se organizar para expulsar o tr\u00e1fico de \u00e1reas onde residiam. Nesta luta pela sobreviv\u00eancia, a nova tradi\u00e7\u00e3o se soma a de \u201cpol\u00edcia tropeira\u201d, dando um salto organizativo.<\/p>\n<p>Neste salto, as redes formaram bandas de parapoliciais. Duas ganharam destaque. A maior delas, quando fecharam o relat\u00f3rio da CLI, a Religa da Injusti\u00e7a, de Big Field, faturava limpo e sem tributa\u00e7\u00e3o cerca de R$ 2 milh\u00f5es \u00e0 \u00e9poca (muito dinheiro para o per\u00edodo). Outra fonte de renda e \u201cnecessidade de botar ordem na coisa\u201d, \u00e9 a presen\u00e7a de vans e cooperativas de transporte alternativo, ilegais embora muito necess\u00e1rias, no Arroio de Fevereiro, novamente com \u00eanfase na Zona Oeste. N\u00e3o era exclusivo dos parapoliciais gerir ou tributar o neg\u00f3cio, mas a ordem do tr\u00e2nsito e a fiscaliza\u00e7\u00e3o mais interna &#8211; al\u00e9m de conter as brigas &#8211; serviu como porta de entrada das bandas paralelas de parapoliciais.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a da ordem territorial e de novos loteamentos em comunidades seria outra forma de desenvolvimento das empresas de parapoliciais. De t\u00e3o conhecida tal pr\u00e1tica, at\u00e9 virou novela na Rede Bobo (de 2007 para 2008), tendo um gal\u00e3 das antigas interpretado um personagem livremente inspirado em l\u00edder comunit\u00e1rio semelhante. A comunidade da Porteirinha foi a f\u00e1bula para a Rio das Pedradas, espa\u00e7o principal da trama do folhetim televisivo. Nesta comunidade seria organizada nefasta Reparti\u00e7\u00e3o da Delinqu\u00eancia (RD), novamente emulando fen\u00f4menos colombianos como a Oficina de Envigado, do finado Popeye, ou da Oficina semelhante de C\u00e1li. O reconhecimento da emissora nave m\u00e3e no Bananist\u00e3o, contando inclusive com o aval novel\u00edstico da Famiglia dos Narinhos, vai ao encontro da sofistica\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio.<\/p>\n<p>Ao lado dos matadores e de pilotos \u2013 feras das ruas esburacadas em Vans, carros sem amortecedores ou motos r\u00e1pidas &#8211; o cora\u00e7\u00e3o da economia parapolicial est\u00e1 na capacidade administrativa, na a\u00e7\u00e3o de contadores e analistas de dados. A bandidagem fardada ou distintivo em dia de folga, montou uma complexa cadeia de valo. Existe, de fato, economia pol\u00edtica do paramilitarismo policial. Da \u201cporteira fechada\u201d para dentro e na trama entre territ\u00f3rios e formas de lavagem e multiplica\u00e7\u00e3o de ativos e de capitais. Nesta seara entra o papel de gabinetes parlamentares, dentre eles destaca-se a simbi\u00f3tica rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00facleo familiar dos FA, com a fac\u00e7\u00e3o da bandidagem que j\u00e1 vestiu farda, com o hoje finado Sub-Comandante Matador Mariano da Obra (MMO) e seu 02, o sempre presente como meganha e ex-cabo, Faz-tudo de Oroz (FTO). Ao longo dos mandatos sub-nacionais do \u201cGelatina\u201d a coisa avan\u00e7ou,\u00a0 os ovos chocaram e as serpentes desfiaram seus venenos.<\/p>\n<p>Veremos estas fa\u00e7anhas nos pr\u00f3ximos epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bruno Lima Rocha \u00e9 editor dos canais do Estrat\u00e9gia &amp; An\u00e1lise, a an\u00e1lise pol\u00edtica para a esquerda mais \u00e0 esquerda.<\/p>\n<p>Contato: blimarocha@gmail.com | facebook.com\/blimarocha<\/p>\n<p>Blog: www.estrategiaeanaliseblog.com<\/p>\n<p>facebook.com\/estrategiaeanaliseoficial<\/p>\n<p>Twitter: twitter.com\/estanalise<\/p>\n<p>YouTube: Estrat\u00e9gia e An\u00e1lise Blog<\/p>\n<p>Telegram: t.me\/estrategiaeanalise<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29 de junho de 2020 \u2013\u00a0 \u00a0 Bruno Lima Rocha * Esta \u00e9 uma obra de fic\u00e7\u00e3o. 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