{"id":2704,"date":"2021-03-01T10:37:35","date_gmt":"2021-03-01T13:37:35","guid":{"rendered":"https:\/\/estrategiaeanaliseblog.com\/?p=2704"},"modified":"2021-03-01T10:37:35","modified_gmt":"2021-03-01T13:37:35","slug":"a-morte-de-carlos-menem-o-duplo-traidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=2704","title":{"rendered":"A morte de Carlos Menem, o duplo traidor"},"content":{"rendered":"\n<p>Bruno Beaklini (@estanalise) &#8211; Este artigo foi originalmente publicado no portal Monitor do Oriente M\u00e9dio (<a href=\"http:\/\/www.monitordooriente.com\">www.monitordooriente.com<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>No domingo, 14 de fevereiro, faleceu o ex-presidente argentino, ex-senador e ex-governador da prov\u00edncia de La Rioja, Carlos Sa\u00fal Menem (1930-2021). O mais emblem\u00e1tico traidor da pol\u00edtica argentina \u00e9 filho de um casal de imigrantes s\u00edrios de credo isl\u00e2mico sunita, Sa\u00fal Menehem e Mohibe Akil. O sobrenome foi \u201csimplificado\u201d pelo setor de Migra\u00e7\u00f5es e transformou-se em Menem (<a href=\"https:\/\/www.pagina12.com.ar\/323746-murio-carlos-menem?fbclid=IwAR2FtPb9msxFAOwMrddz-ye7S5g2IHMjf2VtNA-phI3LkSnYLDfXPnT7OXg\">https:\/\/www.pagina12.com.ar\/323746-murio-carlos-menem?fbclid=IwAR2FtPb9msxFAOwMrddz-ye7S5g2IHMjf2VtNA-phI3LkSnYLDfXPnT7OXg<\/a>). &nbsp;Na juventude at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980, Menem foi peronista, tentando ser leal ao legado de Juan Domingo (ao menos no campo da justi\u00e7a social e da soberania nacional e popular da Argentina). O seu talento inicial era de \u201cequilibrista\u201d pol\u00edtico, pois manteve os v\u00ednculos com a col\u00f4nia \u00e1rabe-isl\u00e2mica s\u00edria e se converteu ao catolicismo conforme a tradi\u00e7\u00e3o das carreiras profissionais argentinas. No peronismo, bambeou entre simpatias para a esquerda peronista e ao \u201cperonismo sem Per\u00f3n\u201d e a linha \u201cdo velho\u201d, vinculada \u00e0s 62 organiza\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da corrupta direita peronista.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Sa\u00fal realizou duas trai\u00e7\u00f5es. A primeira e mais vis\u00edvel \u00e9 junto ao patrim\u00f4nio difuso do povo argentino, relacionado \u00e0 independ\u00eancia do pa\u00eds e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de vida das maiorias argentinas.&nbsp; Quando Menem afirma as rela\u00e7\u00f5es carnais com os Estados Unidos (<a href=\"https:\/\/tede2.pucsp.br\/handle\/handle\/20341\">https:\/\/tede2.pucsp.br\/handle\/handle\/20341<\/a>), abandona uma posi\u00e7\u00e3o anti-imperialista e passa a atuar como \u201cvende p\u00e1tria\u201d, n\u00e3o reproduzindo sequer a hipocrisia dos peronistas de direita de triste mem\u00f3ria. J\u00e1 a segunda trai\u00e7\u00e3o se torna vis\u00edvel quando adere \u00e0 coaliz\u00e3o que manda tropas para a primeira invas\u00e3o do Iraque (<a href=\"https:\/\/www.eltiempo.com\/archivo\/documento\/MAM-59302\">https:\/\/www.eltiempo.com\/archivo\/documento\/MAM-59302<\/a>). Essa \u00e9 a ponta da hist\u00f3ria, mas n\u00e3o o seu desenrolar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1rabes-peronistas e her\u00f3is da resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Envar \u201cCacho\u201d El Kadri (1941-1998) foi um jovem pioneiro da resist\u00eancia peronista e, posteriormente, da esquerda deste setor pol\u00edtico (<a href=\"http:\/\/ficip.com.ar\/cacho-historia-militante\/\">http:\/\/ficip.com.ar\/cacho-historia-militante\/<\/a>). Advogado, jornalista, cineasta e guerrilheiro, filho de pai liban\u00eas, lutou em situa\u00e7\u00f5es de guerrilha rural e urbana. No ex\u00edlio, partindo&nbsp; em 1975&nbsp; (no Estado de Guerra Interna de Isabelita, a partir da ditadura militar de mar\u00e7o de 1976, teve experi\u00eancia de combate ao lado da resist\u00eancia palestina na primeira fase da Guerra Civil Libanesa (1975-1990). Longe de ser o \u00fanico, Cacho era um exemplo dos jovens de origem \u00e1rabe que se identificaram tanto com o peronismo como com o per\u00edodo de auge do pan-arabismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Menem era de outra gera\u00e7\u00e3o, nunca foi um \u201cmuchacho de Per\u00f3n\u201d, mas circulava muito perto dos batedores de bumbo, jovens apoiadores de heroicos sindicalistas an\u00f4nimos que resistiram ao \u201cgolpe gorila\u201d de setembro de 1955 (<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/sociedad\/2019\/09\/16\/16-de-septiembre-de-1955-una-violenta-revolucion-libertadora-desaloja-a-un-peron-hastiado-del-poder\/\">https:\/\/www.infobae.com\/sociedad\/2019\/09\/16\/16-de-septiembre-de-1955-una-violenta-revolucion-libertadora-desaloja-a-un-peron-hastiado-del-poder\/<\/a>). A integra\u00e7\u00e3o da comunidade \u00e1rabe na Argentina (que foi distinta da col\u00f4nia no Brasil) contou com um grande contingente de \u201cbrimos sunitas\u201d, e a aproxima\u00e7\u00e3o foi iniciada pelo pr\u00f3prio Juan Domingo Per\u00f3n, quando esse se prop\u00f5e a integrar a primeira gera\u00e7\u00e3o de filhos de imigrantes na pol\u00edtica Argentina. O v\u00ednculo com a terra natal estava assegurado e a lealdade acima de quase tudo j\u00e1 era o perfil daquela juventude na segunda metade da d\u00e9cada de 1940.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com a Grande S\u00edria e o Monte L\u00edbano estava mantida, sendo que o mandato imperialista franc\u00eas no Levante teve in\u00edcio em 1922. Antes da chegada dos franceses houve muita luta, quando da funda\u00e7\u00e3o do Reino \u00c1rabe atrav\u00e9s da jun\u00e7\u00e3o dos vilayets (primeiro n\u00edvel administrativo Otomano ap\u00f3s 1867) de Beirute, Aleppo, Dayr az-Zor, Damasco e o mutasarr\u0131f (governo aut\u00f4nomo de uma regi\u00e3o distrital com o Poder Executivo diretamente indicado pelo sult\u00e3o) de Jerusal\u00e9m. Infelizmente, o Estado \u00e1rabe durou porque nossos patr\u00edcios perderam a derradeira Batalha de Maysalun, em julho de 1920. A previs\u00edvel trai\u00e7\u00e3o aos hachemitas materializa a conspira\u00e7\u00e3o Sykes-Picot-Sazanov, o acordo secreto entre as pot\u00eancias aliadas que dividiu as prov\u00edncias otomanas no Levante e na Mesopot\u00e2mia, al\u00e9m de se apoderar do territ\u00f3rio hoje compreendido pela Rep\u00fablica da Turquia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre julho de 1925 e junho de 1927 houve a Grande Revolta \u00c1rabe-Drusa s\u00edria. A proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica n\u00e3o tardou, chegando em 1930, mas a tutela continuava. O recuo da prepot\u00eancia francesa se d\u00e1 em 1946, antecipando o furac\u00e3o pan-arabista que iria responder \u00e0s agress\u00f5es sionistas e o conluio com o mandato imperialista brit\u00e2nico na Palestina Ocupada. Durante o s\u00e9culo XX, boa parte dos v\u00ednculos das fam\u00edlias de imigrantes radicadas na Argentina se manteve com a terra ancestral, incluindo os Menem. Carlos Sa\u00fal se casa com Zulema Yoma ap\u00f3s os dois, argentinos filhos de s\u00edrios, terem se conhecido na cidade de Yabrud. Os v\u00ednculos s\u00e3o muitos, ambos prov\u00eam de La Rioja e t\u00eam origens de cl\u00e3s amigos na S\u00edria.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando em v\u00ednculos e lealdades, Per\u00f3n conseguiu a ades\u00e3o de l\u00edderes e associa\u00e7\u00f5es \u00e1rabes argentinas. Em 1948, de 200 deputados justicialistas, 25 eram de origem patr\u00edcia (<a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/11\/23\/argentina\/1542983379_979721.html\">https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/11\/23\/argentina\/1542983379_979721.html<\/a>). Depois de setembro de 1955 at\u00e9 a debacle da insurg\u00eancia contra a ditadura gorila e entreguista instaurada em mar\u00e7o de 1976 (encerrada em dezembro de 1983), brimos e brimas sacrificaram suas vidas peleando nas organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia, estando em maior volume na esquerda peronista, tal \u00e9 o caso da fam\u00edlia Haidar. Mirta Malena (professora, <a href=\"http:\/\/www.robertobaschetti.com\/biografia\/h\/4.html\">http:\/\/www.robertobaschetti.com\/biografia\/h\/4.html<\/a>) e Adriana Isabel (m\u00e9dica, <a href=\"http:\/\/www.robertobaschetti.com\/biografia\/h\/3.html\">http:\/\/www.robertobaschetti.com\/biografia\/h\/3.html<\/a>) foram sequestradas e assassinadas pelos militares, transformando-se em m\u00e1rtires da Organiza\u00e7\u00e3o Pol\u00edtico-Militar Montoneros. Seu irm\u00e3o Ricardo Ren\u00e9 Haidar (1944-1982, <a href=\"https:\/\/www.espaciomemoria.ar\/2019\/01\/08\/ricardo-rene-haidar\/\">https:\/\/www.espaciomemoria.ar\/2019\/01\/08\/ricardo-rene-haidar\/<\/a>) participou da contra ofensiva montonera at\u00e9 ser sequestrado e desaparecido no Brasil, em 1982, com a repress\u00e3o ainda atuando atrav\u00e9s da Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n\n\n\n<p>El Kadri, a fam\u00edlia Haidar e dezenas de combatentes que foram treinar e lutar nos acampamentos palestinos no Vale do Bekaa e no sul do L\u00edbano (<a href=\"https:\/\/www.agenciapacourondo.com.ar\/dossier\/montoneros-y-palestina-la-parte-de-la-historia-que-faltaba\">https:\/\/www.agenciapacourondo.com.ar\/dossier\/montoneros-y-palestina-la-parte-de-la-historia-que-faltaba<\/a>) formam uma epopeia do v\u00ednculo \u00e1rabe-latino-americano. Suas jornadas merecem v\u00e1rios artigos de difus\u00e3o em l\u00edngua portuguesa. Neste texto expus apenas alguns elementos para exemplificar a dupla trai\u00e7\u00e3o de Menem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O duplo traidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, o duplo traidor n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o nem na Argentina (ou no Brasil) e menos ainda nas monarquias do Golfo. No ano de 2000, o ent\u00e3o presidente Fernado de la R\u00faa (aquele que fugiu pelo telhado da Casa Rosada quando da insurrei\u00e7\u00e3o popular de dezembro de 2001) e o pr\u00f3prio Carlos Sa\u00fal receberam a Salman bin Abdulaziz Al Saud, antes do pr\u00edncipe regente tornar-se rei da Ar\u00e1bia Saudita. A Presid\u00eancia de Menem (1989-1999) doou o terreno para uma gigantesca mesquita no valorizado bairro de Palermo, o que n\u00e3o implica em problema algum. Mas, al\u00e9m disso, avan\u00e7ou na alian\u00e7a que ele pr\u00f3prio ratificara quando pateticamente a Argentina, sob seu comando, enviou duas embarca\u00e7\u00f5es de guerra para a primeira invas\u00e3o do Iraque.<\/p>\n\n\n\n<p>De Menem poder\u00edamos escrever centenas de p\u00e1ginas e ainda assim sobraria assunto para interpretar quem foi eleito com promessas de alian\u00e7a com o Mundo \u00c1rabe e logo se torna servo de Bush pai. O mesmo se deu na pol\u00edtica nacional. Fez sua campanha de 1989 com o visual do caudilho Facundo Quiroga e prometendo. \u201cSigam-me, n\u00e3o vou decepcion\u00e1-los argentinos\u201d (<a href=\"https:\/\/www.perfil.com\/noticias\/politica\/siganme-que-no-los-voy-a-defraudar-y-otras-20-frases-inolvidables-de-carlos-menem.phtml\">https:\/\/www.perfil.com\/noticias\/politica\/siganme-que-no-los-voy-a-defraudar-y-otras-20-frases-inolvidables-de-carlos-menem.phtml<\/a>). Menos de um ano ap\u00f3s assumir deu in\u00edcio a uma privatiza\u00e7\u00e3o absurda, liquidando o patrim\u00f4nio nacional, afundando mais da metade da popula\u00e7\u00e3o abaixo da linha da pobreza ao final de seu mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, o heroico povo argentino &#8211; com a valorosa contribui\u00e7\u00e3o de nossos patr\u00edcios \u2013 tem trajet\u00f3ria hist\u00f3rica e capacidades de resist\u00eancia muito acima dos traidores. Menem n\u00e3o foi o \u00fanico, vide o empres\u00e1rio Alfredo Yabr\u00e1n (outra figura sinistra que tamb\u00e9m temos de escrever, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/mundo\/ft23059806.htm\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/mundo\/ft23059806.htm<\/a>), mas perde de goleada diante do hero\u00edsmo e mart\u00edrio de filhas e filhos de \u00e1rabes que dedicaram suas vidas para a liberta\u00e7\u00e3o da Argentina. Como diz uma das can\u00e7\u00f5es montoneras, a \u201cgloriosa juventude argentina\u201d sempre far\u00e1, com os ossos de seus detratores e tiranos, escadas para chegar aos c\u00e9us das m\u00e1rtires.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no portal Monitor do Oriente M\u00e9dio (www.monitordooriente.com)<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Beaklini (Bruno Lima Rocha Beaklini) \u00e9 cientista pol\u00edtico e professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais de origem \u00e1rabe-brasileira, editor dos canais do Estrat\u00e9gia &amp; An\u00e1lise.blimarocha@gmail.com | facebook.com\/blimarocha<\/p>\n\n\n\n<p>Blog: www.estrategiaeanaliseblog.com \/ facebook.com\/estrategiaeanaliseoficial<\/p>\n\n\n\n<p>Twitter: twitter.com\/estanalise \/ YouTube: Estrat\u00e9gia e An\u00e1lise Blog<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o do texto: Argentina, S\u00edria, L\u00edbano, Palestina, Iraque, EUA, Ar\u00e1bia Saudita<\/p>\n\n\n\n<p>Link da foto: <a href=\"https:\/\/www.lanacion.com.ar\/politica\/como-nacio-el-concepto-relaciones-carnales-segun-un-exvicecanciller-nid2197071\">https:\/\/www.lanacion.com.ar\/politica\/como-nacio-el-concepto-relaciones-carnales-segun-un-exvicecanciller-nid2197071<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito: El Diario 24<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Beaklini (@estanalise) &#8211; Este artigo foi originalmente publicado no portal Monitor do Oriente M\u00e9dio (www.monitordooriente.com). 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