{"id":406,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=406"},"modified":"2023-03-13T20:51:36","modified_gmt":"2023-03-13T23:51:36","slug":"vermelhos-x-azuis-no-rio-de-janeiro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=406","title":{"rendered":"Vermelhos X Azuis no Rio de Janeiro \u2013 2"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/cv_ocupacaofederal.jpg\" title=\"\n\n<p >A ultima ocupa\u00e7\u00e3o federal resultou em pouco mais de duas dezenas de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias desaparecidas e nenhuma forma de barrar ou diminuir o controle territorial. No vazio pol\u00edtico, na aus\u00eancia de uma contesta\u00e7\u00e3o popular armada, entram em cena os para-militares \u00e0 la carioca.<\/p>\n<p> &#8211; Foto:&#8221; alt=&#8221;<\/p>\n<p >A ultima ocupa\u00e7\u00e3o federal resultou em pouco mais de duas dezenas de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias desaparecidas e nenhuma forma de barrar ou diminuir o controle territorial. No vazio pol\u00edtico, na aus\u00eancia de uma contesta\u00e7\u00e3o popular armada, entram em cena os para-militares \u00e0 la carioca.<\/p>\n<p> &#8211; Foto:&#8221; class=&#8221;image&#8221;><figcaption class=\"fig-caption\">\n<p >A ultima ocupa\u00e7\u00e3o federal resultou em pouco mais de duas dezenas de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias desaparecidas e nenhuma forma de barrar ou diminuir o controle territorial. No vazio pol\u00edtico, na aus\u00eancia de uma contesta\u00e7\u00e3o popular armada, entram em cena os para-militares \u00e0 la carioca.<\/p>\n<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p >Infelizmente, nada do que ocorre no Rio de Janeiro \u00e9 necessariamente uma novidade. Talvez o seja em escala, e tamb\u00e9m nos m\u00e9todos de emprego. Aquilo que o CV influenciara a forma\u00e7\u00e3o do PCC, agora aos poucos incorpora parte da forma de agir do Partido em rela\u00e7\u00e3o ao Comando.<\/p>\n<p >Tem mais. A presen\u00e7a de policiais no mundo da bandidagem do Rio \u00e9 t\u00e3o antiga quanto da pr\u00f3pria policia. Seja nas maltas de capoeiragem, boa parte delas manipulada por comiss\u00e1rios de pol\u00edcia imperial ou pol\u00edticos da ent\u00e3o capital, seja na pr\u00f3pria Guarda Negra, com o absurdo de uma falange anti-abolicionista e pr\u00f3-Imp\u00e9rio, arregimentada pelo Conde D\u2019Eu, ele mesmo dono de mega-corti\u00e7o.<\/p>\n<p >O argumento de fundo n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3rico, mas de l\u00f3gica sist\u00eamica do Rio. N\u00e3o h\u00e1 o menor interesse em cessar o controle ou co-controle de \u00e1reas de favela e periferia por arte de for\u00e7as mais ou menos paralela. \u00c9 mais barato para o Estado, para as duas pol\u00edcias, para os que sempre lucraram com os alt\u00edssimos n\u00edveis de viol\u00eancia, liberar parcialmente algumas \u00e1reas de controle. \u00c9 certo que existe alguma rebeldia popular, mas muito pouco canalizada para temas de ordem coletiva.<\/p>\n<p >As tais mil\u00edcias, seria melhor aplicar o termo para-militares. S\u00e3o paracos<\/i>, tal e qual na Col\u00f4mbia. Primeiro eram militares retirados, matones<\/i>, guarda-costas, jagun\u00e7os. Depois, se cria uma ind\u00fastria pr\u00f3pria, assim como as firmas de seguran\u00e7a, boa parte delas de propriedade de esposas de coron\u00e9is da PM, arregimentando seus subordinados para trabalhar na \u00e1rea.<\/p>\n<p >O mais dif\u00edcil agora \u00e9 separar o joio do trigo. Ap\u00f3s 8 anos de anti-pol\u00edtica de seguran\u00e7a, a coisa ficou feia. T\u00e3o feia que descambou ainda mais para a direita. E a popula\u00e7\u00e3o que se vire, sendo jogada como bola de v\u00f4ley no jogo de empurra das \u201cautoridades\u201d que n\u00e3o mandam e que mais ningu\u00e9m obedece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=406"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/406\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11263,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/406\/revisions\/11263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}