{"id":62,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=62"},"modified":"2023-03-13T20:43:13","modified_gmt":"2023-03-13T23:43:13","slug":"o-empoderamento-popular-por-meio-das-radios-comunitarias-uma-analise-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=62","title":{"rendered":"O empoderamento popular por meio das r\u00e1dios comunit\u00e1rias: uma an\u00e1lise cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/torres_de_antenas.jpg\" title=\"\n\n<p >Na disputa por espa\u00e7o no espectro, as contradi\u00e7\u00f5es do setor de r\u00e1dios comunit\u00e1rias s\u00e3o os maiores entraves para o desenvolvimento da luta em si.<\/p>\n<p> &#8211; Foto:&#8221; alt=&#8221;<\/p>\n<p >Na disputa por espa\u00e7o no espectro, as contradi\u00e7\u00f5es do setor de r\u00e1dios comunit\u00e1rias s\u00e3o os maiores entraves para o desenvolvimento da luta em si.<\/p>\n<p> &#8211; Foto:&#8221; class=&#8221;image&#8221;><figcaption class=\"fig-caption\">\n<p >Na disputa por espa\u00e7o no espectro, as contradi\u00e7\u00f5es do setor de r\u00e1dios comunit\u00e1rias s\u00e3o os maiores entraves para o desenvolvimento da luta em si.<\/p>\n<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>RESUMO<\/p>\n<p>A ess&ecirc;ncia deste artigo &eacute; debater o papel da m&iacute;dia comunit&aacute;ria, especificamente das iniciativas constitu&iacute;das de r&aacute;dios comunit&aacute;rias, como forma e movimento de empoderamento de povo e classe. Visa atingir tanto o debate no ambiente acad&ecirc;mico, como incidir na elabora&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e gest&atilde;o coletiva das r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Considerando que se tratam de um movimento de massa com bases desorganizadas, o esfor&ccedil;o para implementar esta postura anal&iacute;tica e incidente torna-se a capacidade poss&iacute;vel de testar a operacionalidade ou n&atilde;o dos conceitos, debates e an&aacute;lises a serem apresentadas. Dessa forma, pretende-se contribuir para efetivar din&acirc;micas de linguagem e gest&atilde;o capazes de evidenciar a qualidade de experi&ecirc;ncias inspiradoras, capazes de articular pessoas, grupos e organiza&ccedil;&otilde;es em torno da apropria&ccedil;&atilde;o social de meios e processos comunicacionais.<\/p>\n<p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p>(ou ainda: Para fortalecer a concep&ccedil;&atilde;o de movimento popular nas r&aacute;dios comunit&aacute;rias)<\/p>\n<p>O movimento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias no Brasil &eacute; um fen&ocirc;meno constitu&iacute;do no pa&iacute;s desde os anos 80 do s&eacute;culo passado, embora seus primeiros ecos remontem a d&eacute;cada de 70. Desde a primeira transmiss&atilde;o de r&aacute;dio livre que se tem not&iacute;cia, no Esp&iacute;rito Santo, na d&eacute;cada de 70, ao conceito mais recente de r&aacute;dios comunit&aacute;rias que amadurece ao longo dos anos 90, observa-se uma s&eacute;rie de fluxos e refluxos, com a continuidade de velhos atores e a chegada de novos ao cen&aacute;rio da constitui&ccedil;&atilde;o do movimento no pa&iacute;s. A retomada das atividades, com a renova&ccedil;&atilde;o das expectativas para a aprova&ccedil;&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o para o setor e, conseq&uuml;entemente, o irrestrito funcionamento das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, possibilitada devido ao ac&uacute;mulo deste movimento e ao desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es locais e posteriormente nacionais, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es de produtores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A AR LIVRE foi criada em 1994, no intuito de ampliar e unificar as lutas que as diversas r&aacute;dios comunit&aacute;rias no Estado do Rio de Janeiro vinham travando em suas experi&ecirc;ncias locais, e em 2000 passa a se chamar FARC (Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria do Estado do Rio de Janeiro). J&aacute; <st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em S&atilde;o Paulo\">em S&atilde;o Paulo<\/st1:personname>, a ARLESP (Associa&ccedil;&atilde;o de R&aacute;dios Livres do Estado de S&atilde;o Paulo) &eacute; criada em 1991, como mecanismo de defesa contra as apreens&otilde;es de equipamentos promovidas pelo extinto DENTEL.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (ABRA&Ccedil;O), por sua vez, foi fundada em 1996, durante o II Encontro Nacional de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias, devido &agrave; necessidade de uma articula&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios para priorizar lutas comuns em todo o pa&iacute;s. Essa visibilidade nacional do movimento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias passa, ent&atilde;o, a ser trabalhada a partir de um outro ponto de vista que n&atilde;o o da simples experimenta&ccedil;&atilde;o, mas o da organiza&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias: pensar formato, linguagem, programa&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o da comunidade s&atilde;o temas de um card&aacute;pio mais amplo que come&ccedil;a a ser inserido numa l&oacute;gica mais profissional do que experimental, mais organizada do que aleat&oacute;ria, mais competitiva do que agregadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, ao contr&aacute;rio de outros setores do movimento popular, a confus&atilde;o entre identidades afetou diretamente a constitui&ccedil;&atilde;o da forma organizada destes ativistas. Existem distintas motiva&ccedil;&otilde;es e projetos nas r&aacute;dios comunit&aacute;rias que levam a n&atilde;o menos diferentes iniciativas e articula&ccedil;&otilde;es. A heterogeneidade &eacute; positiva, mas a falta de objetivo estrat&eacute;gico gera a profus&atilde;o de posi&ccedil;&otilde;es mescladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre a estimativa atual do governo, atrav&eacute;s dos dados do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, e a dos pr&oacute;prios ativistas de r&aacute;dios em todo o Brasil, devem existir mais de 15 mil r&aacute;dios, embora n&atilde;o seja um n&uacute;mero capaz de se precisar. Neste montante, inclu&iacute;mos emissoras com outorga, com pedido de outorga, &agrave;quelas lacradas e apreendidas e tamb&eacute;m as r&aacute;dios funcionando sem nenhuma garantia legal. Na m&eacute;dia, uma emissora comunit&aacute;ria movimenta de <st1:metricconverter w:st=\"on\" productid=\"20 a\">20 a<\/st1:metricconverter> 50 pessoas em seu funcionamento, envolvendo t&eacute;cnicos, diretores e produtores. O problema termina sendo conceitual, pois no que tange ao projeto e &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o, as r&aacute;dios efetivamente comunit&aacute;rias se reduzem a uma minoria dentro do contexto geral. Boa parte das &eacute; composta por radioamantes &ndash; envolvidos por aspectos relacionados ao pr&oacute;prio meio &ndash; e n&atilde;o por militantes relacionados a outros diversos movimentos e ao pr&oacute;prio de r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Boa parte dos animadores de r&aacute;dios tem compromissos e participa&ccedil;&atilde;o social em v&aacute;rios n&iacute;veis, que n&atilde;o necessariamente evidenciam uma participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no sentido do antagonismo de classe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda assim, na estimativa mais modesta, o conjunto das r&aacute;dios comunit&aacute;rias movimenta a mais de 300.000 ativistas-comunicadores diretos. Est&atilde;o na ponta da luta pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o brasileira. Muitas vezes nem sabem onde se posicionam, e ganham maior consci&ecirc;ncia quando ocorre repress&atilde;o da Anatel\/Pol&iacute;cia Federal. Tipificando as emissoras de uma forma mais geral, temos:<\/p>\n<p>&#8211; R&aacute;dios Comunit&aacute;rias, mesmo n&atilde;o funcionando conforme o projeto tem a inten&ccedil;&atilde;o de funcionamento democr&aacute;tico.<\/p>\n<p>&#8211; R&aacute;dios Livres, emissoras que n&atilde;o est&atilde;o em busca do amparo legal nem de recompor o tecido social. Ainda assim, t&ecirc;m importante papel ao confrontar o coronelismo eletr&ocirc;nico.<\/p>\n<p>&#8211; &ldquo;Picaret&aacute;rias&rdquo;, &eacute; a g&iacute;ria empregada pela milit&acirc;ncia das r&aacute;dios comunit&aacute;rias para quando uma emissora de inten&ccedil;&atilde;o comercial entra na brecha da lei, briga pela outorga, mas de fato funciona com todas as pr&aacute;ticas das comerciais.<\/p>\n<p>&#8211; &ldquo;Neopentecostais&rdquo;, s&atilde;o emissoras de pequenas igrejas neopentecostais, ou congrega&ccedil;&otilde;es de menor poder aquisitivo, ou mesmo grandes corpora&ccedil;&otilde;es religiosas sem um grande ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o. Assim como as &ldquo;picaret&aacute;rias&rdquo;, s&atilde;o um corpo estranho a partir dos par&acirc;metros legais (conseguir a lei de regulamenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tenho) frutos de uma negocia&ccedil;&atilde;o entre o Minicom e o movimento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme est&aacute; no senso comum, as pr&aacute;ticas de r&aacute;dios comerciais incorporadas pelas &ldquo;comunit&aacute;rias&rdquo; s&atilde;o: venda de espa&ccedil;o da emissora na programa&ccedil;&atilde;o (diferente da pr&aacute;tica de apoio cultural ou patroc&iacute;nio prevista na lei); v&iacute;nculo de emissora tipo &ldquo;chapa branca&rdquo;, com rela&ccedil;&otilde;es de clientela com os poderes pol&iacute;ticos locais; apoio cultural na forma de jab&aacute;, mandando um sem n&uacute;mero de &ldquo;abra&ccedil;os&rdquo; e &ldquo;parabeniza&ccedil;&otilde;es&rdquo; para comerciantes da zona, sendo que muitas vezes, este jab&aacute; nem entra no caixa da r&aacute;dio; promo&ccedil;&atilde;o pessoal; intermediando pr&aacute;ticas de assistencialismo radial, &eacute; comum vermos comunicadores de emissoras com outorga de comunit&aacute;ria lan&ccedil;ando-se para vereador ou pleiteando alguma de apoio para eventos de ordem pessoal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infelizmente, o bairro e a periferia s&atilde;o coalhados de operadores pol&iacute;tico-religiosos. Em geral, os esfor&ccedil;os vindos do tecido social organizado s&atilde;o canalizados por estes intermedi&aacute;rios para fins de pol&iacute;tica mesquinha. Isto acontece com times de futebol de v&aacute;rzea, clubes de m&atilde;e e creches comunit&aacute;rias, associa&ccedil;&otilde;es de moradores, pequenas institui&ccedil;&otilde;es sociais locais e, catapultando tudo isso, r&aacute;dios com outorga ou tentativa de conseguir a permiss&atilde;o de comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>1) Luta Popular X Sociedade Civil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O movimento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias no Brasil tem na concep&ccedil;&atilde;o seu problema de fundo. Por ser uma quest&atilde;o transversal, em tese, a atua&ccedil;&atilde;o pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o caberia a todos os movimentos sociais e institui&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, visto que &eacute; componente central para a viabiliza&ccedil;&atilde;o de suas lutas. Sabemos, no entanto, que n&atilde;o existe conceito pronto e acabado, e a id&eacute;ia de movimento popular est&aacute; propositadamente entreverada com movimento social, sociedade civil, e o meio desta, o chamado terceiro setor. Um movimento popular constitu&iacute;do como movimento de antagonismo (ou seja, de reivindica&ccedil;&atilde;o e combate e n&atilde;o complementar ao sistema), com participa&ccedil;&atilde;o m&aacute;ssica, filia&ccedil;&atilde;o aberta e entidades de base pode ser bem aplicado como meta para a ABRA&Ccedil;O, que se constitui como entidade majorit&aacute;ria das r&aacute;dios comunit&aacute;rias no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existe uma necessidade bastante crescente de posicionamento a partir de uma forma direta, com base na constitui&ccedil;&atilde;o de uma base militante a partir dos comunicadores das r&aacute;dios. A capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria &eacute; uma necessidade na disputa por recursos e visibilidade, na qual se torna necess&aacute;rio levar gente para as ruas, com caras pr&oacute;prias, bandeiras, simbologias, disposi&ccedil;&atilde;o de luta e confronto a partir das demandas espec&iacute;ficas em torno de cada experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o coletiva implica em negocia&ccedil;&atilde;o coletiva. A luta popular na forma org&acirc;nica de um movimento de massas (ainda que desorganizado), necessariamente tem de ser materializado em uma forma direta de negociar e avan&ccedil;ar em conquistas e direitos. A intermedia&ccedil;&atilde;o avulsa de pol&iacute;ticos profissionais e arrivistas &eacute; um problema permanente. Estes operadores individuais, t&ecirc;m mais visibilidade e gravita&ccedil;&atilde;o do que um sem n&uacute;mero de emissoras que muitas vezes nem se reconhecem como pares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um ciclo poss&iacute;vel de ser aplicado, para o n&iacute;vel p&uacute;blico e massivo da luta seria o desenvolvimento de Frentes de Massas em Educa&ccedil;&atilde;o para a M&iacute;dia (na forma de semin&aacute;rios regionais e coletivos militantes por microrregi&atilde;o), a constru&ccedil;&atilde;o de fatos pol&iacute;ticos (com ou sem conquista direta), al&eacute;m da negocia&ccedil;&atilde;o e conquista direta por meio de ativistas envolvidos em suas organiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro ciclo poss&iacute;vel de ser aplicado, no campo da transmiss&atilde;o de r&aacute;dio comunit&aacute;ria como forma de desobedi&ecirc;ncia civil, &eacute; a articula&ccedil;&atilde;o em torno de Emissoras comunit&aacute;rias &ndash; Redes Estaduais a partir da Web, promovendo Redes Nacionais &ndash; Transmiss&atilde;o em rede e com alguma programa&ccedil;&atilde;o comum &ndash; Unifica&ccedil;&atilde;o pontual em momentos de como&ccedil;&atilde;o (lutas diretas) e eventos de import&acirc;ncia, fazendo a ponte com iniciativas de outros movimentos sociais\/populares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se cabe &agrave;s r&aacute;dios livres experimentar linguagens de modo mais aut&ecirc;ntico, mesmo que desvinculado das comunidades, de seu p&uacute;blico-alvo, de outro modo, cabe &agrave;s comunit&aacute;rias desenvolver pesquisas para levantar informa&ccedil;&otilde;es, inclusive, junto a sua audi&ecirc;ncia, para seu melhor aproveitamento e atuar no sentido de viabilizar uma legisla&ccedil;&atilde;o que permita a condu&ccedil;&atilde;o de suas atividades, seja por interm&eacute;dio de a&ccedil;&otilde;es parlamentares, seja por interm&eacute;dio da desobedi&ecirc;ncia civil, mas sem desvincular-se da perspectiva de um amparo jur&iacute;dico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentro do campo das entidades e institui&ccedil;&otilde;es pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o, h&aacute; o problema de uma s&eacute;rie de indiv&iacute;duos e pessoas jur&iacute;dicas auto-representadas, com pouca ou nenhuma preocupa&ccedil;&atilde;o de organizar a base dos comunicadores populares e menos ainda se submeter &agrave;s decis&otilde;es coletivas. Entre ONGs criadas em torno de individualidades (apelidadas de Indiv&iacute;duos N&atilde;o-Governamentais), lobistas e traficantes de influ&ecirc;ncia, as bases populares ficam sem interlocu&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma situa&ccedil;&atilde;o distinta &eacute; a abertura de pessoas jur&iacute;dicas como forma de canaliza&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos para o controle direto do movimento popular. Tal &eacute; o caso do MST (que n&atilde;o existe como pessoa jur&iacute;dica), as Associa&ccedil;&otilde;es de Coopera&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria (tipo ONG) e as cooperativas de produ&ccedil;&atilde;o do Movimento (ex: Coceargs e Concrab). Em uma medida mais modesta, no MNCR do Rio Grande do Sul, a Central de Comercializa&ccedil;&atilde;o tem como pessoa jur&iacute;dica subordinada &agrave;s decis&otilde;es da Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual eleita a ATRACAR (CNPJ dos catadores organizados).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considerando que cada emissora j&aacute; &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o civil sem fins lucrativos, que cada estadual da Abra&ccedil;o &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o de mesmo tipo, tal e como a Abra&ccedil;o Nacional, portanto, o movimento em si j&aacute; gerou as pessoas jur&iacute;dicas necess&aacute;rias para o lado institucional da luta. Assim, precisamos trabalhar o tal terceiro setor como um elemento t&aacute;tico, subordinado aos interesses de nossa luta como povo e classe. Infelizmente, boa parte das institui&ccedil;&otilde;es e redes informais que existem no pa&iacute;s, disputa protagonismo e recursos com a pr&oacute;pria milit&acirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Considerando que n&atilde;o se pode esperar de outro o posicionamento fruto da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, a disputa pela concep&ccedil;&atilde;o de luta popular x sociedade civil &eacute; a contradi&ccedil;&atilde;o a ser superada na atual etapa da luta pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o. A alian&ccedil;a vis&iacute;vel &eacute; com os outros setores de movimento popular, compreendendo que &eacute; necess&aacute;rio ir al&eacute;m das concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas utilitaristas tidas como necess&aacute;rias por boa parte dos dirigentes e militantes especializados dos movimentos, sindicatos e entidades classistas com as quais as r&aacute;dios comunit&aacute;rias se relacionam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por mais que n&atilde;o exista o consenso com a id&eacute;ia de que r&aacute;dio comunit&aacute;ria &eacute; parte essencial da luta popular no Brasil, o lado de l&aacute; assim o sabe e combate. Ap&oacute;s o retorno da democracia indireta plena no pa&iacute;s, e especificamente p&oacute;s-Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, alguns movimentos e setores de classe foram mais intensamente reprimidos. Dentre eles, o de r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Na m&eacute;dia, temos 3 r&aacute;dios apreendidas por dia nos &uacute;ltimos quatro anos. A repress&atilde;o, processos, notifica&ccedil;&otilde;es, a liga com o mundo jur&iacute;dico acontece na forma de conflito e contencioso. Ou seja, o que &eacute; uma fonte de problemas pode gerar a origem do ac&uacute;mulo pol&iacute;tico necess&aacute;rio para mudar o tom do discurso e o tipo de pr&aacute;tica. Poucos setores da luta popular brasileira tem tantas ocorr&ecirc;ncias de confronto e desobedi&ecirc;ncia &agrave;s autoridades. Por mais que entenda-se estar exercendo um direito social, o fato concreto &eacute; que o confronto com o Estado e a patronal do setor &eacute; cotidiano e regular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A constitui&ccedil;&atilde;o de um movimento com este material humano implica numa radicaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas a altura da radicaliza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica urgente no pa&iacute;s, necessitando de uma estrutura de base fortalecida e federalizada. A seq&uuml;&ecirc;ncia deste artigo busca abordar um tipo-ideal de r&aacute;dio comunit&aacute;ria com perfil popular e militante.<\/p>\n<p>2) Linhas gerais para uma pol&iacute;tica de r&aacute;dio comunit&aacute;ria com bases populares<\/p>\n<p>2.1 &#8211; Pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para uma emissora comunit&aacute;ria funcionar &eacute; preciso que tenha uma diretriz coletiva, linhas gerais do lugar de partida, como alcan&ccedil;&aacute;-lo, onde se quer chegar e com quem fazer esta caminhada. O conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es deve ser estabelecido pelo coletivo fundador da r&aacute;dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo pode e deve ser discutido, mas uma vez estabelecidas linhas b&aacute;sicas, a raiz da orienta&ccedil;&atilde;o e os princ&iacute;pios de funcionamento orientam a miss&atilde;o da r&aacute;dio e n&atilde;o podem nem devem ser mudados. Um exemplo gritante &eacute; a presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos profissionais na grade de programa&ccedil;&atilde;o da emissora, que joga todo o esfor&ccedil;o coletivo no descr&eacute;dito e abre margem para outros cabos eleitorais a reivindicar um espa&ccedil;o pr&oacute;prio. Se na funda&ccedil;&atilde;o da emissora estas pr&aacute;ticas j&aacute; s&atilde;o vetadas de in&iacute;cio, com a firmeza da milit&acirc;ncia &eacute; poss&iacute;vel evitar a contamina&ccedil;&atilde;o. Outros exemplos nocivos podem ser o v&iacute;nculo com uma igreja ou religi&atilde;o em detrimento de outras, o jab&aacute; com bandas, m&uacute;sicos e comerciantes com v&iacute;nculos diretos, a &ldquo;amizade&rdquo; com comunicadores de conduta duvidosa que trazem os v&iacute;cios do &ldquo;mercad&atilde;o&rdquo; para a r&aacute;dio comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; interessante ocupar espa&ccedil;os em r&aacute;dios comunit&aacute;rias, ou r&aacute;dios com estrutura maior (como as emissoras com licen&ccedil;a de educativa) e buscando outorga de comunit&aacute;ria, para depois serem legalizadas sem perder a perspectiva de criar r&aacute;dios comunit&aacute;rias voltadas e vinculadas aos interesses do povo. Para isso &eacute; necess&aacute;rio definir pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o capazes de buscar, dentre outras coisas, n&atilde;o reproduzir a estrutura de funcionamento de uma emissora comercial, em especial na incorpora&ccedil;&atilde;o de linguagens de &ldquo;mercad&atilde;o&rdquo;, criando e incentivando a capacidade criativa e na busca de linguagens populares; tra&ccedil;ar alian&ccedil;as com entidades de base e do movimento popular, gerando e refor&ccedil;ando um cord&atilde;o solid&aacute;rio em torno de cada emissora efetivamente comunit&aacute;ria; usar do espa&ccedil;o e das ondas da r&aacute;dio como uma ferramenta de luta popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A descriminaliza&ccedil;&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias precisa ser defendida, pois n&atilde;o h&aacute; outro interesse em legalizar as r&aacute;dios que n&atilde;o seja o da defesa da integridade das r&aacute;dios, embora a base legal implique na possibilidade de multar e censurar, a despeito do reconhecimento da utilidade p&uacute;blica da emissora comunit&aacute;ria. Na aus&ecirc;ncia dos pr&eacute;-requisitos legais, o exerc&iacute;cio do direito de liberdade de express&atilde;o e de antena j&aacute; basta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o advento das r&aacute;dios comunit&aacute;rias, a necessidade de um outro perfil de Estado come&ccedil;a a aparecer. Em outras palavras: um Estado que regule, evitando abusos, mas n&atilde;o inviabilize as atividades que se pretendam efetivamente comunit&aacute;rias. Algo que ainda tem muito ch&atilde;o para ser constru&iacute;do, mas pode ser reconhecido durante uma briga de traficantes rivais entre Rocinha e Vidigal, quando o comandante do 1&deg; Batalh&atilde;o do Leblon se utilizava constantemente dos microfones da R&aacute;dio Comunit&aacute;ria da Rocinha para dirigir mensagens aos moradores daquela comunidade, no sentido de tranq&uuml;ilizar ou informar a&ccedil;&otilde;es importantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem a Anatel nem o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es representam as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, que, como garantia do exerc&iacute;cio de nossos direitos, contam, de um lado com os recursos jur&iacute;dicos e do outro a pr&aacute;tica da auto-defesa popular. Indo al&eacute;m, que o reconhecimento e a descriminaliza&ccedil;&atilde;o venham juntas da amplia&ccedil;&atilde;o da potencia dos transmissores, j&aacute; que os 25 Watts homologados representam pouca pot&ecirc;ncia se comparados ao potencial das r&aacute;dios, capazes de contemplar 100 Watts para cima, adentrando em experi&ecirc;ncias de emissoras com voca&ccedil;&atilde;o rural transmitindo em AM, praticando a interface com a internet, transmitindo on-line simultaneamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, todas as orienta&ccedil;&otilde;es e vontades pol&iacute;ticas de uma emissora e tamb&eacute;m do conjunto das r&aacute;dios comunit&aacute;rias vinculadas a articula&ccedil;&otilde;es mais amplas, em car&aacute;ter nacional, como a da ABRA&Ccedil;O, por exemplo, devem concordar com o C&oacute;digo de &Eacute;tica da entidade, al&eacute;m de especificamente terem suas pr&oacute;prias Cartas de Princ&iacute;pios. Tal Carta, reavivada na participa&ccedil;&atilde;o e na firmeza da coordena&ccedil;&atilde;o e das comiss&otilde;es, &eacute; o que garante a exist&ecirc;ncia de r&aacute;dios comunit&aacute;rias e do povo.<\/p>\n<p>2.2 &#8211; Estrutura de funcionamento<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma r&aacute;dio comunit&aacute;ria deve ter uma estrutura de funcionamento democr&aacute;tica, que permita a participa&ccedil;&atilde;o dos comunicadores, conselheiros e apoiadores nas decis&otilde;es e na pol&iacute;tica da emissora, bem como das pessoas da comunidade de forma individual e mesmo desorganizada. Para isto &eacute; necess&aacute;rio montar uma estrutura de tomada de decis&otilde;es e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, que pode ser contemplada com a cria&ccedil;&atilde;o de 3 inst&acirc;ncias distintas por emissora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maior e mais importante &eacute; a Plen&aacute;ria Geral da r&aacute;dio. Nesta inst&acirc;ncia todos se encontram e tra&ccedil;am a pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o a ser implementada. Dela participam as equipes produtoras dos programas, e todos os que militam de forma direta e indireta na r&aacute;dio, como os membros do Conselho Gestor. &Eacute; um espa&ccedil;o de democracia direta, onde tudo pode e deve ser discutido, desde que esteja de acordo com a Carta de Princ&iacute;pios da R&aacute;dio. A plen&aacute;ria deve ter a participa&ccedil;&atilde;o dos integrantes da r&aacute;dio e da comunidade. Nela definimos o que deve ou n&atilde;o ser vinculado na emissora, as formas de financiamento a serem buscadas, que tipo de valores transmitir, a avalia&ccedil;&atilde;o constante do trabalho da emissora, a divulga&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o da r&aacute;dio, respostas aos ataques da repress&atilde;o, enfim, como fazer frente ao monop&oacute;lio da comunica&ccedil;&atilde;o a partir de atua&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e em articula&ccedil;&atilde;o com outras experi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre plen&aacute;ria e plen&aacute;ria, a divis&atilde;o do trabalho se d&aacute; em comiss&otilde;es de propaganda, finan&ccedil;as, patrim&ocirc;nio, coordena&ccedil;&atilde;o geral, cultura, t&eacute;cnica, autodefesa e quantas forem necess&aacute;rias. Cada comiss&atilde;o tem autonomia limitada, dentro dos marcos de seu tipo de trabalho, cabendo &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o geral, eleita na plen&aacute;ria, responder pela emissora no dia-a-dia. Cada programa deve ter sua reuni&atilde;o de pauta, nela os comunicadores organizar&atilde;o os assuntos a serem tratados, as m&uacute;sicas que ser&atilde;o tocadas, as entrevistas que ir&atilde;o ao ar, etc. Todos devem ter, socializar ou buscar o m&iacute;nimo de conhecimento sobre todas as atividades que envolvem a pr&aacute;tica da r&aacute;dio, t&eacute;cnica, locu&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o, difus&atilde;o, divulga&ccedil;&atilde;o da emissora e pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De forma consultiva para os pormenores e resolutivas para as metas estrat&eacute;gicas, o conjunto das entidades de base, setores do movimento popular e todos os coletivos que tem funcionamento independente e ap&oacute;iam e\/ou participam da r&aacute;dio devem ter um espa&ccedil;o de debates. A isto chamamos de Conselho da R&aacute;dio, um Conselho a ser chamado com alguma periodicidade, para refor&ccedil;ar as alian&ccedil;as de base, tra&ccedil;ar o cord&atilde;o solid&aacute;rio em torno da emissora, e fazer o v&iacute;nculo da r&aacute;dio com as lutas da classe na regi&atilde;o onde esta atua. A autonomia de decis&atilde;o &eacute; daqueles que participam diretamente da emissora, atrav&eacute;s das equipes dos programas, das comiss&otilde;es de trabalho e da coordena&ccedil;&atilde;o geral. Estes militantes t&ecirc;m voz e voto na Plen&aacute;ria Geral e voz na coordena&ccedil;&atilde;o. No Conselho Consultivo, atrav&eacute;s de delega&ccedil;&atilde;o, todas as entidades participam e acontece um debate amplo e democr&aacute;tico. A situa&ccedil;&atilde;o ideal de enlace com o entorno da emissora, &eacute; que cada entidade representada no Conselho Gestor tenha um programa regular (no m&iacute;nimo semanal) na grade da emissora.<\/p>\n<p>2.3 &#8211; A divulga&ccedil;&atilde;o da emissora<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pol&iacute;tica de divulga&ccedil;&atilde;o de uma r&aacute;dio comunit&aacute;ria tem nas entrevistas de rua, de casa em casa, com os vizinhos, a sua mais forte base e o diferencial de uma r&aacute;dio convencional. Dar a voz &agrave; comunidade e fazer com que o povo escute a si mesmo como protagonista de seus pr&oacute;prios espa&ccedil;os. Pais escutar&atilde;o filhos, irm&atilde;os escutar&atilde;o irm&atilde;os, amigos escutar&atilde;o amigos. E o pr&oacute;prio ato de sair na rua, garimpando ouvintes e abrindo o microfone j&aacute; &eacute; a melhor propaganda da emissora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As formas convencionais de fazer cartazes, panfletos, adesivos, faixas, etc n&atilde;o devem ser esquecidas. Atividades culturais e de lazer, como festas ou festivais de m&uacute;sica com representantes e artistas locais s&atilde;o uma boa forma de divulga&ccedil;&atilde;o. Cabe levar em conta a divulga&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, uma vez que mesmo nos bairros pobres o acesso a Internet j&aacute; &eacute; bastante amplo, com uma consider&aacute;vel distribui&ccedil;&atilde;o de lan-houses e cyber caf&eacute;s.<\/p>\n<p>2.4 &#8211; Finan&ccedil;as<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atividade publicit&aacute;ria nas r&aacute;dios comunit&aacute;rias n&atilde;o pode fazer com que estas se tornem ref&eacute;ns dos patrocinadores, como acontece com as emissoras convencionais, obrigadas a vincular o que &eacute; do interesse de quem lhes financia, nem mesmo depender da ajuda de pol&iacute;ticos, partidos, governos ou igrejas, sob pena de perder sua autonomia como ve&iacute;culo comprometido com as demandas, os anseios, reivindica&ccedil;&otilde;es e necessidades da classe e do entorno da emissora. A r&aacute;dio comunit&aacute;ria n&atilde;o tem o papel de tentar vender produtos &agrave;s pessoas, n&atilde;o estando comprometidos com o mercado, nem com lucros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todos os comunicadores trabalham de forma volunt&aacute;ria, acreditando na necessidade de seu povo ter um ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o e da contribui&ccedil;&atilde;o da comunidade atrav&eacute;s do sustento &agrave;s iniciativas por meio de atividades culturais com o sentido de arrecadar apoio financeiro e pela venda de materiais de propaganda, aceitando, a partir da rela&ccedil;&atilde;o de vizinhan&ccedil;a, um modo poss&iacute;vel e mesmo solid&aacute;rio de apoio cultural, estes dos micro e pequenos comerciantes da comunidade e do bairro. &Eacute; necess&aacute;rio ter toda a aten&ccedil;&atilde;o com informais e cooperativas e n&atilde;o &eacute; prefer&iacute;vel ir em busca de grandes redes que t&ecirc;m filiais na periferia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em nenhuma situa&ccedil;&atilde;o as r&aacute;dios comunit&aacute;rias podem vender hor&aacute;rios de programa&ccedil;&atilde;o e\/ou comprometer sua programa&ccedil;&atilde;o em troca de dinheiro, apoio cultural, jab&aacute; e nem qualquer outro benef&iacute;cio, muito menos buscando apoio para privil&eacute;gios de forma direta ou indireta, devendo entrar os apoios para o conjunto da r&aacute;dio, n&atilde;o para um programa espec&iacute;fico ou a um comunicador em separado, e devem ser administrados pelo caixa coletivo, eleito em Plen&aacute;ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este ponto &eacute; essencial para a transpar&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es internas da emissora. Antes de gerar mais desconfian&ccedil;a e problemas num ambiente onde s&atilde;o afetados diretamente vaidades e personalismos, &eacute; necess&aacute;rio apontar a luta comum como sa&iacute;da estrutural. Ou seja, levantar a bandeira do financiamento p&uacute;blico, aplicando os recursos de 10% a 20% dos montantes gastos em propaganda oficial para financiar o monop&oacute;lio. Esta verba, regulada por Conselhos Municipais de Comunica&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria, sem a presen&ccedil;a da patronal da m&iacute;dia nem dos empres&aacute;rios de telecomunica&ccedil;&otilde;es, &eacute; parte da bandeira hist&oacute;rica a ser levantada para a durabilidade de nossas entidades de base, ou seja, as emissoras.<\/p>\n<p>2.5 &#8211; Autodefesa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As emissoras de r&aacute;dio comunit&aacute;ria s&atilde;o pass&iacute;veis de repress&atilde;o, lacre e multa a qualquer momento. O fato de possuir ou n&atilde;o licen&ccedil;a definitiva termina por ser irrelevante, a n&atilde;o ser nos casos de licen&ccedil;a de emissora educativa. Isto porque, esta al&eacute;m de possuir fortes entraves burocr&aacute;ticos &agrave; sua aquisi&ccedil;&atilde;o, coloca a emissora dentro de uma camisa de for&ccedil;a, sobre v&aacute;rios aspectos, desde a dist&acirc;ncia a ser percorrida pelo sinal de r&aacute;dio, at&eacute; o funcionamento interno da r&aacute;dio. Por isso cabe uma forte pol&iacute;tica de autodefesa, baseada em diversos procedimentos, contando com o apoio de vizinhos, apoio jur&iacute;dico de plant&atilde;o, etc. Podem ser pensadas v&aacute;rias t&eacute;cnicas sendo que o mais importante &eacute; a decis&atilde;o pol&iacute;tica de continuar transmitindo e de jamais entregar os equipamentos.<\/p>\n<p>2.6 &#8211; Capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que as pessoas que empreendem iniciativas de r&aacute;dios comunit&aacute;rias fiquem ref&eacute;ns de t&eacute;cnicos que, a todo momento, cobram para consertar equipamentos avariados. Tamb&eacute;m &eacute; preciso ser capaz de construir e\/ou adquirir novos transmissores e antenas se os anteriores forem levados pela repress&atilde;o. A parte t&eacute;cnica da eletr&ocirc;nica e da Web, deve ser um investimento constante de cada emissora e das pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es. Uma possibilidade &eacute; gerar ajuda de custo para t&eacute;cnicos em escala de plant&atilde;o; outra &eacute; estocar equipamentos de uso comum sob a responsabilidade das organiza&ccedil;&otilde;es regionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cursos e oficinas de locu&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e t&eacute;cnica de som, devem estar sempre sendo desenvolvidas em uma r&aacute;dio comunit&aacute;ria, para isso deve-se buscar todo o apoio necess&aacute;rio, estudantes, profissionais, outras r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Lado a lado com a capacita&ccedil;&atilde;o deve estar a educa&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia e as inova&ccedil;&otilde;es de linguagens. Falar com voz impostada, reproduzir g&iacute;rias e costumes de emissoras comerciais &eacute; a materializa&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do opressor dentro da mente dos comunicadores populares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na busca de um padr&atilde;o, este pode ser o de qualidade de transmiss&atilde;o e freq&uuml;&ecirc;ncia na grade. Mas, a unidade t&eacute;cnica &eacute; de outra ordem, partindo da forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, passando pela compreens&atilde;o da luta pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o e no resgate, reinven&ccedil;&atilde;o e autodescobrimento de nossa pr&oacute;pria hist&oacute;ria olvidada.<\/p>\n<p>3) Conclus&atilde;o (ou ainda: Para construir r&aacute;dios comunit&aacute;rias pelo empoderamento popular)<\/p>\n<p>Neste texto foram abordados temas iniciais diretamente relacionados com a luta pela democracia na comunica&ccedil;&atilde;o e especificamente com a entidade com perfil popular e com tend&ecirc;ncias a ser de massas, a ABRA&Ccedil;O. Busca-se construir outro passo nesta caminhada, dando seq&uuml;&ecirc;ncia ao esfor&ccedil;o e dedica&ccedil;&atilde;o de militantes inestim&aacute;veis nestes &uacute;ltimos 10 anos, contemplando-o como tarefa de todos os lutadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estas palavras n&atilde;o t&ecirc;m a pretens&atilde;o de serem exclusivas e menos ainda negar aquilo que os militantes do movimento em geral e das r&aacute;dios comunit&aacute;rias em especifico j&aacute; vem produzindo, visto que, em tais iniciativas, conta-se com a virtude de estar inserido exercendo pr&aacute;ticas populares. Cabe definir os campos e a formaliza&ccedil;&atilde;o de uma teoria de luta popular pela comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Canalizando o ac&uacute;mulo do que se irradia e se recebe pelas ondas do r&aacute;dio, &eacute; poss&iacute;vel fortalecer a identidade da classe e do povo para quem pertence nossa luta e as emissoras constitu&iacute;das.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda existem v&aacute;rios temas importantes para abordar atrav&eacute;s de uma pr&aacute;tica te&oacute;rica militante e comprometida, como:<\/p>\n<p>&#8211; Simbologia &ndash; reivindicar Landell de Moura e os m&aacute;rtires das emissoras comunit&aacute;rias, a exemplo do que fazem o MST com seus ativistas, pela afirma&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos populares nas ruas, ocupa&ccedil;&otilde;es da Anatel e noutras medidas de luta. Apresent&aacute;-los na forma de pancartas, o logo nas bandeiras, bon&eacute;s e camisetas com o pioneiro do r&aacute;dio no Brasil e no mundo;<\/p>\n<p>&#8211; Espa&ccedil;o P&uacute;blico e Popular &ndash; cabe contribuir para um espa&ccedil;o p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o e delibera&ccedil;&atilde;o, fortalecendo o poder local da classe;<\/p>\n<p>&#8211; Luta territorial &ndash; a identidade da periferia, do campo, dos trabalhadores e dos exclu&iacute;dos;<\/p>\n<p>&#8211; Economia popular &ndash; autogest&atilde;o, cooperativas e formas de resistir e subsist&ecirc;ncia coletiva (galp&otilde;es, assentamentos, etc.);<\/p>\n<p>&#8211; A Desobedi&ecirc;ncia Civil como forma de resist&ecirc;ncia popular;<\/p>\n<p>&#8211; Defesa de ind&uacute;stria &ldquo;atrasada&rdquo; &ndash; a capacidade de reposi&ccedil;&atilde;o e reinven&ccedil;&atilde;o de tecnologias anal&oacute;gicas deve estar lado a lado com a inova&ccedil;&atilde;o, converg&ecirc;ncia e digitaliza&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; Comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica X Utilitarismo de servi&ccedil;os &ndash; &eacute; impens&aacute;vel um movimento com democracia interna e comunica&ccedil;&atilde;o verticalizada. Os processos comunicacionais s&atilde;o o espelho da capacidade de formula&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o coletivas e democr&aacute;ticas. O utilitarismo s&oacute; faz reproduzir as pr&aacute;ticas autorit&aacute;rias e de rela&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia com dire&ccedil;&otilde;es isoladas;<\/p>\n<p>&#8211; Luta espec&iacute;fica e instrumento de luta de classes &ndash; com uma base real de 300.000 comunicadores populares, realizar uma rela&ccedil;&atilde;o transversal com demais setores de movimento;<\/p>\n<p>&#8211; Aprendizado cont&iacute;nuo com as lutas latino-americanas (ex; Col&ocirc;mbia, Bol&iacute;via) &ndash; nosso Continente tem uma larga, presente e her&oacute;ica hist&oacute;ria de comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria;<\/p>\n<p>&#8211; Comunica&ccedil;&atilde;o combinada &ndash; reconstruir a teia do tecido social atrav&eacute;s de comunica&ccedil;&atilde;o popular combinada e multim&iacute;dia. Desde uma rede de Dazibaos na forma de jornais mural em Postos de Sa&uacute;de e Escolas P&uacute;blicas, at&eacute; uma lista de mensagens por celular;<\/p>\n<p>&#8211; Frente de setores de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; pela aplica&ccedil;&atilde;o de praticas e alian&ccedil;as de democracia e classismo no interior do movimento de comunica&ccedil;&atilde;o popular. A pr&oacute;pria Frente pela R&aacute;dio e TV Digital, criada em abril de 2006, tem seus m&eacute;ritos de unidade, mas peca em coordena&ccedil;&atilde;o e identidade. A diversidade louv&aacute;vel &eacute; aquela constitu&iacute;da no interior da maioria, do povo e da classe em suas mais diversas manifesta&ccedil;&otilde;es e interesses;<\/p>\n<p>&#8211; A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; o reflexo da estrutura pol&iacute;tica &ndash; cabe compreender que os processos comunicacionais s&atilde;o espelhos vivos da vida interna de uma entidade e movimento popular, levantando a bandeira da democracia na comunica&ccedil;&atilde;o e aplicando-se na ponta da lan&ccedil;a da luta pela radicaliza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para entender o papel do Estado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, precisa-se entender historicamente seu posicionamento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica de concess&otilde;es, percebendo-se o trajeto at&eacute; ent&atilde;o desenvolvido uma mudan&ccedil;a de perfil em favor das a&ccedil;&otilde;es de mercado. Ressaltar a import&acirc;ncia de uma pol&iacute;tica de radiodifus&atilde;o pautada na diversidade e na pluralidade, bem como no envolvimento e no empoderamento popular, significa reconstituir o papel do Estado em rela&ccedil;&atilde;o a esse beneficiamento, que afeta n&atilde;o s&oacute; a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria como tamb&eacute;m a comercial, implicando no entendimento do funcionamento pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico do setor como um todo.<\/p>\n<p>Uma ampla composi&ccedil;&atilde;o de movimentos populares, tecendo redes cada vez mais amplas, horizontalizadas, descentralizadas, com base na participa&ccedil;&atilde;o plural e diversificada n&atilde;o pode abrir m&atilde;o de um projeto dessa dimens&atilde;o. As associa&ccedil;&otilde;es que se constitu&iacute;ram a partir desse irrevers&iacute;vel fluxo de novas iniciativas precisam atuar de modo articulado para a compreens&atilde;o de suas experi&ecirc;ncias mais espec&iacute;ficas, suas r&aacute;dios mais pontuais, em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto mais amplo da constru&ccedil;&atilde;o da democracia na comunica&ccedil;&atilde;o de nossos meios e as rela&ccedil;&otilde;es de poder derivadas desta outra correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as sociais e pol&iacute;ticas.<\/p>\n<p>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS<\/p>\n<p>ANATEL concede freq&uuml;&ecirc;ncias provis&oacute;rias. Ag&ecirc;ncia Brasil, 01 abr. 2004. R&aacute;dio ag&ecirc;ncia. Dispon&iacute;vel em &lt;radioagencia.com.br\/site\/detalhes.php?id_noticia=2559&amp;id_area=1&gt;. Acesso 13 abr. 2004.<\/p>\n<p>BAYMA, Israel Fernando de C. 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Doutor e Mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o pela UMESP e graduado <st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em Comunica&ccedil;&atilde;o Social\">em Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/st1:personname> pela UFF, habilita&ccedil;&atilde;o Publicidade e Propaganda.<\/p>\n<p>2 Doutorando e Mestre <st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica\">em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica<\/st1:personname> pela UFRGS, e graduado <st1:personname w:st=\"on\" productid=\"em Comunica&ccedil;&atilde;o Social\">em Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/st1:personname> pela UFRJ, habilita&ccedil;&atilde;o Jornalismo. Coordenador do portal Estrat&eacute;gia e An&aacute;lise e pesquisador do EMERGE (Centro de Pesquisa e Produ&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Emerg&ecirc;ncia).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-62","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/62","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=62"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/62\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10962,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/62\/revisions\/10962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=62"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=62"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=62"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}