{"id":84,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=84"},"modified":"2023-03-13T20:43:46","modified_gmt":"2023-03-13T23:43:46","slug":"cinco-anos-de-indymedia-construindo-novos-modelos-de-comunicacao-democratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=84","title":{"rendered":"Cinco anos de Indymedia: construindo novos modelos de comunica\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/estampacmi.gif\" title=\"A atua\u00e7\u00e3o junto ao CMI se d\u00e1, em geral, atrav\u00e9s da Internet, predominantemente atrav\u00e9s dos sites mantidos pelos coletivos dos cinco continentes, que apresentam tamb\u00e9m uma listagem completa dos outros sites de cada agrupamento nas p\u00e1ginas iniciais, permitindo ao usu\u00e1rio o acesso ao conjunto da Rede. - Foto:Indymedia\" alt=\"A atua\u00e7\u00e3o junto ao CMI se d\u00e1, em geral, atrav\u00e9s da Internet, predominantemente atrav\u00e9s dos sites mantidos pelos coletivos dos cinco continentes, que apresentam tamb\u00e9m uma listagem completa dos outros sites de cada agrupamento nas p\u00e1ginas iniciais, permitindo ao usu\u00e1rio o acesso ao conjunto da Rede. - Foto:Indymedia\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A atua\u00e7\u00e3o junto ao CMI se d\u00e1, em geral, atrav\u00e9s da Internet, predominantemente atrav\u00e9s dos sites mantidos pelos coletivos dos cinco continentes, que apresentam tamb\u00e9m uma listagem completa dos outros sites de cada agrupamento nas p\u00e1ginas iniciais, permitindo ao usu\u00e1rio o acesso ao conjunto da Rede.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Indymedia<\/small><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\" align=\"left\">Rio de Janeiro, 2&ordm; semestre de 2005<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\" align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\" align=\"left\">O CMI &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o que se articula de modo global, regional, nacional e local atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es na internet (a <st2:hm>partir<\/st2:hm> dos recursos dispon&iacute;veis de sites, listas de discuss&atilde;o e chats) &ndash; e a <st2:hm>partir<\/st2:hm> da internet (atividades, eventos e cobertura de not&iacute;cias) 2. Tais comunidades se diferenciam das tantas que se popularizaram na Internet a <st2:hm>partir<\/st2:hm> de uma intensa e indiscriminada troca dos mais diversos arquivos entre seus integrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\" align=\"left\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\" align=\"left\">No CMI, as comunidades de compartilhamento social se estruturam a <st2:hm>partir<\/st2:hm> de indiv&iacute;duos que atuam em coletivos locais &ndash; delimitados por cidades &ndash; que afirmam e disseminam a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o a <st2:hm>partir<\/st2:hm> de pr&aacute;ticas de m&iacute;dia independente. Esses coletivos envolvem interessados de um modo geral &ndash; usu&aacute;rios ou n&atilde;o da internet, engajados ou n&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas dos mais diversos fins &ndash; reproduzindo nestes, de certa forma, a mesma estrutura de rede que caracteriza sua a&ccedil;&atilde;o na Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoPlainText\">&nbsp;<\/p>\n<p>Criado em 1999 por ocasi&atilde;o da cobertura da 3&ordf; Reuni&atilde;o Ministerial da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), em Seattle, em decorr&ecirc;ncia do grupo de comunica&ccedil;&atilde;o que gerou um site formado por jornalistas independentes que recebia e armazenava conte&uacute;dos de diversos formatos e temas sobre os protestos realizados durante o Encontro, o CMI passa a ser uma articula&ccedil;&atilde;o de pessoas e grupos de alcance mundial, que exercem continuamente essa forma de produzir e compartilhar a m&iacute;dia entre os usu&aacute;rios de seus canais de contato. <\/p>\n<p>A id&eacute;ia que move a cria&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica do CMI &eacute; bastante simples e cativante. Inspirados pelo lema &ldquo;Odeia a m&iacute;dia? Seja m&iacute;dia!&rdquo;, de Jello Biafra, ex-vocalista da banda Dead Kennedys, mais de 200 Centros de M&iacute;dia Independente j&aacute; foram criados em todo o mundo3 , na medida da expans&atilde;o dos assim chamados protestos antiglobaliza&ccedil;&atilde;o, em geral realizados paralelamente &agrave;s reuni&otilde;es de l&iacute;deres de governo e de organiza&ccedil;&otilde;es multilaterais, tais como a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e a OMC. No Brasil n&atilde;o foi diferente. Surgido em decorr&ecirc;ncia de um protesto realizado em setembro de 2000, o CMI do Brasil colocou seu site no ar em dezembro do mesmo ano e atualmente conta com 11 coletivos locais nas cidades de Belo Horizonte, Bras&iacute;lia, Campinas, Caxias do Sul, Florian&oacute;polis, Fortaleza, Goi&acirc;nia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e S&atilde;o Paulo e coletivos em forma&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o do ABC, Aracaj&uacute;, Cuiab&aacute;, Curitiba, Florian&oacute;polis, Joinville, Juiz de Fora, Recife, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Luis e Vit&oacute;ria4. <\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; aberta e a organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; descentralizada, cabendo aos coletivos se comprometerem apenas com os Princ&iacute;pios Globais e da Rede CMI, com os Crit&eacute;rios de Filia&ccedil;&atilde;o e a Pol&iacute;tica Editorial que o CMI estabelece aos seus integrantes5 . O conjunto dos coletivos locais do CMI forma a assim denominada Rede CMI-Brasil, que se denomina como &ldquo;uma rede internacional de produtores independentes de m&iacute;dia, preocupados e comprometidos com a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade livre, igualit&aacute;ria e que respeite o meio ambiente&rdquo;. Tem na utiliza&ccedil;&atilde;o da internet uma sugestiva rela&ccedil;&atilde;o entre o ativismo pol&iacute;tico e o comunicacional, estimulando a produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias que em geral n&atilde;o freq&uuml;entam os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais, criticando a produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias pelas empresas de m&iacute;dia tradicional, elaborando e divulgando mensagens no contexto de uma nova m&iacute;dia, mas n&atilde;o deixando de publicar ou fazer refer&ecirc;ncia &agrave;s not&iacute;cias de interesse publicadas na m&iacute;dia comercial. Embora a internet n&atilde;o seja determinante para a participa&ccedil;&atilde;o e o envolvimento em atividades que o CMI desenvolve, &eacute; atrav&eacute;s dos recursos e servi&ccedil;os disponibilizados na Rede &ndash; especialmente sites, listas de discuss&atilde;o e chats &ndash; que sua proposta se faz poss&iacute;vel. <\/p>\n<p>Do ponto de vista da tecnologia implementada pelo CMI, sua proposta &eacute; a de oferecer um site de publica&ccedil;&atilde;o aberta6 , onde qualquer usu&aacute;rio com acesso &agrave; Rede pode publicar e compartilhar informa&ccedil;&otilde;es em qualquer formato dispon&iacute;vel (texto, imagem, &aacute;udio ou v&iacute;deo), de forma gratuita e livre de direitos autorais. Atualmente o CMI conta com quase mil listas de discuss&atilde;o7 em todo o mundo, sendo que umas 50 delas em portugu&ecirc;s. Dessas listas fazem parte v&aacute;rios integrantes dos coletivos, que se inscrevem e participam delas a partir dos assuntos ou pelos coletivos nos quais atuam, determinados sempre pela din&acirc;mica da cidade ou &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o (&aacute;udio, foto, impressos, v&iacute;deo, t&eacute;cnico ou editorial, manuten&ccedil;&atilde;o do site). No caso brasileiro, a Rede CMI-Brasil, formada pelo conjunto dos coletivos locais, tamb&eacute;m conta com sua lista e forma coletivos tem&aacute;ticos a partir de suas atua&ccedil;&otilde;es locais. As comunidades que se formam a partir dos coletivos que constituem o CMI tecem seu sentimento de afinidade expressando-o das mais diferentes formas, em maior ou menor intensidade, na din&acirc;mica da rede que se d&aacute; atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o dessa ferramenta, como tamb&eacute;m dos canais de chat8, contribuindo para seu envolvimento nas atividades que implementam. <\/p>\n<p>A identidade que formam contribui para refletir esse sentimento de afinidade e de pertencimento, sendo marcada por uma posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de milit&acirc;ncia que transita entre uma atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica mais geral, que usa a comunica&ccedil;&atilde;o como meio, e a mais espec&iacute;fica, relacionada com a necessidade de se envolver em pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o independente, que se diferenciam do cotidiano da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do midi&aacute;tico no ambiente corporativo, identificado por eles como uma atividade capitalista, burgu&ecirc;s, oficialesca (no sentido de ser vinculada ao governo) ou mesmo imperialista e neoliberal. As atividades implementadas pelo CMI t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o, portanto, com um novo desafio no tocante &agrave; atua&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es sociais no contexto da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, que &eacute; o de vincular a atua&ccedil;&atilde;o mais diretamente relacionada com o desenvolvimento de produtos e conte&uacute;dos independentes &agrave; necessidade da ado&ccedil;&atilde;o de leis mais democr&aacute;ticas. <\/p>\n<p>Podem ser percebidas como o exerc&iacute;cio da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica, pelo princ&iacute;pio de a&ccedil;&atilde;o direta que efetivam atrav&eacute;s de seus sites de publica&ccedil;&atilde;o aberta, mas se constituem de modo efetivo como uma relevante pr&aacute;tica de produ&ccedil;&atilde;o aberta e compartilhada de conte&uacute;do, na medida de suas especificidades de atua&ccedil;&atilde;o e de envolvimento dos usu&aacute;rios da Rede e simpatizantes da causa. Nesse sentido, torna-se necess&aacute;rio um melhor entendimento &ndash; tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos integrantes dos coletivos quanto aos diversos usu&aacute;rios que acessam o site, publicando mat&eacute;rias ou n&atilde;o &ndash; do papel que as comunidades possibilitadas pelos coletivos do CMI desempenham no tocante &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica, &agrave; inibi&ccedil;&atilde;o da passividade, ao est&iacute;mulo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de articula&ccedil;&otilde;es participativas, propositivas, horizontais, dial&oacute;gicas e organizativas, no sentido contr&aacute;rio &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia corporativa, atrelada &agrave; concep&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o como neg&oacute;cio sustentado por anunciantes dentro da l&oacute;gica de mercado, que inibe o envolvimento pleno das pessoas em seu processo de produ&ccedil;&atilde;o, bem como no tocante ao acesso e ao controle dos meios. <\/p>\n<p>Um dos atributos capazes de construir e fortalecer a identidade dessas comunidades &eacute; sua capacidade de compartilhar n&atilde;o somente textos e outros arquivos dos mais diversos, como tamb&eacute;m impress&otilde;es de mundo, de atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e de perspectiva de democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o a partir da organiza&ccedil;&atilde;o em coletivos aut&ocirc;nomos de m&uacute;tua organiza&ccedil;&atilde;o, estabelecendo consensos dos n&iacute;veis local ao global, al&eacute;m de envolver volunt&aacute;rios assumindo a espontaneidade como valor determinante para a melhor participa&ccedil;&atilde;o em suas atividades. Em especial, os coletivos mant&ecirc;m uma publica&ccedil;&atilde;o aberta onde se acessam not&iacute;cias dos mais diversos assuntos e conte&uacute;dos de &aacute;udio, v&iacute;deo e imagens que fundamentalmente refor&ccedil;am a &ldquo;constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade livre, igualit&aacute;ria e com respeito ao meio ambiente&rdquo;, de acordo com os Princ&iacute;pios de Uni&atilde;o e Crit&eacute;rios de Filia&ccedil;&atilde;o estabelecidos pela Rede CMI-Brasil. <\/p>\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias por parte do CMI busca se diferenciar do fluxo habitual da internet, de extrema diversifica&ccedil;&atilde;o e aus&ecirc;ncia de identidade &ndash; presente nas listas, chats e sites pessoais &ndash; na medida em que preserva aspectos comuns entre seus integrantes e colaboradores, ou seja, um conjunto de id&eacute;ias e valores em torno dos quais desenvolvem sua pr&oacute;pria forma de pensar e fazer a m&iacute;dia. Pelo mesmo motivo busca se diferenciar da m&iacute;dia tradicional. Reserva independ&ecirc;ncia pela necessidade de incentivar e realizar uma troca de informa&ccedil;&otilde;es sobre assuntos de interesse, de forma n&atilde;o-comprometida com o setor empresarial ou estatal. <\/p>\n<p>Os modos de forma&ccedil;&atilde;o das comunidades de compartilhamento social do CMI se tornam determinantes nesse contexto, n&atilde;o s&oacute; para que sejam definidos, mas principalmente para entender como esse processo se d&aacute; na pr&aacute;tica cotidiana de seus atores a partir dos recursos da internet dos quais se apropriam, da articula&ccedil;&atilde;o que promovem entre si e com outros atores sociais e em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;prio ide&aacute;rio em torno da democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. <\/p>\n<p><strong>Comunidades em rede na Rede <br \/>\n<\/strong><br \/>\nA porta de acesso &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do CMI se d&aacute;, em geral, atrav&eacute;s da Internet, predominantemente atrav&eacute;s dos sites mantidos pelos coletivos dos cinco continentes, que apresentam tamb&eacute;m uma listagem completa dos outros sites de cada coletivo nas p&aacute;ginas iniciais, permitindo ao usu&aacute;rio o acesso ao conjunto da Rede. Os sites s&atilde;o apresentados a partir da seguinte divis&atilde;o: <\/p>\n<p>&#8211; projetos: incluem os sites sobre impressos, r&aacute;dio, TV por sat&eacute;lite e v&iacute;deo que est&atilde;o sendo desenvolvidos coletivamente em &acirc;mbito mundial e um site tem&aacute;tico sobre a regi&atilde;o da Oceania; <\/p>\n<p>&#8211; continentes, regi&otilde;es ou pa&iacute;ses: &Aacute;frica, com conex&otilde;es para cinco coletivos; Canad&aacute;, com 12 conex&otilde;es; &Aacute;sia Oriental, com tr&ecirc;s conex&otilde;es (sendo uma no Jap&atilde;o e duas nas Filipinas); Europa, com 40 conex&otilde;es (de coletivos ligados a pa&iacute;ses ou cidades); Am&eacute;rica Latina, com 15 conex&otilde;es para pa&iacute;ses ou cidades; Oceania, com 10 conex&otilde;es; Sul da &Aacute;sia, com duas conex&otilde;es; Estados Unidos, com 53 conex&otilde;es de coletivos de estados ou cidades; tr&ecirc;s da &Aacute;sia Ocidental e o rec&eacute;m-criado CMI-biotecnologia. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, existem conex&otilde;es para sites relacionados a t&oacute;picos sobre o funcionamento da rede do CMI, debatidos pelos coletivos em todo o mundo, que s&atilde;o: temas gerais em discuss&atilde;o, temas legais ou relacionados ao Federal Bureau of Investigation (FBI); perguntas freq&uuml;entemente formuladas (da sigla FAQ, frequently asked questions) sobre o CMI, com suas respectivas respostas; listas, documentos, quest&otilde;es t&eacute;cnicas e para volunt&aacute;rios9. Esses sites, no entanto, n&atilde;o bastam para que se tenha clareza do total de coletivos existentes, pois s&atilde;o fruto de din&acirc;micas diferentes que n&atilde;o aparecem explicitamente no site da rede global. <\/p>\n<p>Segundo dados da professora e ativista americana Dee Dee Halleck (2004), 3,2 terabytes de informa&ccedil;&otilde;es mensais circulam em m&eacute;dia pelos servidores globais do CMI, proporcionando 18 milh&otilde;es de acessos mensais. Como a id&eacute;ia de mensurar a quantidade de coletivos do CMI em todo o mundo depende de uma din&acirc;mica relacionada com o cotidiano de cada local, n&atilde;o se tem id&eacute;ia da quantidade de coletivos existentes ao todo, muito menos de pessoas envolvidas neles, mas estima-se que, com pouco menos de cinco anos de cria&ccedil;&atilde;o, tornou-se a maior rede de ativistas de m&iacute;dia e a maior organiza&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de todo o planeta. <\/p>\n<p>Os sites ou listas de discuss&atilde;o podem servir como indicadores, mas nem todos os coletivos formados e acolhidos pela rede global disp&otilde;em necessariamente de listas de discuss&atilde;o ou sites pr&oacute;prios j&aacute; integrados ao restante dos coletivos. &Eacute; poss&iacute;vel entender os 143 sites divulgados ou as 247 listas de discuss&atilde;o10 associadas &agrave; din&acirc;mica dos coletivos de cada local como uma evid&ecirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o desses coletivos (n&atilde;o de sua plena atua&ccedil;&atilde;o), mas n&atilde;o como garantia de que s&atilde;o somente esses os que formam a Rede CMI Global. Al&eacute;m disso, o CMI conta com uma extensa rede de volunt&aacute;rios ou colaboradores, que se envolvem individualmente nos v&aacute;rios projetos implementados, mas n&atilde;o fazem necessariamente parte dos coletivos. Atuam em &aacute;reas como tradu&ccedil;&atilde;o ou desenvolvimento de mat&eacute;rias para os editoriais publicados no site, articulam contatos diversos ou d&atilde;o dicas t&eacute;cnicas para a manuten&ccedil;&atilde;o da rede. Esse envolvimento praticamente inviabiliza a possibilidade de mensurar a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas no contexto das a&ccedil;&otilde;es que o CMI implementa. <\/p>\n<p><strong>Projetos para al&eacute;m da Internet <\/p>\n<p><\/strong>A consci&ecirc;ncia do papel da Internet por parte dos integrantes do CMI &eacute; t&atilde;o evidente quanto a necessidade de gerar projetos fora deste ambiente comunicacional. Na p&aacute;gina de apresenta&ccedil;&atilde;o de projetos implementados pela Rede figura a seguinte constata&ccedil;&atilde;o: &ldquo;a Internet &eacute; certamente uma ferramenta fundamental para a articula&ccedil;&atilde;o do CMI no Brasil e no mundo. O CMI existe e se <br \/>\nformou a partir dela. Disso n&atilde;o podemos fugir&quot;. 11 Por outro lado, entendendo-se como uma iniciativa voltada para a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, o CMI busca tamb&eacute;m implementar iniciativas a partir da internet, ou mesmo fora deste espa&ccedil;o. Para Pablo Ortellado (2004), diante da situa&ccedil;&atilde;o da internet no pa&iacute;s, tratava-se de &ldquo;combinar a tecnologia digital e de internet com os meios tradicionais de forma a potencializ&aacute;-los&quot;. Apesar do mecanismo de publica&ccedil;&atilde;o aberta disponibilizado no site ser o espa&ccedil;o de maior participa&ccedil;&atilde;o do CMI, outras iniciativas implementadas tamb&eacute;m mobilizam v&aacute;rias pessoas em todo o mundo12. <\/p>\n<p><strong><em>&Aacute;udios<\/em><\/strong> <\/p>\n<p>No site http:\/\/radio.indymedia.org\/ integrantes de v&aacute;rios coletivos se articulam numa rede global de projetos de r&aacute;dios livres e comunit&aacute;rias independentes, que conta tamb&eacute;m com r&aacute;dios que n&atilde;o integram o CMI, mas s&atilde;o afinadas com sua proposta. Realizam transmiss&otilde;es ao vivo e disponibilizam arquivos de som dos mais diversos, publicados pelos integrantes do CMI, al&eacute;m de not&iacute;cias e conte&uacute;dos relacionados ao r&aacute;dio. Do Brasil participa a R&aacute;dio Livre Muda FM, da qual fazem parte integrantes do CMI-Campinas, e consta tamb&eacute;m um link para a Rede Brasileira de Comunica&ccedil;&atilde;o Cidad&atilde; (RBC), que agrega emissoras de r&aacute;dio comunit&aacute;rias em todo o Brasil. Al&eacute;m deste portal, o projeto da &Aacute;rea de R&aacute;dios Livres das Am&eacute;ricas13 (ARLA) foi realizado paralelamente ao Encontro de R&aacute;dios Livres, de 20 a 22 de novembro de 2003, e possibilitou a transmiss&atilde;o conjunta de r&aacute;dio pela Web como parte das mobiliza&ccedil;&otilde;es contra a ALCA, cuja c&uacute;pula se reuniu em Miami na mesma &eacute;poca. <\/p>\n<p><strong><em>V&iacute;deos\/TV<\/em><\/strong> <\/p>\n<p>Uma iniciativa que proporcionou grande visibilidade ao CMI no Brasil foi a produ&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos, disponibilizada no site http:\/\/www.midiaindependente.org\/pt\/blue\/ static\/video.shtml, embora n&atilde;o seja t&atilde;o representativa por parte dos usu&aacute;rios em geral, pela limita&ccedil;&atilde;o do acesso a programas para exibi&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;deos e conex&atilde;o limitada &agrave; Internet. Na p&aacute;gina est&aacute;tica sobre v&iacute;deos do CMI, est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o diversos t&iacute;tulos produzidos no Brasil. Dentre eles, &ldquo;N&atilde;o come&ccedil;ou em Seattle, n&atilde;o vai terminar em Quebec (A20)&quot;, realizado pelo coletivo do Rio de Janeiro, que documentou a manifesta&ccedil;&atilde;o contra a ALCA em 2000, &eacute; constantemente citado e tido como um dos grandes feitos do CMI-Brasil at&eacute; o momento. <\/p>\n<p>Em geral eles s&atilde;o realizados por volunt&aacute;rios mais pr&oacute;ximos a essa atividade ou em associa&ccedil;&atilde;o com grupos ativistas de v&iacute;deo que atuam de forma independente, mas no mesmo campo do CMI. O tutorial de v&iacute;deo14 ensina como assistir a eles em plataforma Linux (de software livre), como gravar, passar para o computador, comprimir (para exibi&ccedil;&atilde;o pela Web, sem perda de qualidade) e disponibilizar a partir do site. <\/p>\n<p><strong><em>Impressos <\/p>\n<p><\/em><\/strong>As iniciativas para a produ&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos impressos por parte dos coletivos locais do CMI resultaram na produ&ccedil;&atilde;o de jornais relativamente peri&oacute;dicos, com pequena tiragem, como o A&ccedil;&atilde;o Direta de S&atilde;o Paulo, que s&atilde;o distribu&iacute;dos para organiza&ccedil;&otilde;es sociais diversas, em determinadas localidades ou em eventos. Uma solu&ccedil;&atilde;o ainda mais acess&iacute;vel e de maior abrang&ecirc;ncia &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de diversos jornais murais, tamb&eacute;m de forma n&atilde;o-peri&oacute;dica, em geral intitulados CMI na Rua, pelos coletivos de diversas cidades como Rio, Fortaleza, Florian&oacute;polis, etc. Seu <br \/>\nprop&oacute;sito &eacute; o de chamar a aten&ccedil;&atilde;o de pessoas em geral, colando folhas em formato A3 e espalhando as not&iacute;cias em pontos de maior acesso nas cidades, como pontos <br \/>\nde &ocirc;nibus ou pra&ccedil;as urbanas de grande movimento. <\/p>\n<p>Outro projeto de maior dimens&atilde;o, por&eacute;m pouco aproveitado, &eacute; o IMC Print (http:\/\/print.indymedia.org\/). Voltado para o envolvimento de diversos CMIs em todo o mundo, conta com a participa&ccedil;&atilde;o de um integrante da Rede CMI-Brasil &ndash; por iniciativa pr&oacute;pria, n&atilde;o por representa&ccedil;&atilde;o da Rede. Trata-se da tentativa de desenvolver modelos para uma publica&ccedil;&atilde;o global, mas que acaba sendo um espa&ccedil;o para disseminar iniciativas impressas realizadas pelos coletivos do CMI em todo o mundo. <\/p>\n<p><strong><em>Telecentros <\/p>\n<p><\/em><\/strong>A proposta de realiza&ccedil;&atilde;o dos telecentros ou cibercaf&eacute;s (Projeto&#8230;, 2004), que seriam &ldquo;pequenas redes de computadores interligadas &agrave; internet, com programas computacionais e materiais de apoio de livre distribui&ccedil;&atilde;o&quot;, foi concebida tamb&eacute;m como subproduto das caracter&iacute;sticas dos princ&iacute;pios e valores que permeiam os coletivos da Rede CMI-Brasil. Em S&atilde;o Paulo chegou a funcionar um cibercaf&eacute; numa ocupa&ccedil;&atilde;o urbana &ndash; atualmente funciona em conjunto com a ONG A&ccedil;&atilde;o Educativa -, que, apesar de ter uma rela&ccedil;&atilde;o de uso bastante objetiva por parte dos adultos, em geral relacionada &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de empregos, chegou a proporcionar uma r&aacute;dio livre a partir de uma oficina realizada com crian&ccedil;as de 8 a 12 anos que participaram de todo o processo de produ&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Diretamente relacionado a esse projeto, o Indymix consiste numa colet&acirc;nea de programas de edi&ccedil;&atilde;o de texto e imagem, produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;udio e v&iacute;deo, dentre outros aplicativos como planilha eletr&ocirc;nica, agenda, elabora&ccedil;&atilde;o de projetos, que s&atilde;o executados a partir do sistema operacional Linux, bem como textos sobre consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica e m&iacute;dia independente. Sendo assim, todos os programas contidos no CD s&atilde;o softwares livres ou de c&oacute;digo aberto, que s&atilde;o gratuitos e podem ser modificados livremente de acordo com o interesse, o conhecimento e a necessidade dos usu&aacute;rios. Podem ser instalados diretamente a partir de CD &ndash; como algumas vers&otilde;es do Linux tamb&eacute;m permitem -, e, segundo cronograma proposto pelo coletivo t&eacute;cnico da Rede CMI-Brasil, a partir da vers&atilde;o 1.0 ser&atilde;o implementados nos primeiros cibercaf&eacute;s a serem desenvolvidos pelos coletivos do CMI. <\/p>\n<p><strong><em>Laborat&oacute;rios Polim&iacute;dia <br \/>\n<\/em><\/strong><br \/>\nDerivados das din&acirc;micas dos telecentros, os Laborat&oacute;rios Polim&iacute;dia resultam na produ&ccedil;&atilde;o constante e cont&iacute;nua de conte&uacute;dos de m&iacute;dia com a participa&ccedil;&atilde;o de todos os interessados, atrav&eacute;s da din&acirc;mica de oficinas coletivas e integradas. Baseados em outras experi&ecirc;ncias15 , as iniciativas brasileiras do Laborat&oacute;rio Polim&iacute;dia tiveram dois primeiros esbo&ccedil;os: um durante o pr&oacute;prio 3&deg; F&oacute;rum Social Mundial, com a participa&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero maior de pessoas do pr&oacute;prio CMI, e outro durante o F&oacute;rum Social Brasileiro realizado em Belo Horizonte. <\/p>\n<p>Este &uacute;ltimo, intitulado Casa Macuna&iacute;ma, contou com um grupo local que, com o apoio da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (ABRACO), do Estado de Minas Gerais, produziu um espa&ccedil;o coletivo de comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, mobilizando diversas pessoas presentes no evento. Como o retorno foi bastante significativo, os respons&aacute;veis resolveram faz&ecirc;-lo novamente durante o F&oacute;rum Mundial da Educa&ccedil;&atilde;o, em S&atilde;o Paulo. No &acirc;mbito internacional, o Laborat&oacute;rio Polim&iacute;dia tamb&eacute;m aconteceu durante a primeira fase da C&uacute;pula Mundial da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, de 10 a 12 de dezembro de 2003, em Genebra, com a participa&ccedil;&atilde;o direta de coletivos europeus do CMI. <\/p>\n<p>Entretanto, durante a 4&ordf; Confer&ecirc;ncia da Rede OurMedia, realizada em julho de 2004, foi implementado um Laborat&oacute;rio Polim&iacute;dia articulando membros dos coletivos do CMI, produtores independentes e participantes do meio acad&ecirc;mico. A proposta, dentro da programa&ccedil;&atilde;o oficial da confer&ecirc;ncia, foi justamente a de proporcionar um espa&ccedil;o para a experimenta&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o e troca de conhecimentos, com oficinas, projetos e mostras explorando os usos aut&ocirc;nomos e comunit&aacute;rios do v&iacute;deo, r&aacute;dio, internet e outras m&iacute;dias tradicionais e novas. O fruto desse envolvimento gerou um manual intitulado &ldquo;O pequeno grande manual de m&iacute;dias j&aacute; inventadas&quot;, que mais vale pelo registro e sistematiza&ccedil;&atilde;o de todo o trabalho realizado e pode ser acessado em http:\/\/polimidia.rg3.net\/. Foi uma iniciativa bastante v&aacute;lida do ponto de vista da produ&ccedil;&atilde;o e do envolvimento das pessoas dispostas, embora essa articula&ccedil;&atilde;o entre integrantes dos movimentos sociais e da academia na perspectiva da utiliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o para a transforma&ccedil;&atilde;o social ainda seja um desafio a ser contemplado em iniciativas futuras. <\/p>\n<p><strong>Odeia a m&iacute;dia? Seja o CMI! <\/p>\n<p><\/strong>A atua&ccedil;&atilde;o e as articula&ccedil;&otilde;es realizadas pelo CMI est&atilde;o longe de ter a inten&ccedil;&atilde;o de fazer convergir as experi&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o da sociedade civil para o espa&ccedil;o que disponibilizam. Sendo assim, mais como disposi&ccedil;&atilde;o do que como slogan, este t&iacute;tulo diz respeito ao aproveitamento dos diversos interessados e tamb&eacute;m &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos tutoriais e oficinas realizadas em encontros ou Laborat&oacute;rios Polim&iacute;dia, que permitem expandir iniciativas por parte de outras organiza&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>A pr&aacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o empreendida pela Rede CMI-Brasil se contrap&otilde;e &agrave; m&iacute;dia corporativa tanto na sua forma horizontalizada de organiza&ccedil;&atilde;o quanto no processo de produ&ccedil;&atilde;o mais participativo, no qual o sistema de publica&ccedil;&atilde;o aberta disponibilizado permite a publica&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias das mais diversas, desde que de acordo com a pol&iacute;tica editorial do CMI, abordada no cap&iacute;tulo anterior. O processo de publica&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias funciona da seguinte forma: a partir da p&aacute;gina principal do site &#8211; http:\/\/www.midiaindependente.org -, deve-se clicar a palavra Publique (no alto ao centro ou a primeira se&ccedil;&atilde;o da coluna &agrave; esquerda, abrindo a p&aacute;gina de uma se&ccedil;&atilde;o com o mesmo nome). Nesta p&aacute;gina h&aacute; algumas instru&ccedil;&otilde;es sobre o processo de publica&ccedil;&atilde;o, os conte&uacute;dos que podem ser publicados e os que devem ser evitados, como funciona a licen&ccedil;a das mat&eacute;rias publicadas, a Pol&iacute;tica Editorial e seu funcionamento a cargo do Coletivo Editorial, para o qual tamb&eacute;m convida os usu&aacute;rios a participar como volunt&aacute;rios. <\/p>\n<p>As mat&eacute;rias podem ser publicadas em qualquer suporte (textos, sons, v&iacute;deos ou imagens) e qualquer tipo de texto (acad&ecirc;micos, jornal&iacute;sticos, declara&ccedil;&atilde;o pessoal, etc.), sendo disponibilizadas a partir de um formul&aacute;rio com os seguintes campos: o n&uacute;mero de arquivos multim&iacute;dia que a mensagem ter&aacute; (som, v&iacute;deo ou imagem); a l&iacute;ngua em que ser&aacute; escrita (com op&ccedil;&otilde;es para portugu&ecirc;s, ingl&ecirc;s, espanhol ou esperanto); seu t&iacute;tulo; nome do autor (com observa&ccedil;&atilde;o para incluir nome original do autor, caso seja copiada de algum outro lugar); sum&aacute;rio (com m&aacute;ximo de seis linhas); indica&ccedil;&atilde;o caso seja relativa aos t&oacute;picos &ldquo;discuta o CMI&quot; ou &ldquo;r&aacute;dios&quot;; e-mail e p&aacute;gina Web do autor e o texto propriamente dito; op&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&atilde;o (se em texto puro ou HTML16); t&iacute;tulo dos arquivos de m&iacute;dia (se for o caso), e o &uacute;ltimo campo para localiza&ccedil;&atilde;o do arquivo no computador do usu&aacute;rio, al&eacute;m dos bot&otilde;es para enviar ou limpar os dados do formul&aacute;rio que est&aacute; <br \/>\nsendo preenchido. <\/p>\n<p>Tendo enviado o formul&aacute;rio, a mat&eacute;ria &eacute; publicada automaticamente no site, sem passar por nenhum intermedi&aacute;rio humano, apenas o servidor no qual funciona o sistema de publica&ccedil;&atilde;o aberta. O artigo encabe&ccedil;ar&aacute; uma fileira de mat&eacute;rias enviadas, no alto da coluna da direita, com informa&ccedil;&otilde;es sobre que tipo de suporte a mat&eacute;ria enviada cont&eacute;m (texto, som, imagem ou v&iacute;deo), o t&iacute;tulo da mat&eacute;ria, o dia e a hora de sua publica&ccedil;&atilde;o. Caso esteja em desacordo com a Pol&iacute;tica Editorial, ir&aacute; para a coluna de &ldquo;Artigos Escondidos&quot;, cujo link tamb&eacute;m se encontra na p&aacute;gina principal do site. <\/p>\n<p>Em geral, as mat&eacute;rias que v&atilde;o para a p&aacute;gina dos &ldquo;Artigos Escondidos&quot; &ndash; cuja explica&ccedil;&atilde;o cont&eacute;m o seguinte alerta: &ldquo;Mat&eacute;rias repetidas, sem conte&uacute;do ou que violam a Pol&iacute;tica Editorial&quot; &#8211; iniciam com uma observa&ccedil;&atilde;o do Coletivo Editorial sobre o motivo pelo qual elas foram transferidas: &ldquo;Esse artigo foi escondido porque estava em desacordo com a pol&iacute;tica editorial do site. Ele pode ser um artigo repetido (j&aacute; publicado anteriormente), um artigo preconceituoso ou discriminat&oacute;rio, um ataque pessoal, propaganda comercial ou de partido pol&iacute;tico ou apenas um artigo que contraria a miss&atilde;o do CMI. Em caso de d&uacute;vida, contate o coletivo editorial: contato@midiaindependente.org.&quot; <\/p>\n<p>Por sua vez, a coluna central &eacute; constitu&iacute;da de not&iacute;cias chamadas &ldquo;editoriais&quot;, em geral curtas, com mat&eacute;rias relacionadas a movimentos ou tem&aacute;ticas sociais consideradas relevantes. S&atilde;o elaboradas pelo Coletivo Editorial &#8211; formado por participantes de v&aacute;rias cidades, indicados pelos coletivos locais. Contam ainda com links para mat&eacute;rias ou textos complementares, nem sempre realizados pelo Coletivo Editorial, completando um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es de apoio sobre o assunto (que, al&eacute;m de textos, tamb&eacute;m podem conter sons, v&iacute;deos ou imagens), tamb&eacute;m contando com a participa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios que enviaram as mat&eacute;rias e um texto central de refer&ecirc;ncia, este produzido geralmente em conjunto pelos integrantes do Coletivo. <\/p>\n<p>Cada mat&eacute;ria publicada no site gera um arquivo espec&iacute;fico contando com um link para a inclus&atilde;o de coment&aacute;rios pelos usu&aacute;rios em geral, que transformam a p&aacute;gina numa esp&eacute;cie de tribuna de publica&ccedil;&atilde;o livre. Recomenda-se &#8211; na p&aacute;gina &ldquo;Publique&quot; &#8211; aos que publicam mat&eacute;rias que se posicionem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mat&eacute;rias publicadas a partir do pr&oacute;prio campo relativo aos coment&aacute;rios, para evitar o ac&uacute;mulo de textos ou a pr&aacute;tica de ter um texto publicado na coluna direita, vislumbrado no site como mat&eacute;ria, quando se trata mesmo de um coment&aacute;rio sobre um conte&uacute;do espec&iacute;fico. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o prolongamento dos olhares sobre as mat&eacute;rias a partir dos coment&aacute;rios (e coment&aacute;rios aos coment&aacute;rios) atribui a estas um sentido de continuidade e de exposi&ccedil;&atilde;o sobre as diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es e posicionamentos que somente foi poss&iacute;vel perceber, em larga escala na Web, a partir dos blogs e fotologs, uma publica&ccedil;&atilde;o muito utilizada como di&aacute;rio virtual, especialmente pelos jovens, que permite a adi&ccedil;&atilde;o de coment&aacute;rios por parte dos visitantes. <\/p>\n<p>Como se fizesse uma imensa reda&ccedil;&atilde;o da conex&atilde;o do sistema de publica&ccedil;&atilde;o aberta que disponibiliza, o CMI acaba funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana com volunt&aacute;rios que n&atilde;o precisam estar necessariamente no mesmo espa&ccedil;o e nem mesmo participar organicamente dos coletivos locais, que, por sua vez, tendo uma contribui&ccedil;&atilde;o muito grande no CMI, que &eacute; justamente a de legitim&aacute;-lo para al&eacute;m da internet e fortalecer seu trabalho para al&eacute;m do ambiente de rede, tamb&eacute;m contribuem, com sua visibilidade, para chamar novos volunt&aacute;rios para as atividades na internet, como a manuten&ccedil;&atilde;o das listas, do pr&oacute;prio site e a participa&ccedil;&atilde;o em coletivos que realizam seus encontros pelo chat e mant&ecirc;m contato por listas de discuss&atilde;o pr&oacute;prias, dentre os quais o editorial e o t&eacute;cnico. <\/p>\n<p>Para al&eacute;m dos blogs, o site de publica&ccedil;&atilde;o aberta da Rede CMI-Brasil n&atilde;o funciona apenas como uma lista de discuss&atilde;o permanentemente aberta na internet. Suas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&iacute;dia corporativa podem ser assim definidas: publica aquilo a que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o corporativos geralmente n&atilde;o d&atilde;o espa&ccedil;o ou mesmo vis&otilde;es diferentes a respeito de um determinado acontecimento, proporcionando n&atilde;o somente um espa&ccedil;o livre, mas o compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es relevantes a partir da Rede (incluindo, at&eacute; mesmo, mat&eacute;rias publicadas nos pr&oacute;prios ve&iacute;culos da m&iacute;dia corporativa, mas consideradas interessantes); os fatos jornal&iacute;sticos abordados s&atilde;o descomprometidos em rela&ccedil;&atilde;o a empresas ou governos, sendo trabalhados coletivamente por parte de volunt&aacute;rios e usu&aacute;rios e sistematizados nos editoriais que comp&otilde;em a coluna central; o CMI n&atilde;o funciona apenas como iniciativa jornal&iacute;stica, mas tamb&eacute;m como grupo ativista, publicando tamb&eacute;m atividades nas quais participam, afirmando os princ&iacute;pios anticapitalistas que os constituem. <\/p>\n<p><strong>Para uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de a&ccedil;&otilde;es<\/strong> <\/p>\n<p>A apropria&ccedil;&atilde;o da internet pelo CMI revela uma necessidade de entender e assimilar melhor as contribui&ccedil;&otilde;es que o sistema de publica&ccedil;&atilde;o aberta, implementado a partir dos valores e princ&iacute;pios afirmados pelo CMI como m&iacute;dia independente, trouxe ao cen&aacute;rio das experi&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria. <\/p>\n<p>Sua atua&ccedil;&atilde;o como organiza&ccedil;&atilde;o ativa na internet e a partir dela se afirma numa perspectiva emergente (Johnson, 2003), gerando processos n&atilde;o-hierarquizados, que se ajustam permanentemente visando preservar a articula&ccedil;&atilde;o da rede, e de forma adaptativa, na medida em que as rela&ccedil;&otilde;es locais afetam a transforma&ccedil;&atilde;o do processo global, diferentemente de organiza&ccedil;&otilde;es sociais tradicionais que se articulam de modo centralizado e &agrave;s vezes at&eacute; verticalizado. Essas rela&ccedil;&otilde;es se refletem no desenvolvimento de not&iacute;cias e editoriais por parte dos volunt&aacute;rios, que atuam, selecionam e publicam seus temas na medida das rela&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas que exercem no cotidiano dos coletivos locais. <\/p>\n<p>Consolida-se tamb&eacute;m na perspectiva de afirma&ccedil;&atilde;o do antipoder, na forma do que apontou Holloway (2003), articulando-se em torno de uma extensa rede de movimentos sociais aut&ocirc;nomos, cuja perspectiva n&atilde;o &eacute; disputar o poder pela tomada direta do poder do Estado, mas sim consolidar for&ccedil;as contestat&oacute;rias nas mais variadas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, que exercem na a&ccedil;&atilde;o direta seu descontentamento com o sistema capitalista em geral e as corpora&ccedil;&otilde;es da m&iacute;dia em particular. Trata-se de uma diverg&ecirc;ncia de m&eacute;todo em rela&ccedil;&atilde;o aos movimentos ditos institucionalizados, pois n&atilde;o se trata de assumir a posi&ccedil;&atilde;o de negociar com o setor governamental, mas a de forjar, pela a&ccedil;&atilde;o direta, uma mudan&ccedil;a natural da legisla&ccedil;&atilde;o pela apropria&ccedil;&atilde;o e pelo uso dos meios por parte da popula&ccedil;&atilde;o. Isso implica muito mais a articula&ccedil;&atilde;o de pessoas, grupos, organiza&ccedil;&otilde;es em movimentos geradores de experi&ecirc;ncias concretas de comunica&ccedil;&atilde;o do que o desenvolvimento de projetos de lei ou a participa&ccedil;&atilde;o em audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sem a m&iacute;nima legitimidade, pois se prop&otilde;e uma democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o idealizada, que n&atilde;o tem resson&acirc;ncia na sociedade. <\/p>\n<p>Construir essas rela&ccedil;&otilde;es &eacute; um desafio, pois v&atilde;o contra a l&oacute;gica de afirma&ccedil;&atilde;o institucional, pol&iacute;tica, profissional e pessoal que faz da via legalista um caminho bem mais c&ocirc;modo e frut&iacute;fero para quem nela investe, mas &eacute; nessa constru&ccedil;&atilde;o que reside a semente da democracia que diz respeito a uma sociedade igualit&aacute;ria, contr&aacute;ria &agrave; l&oacute;gica da mercadoria tal como se afirma nos documentos que constituem o CMI em geral, a Rede CMI-Brasil em particular, bem como seus coletivos, capaz de exercer efetivamente um governo de todos, para todos e por todos numa terra sem amos. <\/p>\n<p>A articula&ccedil;&atilde;o constante entre seus volunt&aacute;rios, atrav&eacute;s dos mais variados coletivos locais e de atividades, resulta na forma&ccedil;&atilde;o de comunidades de compartilhamento social, que se apropriam coletivamente da internet visando a troca de arquivos de textos, imagens, &aacute;udios e v&iacute;deos dos mais variados tipos, relacionados a tem&aacute;ticas sociais e pol&iacute;ticas, visando o desenvolvimento de uma experi&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o baseada na forma&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o aos temas abordados e atividades implementadas, afirmando a redefini&ccedil;&atilde;o do compromisso de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para sedimentar as bases de articula&ccedil;&otilde;es sociais, visando incorporar a preocupa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento de conte&uacute;dos alternativos e independentes. <\/p>\n<p>Nesse sentido, o site consiste numa experi&ecirc;ncia concreta de comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, cuja participa&ccedil;&atilde;o &eacute; estimulada a partir de tutoriais disponibilizados em seus pr&oacute;prios arquivos internos e a partir de oficinas presenciais, contribuindo para a afirma&ccedil;&atilde;o de uma m&iacute;dia plural, participativa, descentralizada e horizontalizada, que se afirma independente da produ&ccedil;&atilde;o e da circula&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia corporativa, mas ao mesmo tempo se vale de textos publicados em ve&iacute;culos de grande circula&ccedil;&atilde;o para sustentar argumenta&ccedil;&otilde;es em determinadas coberturas ou para contrapor as diferen&ccedil;as de qualidade na abordagem. O sistema de publica&ccedil;&atilde;o aberta, base para o funcionamento de sua engrenagem, permite a intera&ccedil;&atilde;o de diversas pessoas, grupos e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, que podem publicar assuntos de seus interesses ou relacionados &agrave;s suas a&ccedil;&otilde;es, conhecer diversos assuntos no contexto das a&ccedil;&otilde;es dos movimentos sociais ou pesquisar informa&ccedil;&otilde;es acessando o banco de dados de mat&eacute;rias ou editoriais publicados anteriormente, ou ainda, simplesmente ler as mensagens publicadas como usu&aacute;rios despretensiosos. <\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica cotidiana do CMI, pode-se perceber como &eacute; poss&iacute;vel promover comunidades de compartilhamento social preservando a espontaneidade como valor, na medida em que se afirmam nas caracter&iacute;sticas do hipertexto, refletidas na constante reterritorializa&ccedil;&atilde;o dos novos movimentos sociais, cuja din&acirc;mica nos processos de rede se apreende a partir de iniciativas que contribuem cada vez mais para sua dinamiza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Essa atua&ccedil;&atilde;o social, a partir de uma concep&ccedil;&atilde;o particular de comunica&ccedil;&atilde;o que implementam, faz do CMI uma contribui&ccedil;&atilde;o importante no cen&aacute;rio contempor&acirc;neo dos movimentos pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e pela afirma&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o prime por tomar posi&ccedil;&otilde;es generalizantes em torno de tem&aacute;ticas que configuram a pauta desses movimentos. A consci&ecirc;ncia de uma necess&aacute;ria tomada de posi&ccedil;&otilde;es, bem como do envolvimento em quest&otilde;es cruciais para os movimentos de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, pode ser capaz de gerar produtos e processos de mobiliza&ccedil;&atilde;o e luta cada vez mais necess&aacute;rios em nosso cen&aacute;rio, contribuindo para uma desejada afirma&ccedil;&atilde;o da democracia na comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado na revista eletr&ocirc;nica Verso e Reverso, Ano XX, 2005\/02, No. 41, publica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) <\/p>\n<p>Obs: as opini&otilde;es dos membros do Conselho n&atilde;o necessariamente refletem a opini&atilde;o da p&aacute;gina <\/p>\n<p><strong>NOTAS <\/p>\n<p><\/strong>1 &#8211; Doutor e mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o Social pela Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo-UMESP. Professor do Curso de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Universidade Federal Fluminense-UFF, pesquisador e publicit&aacute;rio. Coordenador do informativo eletr&ocirc;nico &ldquo;Sete Pontos&rdquo; &#8211; http:\/\/www.comunicacao.pro.br\/setepontos. <\/p>\n<p>2 &#8211; http:\/\/www.midiaindependente.org\/ &ndash; site da Rede CMI-Brasil; http:\/\/www.indymedia.org\/ &#8211; site global do Centro de M&iacute;dia Independente (em ingl&ecirc;s). A partir destes s&atilde;o desenvolvidos tamb&eacute;m uma s&eacute;rie de outros sites tem&aacute;ticos, locais de discuss&atilde;o interna. <\/p>\n<p>3 &#8211; Atualmente o portal http:\/\/www.indymedia.org\/ contabiliza links para sites de 125 coletivos do CMI em todo o mundo &ndash; acesso em 25 de novembro de 2003; o Brasil s&oacute; aparece com um link, mas conta com 10 coletivos locais formados e 10 em forma&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>4 &#8211; Listagem dispon&iacute;vel em: <br \/>\nhttp:\/\/www.midiaindependente.org\/pt\/blue\/static\/volunteer.shtml. Acesso em: 09\/10\/2004. <\/p>\n<p>5 &#8211; Esses documentos podem ser acessados a partir do site http:\/\/www.midiaindependente.org. <\/p>\n<p>6 &#8211; A publica&ccedil;&atilde;o aberta se caracteriza por um processo de cria&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias que seja transparente aos seus leitores, sendo poss&iacute;vel contribuir com um conte&uacute;do e v&ecirc;-lo instantaneamente publicado num conjunto de manchetes dispon&iacute;veis. Os leitores t&ecirc;m a possibilidade de acessar decis&otilde;es editoriais feitas por outros e ver como se envolver e ajudar a tomar decis&otilde;es editoriais. <\/p>\n<p>7 &#8211; Dados dispon&iacute;veis em: http:\/\/lists.indymedia.org\/. Acesso em: 25\/09\/2004 <\/p>\n<p>8 &#8211; Mais recentemente come&ccedil;am a utilizar sites de integra&ccedil;&atilde;o como o Orkut, que ainda servem mais de encontro de volunt&aacute;rios com tra&ccedil;os de identifica&ccedil;&atilde;o comum, <br \/>\ndo que inst&acirc;ncias de delibera&ccedil;&atilde;o ou mesmo encaminhamento. <\/p>\n<p>9 &#8211; Ver mais informa&ccedil;&otilde;es na parte de docs no site http:\/\/www.midiaindependente.org\/ <\/p>\n<p>10 &#8211; Dispon&iacute;vel em http:\/\/lists.indymedia.org\/. Acesso em 09\/10\/2004. A distribui&ccedil;&atilde;o por pa&iacute;ses\/regi&otilde;es se d&aacute; da seguinte forma: &Aacute;frica &ndash; 10 listas, &Aacute;sia &#8211; 15 listas, Canad&aacute; &#8211; 15 listas, Caribe &#8211; 1 lista, Am&eacute;rica Central &ndash; quatro listas, Europa &#8211; 84 listas, M&eacute;xico &#8211; tr&ecirc;s listas, Oriente M&eacute;dio &#8211; sete listas, Oceania &#8211; 10 listas, Am&eacute;rica Latina &#8211; 36 listas e Estados Unidos &#8211; 62 listas. <\/p>\n<p>11 &#8211; Dispon&iacute;vel em: http:\/\/docs.indymedia.org\/view\/Indydocs\/PautasReuniaoNacional. Acesso em: 22\/02\/2005. <\/p>\n<p>12 &#8211; Uma boa mostra delas pode ser vista a partir do site http:\/\/docs.indymedia.org\/view\/Indydocs\/ PautasReuniaoNacional <\/p>\n<p>13 &#8211; Dispon&iacute;vel em http:\/\/ftaaimc.org\/pt\/. Acesso em 01\/11\/2004. <\/p>\n<p>14 &#8211; Dispon&iacute;vel em http:\/\/docs.indymedia.org\/view\/Sysadmin\/MultiMidia#V_deo. Acesso <br \/>\nem 30\/10\/2004. <\/p>\n<p>15 &#8211; O Hub, no F&oacute;rum Social Europeu (Floren&ccedil;a, 2002), a Converg&ecirc;ncia Alternativa M&iacute;dia-Tec Furac&atilde;o Kank&uacute;n um pouco antes do encontro da OMC (Canc&uacute;n, 2003), o <br \/>\nlaborat&oacute;rio Tomamos! durante o Encontro Mundial sobre a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o (Genebra, 2003) e o Foro d&rsquo;Aqui (Montevideo, 2003). Dispon&iacute;vel em <br \/>\nhttp:\/\/www.midiaindependente.org\/pt\/blue\/\/2004\/06\/283539.shtml. Acesso em 30\/10\/2004. <\/p>\n<p>16 &#8211; HTML &#8211; Hypertext Markup Language ou linguagem de marca&ccedil;&atilde;o de hipertexto, utilizada para o desenvolvimento de p&aacute;ginas Web.<\/p>\n<p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS <\/p>\n<p><\/strong>CRIT&Eacute;RIOS de filia&ccedil;&atilde;o &agrave; Rede CMI Global. 2003. Indymedia.Local, publicado em 26\/10\/2003. Dispon&iacute;vel em: http:\/\/docs.indymedia.org. 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