{"id":882,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=882"},"modified":"2023-03-13T21:16:07","modified_gmt":"2023-03-14T00:16:07","slug":"a-greve-do-cpers-e-a-opcao-chilena-de-yeda-crusius-e-mariza-abreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=882","title":{"rendered":"A greve do CPERS e a op\u00e7\u00e3o chilena de Yeda Crusius e Mariza Abreu"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/mariza_abreu.jpg\" title=\"A ex-sindicalista Mariza Abreu; foi diretora do Cpers e secret\u00e1ria de assuntos educacionais da CNTE. Seguindo a norma da trai\u00e7\u00e3o de classe, a pedagoga educa para o toyotismo social, atirando uma escola contra outra e incentivando a quebra de recorde de produtividade e competi\u00e7\u00e3o entre companheiros de trabalho. - Foto:\" alt=\"A ex-sindicalista Mariza Abreu; foi diretora do Cpers e secret\u00e1ria de assuntos educacionais da CNTE. Seguindo a norma da trai\u00e7\u00e3o de classe, a pedagoga educa para o toyotismo social, atirando uma escola contra outra e incentivando a quebra de recorde de produtividade e competi\u00e7\u00e3o entre companheiros de trabalho. - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A ex-sindicalista Mariza Abreu; foi diretora do Cpers e secret\u00e1ria de assuntos educacionais da CNTE. Seguindo a norma da trai\u00e7\u00e3o de classe, a pedagoga educa para o toyotismo social, atirando uma escola contra outra e incentivando a quebra de recorde de produtividade e competi\u00e7\u00e3o entre companheiros de trabalho.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>4&ordf; 25 de novembro de 2008 &ndash; Vila Setembrina do espelho d&rsquo; &aacute;gua de Itapu&atilde;; Continente da cavalaria Charrua; Liga Federal de los Gauchos de G&uuml;emes<\/p>\n<p>H&aacute; cerca de vinte dias o governo do estado ingressou com uma A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalide (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que cria o Piso Salarial Nacional para professores da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Ap&oacute;s, esta medida, a decis&atilde;o foi a cria&ccedil;&atilde;o de um Piso Estadual.<\/p>\n<p>O valor m&aacute;ximo do contra cheque, isto para quem trabalha 40 horas, &eacute; o mesmo do piso nacional, R$ 950,00. Por&eacute;m, a lei estadual, que foi enviada &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa no dia 11 de novembro, n&atilde;o incorpora o dispositivo que prev&ecirc; 33% da jornada para atividades fora da classe e n&atilde;o estende benef&iacute;cios ao valor do piso. Desta forma o valor m&aacute;ximo a ser recebido pelos professores ser&aacute; de R$ 950,00 j&aacute; inclu&iacute;dos todos os benef&iacute;cios, diferentemente do que rege a lei nacional, na qual os acr&eacute;scimos devem ser calculados sobre o piso. Dessa forma, o gerencialismo de Yeda, Aod, Mariza Abreu e Cia. conseguem fazer um fact&oacute;ide pol&iacute;tico. O valor absoluto &eacute; o mesmo, mas a remunera&ccedil;&atilde;o final ser&aacute; sempre muito menor. Ao mesmo tempo, o Piratini &ldquo;acena&rdquo; com a repress&atilde;o, podendo demitir os professores contratados (milhares) e tentando implantar o conceito de &ldquo;ilhas de produtividade&rdquo;.<\/p>\n<p>O toyotismo se v&ecirc; no &ldquo;novo jeito de governar&rdquo;, lema de campanha da governadora. Tenta remunerar o secretariado com uma nova FG, tentando atrair os &ldquo;executivos de secretariado&rdquo;, com experi&ecirc;ncia e matr&iacute;cula no servi&ccedil;o p&uacute;blico. Enquanto isso achata a m&atilde;o-de-obra com sal&aacute;rios baixos e &ldquo;incentiva&rdquo; atrav&eacute;s de produtividade. Isto nos lembra a Plataforma P-36, s&iacute;mbolo da era FHC, quando a Petrobr&aacute;s passa a operar como uma transnacional privada. Essa Plataforma afundou na Bacia de Santos! Isto se deu por redu&ccedil;&atilde;o de custos, overdose de trabalho e uma filosofia operacional semelhante &agrave; de outras estatais-transnacionais &ndash; tal quais as estatais Telef&oacute;nica de Espa&ntilde;a e Repsol. O modelo gerencial de uma &ldquo;equipe&rdquo; contra outra, uma ilha auto-sustent&aacute;vel contra outra, somada com a terceiriza&ccedil;&atilde;o crescente levar&aacute; ao limite uma categoria que vive no massacre de servir como conten&ccedil;&atilde;o social e n&atilde;o fonte de educa&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; que &eacute; isto o que a secret&aacute;ria Mariza Abreu quer?!<\/p>\n<p>A alega&ccedil;&atilde;o do Piratini e da Secretaria Estadual de Educa&ccedil;&atilde;o (SEC) &eacute; outra. De acordo com estimativas da SEC, o n&uacute;mero de professores que tem vencimentos abaixo dos R$ 950,00 reais fica entre 600 e 1.000, cerca de 0,7% do efetivo total. Ser&aacute; que estes dados batem com o n&uacute;mero absoluto de professores com jornadas de 20 horas e o total de contratados? Duvidamos.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do Rio Grande do Sul e Cear&aacute; quem assina a ADIN os governadores do Paran&aacute;, Roberto Requi&atilde;o; de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira; e do Mato Grosso do Sul, Andr&eacute; Puccinelli, todos do PMDB. Na a&ccedil;&atilde;o, eles citam que tamb&eacute;m receberam o apoio dos governadores de Roraima, S&atilde;o Paulo, Tocantins, Minas Gerais e Distrito Federal. Para os juristas, a decis&atilde;o vai depender de interpreta&ccedil;&atilde;o e, se o Supremo rejeitar a a&ccedil;&atilde;o dos governadores, todos precisar&atilde;o seguir a lei federal, independentemente da legisla&ccedil;&atilde;o estadual. Mas, como o respeito &agrave;s normas constitucionais &eacute; uma vari&aacute;vel secund&aacute;ria para os pol&iacute;ticos profissionais do Brasil, tudo pode acontecer.<\/p>\n<p>O governo bloqueia o acesso a um direito adquirido legalmente pelos professores, sendo que antes assinou o decreto que prev&ecirc; o corte dos sal&aacute;rios dos servidores p&uacute;blicos que entrarem em greve. Ou seja, no caso em quest&atilde;o os professores al&eacute;m de n&atilde;o receberem o que lhes &eacute; de direito, tamb&eacute;m ser&atilde;o punidos por protestar. E n&atilde;o s&oacute; os professores, como todos os demais funcion&aacute;rios p&uacute;blicos estaduais. A avalia&ccedil;&atilde;o do Cpers Sindicato era certa. A meta do Piratini sempre foi a de amedrontar a categoria, esvaziando assembl&eacute;ias e marchas. Se houver mesmo o corte de ponto, como ficar&atilde;o as futuras greves?<\/p>\n<p>Passados os protestos e paralisa&ccedil;&otilde;es, foi revelado que cerca de 20 mil professores e servidores ter&atilde;o descontos nos sal&aacute;rios. Ali&aacute;s, outra tentativa de inibir a greve e os protestos. A cagoetagem institucionalizada. O governo solicitou &agrave;s escolas uma lista dos servidores em paralisa&ccedil;&atilde;o, fazendo com que os diretores eleitos denunciassem os colegas que aderiram.<\/p>\n<p>Em tese, e bota em tese nisso, o objetivo da greve foi alcan&ccedil;ado. Os integrantes do CPERS conseguiram negociar com deputados estaduais. Receberam a confirma&ccedil;&atilde;o de que o Legislativo n&atilde;o votar&aacute; o projeto que fixa o piso estadual em R$ 950,00 at&eacute; o fim do recesso escolar. O mesmo dever&aacute; acontecer com o plano de carreira. Ao mesmo tempo &eacute; quase uma leviandade confiar em palavra de deputado para jogar nas m&atilde;os deles os destinos de toda a categoria. &Eacute; fato consumado que Yeda n&atilde;o vai retirar projeto algum, portanto caber&aacute; aos professores escolher qual batalha v&atilde;o livrar em cada momento.<\/p>\n<p>A prepot&ecirc;ncia como forma de governo assenta a op&ccedil;&atilde;o chilena da economista neoliberal, a mesma professora da UFRGS que n&atilde;o tem nem curr&iacute;culo lattes! O or&ccedil;amento do estado e a aloca&ccedil;&atilde;o de verbas para a Infra-Estrutura e Log&iacute;stica <st1:personname productid=\"em detrimento da Educa&ccedil;&atilde;o\" w:st=\"on\">em detrimento da Educa&ccedil;&atilde;o<\/st1:personname> e da Sa&uacute;de comprovam <st1:personname productid=\"com n&uacute;meros o que\" w:st=\"on\">com n&uacute;meros o que<\/st1:personname> dizemos com conceitos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.claudemirpereira.com.br\/artigo.aspx?codigo=523\">Este artigo<\/a> foi originalmente publicado no portal do jornalista <a href=\"http:\/\/www.portalsantamaria.com.br\/\">santamariense<\/a> <st1:personname productid=\"Claudemir Pereira \" w:st=\"on\">Claudemir Pereira <\/st1:personname><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ex-sindicalista Mariza Abreu; foi diretora do Cpers e secret\u00e1ria de assuntos educacionais da CNTE. Seguindo a norma da trai\u00e7\u00e3o de classe, a pedagoga educa para o toyotismo social, atirando uma escola contra outra e incentivando a quebra de recorde de produtividade e competi\u00e7\u00e3o entre companheiros de trabalho. 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