{"id":887,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=887"},"modified":"2023-03-13T21:16:14","modified_gmt":"2023-03-14T00:16:14","slug":"brasil-se-rende-ao-banco-mundial-mais-uma-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=887","title":{"rendered":"Brasil se rende ao Banco Mundial mais uma vez"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/zolellick e lula_nov08.jpg\" title=\"Robert Bruce Zoellick, presidente atual do BIRD, \u00e9 advogado formado por Harvard, serviu como consultor da empresa caloteira Enron e como executivo do falimentar Goldman Sachs. Sua alegria com o ex-dirigente metal\u00fargico que nunca foi de esquerda \u00e9 ineg\u00e1vel. Pobre do pa\u00eds que tem um arrependido no comando. - Foto:\" alt=\"Robert Bruce Zoellick, presidente atual do BIRD, \u00e9 advogado formado por Harvard, serviu como consultor da empresa caloteira Enron e como executivo do falimentar Goldman Sachs. Sua alegria com o ex-dirigente metal\u00fargico que nunca foi de esquerda \u00e9 ineg\u00e1vel. Pobre do pa\u00eds que tem um arrependido no comando. - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Robert Bruce Zoellick, presidente atual do BIRD, \u00e9 advogado formado por Harvard, serviu como consultor da empresa caloteira Enron e como executivo do falimentar Goldman Sachs. Sua alegria com o ex-dirigente metal\u00fargico que nunca foi de esquerda \u00e9 ineg\u00e1vel. Pobre do pa\u00eds que tem um arrependido no comando.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p><st1:personname productid=\"Bruno Lima Rocha\" w:st=\"on\">Bruno Lima Rocha<\/st1:personname><\/p>\n<p>4&ordf; 25 de novembro de 2008 &ndash; Vila Setembrina dos Farrapos Tra&iacute;dos <st1:personname productid=\"em Porongos; Continente\" w:st=\"on\">em Porongos; Continente<\/st1:personname> do Rio Grande de M&rsquo;boror&eacute;; Liga Federal de los Valientes de Artigas.<\/p>\n<p>A crise do sistema financeiro mundial atingiu o Brasil em cheio. Ao contr&aacute;rio dos opin&oacute;logos de plant&atilde;o, n&atilde;o fa&ccedil;o o elogio do acaso e das apostas. A crise acertou o pa&iacute;s porque esta na&ccedil;&atilde;o &eacute; governada por banqueiros, literalmente. O homem mais poderoso daqui &eacute; funcion&aacute;rio do Bank of America. Seu nome &eacute; Henrique Meirelles e tem uma s&oacute;lida carreira ligada ao BankBoston. &Eacute; presidente do Banco Central do Brasil (BC) e ganhou status de ministro porque <a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=289ASP012\">estava sendo acusado por sua fortuna pessoal sem origem<\/a>. Agora, apenas o Supremo Tribunal Federal (STF), nossa gloriosa Suprema Corte digna de livro de Bob Woodward e Scott Armstrong (&ldquo;<a href=\"http:\/\/www.traca.com.br\/traca.cgi?mod=livro&amp;codlivro=26270\">Por detr&aacute;s da Suprema Corte<\/a>&rdquo;, Saraiva, 1985) pode julg&aacute;-lo.<\/p>\n<p>Os fatos s&atilde;o diretos e falam por si s&oacute;. O Brasil alega para a humanidade haver pagado sua d&iacute;vida externa. O que devia para o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) foi quitado. O grosso dos credores privados tamb&eacute;m. Mas, na frieza das LTNs (Letras do Tesouro Nacional) o que ocorreu foi uma troca da d&iacute;vida externa pelo super-endividamento p&uacute;blico como forma de acumula&ccedil;&atilde;o do capital especulativo. A fus&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria &eacute; fruto desse g&ecirc;nio do crime. Agora, com a corda no pesco&ccedil;o, com os cinco maiores bancos do pa&iacute;s sendo propriet&aacute;rios de 86% das ag&ecirc;ncias e terminais eletr&ocirc;nicos, resta ao governo pagar a conta do fim da liquidez.<\/p>\n<p>Desta forma absurda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) vai injetar mais R$ 12,5 bi de reais (cerca de US$ 6 bi de Usd) para garantir o fluxo de empr&eacute;stimos para o &ldquo;setor produtivo&rdquo;. Assim, ao inv&eacute;s de obrigar a Banca a emprestar, rebaixar a taxa b&aacute;sica de juros (Selic) e impor uma porcentagem da carteira dos bancos privados a ser destinado para o financiamento do capital de giro subsidiado, o Estado vai repassar o boleto de pagamento para todos n&oacute;s. A origem dos R$ 12,5 bi &eacute; igualmente sinistra. R$ 7,5 bi vir&atilde;o com mudan&ccedil;as nos compuls&oacute;rios banc&aacute;rios. Ou seja, as reservas de dep&oacute;sitos obrigat&oacute;rios, cada vez mais aliviadas, ser&atilde;o usadas para financiar o salvem-se quem puder. E, este montante sai do Estado, atrav&eacute;s do governo central, e n&atilde;o onera o caixa da Banca. Al&eacute;m disso, os restantes R$ 5 bi sair&atilde;o de uma linha de cr&eacute;dito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), empresa subsidi&aacute;ria do Grupo Banco Mundial. Ou seja, estamos nos REENDIVIDANDO para pagar a conta da farra das subprimes tupiniquins e nas apostas com o mercado futuro do d&oacute;lar.<\/p>\n<p>Para quem imagina que acabou o pesadelo vindo do &ldquo;governo de esquerda que manda por direita&rdquo;, a coisa &eacute; pior. O empr&eacute;stimo do BIRD para a Uni&atilde;o saiu por medida provis&oacute;ria, ou seja, por decreto. Ao inv&eacute;s de decretar a taxa&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria sobre a Banca, Lula decreta o re-endividamento do pa&iacute;s. Tem mais. O Brasil garantiu uma linha especial junto ao Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e ao FMI. A 11&ordf; economia do mundo ganhou este presente como menino bem comportado. Isto foi fruto do bom comportamento em 2002 e em 2008, das opera&ccedil;&otilde;es de swap (troca de moeda) ent&atilde;o comandadas pelo gerente de especula&ccedil;&atilde;o de Soros e ent&atilde;o presidente do BC Arm&iacute;nio Fraga e a repeti&ccedil;&atilde;o da roubalheira na forma reversa pelo sempre citado Mr. Meirelles. Hoje podemos trocar at&eacute; US$ 30 bi (mais de R$69 bi de reais) e pedir um aux&iacute;lio para o Fundo. Ou seja, o pr&ecirc;mio pelas <a href=\"http:\/\/www.desempregozero.org.br\/editoriais\/tenebrosas_transacoes.php\">tenebrosas transa&ccedil;&otilde;es de swap<\/a> e a obedi&ecirc;ncia aos &ldquo;fundamentos da economia neoliberal anti-econ&ocirc;mica&rdquo; &eacute; deitar nos bra&ccedil;os da morte outra vez.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s 13 anos de &ldquo;austeridade monetarista&rdquo; descobre-se o &oacute;bvio. Fruto das pol&iacute;ticas vende-p&aacute;tria, o pa&iacute;s abriu m&atilde;o de reservas estrat&eacute;gicas &ndash; como o min&eacute;rio de ferro privatizado &ndash; para tornar-se uma plataforma de exporta&ccedil;&atilde;o de bens prim&aacute;rios. Agora os financistas reinventam a roda, financiando com cr&eacute;dito externo a mentalidade criminosa de quem atirou 4\/5 da economia produtiva e de mercado aberto operando no Brasil &agrave; farra da jogatina de derivativos e mercado futuro. A exuber&acirc;ncia irracional tupiniquim termina de modo melanc&oacute;lico tal como um cocain&ocirc;mano da Bolsa de Valores ou o alco&oacute;latra do meio art&iacute;sitico, viciado em bebida destilada escocesa ou russa. Perdem a fam&iacute;lia, trabalho, e bens, mas n&atilde;o perdem a pose e a falta de vergonha na cara!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Robert Bruce Zoellick, presidente atual do BIRD, \u00e9 advogado formado por Harvard, serviu como consultor da empresa caloteira Enron e como executivo do falimentar Goldman Sachs. Sua alegria com o ex-dirigente metal\u00fargico que nunca foi de esquerda \u00e9 ineg\u00e1vel. Pobre do pa\u00eds que tem um arrependido no comando. 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