{"id":890,"date":"2008-12-22T09:42:48","date_gmt":"2008-12-22T09:42:48","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=890"},"modified":"2008-12-22T09:42:48","modified_gmt":"2008-12-22T09:42:48","slug":"ai-5-quarenta-anos-depois-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=890","title":{"rendered":"AI-5 quarenta anos depois (2)"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/itamar_franco_lula_fhc_e_jose_sarney.jpg\" title=\"Nenhum dos quatro presidentes ap\u00f3s 1985 sequer ousaram tocar nos respons\u00e1veis pelos crimes hediondos. Por omiss\u00e3o se tornam co-respons\u00e1veis pelo acobertamento e a mudan\u00e7a de imagem de pol\u00edticos e empres\u00e1rios que participaram da ditadura.  - Foto:\" alt=\"Nenhum dos quatro presidentes ap\u00f3s 1985 sequer ousaram tocar nos respons\u00e1veis pelos crimes hediondos. Por omiss\u00e3o se tornam co-respons\u00e1veis pelo acobertamento e a mudan\u00e7a de imagem de pol\u00edticos e empres\u00e1rios que participaram da ditadura.  - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Nenhum dos quatro presidentes ap\u00f3s 1985 sequer ousaram tocar nos respons\u00e1veis pelos crimes hediondos. Por omiss\u00e3o se tornam co-respons\u00e1veis pelo acobertamento e a mudan\u00e7a de imagem de pol\u00edticos e empres\u00e1rios que participaram da ditadura. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>Bruno Lima Rocha<\/p>\n<p>4&ordf;, 10 de dezembro de 2008, Vila Setembrina dos Farrapos tombados em Taquari; Continente de S&atilde;o Sep&eacute; Tiaraju; Liga Federal de los Bravos de Corrientes y Entre R&iacute;os<\/p>\n<p>Este artigo &eacute; a seq&uuml;&ecirc;ncia da trilogia a respeito dos quarenta anos do Ato Institucional de N&uacute;mero 5 (AI-5). Sigo no assunto, porque, al&eacute;m de recuperar a mem&oacute;ria, for&ccedil;adamente apagada, tamb&eacute;m &eacute; preciso compreender o porqu&ecirc; da dificuldade de p&ocirc;r este tema na ordem do dia. Uma possibilidade para isto &eacute; a aus&ecirc;ncia das esquerdas agindo na cruzada pela puni&ccedil;&atilde;o e responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos autores e mandantes dos crimes de lesa-humanidade.<\/p>\n<p>Assim, sem mobiliza&ccedil;&atilde;o social, se atribui tudo ao n&iacute;vel jur&iacute;dico da causa. Gastamos mais tempo interpretando o par&aacute;grafo 2&ordm; da Lei No. 6683, de 28 de agosto de 1979 (ver na &iacute;ntegra), conhecida como Lei de Anistia, do que nos mobilizando para sanear o aparelho repressivo. Isto se d&aacute; porque, ao contr&aacute;rio dos demais pa&iacute;ses do Cone Sul, a pauta direitos humanos n&atilde;o &eacute; da ordem do dia. E por desgra&ccedil;a, nem o governo de turno capitaliza os louros de p&ocirc;r ditadores na pris&atilde;o. &Eacute; por isso que no Brasil vemos o Conselho Federal da OAB questionar no Supremo a validade da anistia para os torturadores, mas n&atilde;o temos o reflexo disso nas ruas.<\/p>\n<p>Esta omiss&atilde;o &eacute; ampla, geral e irrestrita. Equivocadamente os operadores pol&iacute;ticos da transi&ccedil;&atilde;o rifaram o tema. Todos os governos ap&oacute;s a vit&oacute;ria indireta de Tancredo Neves e Jos&eacute; Sarney no col&eacute;gio eleitoral v&ecirc;m protelando a abertura dos arquivos das For&ccedil;as Armadas e o esclarecimento de todas as circunst&acirc;ncias das desapari&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas e assassinatos. Lula, FHC, Itamar, Collor e o pr&oacute;prio ex-senador maranhense pela ARENA evitaram mexer no passado recente. Assim, temos no Brasil a responsabilidade hist&oacute;rica da ditadura imputada apenas aos militares. Com esta manobra, se deu um processo de &ldquo;camaleoniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; de lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas, empresariais, latifundi&aacute;rias, religiosas, intelectuais, tecnocr&aacute;ticas e midi&aacute;ticas, al&eacute;m das transnacionais e do servi&ccedil;o diplom&aacute;tico dos EUA. Estes agentes coletivos e seus operadores s&atilde;o t&atilde;o respons&aacute;veis pela ditadura como o mais articulado dos conspiradores. Como sustent&aacute;culos do regime de exce&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m tanta culpa pelos horrores da ditadura como o mais ensandecido e b&aacute;rbaro torturador da Rua Tut&oacute;ia, da Invernada de Olaria e de outras dezenas de centros de horror estatal que havia no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Passadas mais de quatro d&eacute;cadas do golpe de 1&ordm; de abril de 1964, &eacute; hora de enfrentar a verdade, abrir os arquivos e punir aos culpados.<\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum dos quatro presidentes ap\u00f3s 1985 sequer ousaram tocar nos respons\u00e1veis pelos crimes hediondos. Por omiss\u00e3o se tornam co-respons\u00e1veis pelo acobertamento e a mudan\u00e7a de imagem de pol\u00edticos e empres\u00e1rios que participaram da ditadura. 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