{"id":896,"date":"2009-01-04T10:38:51","date_gmt":"2009-01-04T10:38:51","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=896"},"modified":"2009-01-04T10:38:51","modified_gmt":"2009-01-04T10:38:51","slug":"do-massacre-das-criancas-palestinas-ao-inicio-da-3a-intifada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=896","title":{"rendered":"Do massacre das crian\u00e7as palestinas ao in\u00edcio da 3\u00aa Intifada"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/pal_mulhs.jpg\" title=\"As crian\u00e7as da Palestina ter\u00e3o a dura tarefa de reconstruir a vida ap\u00f3s o massacre - Foto:\" alt=\"As crian\u00e7as da Palestina ter\u00e3o a dura tarefa de reconstruir a vida ap\u00f3s o massacre - Foto:\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">As crian\u00e7as da Palestina ter\u00e3o a dura tarefa de reconstruir a vida ap\u00f3s o massacre<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:<\/small><\/figure>\n<p>Bruno Lima Rocha <\/p>\n<p>03 de janeiro de 2008 &ndash; do Rio Grande <\/p>\n<p>\nO Estado de Israel iniciou uma ousada tentativa de erradicar qualquer chance de autodetermina&ccedil;&atilde;o na Faixa de Gaza. Este Territ&oacute;rio Ocupado em 1967 foi autonomizado de uma dilacerada Autoridade Nacional Palestina (ANP) pouco depois da vit&oacute;ria do Hamas nas elei&ccedil;&otilde;es gerais de 2006. Para compreender as opera&ccedil;&otilde;es militares do Estado sionista, elenco tr&ecirc;s fatores como fundamentais: &#8211; um deles passa pelo calend&aacute;rio eleitoral israelense &ndash; quando a disputa se d&aacute; em um jogo de cartas marcadas, com dois ex-primeiros ministros na corrida (Barak e Netanyahu); &#8211; outro pela possibilidade de atacar a popula&ccedil;&atilde;o palestina justo no intervalo do governo dos EUA &ndash; Bush Jr saindo e apoiando as medidas de for&ccedil;a e Obama mudo at&eacute; assumir; &#8211; o mais sinistro de todos, existe uma grau de realidade na teoria conspirat&oacute;ria que aproxima o atual presidente (ileg&iacute;timo) da ANP Mahmoud Abbas da pol&iacute;tica externa israelense.<\/p>\n<p>N&atilde;o que o gabinete de Abbas seja o respons&aacute;vel pelo Holocausto promovido pelas armas de Israel (financiadas com verba dos EUA), mas no m&iacute;nimo peca por duas vezes: &#8211; na repress&atilde;o interna &agrave; resist&ecirc;ncia palestina (em especial aos grupos de esquerda); &#8211; por ter se apresentado como um parceiro confi&aacute;vel dos l&iacute;deres &aacute;rabes traidores, tais como o presidente do Egito Hosni Mubarak, o rei da Jord&acirc;nia Abdullah II e o monarca saudita Abdullah bin Abdel Aziz. <\/p>\n<p>Mais preocupado com sua hegemonia interna &ndash; cada vez mais cambaleante &ndash; o herdeiro do partido de Yasser Arafat mostrou-se como o homem a ser elogiado pela administra&ccedil;&atilde;o Bush Jr.\/Cheney; pelos sucessivos gabinetes sionistas e pela alian&ccedil;a expl&iacute;cita entre as companhias gigantes do petr&oacute;leo e os governantes &aacute;rabes. Por outro lado, O Movimento de Resist&ecirc;ncia Isl&acirc;mica (Hamas, integrista de credo sunita) rompeu com a Fatah &ndash; historicamente o partido majorit&aacute;rio, dividido em muitas fac&ccedil;&otilde;es e sob eterna acusa&ccedil;&atilde;o e suspeita de corrup&ccedil;&atilde;o e ganhou nas urnas. Ganhou mas n&atilde;o levou, tomando Gaza e perdendo a Cisjord&acirc;nia para uma autoridade que n&atilde;o se sustenta mais a n&atilde;o ser nas costas do apoio de suspeit&iacute;ssimos regimes &aacute;rabes. <\/p>\n<p>A urg&ecirc;ncia de Ehud Olmert em liberar o ataque justifica tamb&eacute;m no constrangimento proporcionado &agrave; nova administra&ccedil;&atilde;o estadunidense que est&aacute; por assumir. O vazio de poder tempor&aacute;rio (pela reprova&ccedil;&atilde;o popular de Bush Jr.) e o per&iacute;odo eleitoral se aproximando s&atilde;o a mescla ideal para promover uma opera&ccedil;&atilde;o militar que fede a genoc&iacute;dio programado. J&aacute; ultrapassavam a 400 o n&uacute;mero de palestinos mortos pelos bombardeios &ldquo;cir&uacute;rgicos&rdquo; de Israel. Isso antes de come&ccedil;ar a invas&atilde;o por terra. A meta do Estado que nascera do pacto entre a Haganah-Palmach, a Stern e a Irgun &eacute;, em tese, eliminar a alternativa integrista palestina. Este argumento &eacute; falso. Se e caso o Hamas vier a ser desestruturado em Gaza, perdendo sua capacidade de governo e de a&ccedil;&atilde;o militar, entendo ser uma ilus&atilde;o supor que a fac&ccedil;&atilde;o da Fatah ainda ligada a Abbas ser&aacute; a alternativa naquele territ&oacute;rio. Na aus&ecirc;ncia do autoritarismo da organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-militar-religiosa Hamas, n&atilde;o haver&aacute; autoridade leg&iacute;tima que se construa com a ajuda do invasor sionista. A meta de Israel n&atilde;o &eacute; o fim do integrismo suni, mas simplesmente a ingovernabilidade de Gaza. E, caso o Hamas consiga um empate com vit&oacute;ria pol&iacute;tica, como o feito do Hizbullah em julho de 2006, a&iacute; estar&aacute; pavimentado o caminho para a vit&oacute;ria na interna da pol&iacute;tica palestina. <\/p>\n<p>A lucidez que veio da esquerda <\/p>\n<p>No meio do caos instalado quando a Fatah come&ccedil;ou a reprimir utilizando-se da ANP, situa&ccedil;&atilde;o ca&oacute;tica esta que se aprofunda nos enfrentamento entre Hamas e a fac&ccedil;&atilde;o de Abbas &ndash; culminando com o golpe da ala governista da Fatah &ndash; a proposta mais l&uacute;cida veio da esquerda do nacionalismo &aacute;rabe. <a href=\"http:\/\/www.fdlpalestina.org\/declaraciones\/declaracion-politica-de-las-fuerzas-de-la-izquierda-palestina.htm\">Em manifesto<\/a> assinado pela: Frente Democr&aacute;tica pela Liberta&ccedil;&atilde;o da Palestina (FDLP); Frente Popular pela Liberta&ccedil;&atilde;o da Palestina (PFLP) e o Partido do Povo Palestino (PPP), as tr&ecirc;s hist&oacute;ricas for&ccedil;as de esquerda clamam por uma unidade de combate, apoio log&iacute;stico contra o invasor e reconstru&ccedil;&atilde;o das estruturas de base em meio dos combates casa por casa. Se h&aacute; um ac&uacute;mulo de experi&ecirc;ncia nos anos de combate entre as for&ccedil;as de ocupa&ccedil;&atilde;o de Israel e a resist&ecirc;ncia &aacute;rabe, tudo nos leva a crer que essa ocupa&ccedil;&atilde;o terrestre pode se tornar o in&iacute;cio da 3&ordf; Intifada. O que est&aacute; em jogo &eacute; saber se esta resist&ecirc;ncia ser&aacute; levada a cabo apenas pelo autoritarismo integrista ou pelo conjunto das for&ccedil;as palestinas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as da Palestina ter\u00e3o a dura tarefa de reconstruir a vida ap\u00f3s o massacre Foto: Bruno Lima Rocha 03 de janeiro de 2008 &ndash; do Rio Grande O Estado de Israel iniciou uma ousada tentativa de erradicar qualquer chance de autodetermina&ccedil;&atilde;o na Faixa de Gaza. 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