{"id":938,"date":"2009-02-26T12:46:53","date_gmt":"2009-02-26T12:46:53","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=938"},"modified":"2009-02-26T12:46:53","modified_gmt":"2009-02-26T12:46:53","slug":"o-campo-da-historia-entre-jogos-e-batalhas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=938","title":{"rendered":"O Campo da Hist\u00f3ria entre Jogos e Batalhas!"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Tabuleiro de xadres.jpg\" title=\" O \"Xadrez\" contempla a representa\u00e7\u00e3o do jogo e do combate. Alia a import\u00e2ncia das estruturas (fixas ou construidas), assim como da t\u00e9cnica e da ousadia. - Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa\" alt=\" O \"Xadrez\" contempla a representa\u00e7\u00e3o do jogo e do combate. Alia a import\u00e2ncia das estruturas (fixas ou construidas), assim como da t\u00e9cnica e da ousadia. - Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\"> O &#8220;Xadrez&#8221; contempla a representa\u00e7\u00e3o do jogo e do combate. Alia a import\u00e2ncia das estruturas (fixas ou construidas), assim como da t\u00e9cnica e da ousadia.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa<\/small><\/figure>\n<p>Discute-se neste texto o carater estrat&eacute;gico do saber e do fazer historiografico, a partir de conceitos como Campo, Capital e Habitus de Bourdieu.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 36.85pt; line-height: 150%\">Por Anderson Rom&aacute;rio Pereira Corr&ecirc;a. <br \/>\nAlegrete, fevereiro de 2009. <\/p>\n<p>Um dos fundadores da Escola dos Annales (Corrente historiogr&aacute;fica francesa) em 1929, Lucien Febvre, ficou conhecido tamb&eacute;m pela famosa express&atilde;o &ldquo;Combates pela Hist&oacute;ria&rdquo;. A Escola dos Annales conseguiu transformar a forma de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento hist&oacute;rico, mudando a metodologia e enfocando o aspecto econ&ocirc;mico e social. Uma das tarefas dos historiadores ent&atilde;o foi colocar a hist&oacute;ria ao lado das ci&ecirc;ncias sociais, na busca de instrumentos conceituais e te&oacute;ricos que possibilitassem interpretar, compreender e explicar os processos e transforma&ccedil;&otilde;es das sociedades no decorrer dos tempos. A hist&oacute;ria trabalha com a constru&ccedil;&atilde;o de identidades. As identidades individuais e coletivas comp&otilde;em o mundo do imagin&aacute;rio, do simb&oacute;lico e cultural. A &ldquo;manipula&ccedil;&atilde;o&rdquo; das identidades, e dos &ldquo;meios de produ&ccedil;&atilde;o&rdquo; desta, possibilita controlar o tempo presente e projetos de futuro. Eduardo Galeano escreveu &ldquo;(&#8230;) quem n&atilde;o sabe o que foi n&atilde;o sabe o que &eacute; e nem o que poder&aacute; ser.&rdquo; Em sociologia, &eacute; importante a contribui&ccedil;&atilde;o de Karl Marx para o estudo do Campo Econ&ocirc;mico, assim como de Max Weber para o estudo do Campo Pol&iacute;tico (burocracia). Michel Foucault destaca-se no estudo do Poder. Norbert Elias trabalha com as representa&ccedil;&otilde;es sociais. Pierre Bourdieu constr&oacute;i uma teoria das praticas sociais que procura superar os determinismos econ&ocirc;micos e culturais e que relaciona as contradi&ccedil;&otilde;es entre sociedade e indiv&iacute;duo: Campo, Capital e Habitus. <br \/>\nCec&iacute;lia Flachsland escreve que para Bourdieu Campo &eacute; um sistema estruturado objetivamente que se imp&otilde;em aos objetos e agentes; &eacute; um espa&ccedil;o de conflito onde os agentes lutam para acumular ou monopolizar capital especifico de cada campo (os agentes lutam tamb&eacute;m para mant&ecirc;-lo intacto ou muda-lo); em cada Campo h&aacute; dominantes e dominados; um Campo &eacute; um espa&ccedil;o aut&ocirc;nomo regidos por leis pr&oacute;prias e seu funcionamento n&atilde;o se reduz a uma &uacute;nica l&oacute;gica; os Campos s&atilde;o hist&oacute;ricos. Os Campos podem ser econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico, cultural, desportivo, etc. S&atilde;o conjuntos de esferas de jogo. (2003:48s) <br \/>\nSobre Capital, Zaia Brand&atilde;o (p.05) destaca que Bourdieu queria dizer que: &ldquo;O Capital especifico (cientifico, art&iacute;stico, religioso&#8230;) &eacute; a moeda pr&oacute;pria a cada campo, cuja posse &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o para que os agentes atuem num determinado Campo e possam, em virtudes de suas jogadas acumular Capital espec&iacute;fico.&rdquo; <br \/>\nHabitus &eacute; um conjunto de modos de ver, agir e atuar, que, por mais que pare&ccedil;am naturais, s&atilde;o sociais. Est&atilde;o moldados pelas estruturas sociais e se apreendem. &Eacute; uma media&ccedil;&atilde;o entre as condi&ccedil;&otilde;es objetivas e os comportamentos individuais. (Flachsland, 2003.p.53s) <br \/>\nO lugar onde ocorre a disputa por mem&oacute;ria e identidade &eacute; o Campo, que de forma gen&eacute;rica, pode-se entender como &ldquo;Cultura Hist&oacute;rica&rdquo;. O objeto em disputa, o Capital espec&iacute;fico em quest&atilde;o, &eacute; a identidade coletiva e a mem&oacute;ria. A forma de produzir a identidade e a mem&oacute;ria (a metodologia e teorias explicitas ou impl&iacute;citas) s&atilde;o o &ldquo;Habitus&rdquo; do historiador ou do memoralista. A Hist&oacute;ria &eacute; quase uma &ldquo;mem&oacute;ria coletiva&rdquo;, que disputa um bem simb&oacute;lico (capital simb&oacute;lico) que &eacute; a identidade coletiva (auto-representa&ccedil;&atilde;o) com capacidade de auto-reprodu&ccedil;&atilde;o e acumulo em beneficio de determinados imagin&aacute;rios e projetos pol&iacute;ticos sociais. Uma ruptura nos m&eacute;todos e procedimentos de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento hist&oacute;rico &eacute; uma &ldquo;ruptura paradigm&aacute;tica&rdquo;. A emerg&ecirc;ncia de um novo paradigma historiogr&aacute;fico pode contribuir para uma nova compreens&atilde;o do processo hist&oacute;rico, da constru&ccedil;&atilde;o da identidade, da mem&oacute;ria coletiva. Em fim, uma nova compreens&atilde;o do que fomos, condiciona a imagem que temos sobre o que somos e principalmente do que queremos e poderemos ser. <\/p>\n<p>Refer&ecirc;ncias: <br \/>\nBRAND&Atilde;O, Zaia e Helena Altmann. Algumas hip&oacute;teses sobre a transforma&ccedil;&atilde;o do habitus. http:\/\/WWW.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br\/cgi-bin\/PRG_0599.EXE\/5915.PDF?NrOcoSis=16344&amp;CdLinPrg=pt <br \/>\nFLACHSLAND, Cec&iacute;lia. Pierre Bourdieu y el Capital Simb&oacute;lico.Madri, Campo de Ideas SL, 2003. <br \/>\nGALEANO, Eduardo. A descoberta da Am&eacute;rica que ainda n&atilde;o houve. Ed. URFGS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O &#8220;Xadrez&#8221; contempla a representa\u00e7\u00e3o do jogo e do combate. 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