{"id":939,"date":"2009-03-03T11:43:39","date_gmt":"2009-03-03T11:43:39","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=939"},"modified":"2009-03-03T11:43:39","modified_gmt":"2009-03-03T11:43:39","slug":"cultura-historica-historia-historia-escolar-e-lugares-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=939","title":{"rendered":"Cultura Hist\u00f3rica: Hist\u00f3ria, Hist\u00f3ria Escolar e Lugares da Mem\u00f3ria."},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/Jacques Le Gof.jpg\" title=\"Jacques Le Gof \u00e9 um dos historidores que \u00e9 refer\u00eancia nos estudos sobre Hist\u00f3ria e Mem\u00f3ria. - Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa\" alt=\"Jacques Le Gof \u00e9 um dos historidores que \u00e9 refer\u00eancia nos estudos sobre Hist\u00f3ria e Mem\u00f3ria. - Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Jacques Le Gof \u00e9 um dos historidores que \u00e9 refer\u00eancia nos estudos sobre Hist\u00f3ria e Mem\u00f3ria.<\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa<\/small><\/figure>\n<p>O texto aponta a disputa pela constru&ccedil;&atilde;o da identidade e da mem&oacute;ria coletiva que &eacute; travada nos diferentes lugares da mem&oacute;ria e que, estas refer&ecirc;ncias &agrave;s experi&ecirc;ncias passadas, (vividas e ou herdadas) constituem a Cultura Hist&oacute;rica de um povo.<\/p>\n<p>Por Anderson Rom&aacute;rio Pereira Corr&ecirc;a. <br \/>\nAlegrete, 03 de mar&ccedil;o de 2009. <\/p>\n<p>O objetivo deste texto &eacute; demonstrar que o Campo da Hist&oacute;ria, &ldquo;lugar&rdquo; onde est&aacute; em disputa a constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de identidades atrav&eacute;s da mem&oacute;ria, &eacute; dividido em tr&ecirc;s macro setores: Hist&oacute;ria (acad&ecirc;mica ou cientifica), Hist&oacute;ria Escolar e os demais &ldquo;lugares da mem&oacute;ria&rdquo;. Os tr&ecirc;s setores que compreendem o Campo da Hist&oacute;ria configuram o que pode ser chamado de &ldquo;Cultura Hist&oacute;rica&rdquo;, que &eacute; a maneira como os indiv&iacute;duos e a sociedade compreendem o processo de auto -constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o no transcorrer dos tempos. <br \/>\nA Hist&oacute;ria acad&ecirc;mica ou cientifica &eacute; a hist&oacute;ria constru&iacute;da com rigor metodol&oacute;gico e te&oacute;rico que caracteriza-se por um conjunto de procedimentos metodol&oacute;gicos. Astor Ant&ocirc;nio Diehl (2001:23) define os princ&iacute;pios metodol&oacute;gicos do pensar hist&oacute;rico: &ldquo;O pensar hist&oacute;rico ter&aacute; plausibilidade cientifica se for baseado no principio da fundamenta&ccedil;&atilde;o argumentativa e conseguir ratificar sistematicamente suas pretens&otilde;es de validade.&rdquo; Para o autor, a perspectiva da plausibilidade &eacute; composta por: teor das experi&ecirc;ncias, teor das normas e teor dos sentidos. As pretens&otilde;es de validade (verdade) e\/ou plausibilidade podem ser poss&iacute;veis em tr&ecirc;s perspectivas diferentes, mas seguramente interligadas. S&atilde;o passos operativos da pesquisa hist&oacute;rica: Heur&iacute;stica, critica, interpreta&ccedil;&atilde;o e narra&ccedil;&atilde;o. <br \/>\nOldimar Cardoso (2008) afirma que a Hist&oacute;ria Escolar &eacute; a hist&oacute;ria com finalidade pedag&oacute;gica para os jovens. Por muito tempo pensava-se que a Hist&oacute;ria Escolar seria apenas uma reprodu&ccedil;&atilde;o na Escola das pesquisas desenvolvidas pela Hist&oacute;ria Acad&ecirc;mica ou Cientifica. Segundo Oldimar, sabe-se que a Hist&oacute;ria Escolar possui uma din&acirc;mica pr&oacute;pria, e que, al&eacute;m disso, trabalha tamb&eacute;m com a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento (a constru&ccedil;&atilde;o do saber n&atilde;o est&aacute; exclusivamente na academia). N&atilde;o se pode esperar que jovens pr&eacute;-adolescentes e adolescentes construam pesquisas &ldquo;acad&ecirc;micas&rdquo; no Ensino B&aacute;sico. Desta forma, as pesquisas escolares podem explorar diversos tipos de testemunhos em sala-de-aula. &Eacute; de fundamental import&acirc;ncia a utiliza&ccedil;&atilde;o de pesquisa oral para abordar a mem&oacute;ria, a hist&oacute;ria do tempo presente e das mentalidades. <br \/>\nLe Goff (1990) refere-se aos &ldquo;Lugares da mem&oacute;ria&rdquo;, conceito criado por seu colega historiador Pierre Nora. &ldquo;Lugares da mem&oacute;ria&rdquo; s&atilde;o &ldquo;Lugares topogr&aacute;ficos, como os arquivos, as bibliotecas, os museus; lugares monumentais como os cemit&eacute;rios e as arquiteturas; lugares simb&oacute;licos como as comemora&ccedil;&otilde;es, as peregrina&ccedil;&otilde;es, os anivers&aacute;rios ou os emblemas; lugares funcionais como os manuais, as autobiografias ou as associa&ccedil;&otilde;es: estes memoriais tem a sua hist&oacute;ria&rdquo;. Tamb&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer que os verdadeiros lugares da hist&oacute;ria s&atilde;o &agrave;queles constitu&iacute;dos pelos sujeitos que s&atilde;o os agentes criadores e denominadores da mem&oacute;ria coletiva: &ldquo;Estados, meios sociais e pol&iacute;ticos, comunidades de experi&ecirc;ncias hist&oacute;ricas ou de gera&ccedil;&otilde;es, levadas a constituir os seus arquivos em fun&ccedil;&atilde;o dos usos diferentes que fazem da mem&oacute;ria&rdquo;. Em fim, &ldquo;Lugares da Mem&oacute;ria&rdquo; s&atilde;o todos aqueles espa&ccedil;os e momentos em que faz-se refer&ecirc;ncia ao passado, seja na forma de mitos, lendas, lembran&ccedil;as de experi&ecirc;ncias. Estes &ldquo;lugares da mem&oacute;ria&rdquo; s&atilde;o revistas, jornais, emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o, a Escola, a Universidade, as festividades c&iacute;vicas e populares, museus, memoriais e arquivos. <br \/>\nA articula&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os denominados de &ldquo;Lugares de Mem&oacute;ria&rdquo; comp&otilde;e a &ldquo;Cultura Hist&oacute;rica&rdquo; de um povo. No &ldquo;Campo da Hist&oacute;ria&rdquo;, a estrat&eacute;gia que tem por objetivo a constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o das identidades coletivas deve contemplar os &ldquo;lugares da mem&oacute;ria&rdquo; como um todo, desde a hist&oacute;ria acad&ecirc;mica, escolar e os demais lugares da mem&oacute;ria. <\/p>\n<p>Bibliografia: <br \/>\nDIEHL, Astor Ant&ocirc;nio. Do M&eacute;todo Hist&oacute;rico. 2&ordf; ed. Passo fundo: UPF, 2001. <br \/>\nCARDOSO, Oldimar. Para uma defini&ccedil;&atilde;o de did&aacute;tica da hist&oacute;ria. Revista Brasileira de Hist&oacute;ria. S&atilde;o Paulo, v.28, n&ordm; 55, p.153-170 &ndash; 2008. <br \/>\nLE GOFF, Jacques. Hist&oacute;ria e mem&oacute;ria. Campinas: Unicamp, 1990.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jacques Le Gof \u00e9 um dos historidores que \u00e9 refer\u00eancia nos estudos sobre Hist\u00f3ria e Mem\u00f3ria. Foto:Anderson Rom\u00e1rio Pereira Corr\u00eaa O texto aponta a disputa pela constru&ccedil;&atilde;o da identidade e da mem&oacute;ria coletiva que &eacute; travada nos diferentes lugares da mem&oacute;ria e que, estas refer&ecirc;ncias &agrave;s experi&ecirc;ncias passadas, (vividas e ou herdadas) constituem a Cultura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-939","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/939\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}