{"id":959,"date":"2009-04-02T09:15:53","date_gmt":"2009-04-02T09:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=959"},"modified":"2009-04-02T09:15:53","modified_gmt":"2009-04-02T09:15:53","slug":"tres-conclusoes-apos-a-queda-de-mais-um-castelo-de-areia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=959","title":{"rendered":"Tr\u00eas conclus\u00f5es ap\u00f3s a queda de mais um castelo de areia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/destaque03camargocorrea.jpg\" title=\"A mega empresa de constru\u00e7\u00e3o civil Grupo Camargo Corr\u00eaa, grupo que supostamente teria aberto um canal ao estilo propinoduto, investindo em campanhas, gerando sobras das mesmas e transformando em castelo de areia t\u00f3xica qualquer insanidade preditiva que afirma ser a democracia brasileira limpa e transparente  - Foto:task sistemas - google imagens\" alt=\"A mega empresa de constru\u00e7\u00e3o civil Grupo Camargo Corr\u00eaa, grupo que supostamente teria aberto um canal ao estilo propinoduto, investindo em campanhas, gerando sobras das mesmas e transformando em castelo de areia t\u00f3xica qualquer insanidade preditiva que afirma ser a democracia brasileira limpa e transparente  - Foto:task sistemas - google imagens\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A mega empresa de constru\u00e7\u00e3o civil Grupo Camargo Corr\u00eaa, grupo que supostamente teria aberto um canal ao estilo propinoduto, investindo em campanhas, gerando sobras das mesmas e transformando em castelo de areia t\u00f3xica qualquer insanidade preditiva que afirma ser a democracia brasileira limpa e transparente <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:task sistemas &#8211; google imagens<\/small><\/figure>\n<p>Bruno Lima Rocha, 1&ordm; de abril de 2009, completando 45 anos do golpe militar de 1964 <\/p>\n<p>Os efeitos midi&aacute;ticos da Opera&ccedil;&atilde;o Castelo de Areia foram contundentes. Deixaram expl&iacute;citas algumas considera&ccedil;&otilde;es as quais vou discorrer neste breve artigo. A nota tragic&ocirc;mica, &eacute; que nenhuma das tr&ecirc;s conclus&otilde;es que apresentarei se tratam de novidade. &Eacute; bem ao contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>A primeira considera&ccedil;&atilde;o &eacute; que o conceito expresso em artigos anteriores, o de &ldquo;espiocracia&rdquo;, segue v&aacute;lido. N&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de uma opera&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia da pol&iacute;cia judici&aacute;ria da Uni&atilde;o contra alvos autorizados pela Justi&ccedil;a. Este conceito, ao estilo de John Le Carr&eacute;, se aplica em fun&ccedil;&atilde;o das censuras dos informes, dos &ldquo;vazamentos&rdquo; controlados para a m&iacute;dia e pela triste constata&ccedil;&atilde;o de que alguns relat&oacute;rios s&atilde;o mais reservados do que outros. Dependendo da sigla partid&aacute;ria, o texto sair&aacute; na &iacute;ntegra ou com cortes. Triste tamb&eacute;m &eacute; a constante de que isso ocorre neste governo e nos anteriores. <\/p>\n<p>A segunda constata&ccedil;&atilde;o &eacute; &oacute;bvia. &ldquo;Follow the Money!&rdquo; Para quem defende a livre circula&ccedil;&atilde;o de capitais sem nenhum tipo de barreira ou controle, esta id&eacute;ia &eacute; como um soco no f&iacute;gado. A frase tem sua raiz midi&aacute;tica no c&eacute;lebre di&aacute;logo de W. Mark Felt, o informante de Watergate que atendia pela alcunha de &ldquo;Garganta Profunda&rdquo; com os rep&oacute;rteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post. Ou seja, h&aacute; que seguir o fluxo de dinheiro, a sua origem, a rota por onde este passou, os benefici&aacute;rios e emiss&aacute;rios e os caminhos da lavagem. Esta opera&ccedil;&atilde;o, a Castelo de Areia, tendo como alvo a construtora Camargo Corr&ecirc;a refor&ccedil;a uma certeza. Existe um acionar permanente, e n&atilde;o epis&oacute;dico, de agentes econ&ocirc;micos com interesse nos neg&oacute;cios de Estado. O destino desses recursos investigados era preferencialmente os fundos de campanha para candidaturas executivas e legislativas. Portanto, &eacute; preciso tornar p&uacute;blica a rela&ccedil;&atilde;o de grandes empresas com os caciques da pol&iacute;tica nacional. <\/p>\n<p>Por fim, a terceira conclus&atilde;o de t&atilde;o &oacute;bvia chega a ser repetitiva. &Eacute; preciso debater e aprovar uma reforma pol&iacute;tica que inclua o financiamento p&uacute;blico das campanhas. Para brecar os comportamentos pouco ou nada republicanos, no intento de dirimir um pouco da suspeita coletiva sobre os pol&iacute;ticos profissionais, &eacute; necess&aacute;ria uma medida de for&ccedil;a, remetendo &agrave; transpar&ecirc;ncia nos processos de competi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. N&atilde;o &eacute; fact&iacute;vel que todo o volume de recursos saindo dos cofres de &ldquo;doadores&rdquo; ou &ldquo;investidores&rdquo; de campanhas tenha como destino apenas a corrida eleitoral. Digo isso porque qualquer um dotado de m&iacute;nima informa&ccedil;&atilde;o do Jogo Real da Pol&iacute;tica sabe que o problema dos fundos de campanha, s&atilde;o as sobras n&atilde;o declaradas. Assim, uma regra simples, a do financiamento p&uacute;blico das campanhas eleitorais, daria fim a toda e qualquer alega&ccedil;&atilde;o de que a transfer&ecirc;ncia de qualquer quantia de um agente econ&ocirc;mico para um agente pol&iacute;tico possa ser justific&aacute;vel. <\/p>\n<p>\nTexto original escrito e publicado no blog de Ricardo Noblat<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mega empresa de constru\u00e7\u00e3o civil Grupo Camargo Corr\u00eaa, grupo que supostamente teria aberto um canal ao estilo propinoduto, investindo em campanhas, gerando sobras das mesmas e transformando em castelo de areia t\u00f3xica qualquer insanidade preditiva que afirma ser a democracia brasileira limpa e transparente Foto:task sistemas &#8211; google imagens Bruno Lima Rocha, 1&ordm; de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-959","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/959\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}