{"id":96,"date":"2008-03-13T19:42:10","date_gmt":"2008-03-13T22:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=96"},"modified":"2023-03-13T20:44:08","modified_gmt":"2023-03-13T23:44:08","slug":"um-estudo-de-insurgencia-e-contra-insurgencia-para-o-brasil-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=96","title":{"rendered":"Um estudo de insurg\u00eancia e contra-insurg\u00eancia para o Brasil atual"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/9-12-2009-fora-arruda1.jpg\" title=\"A repress\u00e3o sistem\u00e1tica contra setores organizados que estiverem al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o formal ou vejam suas demandas esgotadas pela via da representa\u00e7\u00e3o pode ser o estopim para outro tipo de contesta\u00e7\u00e3o.  - Foto:fora Arruda\" alt=\"A repress\u00e3o sistem\u00e1tica contra setores organizados que estiverem al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o formal ou vejam suas demandas esgotadas pela via da representa\u00e7\u00e3o pode ser o estopim para outro tipo de contesta\u00e7\u00e3o.  - Foto:fora Arruda\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">A repress\u00e3o sistem\u00e1tica contra setores organizados que estiverem al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o formal ou vejam suas demandas esgotadas pela via da representa\u00e7\u00e3o pode ser o estopim para outro tipo de contesta\u00e7\u00e3o. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:fora Arruda<\/small><\/figure>\n<p>Vim&atilde;o\/RS, julho de 2002<\/p>\n<p>1) <st2:verbetes>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/st2:verbetes><\/p>\n<p>Nesta <st2:verbetes>primeira<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>parte<\/st2:verbetes> do <st1:dm>trabalho<\/st1:dm>, faremos uma <st1:dm>aproxima&ccedil;&atilde;o<\/st1:dm> descritiva do <st2:verbetes>objeto<\/st2:verbetes> e das <st2:verbetes>ferramentas<\/st2:verbetes> te&oacute;ricas <st2:verbetes>que<\/st2:verbetes> empregamos <st1:dm>para<\/st1:dm> abord&aacute;-lo. O <st1:dm>presente<\/st1:dm> <st2:verbetes>artigo<\/st2:verbetes> se enquadra <st2:verbetes>como<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>um<\/st2:verbetes> <st1:dm>peda&ccedil;o<\/st1:dm> de <st2:verbetes>estudo<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>mais<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>amplo<\/st2:verbetes> a <st2:verbetes>respeito<\/st2:verbetes> dos <st2:verbetes>temas<\/st2:verbetes> das possibilidades <st2:verbetes>insurgentes<\/st2:verbetes> brasileiras e as <st2:verbetes>antecipa&ccedil;&otilde;es<\/st2:verbetes> de contra-insurg&ecirc;ncias das <st2:verbetes>reservas<\/st2:verbetes> estrat&eacute;gicas do <st1:dm>regime<\/st1:dm> e <st2:verbetes>sistema<\/st2:verbetes> no Brasil. A <st2:verbetes>defini&ccedil;&atilde;o<\/st2:verbetes> de <st2:verbetes>antecipa&ccedil;&atilde;o<\/st2:verbetes> &eacute; a <st2:verbetes>natureza<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>mesma<\/st2:verbetes> da <st2:verbetes>defesa<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>interna<\/st2:verbetes>. Poder&iacute;amos <st1:hm>alterar<\/st1:hm> esta tipifica&ccedil;&atilde;o <st1:dm>para<\/st1:dm> <st2:verbetes>sua<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>vers&atilde;o<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>mais<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>profunda<\/st2:verbetes>, a de <st2:verbetes>guerra<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>interna<\/st2:verbetes> e os <st2:verbetes>problemas<\/st2:verbetes> da <st2:verbetes>atividade<\/st2:verbetes> de <st1:dm>intelig&ecirc;ncia<\/st1:dm> <st1:dm>para<\/st1:dm> a <st1:dm>seguran&ccedil;a<\/st1:dm> de <st2:verbetes>Estado<\/st2:verbetes>. <st2:verbetes>Em<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>&uacute;ltima<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>an&aacute;lise<\/st2:verbetes>, estamos falando do <st2:verbetes>sistema<\/st2:verbetes> de <st2:verbetes>domina&ccedil;&atilde;o<\/st2:verbetes>; e <st2:verbetes>objetivamente<\/st2:verbetes> da <st2:verbetes>antecipa&ccedil;&atilde;o<\/st2:verbetes> contra-insurgente (Eckstein, citado <st2:verbetes>em<\/st2:verbetes> Huntington, 1975, p.284).<\/p>\n<p>A <st2:verbetes>hip&oacute;tese<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>central<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>portanto<\/st2:verbetes> <st2:verbetes>s&atilde;o<\/st2:verbetes> as potencialidades de <st2:verbetes>desenvolvimento<\/st2:verbetes> de <st1:dm>processo<\/st1:dm> <st1:dm>insurgente<\/st1:dm> a <st1:hm>partir<\/st1:hm> do <st2:verbetes>cen&aacute;rio<\/st2:verbetes> ampliado das <st2:verbetes>periferias<\/st2:verbetes> urbanas-metropolitanas do Brasil <st1:dm>contempor&acirc;neo<\/st1:dm>.<\/p>\n<p>1.1) Uma segunda abordagem<\/p>\n<p>Este trabalho tem como base te&oacute;rico-metodol&oacute;gica uma parte de estudo anterior que fizemos (Beaklini, 2001, Introdu&ccedil;&atilde;o Metodol&oacute;gica), baseando as ferramentas te&oacute;ricas a partir da &aacute;rea de saber reconhecida como estudo e an&aacute;lise estrat&eacute;gica em sentido amplo. O eixo central do atual estudo se d&aacute; sobre os seguintes alicerces j&aacute; desenvolvidos:<\/p>\n<p>Cen&aacute;rio &#8211; onde a a&ccedil;&atilde;o se desenvolve. O subdividimos arbitrariamente em espec&iacute;fico e ampliado.<\/p>\n<p>Condicionamentos estruturais &#8211; estas s&atilde;o as bases de uma determinada sociedade e seu sistema historicamente constru&iacute;dos. A partir destes condicionamentos se movem com determinado grau de autonomia os agentes. Tais agentes, se constituem para n&oacute;s em institui&ccedil;&otilde;es onde operam s&atilde;o atores pol&iacute;ticos individuais. Condicionamentos podem ser de distintas ordens, tais como: econ&ocirc;mica, geogr&aacute;fica (e de ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o pelo homem, confluindo a&iacute; com a economia), de conforma&ccedil;&atilde;o social (substantiva, como distribui&ccedil;&atilde;o de renda, indicadores de n&iacute;vel educacional e de treinamento de m&atilde;o de obra), de homogeneidade ou heterogeneidade &eacute;tnico-cultural.<\/p>\n<p>Conjuntura &#8211; o estudo de momento, cujas vari&aacute;veis se d&atilde;o sobre bases de condicionamento estruturais.<\/p>\n<p>Agente &#8211; institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, com objetivo estrat&eacute;gico determinado e que visando atingi-lo. Este coletivo se orienta e demarca seus movimentos. Os movimentos cl&aacute;ssicos seriam: concentra&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, manobras e saltos organizativos.<\/p>\n<p>Ator pol&iacute;tico &#8211; para n&oacute;s, os operadores individuais com autonomia limitada dentro das institui&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p>Tempos de a&ccedil;&atilde;o &#8211; resumidamente s&atilde;o:<\/p>\n<p>Estrat&eacute;gia Geral &#8211; objetivo finalista que demarca o conjunto de manobras cujo agente possa realizar. A estrat&eacute;gia define o longo prazo.<\/p>\n<p>Estrat&eacute;gia Geral em sentido restrito &#8211; movimento assumido como fundamental para o ac&uacute;mulo de for&ccedil;as em determinado prazo de tempo (curto prazo). Ex: para acumular for&ccedil;as no sentido de atingir Y no longo prazo, &eacute; necess&aacute;rio gerar as seguintes ferramentas organizativas: W, X e Z, ao longo de 3 anos.<\/p>\n<p>T&aacute;tica &#8211; conjunto de manobras de curto e curt&iacute;ssimo prazo (imediatos) que se realizam dentro dos marcos estrat&eacute;gicos (gerais e de sentido restrito).<\/p>\n<p>Ferramentas e emprego &#8211; os agentes coletivos (neste caso, agentes pol&iacute;ticos e pol&iacute;tico-militares), de acordo com seus objetivos estrat&eacute;gicos e condicionados por bases estruturais, optam pelo tipo de ferramentas e as modalidades de emprego poss&iacute;veis. As ferramentas s&atilde;o condicionadas tamb&eacute;m pela natureza da atividade.<\/p>\n<p>Ex1. a atividade de intelig&ecirc;ncia implica necessariamente, para todos os agentes (independente da motiva&ccedil;&atilde;o), algum grau de estrutura vertical (hierarquia funcional) e informa&ccedil;&atilde;o compartimentada.<\/p>\n<p>Ex2. a atividade guerreira implica necessariamente no emprego de algum n&iacute;vel de viol&ecirc;ncia. Desde a viol&ecirc;ncia simb&oacute;lica e discursiva at&eacute; o enfrentamento sistem&aacute;tico de acordo com a escala do conflito.<\/p>\n<p>Ex3. a atividade pol&iacute;tica implica em uma atua&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel p&uacute;blico, agregando elementos discursivos, de propaganda, de centros decis&oacute;rios, de promo&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o, de engenharia institucional, de institucionaliza&ccedil;&atilde;o de poderes coletivos, direitos e deveres.<\/p>\n<p>Estas ferramentas b&aacute;sicas de an&aacute;lise se desenvolvem sobre estudos cl&aacute;ssicos e consagrados por te&oacute;rico-pr&aacute;ticos. Portanto estamos falando de especialistas. Atores que, a partir de suas institui&ccedil;&otilde;es e como construtores destas, geram teoria e vice-versa. Os especialistas foram escolhidos a partir do pensamento conservador ilustrado. S&atilde;o os generais Carl von Clausevitz e Golbery do Couto e Silva, prussiano-alem&atilde;o e brasileiro-ga&uacute;cho-riograndino, respectivamente.<\/p>\n<p>1.2) A Estrat&eacute;gia e os N&iacute;veis de An&aacute;lise<\/p>\n<p>Antes de iniciar uma discuss&atilde;o com bases no pensamento estrat&eacute;gico, ao nosso ver &eacute; pr&oacute;pria da pol&iacute;tica embora n&atilde;o exclusivo, necessitamos de uma defini&ccedil;&atilde;o que seja operacional e n&atilde;o taut&oacute;logica (ex. (tudo &eacute; estrat&eacute;gia() sobre o que estamos chamando de estrat&eacute;gia. Buscando o conceito j&aacute; consagrado, n&atilde;o apenas por autores mas por operadores de estrat&eacute;gia, assumimos a defini&ccedil;&atilde;o de Clausevitz que a (estrat&eacute;gia &eacute; a teoria relativa &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos recontros (obs. nosso, manobras de envergadura) a servi&ccedil;o da guerra( (Clausevitz, 1996, p.93). Ou seja, a estrat&eacute;gia &eacute; a ci&ecirc;ncia, ou estudo avan&ccedil;ado, que est&aacute; a servi&ccedil;o da guerra, a servi&ccedil;o do combate entre inimigos irreconcili&aacute;veis. Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, trata-se da ci&ecirc;ncia do conflito. A estrat&eacute;gia coordena, ou seja, ordena e dirige as a&ccedil;&otilde;es de combate (Clausevitz, 1996, p.93) rumo a um objetivo pr&eacute;-determinado. Suas vari&aacute;veis poss&iacute;veis, dentro do rumo pr&eacute;-tra&ccedil;ado, s&atilde;o de ordem t&aacute;tica. Por fim, (a estrat&eacute;gia tem de fixar uma finalidade para o conjunto do ato da guerra; estabelece o plano de guerra em fun&ccedil;&atilde;o do objetivo da guerra( (Clausevitz, 1996,p.171).<\/p>\n<p>Visto isso, observamos assim que a estrat&eacute;gia se enquadra dentro de um conflito finalista atrav&eacute;s de algum n&iacute;vel de viol&ecirc;ncia sistem&aacute;tica entre dois ou mais agentes de guerra. No nosso caso, estamos tratando de agentes pol&iacute;ticos coletivos. A isto chamamos de guerra. Reconhecendo que se necessita de uma defini&ccedil;&atilde;o mais operacional e aprofundada, considerando que a perspectiva da guerra como extens&atilde;o e determinada pela pol&iacute;tica j&aacute; seja uma base quase comum para este tipo de estudo, iremos al&eacute;m na defini&ccedil;&atilde;o. Estamos portanto assumindo a perspectiva de Clausevitz da guerra como extens&atilde;o da pol&iacute;tica, como uma ferramenta de emprego de vontades pol&iacute;ticas e que s&oacute; em poucos momentos ganha contornos insuper&aacute;veis de l&oacute;gica pr&oacute;pria. Assim sendo, ampliamos a vis&atilde;o a partir desta determin&acirc;ncia.<\/p>\n<p>A guerra como fen&ocirc;meno humano pode conter in&uacute;meras vari&aacute;veis de designa&ccedil;&atilde;o. Optamos por selecionar a seguir algumas designa&ccedil;&otilde;es dentro de um recorte elaborado no Brasil (ADESG, 1992, cap. IX, elementos da guerra, pp. 185-188):<\/p>\n<p>&#8211; Fen&ocirc;meno Social: porque s&oacute; pode acontecer de maneira coletiva, implicando reciprocidades coletivas.<\/p>\n<p>&#8211; Ato de Viol&ecirc;ncia: alcan&ccedil;ado a integralidade do grupo social (obs nossa, da institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que a maneja), a guerra pode ser tamb&eacute;m um recurso extremo de coa&ccedil;&atilde;o (obs. nosso, o &uacute;ltimo dos recursos pol&iacute;ticos coercitivos).<\/p>\n<p>&#8211; Fen&ocirc;meno Pol&iacute;tico: &eacute; um ato pol&iacute;tico, que resulta de uma situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e visa um objetivo pol&iacute;tico; a vit&oacute;ria em sentido complexo se assegura e se colhe seus frutos atrav&eacute;s de recursos pol&iacute;ticos, mas o emprego imediato de recursos de viol&ecirc;ncia sistem&aacute;tica asseguram a vit&oacute;ria determinante no momento do conflito, a vit&oacute;ria militar.<\/p>\n<p>&#8211; Dial&eacute;tica de Vontades: enquanto ato social, pressup&otilde;e a contraposi&ccedil;&atilde;o de vontades pol&iacute;ticas de duas ou mais coletividades em conflito; a viol&ecirc;ncia &eacute; o meio, mas o fim &eacute; impor a vontade.<\/p>\n<p>&#8211; Jogo Estrat&eacute;gico &#8211; um jogo que exige c&aacute;lculo, nunca exclui o risco (integral, de elimina&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica) e inclui a probabilidade do fracasso ou do sucesso (obs nosso: este jogo emprega todos os recursos de uma coletividade e\/ou institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica).<\/p>\n<p>Considerando que o trabalho se desenvolve sobre uma hip&oacute;tese de insurg&ecirc;ncia, buscamos portanto na literatura recente o melhor conceito operacional para isto. Buscando primeiro a defini&ccedil;&atilde;o geral de guerra revolucion&aacute;ria e em seguida a sua modalidade, assumimos os conceitos fundamentais expressos em Saint-Pierre (1999, cap.2, da Guerra &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o). Esta &eacute; guiada pelo fim pol&iacute;tico, ou seja, a revolu&ccedil;&atilde;o socialista deve eliminar o Estado como consequ&ecirc;ncia da supress&atilde;o das classes (p.76). O objetivo estrat&eacute;gico, o &uacute;nico adequado &eacute; aquele que visa &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de manuten&ccedil;&atilde;o da ordem injusta (p.76) N&oacute;s entendemos como reserva estrat&eacute;gica do sistema capitalista, a burocracia armada com autonomia pol&iacute;tica e miss&atilde;o institucional de perman&ecirc;ncia. A guerra revolucion&aacute;ria, o meio para executar o objetivo estrat&eacute;gico, tem de ser compreendida como a continuidade da luta de classes (p.78; obs. nosso, utilizamos o conceito de classe e povo, conforme veremos mais adiante). S&atilde;o necess&aacute;rios alguns elementos m&iacute;nimos (p.78) para o desenvolvimento da guerra revolucion&aacute;ria. Ou seja, &eacute; necess&aacute;ria a canaliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia dos oprimidos como rea&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica.<\/p>\n<p>Vale ressaltar, estes elementos seriam:<\/p>\n<p>&#8211; a paix&atilde;o revolucion&aacute;ria (obs. nosso, convencimento e motiva&ccedil;&atilde;o para com a causa)<\/p>\n<p>&#8211; objetividade estrat&eacute;gica (obs. nosso, acumula&ccedil;&atilde;o rumo ao objetivo finalista)<\/p>\n<p>&#8211; dom&iacute;nio t&aacute;tico (obs. nosso, dom&iacute;nio dos movimentos\/manobras no prazo imediato, no curto e curt&iacute;ssimo prazo).<\/p>\n<p>Nossa defini&ccedil;&atilde;o de modalidade de conflito insurgente rumo &agrave; alguma vers&atilde;o de guerra revolucion&aacute;ria &eacute; a de conflito prolongado ao n&iacute;vel de massas (Dellasopa, 1998, p.125)1, utilizando todos os recursos pol&iacute;ticos (p. 43) de ordem coercitiva (de emprego da for&ccedil;a), utilit&aacute;rios (materiais, t&eacute;cnicos e financeiros) e normativos (de pr&aacute;tica pol&iacute;tica de valores, lealdades e objetivos gerais). &Eacute; &oacute;bvio que o emprego e acumula&ccedil;&atilde;o destes recursos se d&aacute; de acordo com as capacidades e os n&iacute;veis de an&aacute;lise (e incid&ecirc;ncia) sempre orientados pelo momento conjuntural e a etapa de conflito vivido.<\/p>\n<p>&Eacute; fundamental compreender que para incidir sobre a realidade, &eacute; necess&aacute;rio recort&aacute;-la, optar por recortes do real e sobre estes gerar pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas. Golbery nos oferece um recorte com quatro n&iacute;veis de an&aacute;lise, de acordo com o Conceito Estrat&eacute;gico fundamental do agente para o qual ele prescreve e elabora uma pol&iacute;tica de interven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para Golbery o agente do planejamento de acordo com a Estrat&eacute;gia &eacute; o Estado, manifestando o Poder Nacional. Nossa hip&oacute;tese desenvolver a possibilidade de uma acumula&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as por parte de institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais de classe e povo que conformariam um Poder Popular. Ou seja, &eacute; justo o oposto do que aponta Golbery. Avaliaremos uma parte deste Poder Popular, a institui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, agente pol&iacute;tico deste Poder, que se movimenta de acordo com seu objetivo estrat&eacute;gico. Isto &eacute;, a vit&oacute;ria &eacute; a conforma&ccedil;&atilde;o hegem&ocirc;nica deste Poder. O Poder Popular, por fatores estruturais, s&oacute; pode se manifestar caso consiga derrotar ao conjunto dos poderes manifestados pela estruturas vertebrais da domina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Voltando aos n&iacute;veis de an&aacute;lise, Golbery estabelece quatro n&iacute;veis; (dentro de um Conceito Estrat&eacute;gico fundamental, todas as atividades pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas, psicossociais e militares que visam concorrentemente &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o dos Objetivos( (Silva, 1981a , p.25). De acordo com este especialista (porque era operador e estudioso), se priorizam de forma gen&eacute;rica quatro n&iacute;veis. Apontamos neste estudo, segundo nossa hip&oacute;tese, a cinco n&iacute;veis, os seguintes segundo suas caracter&iacute;sticas:<\/p>\n<p>Econ&ocirc;mico: relacionado ao mundo do trabalho, da produ&ccedil;&atilde;o e da circula&ccedil;&atilde;o de bens, produtos e servi&ccedil;os; das condi&ccedil;&otilde;es materiais de desenvolvimento de uma sociedade.<\/p>\n<p>Militar : relacionado ao emprego da for&ccedil;a, de maneira sistem&aacute;tica ou n&atilde;o, tendo que ver com todos os n&iacute;veis repressivos, de viol&ecirc;ncia na sociedade e do poss&iacute;vel enfrentamento &agrave; opress&atilde;o f&iacute;sica, das estruturas de domina&ccedil;&atilde;o (e anti-domina&ccedil;&atilde;o) atrav&eacute;s da for&ccedil;a.<\/p>\n<p>Pol&iacute;tico : relacionado aos n&iacute;veis gerais de decis&atilde;o numa sociedade; &eacute; o n&iacute;vel que analisa a fun&ccedil;&atilde;o de partidos, governos, organismos macro do Estado e das for&ccedil;as\/setores sociais organizados (institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, no &acirc;mbito pol&iacute;tico e social, dentro e fora da legalidade); espa&ccedil;o de discurso e marca&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>Social : relacionado &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es sociais propriamente ditas, das formas de vida em sociedade (ex. as formas de constitui&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos familiares), condi&ccedil;&otilde;es de coletiviza&ccedil;&atilde;o, estruturas de reprodu&ccedil;&atilde;o e as formas associativas mais amplas (redes de rela&ccedil;&otilde;es, indo al&eacute;m do capital &#8211; K &#8211; social).<\/p>\n<p>Ideol&oacute;gico : relaciona-se a tudo o que se produz, circula e difunde no universo das representa&ccedil;&otilde;es sociais, n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o (m&iacute;sticas(, (subjetivas( ou n&atilde;o-materiais (ex. a religiosidade naquilo que esta tem de transcendente).<\/p>\n<p>Sabemos que o recorte de n&iacute;veis &eacute; uma t&eacute;cnica ainda incompleta de an&aacute;lise de conjuntura e leitura estrutural da sociedade de domina&ccedil;&atilde;o. Apontamos assim, o que de estrutural h&aacute; nisso. Consideramos portanto 3 esferas como estruturais. Estas s&atilde;o interdependentes e n&atilde;o h&aacute; determin&acirc;ncia absoluta de uma destas. As esferas se entrecruzam e s&atilde;o:<\/p>\n<p>Esfera Econ&ocirc;mica<\/p>\n<p>Esfera Pol&iacute;tico-Jur&iacute;dica<\/p>\n<p>Esfera Ideol&oacute;gica<\/p>\n<p>As tr&ecirc;s esferas entrecruzadas, tem como resultante a forma de vida da sociedade de domina&ccedil;&atilde;o. Considerando assim os n&iacute;veis de an&aacute;lise como uma forma de recorte e incid&ecirc;ncia sobre a realidade, o enquadramento destes nos poss&iacute;veis cen&aacute;rios onde o conflito (de escala pol&iacute;tica e social) poderia se desenvolver, caberia a elabora&ccedil;&atilde;o precisa das duas, 2 Quest&otilde;es Gerais, do trabalho:<\/p>\n<p>&#8211; Quais as possibilidades de atividade insurgente a ser desenvolvida no Brasil contempor&acirc;neo?<\/p>\n<p>&#8211; Quais as hip&oacute;teses que a reserva estrat&eacute;gica do sistema de domina&ccedil;&atilde;o, as for&ccedil;as regulares e especializadas de conten&ccedil;&atilde;o em tempo permanente, trabalham sobre para antecipar a esta possibilidade?<\/p>\n<p>Dentro deste recorte de duas quest&otilde;es de abrang&ecirc;ncia gen&eacute;rica, entendendo que estas condicionam as hip&oacute;teses de desenvolvimento e repress&atilde;o de conflito social em larga escala, elaboramos, de forma te&oacute;rica e ao longo do trabalho, a seguinte Quest&atilde;o Central:<\/p>\n<p>&#8211; Uma hip&oacute;tese de insurg&ecirc;ncia, no longo prazo, sobre o terreno das manchas urbanas-metropolitanas prec&aacute;rias, desenvolvida no Brasil contempor&acirc;neo.<\/p>\n<p>2) Primeiros recortes da Quest&atilde;o Central<\/p>\n<p>Para abordarmos esta quest&atilde;o central com a contund&ecirc;ncia e rigor poss&iacute;vel, mesmo esta sendo entendida apenas como hip&oacute;tese, seria preciso um universo de estudo pr&oacute;prio. Assim, considerando o espa&ccedil;o reduzido de um artigo, nos propomos a fazer uma listagem inicial de temas relativos a esta quest&atilde;o central e entrarmos neles em momento posterior.<\/p>\n<p>2.1) As experi&ecirc;ncias anteriores<\/p>\n<p>O primeiro processo a ser observado &eacute; o das experi&ecirc;ncias anteriores relacionadas a luta armada com fins revolucion&aacute;rios e\/ou de derrubada de um regime capitalista atrav&eacute;s da for&ccedil;a. A experi&ecirc;ncia brasileira, promovida atrav&eacute;s de uma ou mais institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, organiza&ccedil;&otilde;es ou partidos pol&iacute;ticos de esquerda, de v&aacute;rios matizes socialistas e\/ou nacionalistas com fins revolucion&aacute;rios, ao nosso ver n&atilde;o &eacute; muito extensa mas remonta ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XX.<\/p>\n<p>Nos propomos nesta parte do artigo (a 2.2) a remontar este paradigma indo de encontro &agrave;s suas origens. Refazendo esta discuss&atilde;o a partir da primeira experi&ecirc;ncia do g&ecirc;nero, al&ccedil;ada ao n&iacute;vel pol&iacute;tico e n&atilde;o de revolta ou rebeli&atilde;o social2. Em um segundo momento ser&aacute; necess&aacute;rio refazer o mesmo processo atrav&eacute;s das experi&ecirc;ncias de dois momentos da esquerda insurrecional brasileira.<\/p>\n<p>O segundo processo trata-se da Sess&atilde;o Brasileira da 3( Internacional, o Partido Comunista do Brasil, PCB, analisando a Intentona de 1935 e a Tese de Agosto de 19503 (ver MIR, 1994). Isto &eacute;, ver o modus operandi deste partido, antes de sua divis&atilde;o conclu&iacute;da em 1962, nos momentos em que uma parte de seus filiados apontava para um processo de ruptura com a ordem constitu&iacute;da. Considerando que este partido era o referente fundamental da esquerda brasileira (n&atilde;o especificamente referente positivo, mas todos se posicionavam em rela&ccedil;&atilde;o ao PCB), e o seu momento de auge era justamente o final do chamado ciclo populista (1946-19644), o terceiro processo, uma miscel&acirc;nea de processos a bem dizer, se refere tamb&eacute;m ao PCB.<\/p>\n<p>Este terceiro processo &eacute; o que diz respeito das tentativas insurrecionais durante e ap&oacute;s o auge do PCB. As pr&aacute;ticas de luta armada no Brasil ap&oacute;s o golpe militar de 1( de abril de 19645, que numa extens&atilde;o m&aacute;xima de per&iacute;odo hist&oacute;rico foram de 1965-1975. Nos propor&iacute;amos a fazer uma discuss&atilde;o generalizada das teses e pr&aacute;ticas de mais de uma dezena de Organiza&ccedil;&otilde;es Pol&iacute;tico-Militares chamadas de OPMs. Tr&ecirc;s seriam as exce&ccedil;&otilde;es (segundo nossa pr&oacute;pria caracteriza&ccedil;&atilde;o). No caso de partidos de orienta&ccedil;&atilde;o leninista, o Partido Comunista do Brasil, PC do B6; e do Partido Comunista Brasileiro Revolucion&aacute;rio, PCBR7; estas duas institui&ccedil;&otilde;es tinham seu pr&oacute;prio aparato armado. A terceira exce&ccedil;&atilde;o, segundo nossa classifica&ccedil;&atilde;o conceitual, &eacute; o caso da A&ccedil;&atilde;o Popular (AP, organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de base crist&atilde;-cat&oacute;lica), que inicou sua fus&atilde;o com o PC do B em 1968, concluindo-a em 19738. Observamos a atividade de resist&ecirc;ncia destas OPMs, entendendo-as como um subconjunto. Isto porque a migra&ccedil;&atilde;o de quadros entre estas e a constante desarticula&ccedil;&atilde;o e rearticula&ccedil;&atilde;o (em fun&ccedil;&atilde;o de quedas e tamb&eacute;m de rachas) as fazia funcionar como uma rede de grupos armados, com constante interc&acirc;mbio de militantes e miss&otilde;es comuns.<\/p>\n<p>Estas OPMs contam com extensa literatura narrativa, de depoimentos, trajet&oacute;rias, ensaios, biografias e autobiogr&aacute;fias. Vemos que a experi&ecirc;ncia insurgente brasileira ficou profundamente marcada pelo acionar pol&iacute;tico-militar ocorrido majoritariamente no Rio de Janeiro e em S&atilde;o Paulo, entre os anos 1968 e 1971. Aspectos que a literatura, em sua maioria, trata como lateral, s&atilde;o justamente aqueles pr&oacute;prios da pol&iacute;tica e dos estudos militares. A busca por um estudo pol&iacute;tico aprofundado do acionar, funcionamento interno, hip&oacute;teses estrat&eacute;gicas, alternativas t&aacute;ticas e emprego operacional teria com certeza uma propor&ccedil;&atilde;o gigantesca.<\/p>\n<p>Neste artigo apenas indicamos (em nota9) alguma literatura de refer&ecirc;ncia, mais extensa do que a aqui apontada, e aborda as seguintes organiza&ccedil;&otilde;es: Vanguarda Popular Revolucion&aacute;ria (VPR), A&ccedil;&atilde;o Libertadora Nacional (ALN), Movimento Revolucion&aacute;rio 8 de outubro (MR-8) com maior relev&acirc;ncia. Em menor propor&ccedil;&atilde;o, o Movimento Nacionalista Revolucion&aacute;rio (MNR), Vanguarda Armada Revolucion&aacute;ria Palmares (VAR-Palmares), Movimento Revolucion&aacute;rio Tiradentes (MRT), Resist&ecirc;ncia Democr&aacute;tica (REDE), al&eacute;m de organiza&ccedil;&otilde;es ou fragmentos das OPMs j&aacute; citadas. <\/p>\n<p>2.2) A primeira experi&ecirc;ncia insurrecional de inten&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: uma perspectiva conceitual.<\/p>\n<p>A primeira tentativa de derrubar um governo e regime com motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica revolucion&aacute;ria classista (revolu&ccedil;&atilde;o social), foi atrav&eacute;s de um putsch, assalto ao pal&aacute;cio ((assalto aos c&eacute;us() combinado com uma insurrei&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria e de soldados (ADDOR, 1986). Ocorreu na &eacute;poca da antiga Capital Federal, cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1918. Por isto, a data hist&oacute;rica comemorativa da Insurrei&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria ficou como 18 de novembro de 1918. Este intento foi promovido por uma organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica espec&iacute;fica, de propaganda aberta mas de car&aacute;ter carbon&aacute;rio, ou seja, fechada para ingresso e com c&iacute;rculos conc&ecirc;ntricos de influ&ecirc;ncia, chamada Alian&ccedil;a Anarquista10 (p. 135). Esta organiza&ccedil;&atilde;o fora fundada anteriormente e retomada em 20 de janeiro de 1918. A a&ccedil;&atilde;o conspirat&oacute;ria funcionara no interior do movimento oper&aacute;rio do Rio de Janeiro, tomando grande impulso na Greve Geral de julho de 1917, coordenada pela Federa&ccedil;&atilde;o Oper&aacute;ria do Rio de Janeiro (FORJ, p.123). Sentiam-se estimulados pela vit&oacute;ria sovi&eacute;tica no Imp&eacute;rio Russo e Insurrei&ccedil;&atilde;o Espartaquista Alem&atilde; de 1918. A refer&ecirc;ncia anterior &eacute; latino-americana. Por mais de uma d&eacute;cada a classe oper&aacute;ria acompanhava atrav&eacute;s de seus jornais sindicais a experi&ecirc;ncia organizativa e a guerra civil e popular do M&eacute;xico. Tinham especial aten&ccedil;&atilde;o para o Partido Liberal Mexicano (PLM, que embora fosse chamado liberal, era de fato um partido anarquista.<\/p>\n<p>A outra experi&ecirc;ncia marcante foi uma greve em agosto de 1918, promovida pelos trabalhadores das barcas e dos bondes em Niter&oacute;i, antiga capital do Estado do Rio de Janeiro. Nesta ocasi&atilde;o, uma batalha campal de sindicalistas e populares contra a pol&iacute;cia estadual contou com a ades&atilde;o, para o lado dos grevistas, de soldados do 58( Batalh&atilde;o de Ca&ccedil;adores do Ex&eacute;rcito (EB, p.124). Deste choque, morreram um civil manifestante, um soldado e um cabo do EB. O clima de convocat&oacute;ria e ades&atilde;o para algo mais contundente estava dado.<\/p>\n<p>Ainda no in&iacute;cio do ano de 1918, a FORJ se reconstitu&iacute;a, em 1o de fevereiro de 1918, sob a sigla de Uni&atilde;o Geral dos Trabalhadores (UGT), afiliando os sindicatos federados na FORJ. Foi uma reconstitui&ccedil;&atilde;o de sigla sob a mesma orienta&ccedil;&atilde;o e hegemonia (pp.136-141). A t&aacute;tica &eacute; simples, reconstituir o movimento sindical, sob as mesmas bandeiras, uma maior carga de motiva&ccedil;&atilde;o e sem os processos legais impetrados contra a FORJ. A campanha contra a carestia e uma epidemia de gripe espanhola em outubro de 1918, faz esta mesma UGT (sob hegemonia da Alian&ccedil;a), fazer trabalhos de sa&uacute;de p&uacute;blica e de den&uacute;ncias de descaso do governo atrav&eacute;s do Comit&ecirc; Pr&oacute;-Combate a Epidemia Espanhola (p.158). As pautas sindicais e de sa&uacute;de p&uacute;blica s&atilde;o unificadas e se iniciam os preparativos de uma greve.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A repress\u00e3o sistem\u00e1tica contra setores organizados que estiverem al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o formal ou vejam suas demandas esgotadas pela via da representa\u00e7\u00e3o pode ser o estopim para outro tipo de contesta\u00e7\u00e3o. Foto:fora Arruda Vim&atilde;o\/RS, julho de 2002 1) Introdu&ccedil;&atilde;o Nesta primeira parte do trabalho, faremos uma aproxima&ccedil;&atilde;o descritiva do objeto e das ferramentas te&oacute;ricas que empregamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-96","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=96"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10992,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions\/10992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=96"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=96"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}