{"id":968,"date":"2009-04-15T22:26:24","date_gmt":"2009-04-15T22:26:24","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=968"},"modified":"2009-04-15T22:26:24","modified_gmt":"2009-04-15T22:26:24","slug":"a-intervencao-do-banco-mundial-no-rio-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=968","title":{"rendered":"A interven\u00e7\u00e3o do Banco Mundial no Rio Grande"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/maktar diop e patrus ananias.jpg\" title=\"Tanto no Planalto como na Pampa, os vende-p\u00e1trias confraternizam com o interventor. Na foto, o economista senegal\u00eas Makhtar Diop cumprimenta o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O alegre encontro foi antes do funcion\u00e1rio do BM assumir como interventor do Brasil governado por Henrique Meirelles.  - Foto:Bruno Spada, MDS\" alt=\"Tanto no Planalto como na Pampa, os vende-p\u00e1trias confraternizam com o interventor. Na foto, o economista senegal\u00eas Makhtar Diop cumprimenta o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O alegre encontro foi antes do funcion\u00e1rio do BM assumir como interventor do Brasil governado por Henrique Meirelles.  - Foto:Bruno Spada, MDS\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Tanto no Planalto como na Pampa, os vende-p\u00e1trias confraternizam com o interventor. Na foto, o economista senegal\u00eas Makhtar Diop cumprimenta o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O alegre encontro foi antes do funcion\u00e1rio do BM assumir como interventor do Brasil governado por Henrique Meirelles. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto:Bruno Spada, MDS<\/small><\/figure>\n<p>Bruno Lima Rocha, em 15 de abril de 2009, da Vila Setembrina dos Lanceiros Tra&iacute;dos em Porongos <\/p>\n<p>Este artigo exemplifica o conceito de interven&ccedil;&atilde;o &ldquo;econ&ocirc;mica&rdquo; condicionando a soberania da pol&iacute;tica. Se trata do pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o da segunda parcela do empr&eacute;stimo do Banco Mundial, atrav&eacute;s do Banco Internacional para a Reconstru&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento (BIRD), para o estado do Rio Grande do Sul (RS). Para liberar o recurso, o economista senegal&ecirc;s Makhtar Diop, representante do &oacute;rg&atilde;o, exige &ldquo;reformas&rdquo;.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; simples embora, no meu ponto de vista, intoler&aacute;vel. O RS sob o comando de dois economistas neocl&aacute;ssicos, a governadora Yeda Crusius e o ent&atilde;o secretario da Fazenda, Aod Cunha, contra&iacute;ra US$ 1,1 bi junto ao BIRD, em setembro de 2008. O empr&eacute;stimo vem em parcelas, cuja segunda parte &eacute; da ordem de US$ 450 milh&otilde;es. A contrapartida contra&iacute;da pelo governo estadual &eacute; acatar as normativas do Banco. No momento, a agenda do BIRD para os rio-grandenses condiciona esta verba a duas a&ccedil;&otilde;es. Uma &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um novo regime previdenci&aacute;rio estadual, obviamente tratando-se de previd&ecirc;ncia complementar. Outra exig&ecirc;ncia &eacute; a reestrutura&ccedil;&atilde;o das carreiras dos trabalhadores do servi&ccedil;o p&uacute;blico. Dentro desta reestrutura conta elementos da administra&ccedil;&atilde;o privada, como avalia&ccedil;&atilde;o das chefias por crit&eacute;rios de &ldquo;produtividade&rdquo;. Ambas as mudan&ccedil;as precisam do aval da Assembl&eacute;ia Legislativa, onde o Piratini tem maioria. <\/p>\n<p>Para passar o dinheiro, o BIRD exige o gerencialismo como norma de Estado. Isso &eacute; simplesmente uma interven&ccedil;&atilde;o externa contra a soberania popular. Quando um &ldquo;t&eacute;cnico&rdquo; condiciona a decis&atilde;o pol&iacute;tica, a democracia perde espa&ccedil;o, dando margens para decis&otilde;es de outro tipo. Convenhamos. Quando os deputados votam em defesa de interesses pr&oacute;prios j&aacute; &eacute; um esc&acirc;ndalo de indigna&ccedil;&atilde;o. Agora, quando uma mudan&ccedil;a de regime de trabalho, de funcionamento interno do Estado, ocorre n&atilde;o por decis&atilde;o da sociedade, mas por exig&ecirc;ncia de um &oacute;rg&atilde;o de financiamento externo, como se caracteriza isso? <\/p>\n<p>N&atilde;o tenho nenhuma d&uacute;vida em caracterizar estas exig&ecirc;ncias como interven&ccedil;&atilde;o do Banco Mundial no Rio Grande. A situa&ccedil;&atilde;o se agrava ao recordar que o empr&eacute;stimo com o BIRD tinha como motiva&ccedil;&atilde;o primeira servir de lastro para alongar a d&iacute;vida do estado com a Uni&atilde;o. S&atilde;o tr&ecirc;s absurdos. O primeiro &eacute; contrair d&iacute;vida externa para uma rela&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis de governo do mesmo pa&iacute;s. O segundo &eacute; julgar &ldquo;normal&rdquo; cumprir exig&ecirc;ncias do Banco Mundial para executar parcelas de um empr&eacute;stimo desnecess&aacute;rio. O terceiro &eacute; condicionar o funcionamento do Estado como ente pol&iacute;tico para satisfazer a interven&ccedil;&atilde;o &ldquo;t&eacute;cnica&rdquo;. <\/p>\n<p>Voltando &agrave;s ra&iacute;zes da pol&iacute;tica do pago, se isso n&atilde;o &eacute; &ldquo;entreguismo vende p&aacute;tria&rdquo;, ent&atilde;o &eacute; o que?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tanto no Planalto como na Pampa, os vende-p\u00e1trias confraternizam com o interventor. Na foto, o economista senegal\u00eas Makhtar Diop cumprimenta o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. O alegre encontro foi antes do funcion\u00e1rio do BM assumir como interventor do Brasil governado por Henrique Meirelles. 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