{"id":983,"date":"2009-05-07T13:00:27","date_gmt":"2009-05-07T13:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/?p=983"},"modified":"2009-05-07T13:00:27","modified_gmt":"2009-05-07T13:00:27","slug":"o-escravo-na-historia-de-alegrete-desfazendo-o-branqueamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/?p=983","title":{"rendered":"O Escravo na Hist\u00f3ria de Alegrete: Desfazendo o Branqueamento"},"content":{"rendered":"<figure class=\"image-container image-post-defautl\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ju346pg12f.jpg\" title=\"Escravos negros trabalhando, de Debret, 1824.  - Foto: www.unicamp.br\" alt=\"Escravos negros trabalhando, de Debret, 1824.  - Foto: www.unicamp.br\" class=\"image\"><figcaption class=\"fig-caption\">Escravos negros trabalhando, de Debret, 1824. <\/figcaption><small itemprop=\"copyrightHolder\" class=\"copyright\"> Foto: www.unicamp.br<\/small><\/figure>\n<p>O artigo desenvolve os fundamentos preliminares para a compreens&atilde;o do processo escravista em Alegrete no s&eacute;culo XIX, atrav&eacute;s da an&aacute;lise de livros de batismos, relatos de viajantes, posturas municipais e livros de &oacute;bitos, mostrando que o escravo negro foi atuante e com presen&ccedil;a significativa na cidade.<\/p>\n<p>Por M&aacute;rcio Jesus Ferreira Sonego.<\/p>\n<p>Alegrete, 07 de maio de 2009.<\/p>\n<p>O presente artigo pretende abordar algumas quest&otilde;es relevantes sobre a presen&ccedil;a de escravos nos prim&oacute;rdios da povoa&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul. Para essa abordagem ser&aacute; utilizado o texto de F&aacute;bio K&uuml;hn, Gente da Fronteira: sociedade e fam&iacute;lia no sul da Am&eacute;rica portuguesa &#8211; s&eacute;culo XVIII, fazendo uma an&aacute;lise e compara&ccedil;&atilde;o com outros trabalhos desenvolvidos sobre a participa&ccedil;&atilde;o do escravo na forma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio sulino e de alguns documentos referente &agrave; escravid&atilde;o em Alegrete, como livros de batismos, relatos de viajantes, posturas municipais e livros de &oacute;bitos, mostrando que o escravo foi atuante e com presen&ccedil;a significativa na cidade.<\/p>\n<p>\nPara come&ccedil;ar, &eacute; importante salientar que o escravo inexistiu durante d&eacute;cadas para a historiografia ga&uacute;cha. Foi quase um consenso entre historiadores sulinos a pouca import&acirc;ncia que teria tido o escravo na forma&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul. Para essa historiografia o Sul teria sido produto do homem livre, sendo o aventureiro vicentino, o colono a&ccedil;oriano, o castelhano transbandeado e o &iacute;ndio missioneiro (MAESTRI, 1979). Os escravos foram poucos, dom&eacute;sticos, quase inexistentes. Na verdade, quando se falava em escravid&atilde;o, era para ressaltar que se no Rio Grande do Sul, houve escravismo, ele foi paternal e benigno. <br \/>\nO motivo dessa exclus&atilde;o do escravo no Rio Grande do Sul pode ser explicado na seguinte afirma&ccedil;&atilde;o de MAESTRI, &ldquo;poucos simp&aacute;ticos seriam nossos her&oacute;is se aparecessem em senhores-de-escravos, vivendo do trabalho alheio, castigando, comerciando com o homem escravizado&rdquo; (1979, p. 30). Outro motivo que acontece &eacute; a pr&oacute;pria raridade das fontes hist&oacute;ricas referente ao escravismo, e quando existentes por tratar-se de escravos, possivelmente s&atilde;o menosprezadas e perdidas.<\/p>\n<p>\nNo entanto, no momento que come&ccedil;am a ser analisados alguns documentos referente a escravid&atilde;o, o escravo aparece atuante e com presen&ccedil;a significativa. Assim o trabalho de F&aacute;bio K&uuml;hn &eacute; inovador nesse aspecto, pois atrav&eacute;s de documenta&ccedil;&atilde;o resgata n&atilde;o apenas a presen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m a import&acirc;ncia do escravo no Rio Grande do Sul. Em seu trabalho faz uma caracteriza&ccedil;&atilde;o da sociedade sul-rio-grandense do s&eacute;culo XVIII, particularmente Viam&atilde;o, uma das regi&otilde;es de povoamento inicial do atual territ&oacute;rio do Rio Grande do Sul, na qual observou uma sociedade t&iacute;pica do Antigo Regime portugu&ecirc;s nos tr&oacute;picos, baseada na exist&ecirc;ncia de uma n&iacute;tida hierarquia social e marcada pela presen&ccedil;a expressiva da escravid&atilde;o. Dessa forma, mostra que no Rio Grande do Sul, n&atilde;o existiu uma sociedade paternal e baseada somente no trabalho livre. Segundo K&Uuml;HN (2004, p. 47): &ldquo;Longe do cen&aacute;rio que enxerga o passado colonial como terra de ga&uacute;cho, vivendo envoltos em lides guerreiras, o que se descortina &eacute; uma sociedade extremamente excludente, onde uma pequena minoria de fam&iacute;lias, det&eacute;m uma grande parte da riqueza existente, fosse na forma de terras, gados ou homens.&rdquo;<\/p>\n<p>\nAtrav&eacute;s dos documentos avaliou a import&acirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o escrava na forma&ccedil;&atilde;o da sociedade colonial sul-rio-grandense, evidenciando a expressiva presen&ccedil;a de cativos de origem africana desde o seu per&iacute;odo formativo, sendo uma sociedade totalmente dependente da m&atilde;o-de-obra escrava. Os dados da popula&ccedil;&atilde;o de Viam&atilde;o em 1751 mostram elevado n&uacute;mero de escravos em um per&iacute;odo t&atilde;o recuado da coloniza&ccedil;&atilde;o lusa, na qual mais de 42% da popula&ccedil;&atilde;o era composta por cativos de origem africana. No total, mais de 45% da popula&ccedil;&atilde;o era cativa, um percentual muito elevado, semelhante ao encontrado nas zonas mineradoras ou de plantation e n&atilde;o muito adequado a uma regi&atilde;o voltada ao mercado interno. A historiografia sul-rio-grandense enfatizou por muito tempo que o escravo n&atilde;o foi fundamental na economia ga&uacute;cha e que as rela&ccedil;&otilde;es entre senhores e escravos eram cordiais, diferentemente do restante do pa&iacute;s. Entretanto os documentos mostram que foi significativa a presen&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o escrava no Rio Grande do Sul, contribuindo assim para desfazer essa vis&atilde;o preconceituosa e idealizada da Hist&oacute;ria que predominou por um longo per&iacute;odo. Isso recupera e mostra a import&acirc;ncia que teve o escravo na forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, social e cultural no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>\nO Escravo em Alegrete<\/p>\n<p>\nO escravo durante muito tempo inexistiu na historiografia da cidade. Foi quase um consenso entre historiadores locais a pouca import&acirc;ncia que teria tido o escravo na forma&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio. Os trabalhos hist&oacute;ricos quando tratam do assunto, se referem superficialmente ao trabalho escravo, havendo uma grande resist&ecirc;ncia da maioria dos historiadores de escrever a Hist&oacute;ria da localidade inserindo a tem&aacute;tica da escravid&atilde;o. No entanto, no momento que come&ccedil;am a ser analisados os poucos documentos que restaram na cidade referente &agrave; escravid&atilde;o, o escravo aparece atuante e com presen&ccedil;a significativa. Muitas vezes essas fontes mostram a crueldade e a viol&ecirc;ncia como eram tratados, bem diferente do que diz a historiografia tradicional sobre o escravismo paternal e benigno existente no sul.<\/p>\n<p>\nA presen&ccedil;a dos escravos em Alegrete recua aos prim&oacute;rdios da povoa&ccedil;&atilde;o, assim, no 29&ordm; registro de batismo de 30-12-1820, L. 01; F 03. V se encontra a primeira filha de escrava batizada na cidade: &ldquo;Lucrecia (escrava). Aos trinta de dezembro de mil oitocentos e vinte, nesta capela Curada de Alegrete batizei e puz os santos &oacute;leos a Lucrecia filha de Francisca e pai inc&oacute;gnito, escrava de Joaquim Pedroso da Costa. Foram padrinhos Crist&atilde;o Gon&ccedil;alves solteiro e Maria Caetana de Melo solteira, todos moradores e fregueses desta de que para constar fiz este assento que asigno.O Cura Manoel Fernandes de Almeida.&rdquo; <br \/>\nAo longo de sua Hist&oacute;ria, Alegrete contou com mais de 3.000 escravos, mostrando dessa forma que foi atuante a presen&ccedil;a do negro na cidade durante o s&eacute;culo XIX. Conforme BAKOS (1982, p. 22-23) a popula&ccedil;&atilde;o escrava em Alegrete no ano de 1959 era de 2.525; 1884 de 1.200; 1885 sendo 30 e em 1887 n&atilde;o constando escravos.<\/p>\n<p>\nEm passagem pela cidade no per&iacute;odo de 1833 a 1834, o viajante ISABELLE (1983, p. 24) fez a seguinte observa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;A vinte l&eacute;guas, nos arredores do sul de Guairaca se acha Alegrete, pequena cidade na fronteira da Prov&iacute;ncia com A Banda Oriental; est&aacute; segundo as informa&ccedil;&otilde;es que obtive perto de 30 10 de latitude (salvo erro), sobre a margem direita do Guarapuitan, pequeno arroio que os guaranis chamam Ybirita e que vai lan&ccedil;ar-se ao norte do Ybicui. Esta cidadezinha, toda nova, fica assentada em colinas rochosas, produzindo pastagens extremamente aliment&iacute;cias. Criam-se muitos animais e mulas bastante famosas. O com&eacute;rcio &eacute; ativo. A algumas l&eacute;guas para o sul h&aacute; morros ricos em metais; um deles cont&eacute;m uma mina de ouro de f&aacute;cil explora&ccedil;&atilde;o.&rdquo; <\/p>\n<p>Pela afirma&ccedil;&atilde;o de ISABELLE, verifica-se que a cidade tinha a economia baseada no meio rural, no entanto o com&eacute;rcio era significativo, n&atilde;o sendo assim poss&iacute;vel separar estritamente o universo rural do urbano, na primeira metade do s&eacute;culo XIX em Alegrete. Isso tamb&eacute;m pode ser observado alguns anos depois no relato do C&ocirc;nego Jo&atilde;o Pedro Gay, Reverendo P&aacute;roco de Alegrete, em 02 de abril de 1849 (apud TRINDADE: 1885, p. 90): &ldquo;A povoa&ccedil;&atilde;o atual da Vila de Alegrete podia avaliar em 1.500 habitantes, a da campanha que lhe pertence &eacute; superior e excede talvez a 4.000 habitantes. Na Vila a maior parte dos moradores emprega-se no com&eacute;rcio, que &eacute; muito consider&aacute;vel.&rdquo; <\/p>\n<p>Tudo mostra que a cidade e seu entorno rural estavam ligados, em mesma cita&ccedil;&atilde;o o C&ocirc;nego Jo&atilde;o Pedro Gay, faz um breve coment&aacute;rio sobre os escravos, afirmando que &ldquo;os africanos s&atilde;o pouco numerosos e quase todos nos servi&ccedil;os internos das casas, exceto muito poucas quitandeiras, que andam vendendo frutas, doces e p&atilde;o&rdquo;. Atrav&eacute;s disso se percebe que os escravos poderiam ter ocupa&ccedil;&otilde;es urbanas e residindo, no entanto nas est&acirc;ncias, havendo certa mobilidade, como mostram as Posturas Municipais de Alegrete do ano de 1850: Art. 133. &ldquo;&Eacute; tamb&eacute;m proibido na taverna ou casa de neg&oacute;cio fixo ou ambulante, comprar a escravo, carne, cera, graxa, toucinho, couro, crina e todo e qualquer produto de est&acirc;ncia, ou de lavoura sem que o escravo traga a autoriza&ccedil;&atilde;o do senhor ou de pessoa de cujo poder estiver, para vender. O contraventor al&eacute;m de ser obrigado de restituir&atilde;o senhor ou pessoa de cujo poder estiver, o que houver comprado, ser&aacute; multado em 30$ r&eacute;is, e sofrer&aacute; oito dias de pris&atilde;o, que na reincid&ecirc;ncia ser&aacute; elevada a trinta&rdquo;.<\/p>\n<p>\nEssas posturas municipais d&atilde;o uma boa compreens&atilde;o de como era a escravid&atilde;o na cidade, sendo firme e rigorosa com os escravos. A viol&ecirc;ncia contra os escravos em Alegrete pode ser verificada nos livros de &oacute;bitos, no seguinte registro de 18 de dezembro de 1848 &#8211; livro 01, folha 94 v, onde o escravo Valentim, depois de ter sido confinado, foi enforcado em plena pra&ccedil;a da Vila: &ldquo;A dezoito de dezembro de mil oitocentos e quarenta e oito na pra&ccedil;a desta villa de Alegrete depois de ter sido assistido por mim e ter sido confinado foi enforcado o r&eacute;u Valentim de idade de 20 anos e escravo do coronel Oliv&eacute;rio Jos&eacute; Hortiz. E para contar fiz este assento que assinei. Vig&aacute;rio Jo&atilde;o Pedro Gay.&rdquo; <\/p>\n<p>Dessa forma, mesmo o escravo sendo exclu&iacute;do por um longo tempo da Hist&oacute;ria local, esses documentos mostram que o negro existiu em Alegrete, onde com seu trabalho participaram da forma&ccedil;&atilde;o social, cultural e econ&ocirc;mica da cidade. Foram t&atilde;o importantes que seus costumes est&atilde;o presentes no nosso dia-a-dia, como na culin&aacute;ria, m&uacute;sica, religi&atilde;o e linguagem.<\/p>\n<p>\nRefer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas <br \/>\nFontes Prim&aacute;rias <br \/>\nLivro de Registro de Batismos de Escravos em Alegrete- 29&ordm; Batismo de 30-12-1820, L.01; F 03. v. <br \/>\nLivro de Registro de &Oacute;bitos de Escravos em Alegrete- 829&ordm; &oacute;bito- 18 de dezembro de 1848, Livro 01, Folha 94 v. <br \/>\nPosturas da C&acirc;mara Municipal de Alegrete, com data de 09 de junho de 1848, aprovada pela Assembl&eacute;ia na Lei 192 de 22 de novembro de 1850. <\/p>\n<p>Livros <br \/>\nBAKOS, Margaret M. RS: Escravismo e Aboli&ccedil;&atilde;o. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982. <br \/>\nISABELLE, Arsene. Viagem ao Rio Grande do Sul, 1833-1834; Tradu&ccedil;&atilde;o e Notas de Dante de Laytano. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1983. <br \/>\nK&Uuml;HN, F&aacute;bio. Gente da fronteira: sociedade e fam&iacute;lia no sul da Am&eacute;rica portuguesa &#8211; s&eacute;culo XVIII. In: GRIJ&Oacute;, L.A; K&Uuml;HN, F; GUAZZELLI, C.A.B; NEUMANN, E.S; OS&Oacute;RIO,H. Cap&iacute;tulos de Hist&oacute;ria do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004. <br \/>\nMAESTRI FILHO, M&aacute;rio Jos&eacute;. O Escravo Africano no Rio Grande do Sul. In: DACANAL, J.H. RS: Economia e Pol&iacute;tica. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1979. <br \/>\nTRINDADE, Miguel Jacques. Alegrete do S&eacute;culo XVII ao S&eacute;culo XX. Volume I. Porto Alegre: Editora Movimento, 1985.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escravos negros trabalhando, de Debret, 1824. Foto: www.unicamp.br O artigo desenvolve os fundamentos preliminares para a compreens&atilde;o do processo escravista em Alegrete no s&eacute;culo XIX, atrav&eacute;s da an&aacute;lise de livros de batismos, relatos de viajantes, posturas municipais e livros de &oacute;bitos, mostrando que o escravo negro foi atuante e com presen&ccedil;a significativa na cidade. Por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-983","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/983\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estrategiaeanalise.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}