A morte do legista Carlos Delmonte Printes foi a sétima seguida após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. A necrópsia não indicou nada suspeito, mas até aí não muda nada. Sabe-se que mortes por envenenamento não costumam indicar nada, a não ser que sejam feitos exames acurados, e com paciência. Algumas substâncias demoram a reagir no corpo, levando dias e até semanas.
Aparentemente a Polícia Civil de São Paulo não teria interesse em abafar o caso,comprometedor a seus adversários históricos, a comandância petista, hoje no 1o escalão do governo central. Mas, se quisesse investigar já o teria feito, e faz muito. Não teriam trocado equipes de investigação, nem permitido que testemunhas-chavefossem assassinadas. Considerando que a Polícia paulista, quando quer, sabe investigar e bem, há algo estranho no ar.
A propósito, a investigação da morte "acidental" do delegado do DOPS, então lotado no DEIC, Sérgio Paranhos Fleury, também não deu em nada. E olha que isto foi em 1979, antes da Constituinte de 1988, portanto, quando as polícias tinham todas as prerrogativas que queriam.
Mas, foi tudo coincidência, é óbvio....