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ISSN 0033-1983
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Reflexões da política do pago – como ela é e como aparenta


O ex-secretário de Planejamento Ariosto Culau, teve de deixar o governo para preservar o governo e a governadora Yeda Crusius.



A queda de Ariosto Culau reforça a idéia de que uma crise política se aproxima. É possível e provável que isto venha a ocorrer. E por quê? Porque na maior parte das vezes um discurso de modernização estrutural do Estado também implica em desmonte do mesmo e incide sobre os agentes políticos. Normalmente, o escândalo e a corrupção grassam onde o neoliberalismo forceja. Aqui na Província de São Pedro do Eucalipto não é diferente.

Assim foi com a epopéia bufa de Roberto Jefferson, Blue Tower, Mansão do Lago Sul, Palocci, Zé e cia....sem esquecer de Mary Córner e suas meninas. Muito se disse a respeito daquela crise, muito se arrepende a UDN e o PSD de não terem ido para as cabeças logo após o depoimento de Duda Mendonça no Congresso. Perderam a chance e a eleição, e mesmo com a ajuda dos aloprados, a coruja pelou-se com as barbas de Lula e os juros bancários.

No caso do estado mais ao sul do país, o mesmo pode estar se sucedendo. Quando mais próximo o escândalo chegar do Piratini, mais chance há de desmoralizar o governo da professora de economia da UFRGS. Mulher de conduta acadêmica conservadora, Yeda foi lançada na política através da mídia local, dando dicas de economia para donas de casa. Alçada na função de ministra do Planejamento de Itamar, nunca mais baixou sua atuação. De deputada federal ganhou o governo do estado, por uma mísera margem de 6%.

Houvesse ainda dualismo no estado e não co-governo pactado em Brasília e a coisa estaria muito feia, mas feia mesmo. Quanto mais se chafurda no lamaçal das sistemistas, contratadas sem licitação e consultorias infinitas, mais se aproxima o bafo dos operadores da política do estado. Depoimento não é perícia e é a prova técnica o que o juiz quer para julgar e o júri para condenar. Mas, se uma parte não maior que 30% do depoimento do delegado Luiz Fernando Tubino for real, haveria motivos de sobra para o governo de Yeda ser profundamente questionado, ao ponto de cair. Se a queda fosse retroativa, a bomba teria de estourar no colo do ex-secretário de Segurança e na cúpula do PP-RS, legenda herdeira do Partido Libertador de Pilla Vares.

O que segura a governadora e sua equipe não é a relação delicada com a oligarquia local sobrevivente do vendaval das fusões e dos investimentos. O que segura esta gestão à frente do Piratini é a pasmaceira social desorganizada pela cumplicidade federal e o suporte de investimentos como Aracruz, Stora Enso, VCP, Boyse e cia.

Se existe uma aplicação real e material do conceito de oligarquia político-jurídico-administrativa esta é a classe política do Rio Grande do Sul. Especializada em falar bem, com alto desempenho intelectual e bom nível acadêmico, esconde na forma a substância de seu conteúdo. A guerra de indicações no Detran-RS antevia a titica advindo. Não deu outra e não foi por falta de aviso. A oligarquia do pago, mesmo subordinada à Brasília e aos capitais de fusões e transnacionais, opera com desenvoltura a máquina estatal e a cadeia sem fim de terceirizações. Até o livro do Pacto pelo Rio Grande tem coisas irreveláveis.

Pelas próprias palavras deles, tendo como voceros a José Barrionuevo e Cezar Busatto, o Jogo da Verdade apenas começa. E do jeito que o vento bate, a lenga-lenga do gerencialismo pode não decolar.

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