Muito já foi dito e falado a respeito da crise do sistema aéreo brasileiro. Uma boa contribuição pode ser o levantar de tópicos. Um deles, tampouco é novidade, é a aplicação civil da Anac, e a transferência do controle do Ministério da Defesa para o Ministério dos Transportes. Outro aspecto que também já fora muito abordado, é o gargalo aeroportuário.
Pára Congonhas e Brasília e o país não voa mais. Os aeroportos se aproximam de terminais rodoviários, para alegria da maioria que agora viaja de avião, mas para tristeza dos saudosistas dos tempos que voar era status. As rotas aéreas tendem a reproduzir o fluxo de poder e de capitais no ambiente interno do país. Entraria em cena a função reguladora, forçando uma expansão do sistema Infraero integrado. Bem, sob este modelo de gestão, tal fato não vai ocorrer.
Como a corda arrebenta do lado mais fraco, a categoria ainda “militarizada” dos controladores aéreos, torna-se responsável por aquilo que os mesmos são apenas um reflexo. A desregulamentação do setor foi emblemática para o governo Reagan, sendo a greve dos aeroviários dos EUA o equivalente a greve dos mineiros ingleses no governo Thatcher. Já a operação padrão dos controladores brasileiros foi um exercício pequeno, mas significante, de controle da rotina de transporte.
Que as lições sejam aprendidas.