O general Augusto Pinochet representara, encarnando, toda uma forma de dominação na América Latina. Exemplo mais bem acabado de concepção de exército e polícia de formação prussiana, associado com o chamado “fascismo de mercado”, marca um momento e uma opção de longo prazo do Imperialismo.
A revolta da população, das barriadas na última noite em que o ditador definhara representa o sentimento popular chileno. Impressiona a impunidade de Pinochet, assim como o enriquecimento ilícito, dele e deu estado-maior, a começar pelo coronel Contreras à frente da DINA. Sem dúvida, Fujimori teve seu mestre e este não era japonês e sim chileno.
Trafico de cocaína, fundos de pensão estourando, contrabando de armas, leilão do patrimônio púbico, fluxo contínuo e permanente de capitais transnacionais, o modelo da opção ganhou sobrevida, ressuscitou na Concertación e seguiu vigoroso pela democracia formal adentro. Augusto Pinochet seria o melhor carniceiro executivo e executor das teorias de Friedman e Hayek.
O contraforte dos Andes e o Estádio Nacional são testemunhas de seu modelo de sociedade e de desenvolvimento.