As cinco empresas do grupo Varig foram deficitárias nos últimos 4 anos. São elas, a Varig Log, Varig Travel, Varig Agropecuária, Rotatur e Tropical de Hotéis. O entrevero da Varig não é uma brincadeira, é coisa séria, de interesses estaduais e nacional em jogo. A Varig também é controladora da Pluna, empresa aérea uruguaia, que falira e foi ressucitada. O mesmo passou com a Aerolíneas Argentinas.
O número e o volume de mutretas na aviação comercial brasileira chega a assustar. Como não sou especialista no tema, recolho-me aos meros comentários. Primeiro é a indicação de um verdadeiro especialista. O piloto, comandante da Varig, sociólogo, mestre em ciência política e doutorando na mesma área, o gaúcho radicado no Rio de Janeiro Paulo Villas Boas, é o maior especialista que conheço na área.
Para quem gosta de estudar casos complexos, é um prato cheio. A Fundação Ruben Berta, briga com a associação de pilotos, que deixa em geral os aeroviários de fora da disputa. Como este ramo de atividade tem controle direto do Estado, e através deste, com as garras da Força Aérea, vários interesses entram em conflito. É difícil separar os interesses de governo em se tratando de empresas de grande porte. Na aviação comercial passa o mesmo.
A situação é tão séria, que as assembléias da Varig são disputadas no STJ. Depois vêm a lenga-lenga que o Estado não deve se intrometer na economia, e outras baboseiras. Se assim fosse, então o neoliberalismo tupiniquim prescindiria do BNDES. E acontece justamente o oposto. Caso algum leitor queira informações de dentro da disputa da família “varigueana”, repasso em separado email do colega Paulo Villas Boas. É assunto e tanto.