Uma reflexão quanto ao Nordeste salta aos nossos olhos. Todos os estados da Região são mais que viáveis, dentro deste e em outra forma de sistema sócio-econômico mais justo. A capacidade de trabalho e empenho da população é imensa.
Mas, a presença do Estado, especificamente das verbas públicas nadando e jorrando através das mãos e dos cofres das oligarquias locais é sem fim. E, para complementar a forma clássica de dominação oligárquica, a Região vive uma intensa desnacionalização. Ah, desnacionalização essa financiada pelo BNDES e especificamente pelo Banco do Nordeste (BNB), através do Fundo Constitucional para o Desenvolvimento do NE.
Uma equação política básica têm de ser refeita para o povo do NE. O aumento da capacidade produtiva, de gestão e controle de algumas cadeias produtivas, quase semrpe gera uma vontade política de maior exercício de poder. Se este poder não é ocupável por vias pacíficas, aí é outra história. Ciclicamente a história do povo brasileiro apresenta revoltas populares contra sistemas fechados ousemi-fechados. O controle e o domínio das oligarquias da Região são um exemplo vivo de como fazer política coronelista na era pós-moderna. Infelizmente, não é fenômeno Regional mas nacional.
Portanto, o controle popular e o financiamento público canalizado para fundos de desenvolvimento bem aplicados, como na CODEVASF, pode ser uma boa saída. Como política se faz na correlação de forças e não na boa vontade, este processo está muito distante.