Bruno Lima Rocha  

A proposta deste breve artigo é expor de forma breve como o neofascismo funciona na América Latina. Não se trata de relato amplo e detalhado, com nomes sem fim, empresas de fachadas, laranjas, lavagem de dinheiro e etc. Sim, este é o procedimento padrão, de melar as eleições nos países latino-americanos, poluir o debate público de versões disfarçadas de opiniões criadas por fazendas de bots e, de maneira muito aproximada, financiar estas iniciativas com a economia do crime. É isso mesmo, não é ficção ou roteiro de filmes com conspiração política.

No Brasil o epicentro da suspeita de golpe eleitoral, com o ministro André Mendonça sendo instrumento ativo na campanha de Flávio Bolsonaro e automaticamente, fortalecendo a aliança com o imperialismo capitaneado por Trump e Rubio. Já na Bolívia repercute um padrão mais ampliado, cuja prisão do operador da CIA Fernando Cerimedo, é a parte mais visível de todo esquema.

Cerimedo foi peça central na eleição de Javier Milei em 2023 na Argentina. Atuou para espalhar a calúnia de fraude nas urnas eletrônicas no Brasil. Fez campanha contra a constituinte no Chile e também no segundo turno das eleições no país. Foi conselheiro de campanha de Rodrigo Paz na Bolívia, depois teve um espaço informal com alto nível decisório. O intento de feminicídio contra sua ex-companheira – a influenciadora de direita boliviana Nadia Beller -foi para queima de arquivo conforme o próprio afirmou para um cúmplice. Este, é simplesmente o diretor da Polícia Nacional Boliviana na luta contra o narcotráfico.

Leia na íntegra na HispanTV Brasil, neste LINK

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