Este árabe, que por acaso da história tem passaporte francês, caso não fosse craque de futebol, seria mais um “suspeito”, eternamente parado pelas políciaseuropéias para “maiores averiguações.
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Este árabe, que por acaso da história tem passaporte francês, caso não fosse craque de futebol, seria mais um “suspeito”, eternamente parado pelas políciaseuropéias para “maiores averiguações.
– Foto:” class=”image”> Este árabe, que por acaso da história tem passaporte francês, caso não fosse craque de futebol, seria mais um “suspeito”, eternamente parado pelas políciaseuropéias para “maiores averiguações.
Há menos de um ano a França estava em pé de guerra. Especificamente, os subúrbios de Paris e das maiores cidades, povoados de jovens desempregados e com origem imigrante. São árabes, magrebinos, africanos de ex-colônias, antilhanos, berberes, todos imigrantes sob o manto da civilização francesa e Estados pós-coloniais como Marrocos, Tunísia, Gana, Costa do Marfim, Argélia, dezenas de ilhas caribenhas e do Pacífico. Milhares de carros incendiados, 10 anos depois da última explosão de ódio, centelha incendiária cujo pavio estourara em 1995.
Não por acaso, depois que a periferia africana da França “cosmopolita” explode e sacode, os movimentos populares e sindicatos da terra de Zola e Foucault se enchem de coragem, deixam de
Voltando aos subúrbios quentes, por ironia da história, estes mesmos jovens são potenciais soldados de Regimentos de Páras, os mesmos que ameaçavam
Toda esta volta, foi para
Hoje o time francês representa o futebol africano e árabe na Copa do Mundo. Pela lógica dialética, a França é representada pelos mesmos jovens que no anterior incendiaram a periferia parisiense. Portanto, cada gol de Zidane é uma autêntica festa no gueto!
