Um instrumento de socorro de vidas humanas torna-se um investimento de apropriação do dinheiro público no país do estelionato eleitoral
Foto:Esta marcante legislatura, com abundantes escândalos e assumidas imoralidades, teve uma característica própria. A hiper-exposição do Congresso Nacional, desta vez sob o jugo e a vigília do jornalismo eletrônico, capitaneado pelo Blog do Noblat, senão revelou, trouxe à tona o perfil real do parlamentar mediano brasileiro. Realmente, não faz sentido repetirmos aqui os nomes e legendas de gente recém exposta
Ao contrário do que propagam os sábios da engenharia política, as inferências iniciadas na observação óbvia, nos oferecem uma mescla incendiária se bem fundamentadas com conceitos operacionais e não necessariamente normativos. Estamos no país da impunidade, do hiato da representação política, e justo por isso devemos observar a gritaria da mídia – da grande mídia, pois mídia também fazemos – a respeito do PCC e compará-la com a cobertura real do parlamento criado por Bonifácio de Andrade. Para não chegarmos tão longe, fiquemos somente com a criminalidade violenta da Região Sul do Brasil.
Se analisarmos a carreira criminal de um homem tido como hoje o “bandido No.
Ou seja, como forma de apropriação sistemática de bens alheios, privados ou coletivos, a política profissional torna-se a materialização dos cartéis. Não basta acusar às elites políticas que adquiriram mentalidade de classe com grau de autonomia, e menos ainda aos eleitores, intimados a participarem a cada 2 anos em pleitos eletrônicos. Como se diz, o buraco é mais embaixo, indo além das estruturas e chegando à interdependência das esferas políticas-econômicas-ideológicas em um capitalismo sem lastro e criminalizado. Os quase 100 parlamentares bebedores de sangue dos cofres da União e do SUS, são a prova viva desta interdependência de um sistema desviante pela própria natureza.
