Observamos do gráfico acima a estrutura do Grupo transnacional, com sede na França e controlador dos maiores contratos de limpeza urbana no Brasil
Foto:A partir do desastre da licitação
Vejamos, para começar a Veja Engenhara ambiental. Esta empresa, fundada por brasileiros, é hoje uma subsidiária do Grupo Suez. Detalhe, este Grupo de matriz francesa e com negócios globais, foi o maior doador da campanha do prefeito atual de Porto Alegre através da subsidiária Veja. Ao poeta José Fogaça aportaram R$ 100.000,00, por dentro e com rubrica. Um valor alto para as regras, mas irrisório para os rios de dinheiro que sempre jorram por fora. A própria Vega (Grupo Sita/Suez), criou uma joint venture, chamada Essencis, em parceria com a Cavo, empresa de limpeza urbana controlada por nada menos que a Camargo Correia. Detalhe, a controladora do grupo no Brasil não é a Vega, mas uma empresa pouco conhecida chamada de Tractebel Energia, subordinada direta da matriz do Sita Suez. Como se não bastasse, a Suez Ambiental fundou algumas empresas em sociedade com as Organizações Odebrecht. Uma delas, seu modelo de negócios, é a Águas de Limeira.
Observando a comunicação institucional das afiliadas da Abrelpe e Abetre, os dois sindicatos patronais da área, vemos afiliações cruzadas, um sem-número de consórcios e joint-ventures. Podemos afirmar sem risco de sermos levianos que a forma de procedimento das empreiteiras dos anos ’80 e ’90, está se reproduzindo abertamente no lixo do Brasil. Dentre as afiliadas da Abrelpe, estão notórias conhecidas como a Leão & Leão de um lado e a Queiroz Galvão de outro.
Diante de tantos interesses cruzados, era esperado que o problema estourasse. E, sendo bem sincero, Garipô saiu no lucro, e Fogaça. A julgar o modus operandi procedente nos casos Celso Daniel e Toninho do PT, a coisa era para estar muito mais feia.
Este lixo só está começando a feder…..
