Tal como o Ulisses grego, e não o de São Paulo,os militantes das esquerdas gaúchas terão de se atar para não serem arrastados pelo maremoto eleitoral. - Foto:
Tal como o Ulisses grego, e não o de São Paulo,os militantes das esquerdas gaúchas terão de se atar para não serem arrastados pelo maremoto eleitoral.
Foto:

O risco do isolamento caminha lado a lado com o risco ainda maior de abandono de posições duramente alcançadas ao longo de 3 anos. Estou me referindo ao PSOL, ao próprio PSTU e demais organizações de esquerda reformista. Já ontem se podia observar pelas ruas da Grande Porto Alegre, militantes conhecidos da Conlutas e de correntes da legenda de Heloísa Helena portando adesivos de Olívio Dutra. O sintoma sempre é um primeiro sinal para um bom diagnóstico.

Não cabe a uma página de análise política ter algum tipo de pretensão de cobrança de coerência ou coesão na interna de partidos. Mas, no mesmo papel de analista, é visível que os problemas apenas começam. O pior dos mundos para a Frente Popular seria o melhor dos cenários para as agrupações mais à esquerda do Rio Grande. É possível a inferência que o mesmo fenômeno esteja a ocorrer Brasil acima e adentro.

O apelo da urgência tática sempre foi um dos cantos de sereia mais escutado no mundo da política. Neste caso, o cantarolar não vem dos rochedos do mar dos caramujos da orla do Lago Guaíba. A cauda da mitologia transformou-se no bigode da Bossoroca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *