A indústria do papel começou no Brasil com as bênçãos de Getúlio sobre os Klabin, através da exploração nas Matas da Araucária, hoje restando poucas.

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No terreno ideológico, pouca ou nenhuma voz na mídia regional defende o jornalismo previsto na Lei de Imprensa e oferece argumentos contraditórios e opostos. Infelizmente, é o que se verifica quando o assunto são os milionários investimentos, com aval e participação do Estado, no plantio de papel e celulose.

Para agravar a situação, em 2006, mais de uma dezena de jornalistas foram convidados a conhecerem as plantas industriais de celulose na Suécia e Finlândia. Não por acaso, estes colunistas emitem opinião favorável às empresas de celulose. Em tese, e digo em tese porque isso não se verifica em país algum, era de esperar um debate público sobre tendências e possibilidades para a Metade Sul. Mesmo podendo ser manipulados, os dados ainda são fontes para interpretações.

Chama a atenção tamanha cegueira. Nossa vizinha Argentina, difundiu ao máximo a coima que o governador Bussi de Entre Ríos pedira a Botnia para instalar a fábrica em sua província. Por este motivo, somado a uma forte resistência da população local, a planta foi parar em Fray Bentos, na outra margem do Rio Uruguay.

A neutralidade imparcial do jornalismo é um mito. A objetividade é outro. Mas, sinto que o pesar atual é o excesso de oferta midiática somada com a desinformação sistemática.

Esta Nota foi originalmente publicada na página do jornalista gaúcho, de Santa Maria da Boca do Monte, Claudemir Pereira

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